Mostrar mensagens com a etiqueta Tomar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tomar. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de novembro de 2009

A CONTINUIDADE EVITA NOTÍCIAS DESTAS


Após a leitura desta notícia, d'O PÚBLICO de ontem, os costumeiros conformistas crónicos, da alto da sua evidente mumificação raciocinal, limitar-se-ão a constatar e proclamar que afinal isto é tudo a mesma ..... por todo o lado. Erro o deles. Tomar tem mais habitantes que Beja e menos cerca de 250 funcionários municipais, o que vem confirmar que certas formações políticas quando ganham autarquias...
Em contrapartida, também tem o mau hábito de pagar aos fornecedores nove meses mais tarde, em média. E as dívidas à banca, a sociedades de leasing e a terceiros, são bem mais gordas. Diz-se por aí, ao ouvido de alguns, que já ultrapassam os 45 milhões de euros, com pagamentos mensais obrigatórios (juros + amortizações) superiores a 110 mil euros (22 mil contos). É de respeito !
A vitória tangencial do PSD, e sobretudo o casamento de conveniência com os candidatos do PS, não vão permitir que se venha a conhecer tão cedo a real situação da autarquia, despida do manto diáfano das conveniências. A continuidade, mesmo ajudada pelas muletas do PS, tem destas vantagens -é muda e totalmente respeitadora das convenções circunstanciais.
Seria num entanto um erro considerar, a partir deste exemplo de Beja, que a situação de descalabro é a mesma por todo o lado. Sendo certo que as causas serão similares, devemos levar em linha de conta que a capital administrativa do Baixo Alentejo não tem o Nabão, nem a Festa dos Tabuleiros, nem o Convento, nem a Albufeira, nem os Pegões... nem sobretudo a mentalidade das gentes do norte, que de tudo conseguem gerar riqueza. Repare-se que Évora, logo mais acima, mas Património da Humanidade, está um bocadinho melhor, apesar de também carecer da mentalidade nortenha. A qual sobressai até no futebol. Porque afinal, quem ganha campeonatos ? Onde está a maioria dos clubes dos escalões principais ? Será simples acaso ? Ou a aplicação prática do conhecido preceito cristão "Ajuda-te e Deus ajudar-te-á ?
Aqui fica, à consideração de VExas.

sábado, 14 de novembro de 2009

NOTÍCIAS DA ODETE DAS FARTURAS

Recebemos esta tarde este mail, da nossa amiga e ex-colaboradora Odete das Farturas:
Senhor Sebastião, muitos beijinhos e votos de boa saúde que eu cá vou indo como Deus quer o que já não é nada mau nos tempos que vão correndo ao que sei muito agitados também por essas bandas onde os eleitores votaram nos mesmos para não variar e agora não tarda que comecem a dizer que não votaram neles e por isso não têm culpa nenhuma a terra é que é assim as pessoas não se interessam pela política e depois queixam-se quando já não tem remédio foi também por isso que eu resolvi vir aqui para Leiria onde é outra gente com mais coragem mais trabalhadores e mais interessados nos assuntos da cidade e com mais poder de compra vivem e deixam viver trabalham e deixam trabalhar o que é bom para o meu negócio que vai bem e não me tem dado muito tempo para o computador se não fosse o senhor Sebastião dizer-me que o senhor do Nabância se tinha queixado da minha ausência nem me dava ao trabalho de escrever este texto mas a vida é assim temos de ter consideração pelos amigos de maneira que antes de começar a escrever dei uma apitadela para uma amiga tomarense a quem procurei quem é afinal esse senhor do Nabantia que nunca se identifica e escreve tão bem ao que ela me respondeu que só sabe que é professor no politécnico e gosta de tomar partido como o senhor Rebelo mas em mais resumido já não é mau mas não adianta muito para o caso que é o de eu ter deixado de colaborar no Tomar a dianteira por estar longe e não poder saber notícias no cabeleireiro na padaria no café ou no mercado e igualmente derivado a esta dificuldade que tenho com a pontuação devido ao que um amigo meu até ao sexto ano que depois foi para a universidade costuma dizer que eu a escrever sou uma espécie de saramaga ainda não percebi o que ele quer dizer com isso se é bom se é mau assim como assim se o senhor Sebastião conhece o senhor do Nabantia diga-lhe se faz favor que não conte com mais textos meus porque ando sem paciência nenhuma e sem tempo livre para aturar os tomarenses que quanto mais as coisas mudam mais estão na mesma como a lesma a rastejar pelo chão fora sem sinais de poderem ao menos cumprir o velho e tão tomarense direito de pernada que a mim já não me interessa nada porque arranjei um namorado que tem um grande pinhal de eucaliptos aqui perto do rio aonde andamos agora a fazer uma vivenda germinada portanto faço votos para que tenham muita sorte e sejam felizes mandando beijinhos para todos da
Odete das farturas

