sábado, 24 de Janeiro de 2009
O IMPÉRIO DA IRRESPONSABILIDADE
sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009
RESPOSTA A UM OUTRO BLOGUEIRO

António Rebelo
Os blogueiros tomarenses, entre os quais me incluo, são bastas vezes assediados por um cidadão aparentemente com um feitio dificil e com hábitos muito peculiares. Conquanto ultimamente tenha mudado para bastante melhor, continua a causticar os menos pachorrentos. Assina com os mais variados e desvairados nomes supostos, do tipo O BURRO, Mega Massa Pro, Pato Bravo Tomarense, etc. Sendo o estilo sempre o mesmo e os temas idem idem, já não consegue ludibriar senão aqueles que querem ser enganados.
Quando as respostas que obtém para os seus escritos não lhe agradam de todo em todo, ou quando os contraditores usam uma argumentação mais elaborada e difícil de rebater, resolve o problema sempre da mesma forma -chuta para fora, dando conselhos e avançando elementos quantitativos e outros, geralmente fora de contexto. Até já cheguei a supor tratar-se de simples provocador de serviço, agindo no sentido de "tirar nabos da púcara", pois vêm aí as autárquicas e as ideias portadoras de futuro e mobilizadoras tardam em aparecer.
Assim ou assado, já não é a primeira vez que me intima a provar o que escrevo e a apresentar dados estatísticos e outros para apoiar os meus axiomas. É bizarro, mas é assim. Não tendo ainda perdido a esperança de o convencer a deixar-nos a todos em paz, portando-se com normalidade, resolvi escolher, no discurso de posse de Obama, um excerto que lhe sirva como uma luva. Oxalá ele possa contribuir também para nos tornar mais conscientes, de modo a deixarmo-nos de brincadeiras serôdias com coisas demasiado sérias. Afinal, é o nosso futuro como comunidade urbana que está em causa.
"Sabemos agora muito bem que estamos em crise. ... ... A nossa economia encontra-se muito enfraquecida, como consequência da ganância e da irresponsabilidade de alguns, mas também por causa da nossa incapacidade colectiva para efectuar escolhas difíceis e para preparar a nação para uma nova era. Famílias ficaram sem casa; empregos foram destruídos; muitas empresas faliram. O nosso sistema de saúde é demasiado caro; a nossas escolas toleram demasiados abandonos; e cada dia que passa constatamos que o modo como gastamos energia fortalece os nossos adversários e ameaça o nosso planeta.
Tais são os indicadores da crise que podemos ilustrar com dados estatísticos. Porém, o que é menos quantificável, mas igualmente grave é a maneira como perdemos a confiança em nós próprios. Um medo lancinante de que o declínio da América é inevitavel e que por isso a geração seguinte deverá fixar-se objectivos mais modestos.
Hoje quero dizer-vos que estamos perante tremendos desafios. Que são graves e que são numerosos. Não os venceremos nem com facilidade nem rapidamente. Quero, porém, dizer à América categoricamente -tais desafios serão vencidos!
Hoje estamos aqui reunidos porque preferimos a esperança em vez do medo e a união em vez dos conflitos."
Os Estados Unidos são um grande país e nós somos uma pequena cidade. Os americanos olham para o futuro e nós olhamos para o passado. Eles são realistas e nós somos fantasistas. Obama apelou aos cidadãos livres e isso aqui em Tomar é coisa muito rara. E depois, mas não finalmente, nós acreditamos em milagres e eles não. Nunca ouviram sequer falar de sebastianismo. Apesar de todas estas e muitas outras diferenças, recuso-me a perder a esperança, recuso-me a abandonar a acção em prol de uma sociedade mais livre, mais justa e mais fraterna.
ANÁLISE DA IMPRENSA LOCAL E REGIONAL
quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
OBAMA E O PAÍS DA MAMA

Salvador Sem Sorte
Meus irmãos:
Tereis visto certamente, se não estáveis nos respectivos empregos, a transmissão televisiva da tomada de posse do nosso irmão Obama como primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Eu também vi e gostei muito do programa elaborado pela SIC. Pegando numa ideia já anteriormente usada aqui no blogue (Ver post Carta a Obama), resolveram mandar um jornalista à Casa Branca portuguesa, uma freguesia do concelho de Sousel, no Alto Alentejo, para ir partilhando as suas notas de reportagem com as imagens provenientes dos EUA.
Na minha modesta opinião, tal ideia foi de uma extraordinária eficácia (e sabeis bem como sou severo a apreciar), conquanto não totalmente aproveitada. Dois factos me chamaram particularmente a atenção, razão porque aqui os trago, para vossa profunda meditação. Apesar de ocorridos lá longe, pensar nunca fez mal a ninguém, antes pelo contrário. E a actual situação de profunda crise carece mais de ideias portadoras de futuro, do que de qualqer outra coisa.
O primeiro desses factos, insólito mas tremendamente significativo no país que somos, apareceu quando o jornalista SIC resolveu perguntar a elementos da população se sabiam o que estava a acontecer na outra Casa Branca, nos Estados Unidos. Quatro respeitáveis cidadãos, de mais de 40 anos, separados no espaço e no tempo, responderam sem qualquer hesitação -É a tomada de posse do "Barraca Abana". Tal e qual, sem tirar nem pôr! Quer isto dizer, meus irmãos em Cristo, que no nosso país, como um pouco por todo o lado, aquilo que os políticos e/ou a comunicação social procuram transmitir, quase nunca é exactamente aquilo que as pessoas ouvem ou compreendem. Aqui fica o aviso para os políticos e a comunicação social locais, blogues incluídos.
O outro facto, igualmente característico do nosso país, que adoramos apesar de tudo, foi a tradicional "mendicância" ou "pedinchice", aproveitando a presença da televisão. As pensões deviam ser aumentadas. O posto médico fecha cedo e aos fins de semana. O hospital mais próximo fica a 40 quilómetros. Etc. Etc. Após o que se passou ao salão de festas da Junta de Freguesia, onde dançava a rapaziada do Rancho Folclórico, naturalmente subsidiado pela autarquia, como dinheiro dos contribuintes.
Triste, quanto a mim, foi o facto de o jornalista não ter logo aproveitado para esclarecer aquela gente, informando-os de que nos Estados Unidos, apesar de serem a nação mais rica e poderosa do mundo, não há pensões de reforma pagas pelo estado (excepto para as forças armadas), não há assistência médica gratuita ou tendencialmente gratuita, não há ensino de qualidade gratuito, não há subsídios para ranchos folclóricos e outras associações, não há garantia de emprego para ninguém, não há subsídio de desemprego nem férias obrigatórias pagas. Até as Associações de Veteranos Antigos Combatentes, se querem ter monumentos, na capital do país ou em qualquer outro local, têm de os pagar e cuidar da respectiva manutenção, sem qualquer auxílio dos governos estaduais, ou do federal.
Talvez por ser assim, têm o equivalente do IVA a menos de 13%. E já nos anos 60 do século passado o presidente Kennedy recomendava aos americanos: "Não perguntem o que o país pode fazer por vós, mas antes o que vós podeis fazer pelo país!". Quase cinquenta anos volvidos, Obama apoiou na mesma tecla, frisando que não vai ser fácil mas que juntos vão conseguir, com o trabalho de todos.
Entretanto, aqui em Portugal, este estranho país que só é europeu por estar geograficamente implantado no extremo da Europa, as coisas continuam a ser bem diferentes. Só no concelho de Tomar há cerca de 140 associações culturais e/ou desportivas, uma para cada 271 habitantes. Todas com direito a subsídio da autarquia. Algumas igualmente com direito a subsídios do governo central. Podemos portanto dizer-vos, sem qualquer ponta de exagero, que enquanto os Estados Unidos elegeram agora o primeiro presidente negro, em Portugal já há muito que os contribuintes se vêem negros para conseguir fornecer leite para tanta mama. Ainda por cima, a "cadela" é sempre a mesma -impostos/taxas > governo/autarquias > subsídios > cachorros. É por isso que o povo, com um saber proveniente de milenar experiência, lá vai dizendo, no recato do lar, (porque nunca se sabe!), que "cada vez há mais cães a pedir mama e um dia destes a cadela não vai poder com tanto cão!". A não ser que a nova atitude do Barraca Abana faça escola entre nós e a nossa barraca abane mesmo. Oxalá!
quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009
MAZELAS TOMARENSES - Ruas e caminhos


Jerónimo Foice
terça-feira, 20 de Janeiro de 2009
PIOR A EMENDA QUE O SONETO
segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009
NÓS TOMARENSES E AS CRISES ACTUAIS
domingo, 18 de Janeiro de 2009
NÓS TOMARENSES E AS CRISES ACTUAIS

Entretanto Corvelo de Sousa anunciou, num belo texto, a venda do Convento de Santa Iria (fotos) para a próxima quarta-feira, dia 21. Respondendo a perguntas, garantiu que já há interessados. A base de licitação é de milhão e meio de euros, bastante menos que os previstos seis milhões incluídos no Orçamento 2009. Sabe-se ainda que a autarquia pretende no local um "Hotel de charme de 4 0u 5 estrelas, com 60 quartos." "C'est charmant", digo eu, mas não chega e trata-se de um erro monumental. Mais um.
sábado, 17 de Janeiro de 2009
MAZELAS TOMARENSES - Sinais do tempo


Não ignoro que, como afirma João César das Neves, conhecido economista/sociólogo/cronista conservador, em Portugal, felizmente para todos nós, até os extremistas são boas pessoas. Mesmo assim, continuo a pensar que os agentes e responsáveis da PSP de Tomar merecem lá um portão automático. Quanto mais não seja para poderem descansar melhor, designadamente durante a noite.
sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
CARTA AO FUTURO PRESIDENTE OBAMA

Vai por aí algum orgulho nacional no caso da próxima tomada de posse de Obama, no próximo dia 20. Uns porque o fotógrafo da presidência americana é de origem açoriana, outros porque o futuro presidente dos USA resolveu oferecer um cão às filhas e, segundo a imprensa internacional, está indeciso entre duas raças, uma das quais é o cão d'água português.Informados de tal facto, os responsáveis algarvios, que já aprenderam com os turistas não ser conveniente andar a dormir na forma, foram lestos. Informaram a embaixada americana em Lisboa de que têm uma cadela prestes a parir e que tencionam oferecer um dos cachorrinhos ao futuro presidente Obama. Até já baptizaram o animal que ainda não nasceu. Chamar-se-á Algarve. Podia ser pior. Allgarve, por exemplo, como já fez um organismo governamental de promoção turística.
Tomar a dianteira escolheu outro caminho. Encontrar maneira de poder dirigir-se a Obama de igual para igual. Como os nossos seguidores decerto já repararam, conseguimos o que parecia praticamente impossível. Agora é só escrever da Casa Branca da Silva, Tomar, Portugal, para a Casa Branca de Obama, Washington, USA. Está ou não está bem visto? Como dizem os nossos amigos espanhóis, dignidade ante tudo! Pois então aqui vai a carta:
Meu caro Obama: Antes de mais, aceita as minhas sinceras felicitações e votos de que consigas fazer melhor do que o teu antecessor. Não é assim muito difícil, mas os tempos mudam de forma cada vez mais acelerada e nunca se sabe. Escrevo-te de um país que tem as mais velhas fronteiras da Europa, que agora por acaso até estão permanentemente abertas, e apesar disso os nossos multiseculares inimigos, os espanhóis, não nos invadiram, militarmenbte falando. Economicamente falando, já não estou assim tão seguro.
Tudo isto para te dizer que os portugueses, quando focam qualquer assunto, sabem muito bem o que estão a tratar, pois têm a ampará-los vários séculos de experiência, tanto na Europa como através do mundo. Imagina que até fomos nós que provocámos a primeira globalização.
Na minha opinião, com a tua brilhante vitória eleitoral, provocaste enormes expectativas, que agora são de muito difícil satisfação, dado o ambiente de profunda crise a nível mundial. Por isso te recomendo a máxima cautela em tudo.
Apenas a título de exemplo, passo à questão do presente para as tuas filhas. Soube-se aqui que estás indeciso entre dois tipos de cão, um dos quais português. Aceita um conselho de amigo -escolhe o outro, pois no caso de optares pelo cão d'água português, haverá logo mal intencionados a garantir que tal escolha ocorreu porque tencionas meter muita água nas tuas futuras funções, o que não te ficará nada bem, como deves calcular. Basta pensares no que aconteceu ao Busch.
Se de todo em todo não conseguires convencer as tuas filhas a repudiarem a hipótese do cão português, julgo que só te restará uma hipótese: contactar o senhor Alcaide da minha terra, para te indicar a sua agência de comunicação preferida e recentemente contratada. Podem até não ser o expoente máximo da profissão, mas têm lá um técnico ímpar para calafetar rombos de todos os tamanhos nas diversas barcas do poder. Só o nome já é uma garantia: Rui Calafate. Queres melhor? São séculos de experiência, amigo Obama.
Um grande abraço fraterno desta Casa Branca portuguesa para essa Casa Branca americana. E não te incomodes a agradecer. Se não nos ajudarmos entre iguais, quem irá ajudar-nos?
Sebastião Barros - Tomar a dianteira
ANÁLISE DA IMPRENSA LOCAL E REGIONAL
quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009
OS ELEITOS SÃO COMO OS ELEITORES


Na primeira fotografia, a contar de cima, pode ver-se o resultado quase final da actuação cívica de determinada família. Tendo mandado podar duas árvores no pequeno quintal, resolveram colocar os ramos à porta e telefonar aos serviços de limpeza, para que os viessem buscar. Afinal, para alguma coisa hão-de servir as taxas de saneamento, de conservação e de resíduos sólidos. (Será que, num futuro próximo, ainda vamos ter de pagar uma taxa de resíduos líquidos e gasosos?).
quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009
INFORMAÇÃO RECEBIDA AQUI NO BLOGUE

SAPEC - SOCIEDADE ANÓNIMA DOS POLIDORES DE ESQUINAS E CALÇADAS - SETÚBAL
Especialistas em investigação da vida alheia e outras calhandrices
Após buscas aturadas e porfiados esforços de escutas e outros meios, somos a informar que o indivíduo que assina O BURRO é alguém ainda no activo, que terá feito o trajecto RAS(apartheid)/IPT/CMT/QREN. Na zona da sua residência é geralmente conhecido pela alcunha "O pívias". Não conseguimos ainda apurar as origens de tal apodo, mas tencionamos lá chegar em breve. Esta informação tem 99% de possibilidades de ser verdadeira. Agradecemos a sua difusão atempada nos meios bem informados da Nabância, para que todos saibam com quem estão a lidar. Com os nossos antecipados agradecimentos, endereçamos cordiais saudações,
A gerência da SAPEC
( Recebida em correio expresso oriundo de Lisboa, às 10H30 de hoje, em Tomar a Dianteira)
Sebastião Barros
MAIS PROPOSTAS ANTI-CRISE DO PS TOMAR
terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
MAZELAS TOMARENSES - Trapalhadas


segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
RESPOSTA A UM DIRIGENTE PS
domingo, 11 de Janeiro de 2009
MAZELAS TOMARENSES -Ratoeira para turistas





sábado, 10 de Janeiro de 2009
CONVENTO A RUIR? - EXPRESSO REINCIDE

RESPOSTA AO ESTIMADO LEITOR MEGA MASSA PRO
Cumprimentos do António Rebelo
Humor para pensar
sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009
AUTÁRQUICAS 2009 - Um contra dois
ANÁLISE DA IMPRENSA LOCAL E REGIONAL
MAZELAS TOMARENSES - Esquecimento ou indiferença?

Cão Tinhoso
quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009
MAZELAS TOMARENSES - Protecções



quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009
AUTÁRQUICAS 2009 - Política local
Sebastião Barros
MAZELAS TOMARENSES - Sinais com estilo

terça-feira, 6 de Janeiro de 2009
CRÓNICA DA ODETE DAS FARTURAS

Este início do novo ano, que se anuncia muito díficil para todos, é só broncas por todos os lados. Pelo menos aqui em Tomar. Anda tudo muito excitado, nervoso, ou então imitam muito bem. Nas obras da Ponte do Flecheiro as broncas sucedem-se. Agora foram forçados a levantar, pela segunda vez, as lages do terreiro. E a calçada já feita vai pelo mesmo caminho, que aquilo é só covas. O empreiteiro teve azar. Se não tem chovido tanto... Lá mais para cima, junto à igreja, continuam as escavações, sem que alguém nos consiga explicar do que é que andam à procura. Se aquilo sempre foi cemitério, oficial e/ou de recurso, além dos esqueletos, esperam encontrar o quê? Logo ao lado, um dos três postes kingsize já se inclinou. Estava bem fixo ao solo, não haja dúvida! Entretanto, os problemas de acesso pedestre ao mercado continuam, sem qualquer indício de próxima resolução. Faz ali falta parte da verba que está a ser gasta com a arqueologia... Outra bronca da semana foi a manchete do Expresso, a dizer que o Convento ameaça ruina, entre outras afirmações alarmistas sobre todo o património nacional classificado pela Unesco. Aqui na redacção, o sr. Rebelo, que conhece o monumento como poucos, disse logo que era um enorme exagero, com objectivos que falta apurar. Segundo ele, os problemas do Convento são, sobretudo, de gestão operacional, podendo servir estas notícias sensacionalistas para desviar as atenções do essencial. Acrescentou haver uma boa maneira de mostrar o exagero alarmista da notícia em causa. Basta perguntar, a quem a escreveu, ou a quem apoia o seu conteúdo, o que deverá ser feito, em termos de obras, logo a seguir à consolidação do fecho de abóbada que aparece na fotografia do Expresso. É muito provável que a resposta seja um prolongado silêncio, a simular meditação, ou qualquer proposta estapafúrdia.
Na blogosfera tomarense, malta mais nova, mais atirada para a frente, ou que julga estar sempre meia hora à frente do futuro, correu logo a apanhar as canas dos foguetes. Lançaram prontamente uma petição online "Salvem o convento". Como aquele monumento precisa sobretudo é de ser salvo dos exageros deste tipo, tomaradianteira afirmou que não subscrevia tal documento, nem aconselhava a sua subscrição, pelos motivos que os nossos seguidores podem ler noutra entrada. Houve quem não gostasse e nos tivesse logo atribuído vis intenções e alguns recalcamentos. é por isso tempo de dizer que na redacção deste blogue procura-se falar claro e urinar a direito. No caso da bronca da petição, com erro de destinatário e de ortografia, há igualmente aquele grupo, até agora desconhecido, Movimento Social Liberal. E que mais, apetece perguntar, Progressista Conservador, se calhar?! É verdade que estamos no país do estilo manuelino e na terra que possui a obra-prima dessa arte, mas convém não exagerar, abusando da complacência das pessoas. Um movimento social liberal a peticionar no sentido da salvação do Convento pelo governo, seria mais ou menos o mesmo que o PCP a solicitar a iniciativa privada para explorar o Hospital de Tomar. Coisa que obviamente nunca fará, sob pena de grave descrédito. Mas os tomarenses são muito particulares e nunca se sabe... E já me ia a esquecer: Até a actual gerência autárquica contribuiu com a sua broncazita. Convocaram uma conferência de imprensa para anunciarem medidas de combate à crise a nível local. Esqueceram-se, porém, de que qualquer medida implicando aumento ou diminuição de receita carece de votação prévia na AM. E apresença do presidente da Assembleia não dispensa, de forma alguma, essa obrigatoriedade, pelo que a citada conferência de imprensa foi precipitada. E se agora a Assembleia, entretanto convocada para meados do mês, não aprova as medidas entretant anunciadas? Com muito menos ruído mediático, o executivo abrantino vfoi bastante mais longe. Anunciou que as obras de recuperação do centro histórico estão isentas do pagamento de quaisquer taxas ao município. Muito mais simples, como se vê.
Um grande xi-coração da Odete das Farturas
segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009
PETIÇÃO PARA SALVAR O CONVENTO

Conforme já referimos (Ver "O Convento ameaça cair?"), carece de base séria a manchete da edição do Expresso de sábado passado, tanto no que diz respeito aos grandes monumentos do nosso país, como em relação ao Convento de Cristo. O conteúdo da citada notícia é marcadamente alarmista e, provavelmente, só daqui a algum tempo viremos a compreender a sua origem e os seus objectivos reais. Não há almoços grátis, escreve com frequência César das Neves. Neste caso, transformar uma foto com um fecho de abóbada, em mau estado de conservação e sustentado por dois prumos em madeira, em manchete do Expresso, obviamente que traz água no bico, como a seu tempo se verá. Ou não?
Entretanto, embalados pela actualidade, alguns entusiastas "blogueiros" lançaram na blogosfera uma "Petição para salvar o Convento", seguramente com as melhores intenções. Acontece, porém, que o texto proposto está longe de honrar quem o redigiu. Primeiro porque o IPPAR já mudou para IGESPAR, depois porque o Convento padece de problemas graves, mas que não são seguramente da área da conservação/restauro, enfim porque os peticionários "vêm" e não "vêem" com se escreveu no citado texto.
Por tudo o que acaba de ser dito e em prol da verdade, do realismo e da decência, Tomar a dianteira não subscreve e apela a que não subscrevam a citada petição.
António Rebelo
MAZELAS TOMARENSES - Sinalização

domingo, 4 de Janeiro de 2009
MAZELAS TOMARENSES - Sinalização

Há, aí pela cidade e arredores, imensas carências no domínio da sinalização rodoviária. Ainda recentemente, um semanário abordava este assunto, falando de sinalética. Ocorre que se trata de coisas diferentes. Sinalética permite identificar pessoas, sinalização indica coisas. Vai dar ao mesmo, dirão. Não vai, não! Considerem a frase "O tio dele tinha cágado no quintal." Agora retirem só o acento agudo e vejam lá se vai dar ao mesmo. Outro exemplo: "O tipo foi operado aos tomates" será o mesmo que "O tipo foi ao Prado aos tomates"? Dito isto, para não perderem o saudável hábito de pensar, vamos lá então aos sinais de trânsito.
Quem vá para o Convento, ou de lá venha e queira ir aos Pegões, terá tarefa complicada. A não ser que pergunte a algum morador, coisa rara por aquelas bandas. Conforme mostram as duas fotos, a sinalização está lá, mas é na verdade inútil, pois ninguém a vê. Só indo explorar a pé, e mesmo assim... Esta triste situação, que tal como muitas outras só nos envergonha, dura há vários anos, aparentemente sem incomodar quem quer que seja. Até quando?
sábado, 3 de Janeiro de 2009
O CONVENTO DE CRISTO ESTÁ A CAIR?


MAZELAS TOMARENSES -A mania das caixas

Recordo que esta série de mazelas visa demonstrar que as asneiras já detectadas na Ponte do Flecheiro e obras envolventes, não são nem um caso isolado, nem obra do acaso. Antes mais um exemplo das consequências de falta de projectos adequados, de fiscalização conveniente, de oposição eficaz, etc. etc. Por outras palavras: São o habitual pão nosso de cada dia.
Antigamente, no século passado, antes do 1º mandato PS/Pedro Marques, ainda S. João era a cidade velha e os velhos prédios eram simplesmente arranjados, podiam-se fazer obras de conservação com pouco dinheiro e poucas formalidades. Apareceu então determinada pessoa, nitidamente garganeira e temperamental, que tudo procurou mudar, de acordo com as suas coinveniências. A cidade velha passou a ser, pomposamente, "Centro Histórico", este foi classificado, e começaram os grandes problemas. Os prédios velhos até deixaram de ser arranjados, conservados, ou adaptados. Passaram a ser reabilitados, requalificados ou redignificados. Para qualquer obra passaram a ser indispensáveis projecto de estruturas, projecto de arquitectura, projecto de cores e paramentos, projecto de água, projecto de telecomunicações, projecto de esgotos, projecto de isolamento térmico, acompanhamento por arqueólogo, licença de demolição, licença de obras, licença de ocupação da via pública, fotos da fachada do prédio, etc. Quando determinado requerente reclamou contra a exigência do projecto de arquitectura, alegando que não pretendia alterar o exterior do imóvel, a tal criatura, que dispunha de delegação de competências, enviou ao referido munícipe, como resposta, uma fotocópia da página do Diário da República, onde constavam os honorários dos arquitectos...
sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009
MAZELAS TOMARENSES - ESTACIONAMENTO

Seguindo o sábio conselho do senhor que se assina Mega Massa Pro, lá rumei ao Convento, que o pessoal aqui do blogue, sobretudo o sr. Rebelo, conhece bastante mal. O sr. Sebastião até me disse, se calhar com ironia -Vê lá se não te perdes, que uma vida de cão são 10/15 anos, e tu só cá vives há 14. Vai pela Calçada de S. Tiago, e depois continua para os Pegões. Não te esqueças do guarda-chuva...







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