LÁ COMO CÁ - MEXAM-SE PORRA !

D'O PÚBLICO de hoje, naturalmente com os nossos agradecimentos e a devida vénia ao irmão maior, esta local sobre Veneza e alguns dos males que atingem a antiga Sereníssima República. Lá como cá, os habitantes, descontentes com as elevadas taxas e outras alcavalas, vão votando com os pés.
Curiosa a posição dos defensores de Veneza - "Agora já não é uma cidade, é uma adeiazita." Apesar dos seus actuais 60 mil residentes. Inversamente, como quase sempre em relação à Europa, os políticos locais, sobretudo os apoiantes e ou discípulos de António Paiva, persistem em designar Tomar como uma cidade média. Apesar dos seus menos de 30 mil habitantes. Em bazófia e afigurações, somos realmente os maiores.



Nesta outra perspectiva da Praça de S. Marcos, agora já sem a maré alta anual, e à tardinha, quando os turistas já se foram, rumo a paragens mais em conta, um dos muitos vendedores ambulantes arruma o seu estabelecimento. Em Tomar pouco ou nada há especificamente para consumo dos turistas. Os tomarenses e outros residentes não ousam dizê-lo, mas deduz-se do seu comportamento que ainda continuam a julgar que "Deus Nosso Senhor tem lá muito para nos dar." Para eles, aqui fica o secular dito popular: "Fia-te Nele e não corras; logo verás o trambolhão que apanhas."
Uma outra comparação pertinente e importante é que, se com mais de 50 mil turistas por dia, a população residente de Veneza continua a reduzir-se drasticamente, em Tomar certamente que o turismo de passagem ou turismo cultural, por si só, não nos ajudará muito a ultrapassar a nossa actual crise. Qualquer que venha a ser o seu desenvolvimento. Pelo menos o Lavoisier já há um ror de anos que proclamou - "As mesmas causas, nas mesmas condições de envolvência, produzem sempre os mesmos efeitos." Em qualquer cidade ou país, acrescento eu que não percebo grande coisa destes assuntos...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

MÁQUINA PSD CORTA RELVAS

António Rebelo
Tal como os laranjas tomarenses e distritais actualmente "a cavalo" temiam, a máquina partidária cortou Relvas. E substituiu-o por um candidato que joga numa divisão superior. Goste-se dele ou não, Pacheco Pereira é indiscutivelmente mais sólido, mais culto, mais erudito, mais político, na acepção nobre do termo. Com esta substituição, tudo indica que o eixo político distrital do PSD, até agora Tomar-Santarém, passará a ser Rio Maior-Santarém. Com todos os prejuízos daí resultantes.
Ao nível nabantino, Relvas deixa de ter qualquer margem de manobra. Ao menor sobressalto das bases (por exemplo se os resultados não lhe forem favoráveis, e dificilmente o serão) poderá muito bem vir a cair do cavalo. Quanto à equipa autárquica, sem programa nem políticos à altura, dependente da herança paivista e do próprio Paiva, poderá vir a ganhar ainda assim. Mas com este incidente, adeus maioria absoluta. E sem maioria absoluta...
Tudo em aberto, por conseguinte? Não creio. Desde logo porque ainda não apareceu nenhuma formação com um programa realista, exequível e adaptado aos tempos que correm, nem uma equipa politicamente capaz. Depois, havia à partida, diga-se o que se disser, apenas três possíveis vencedores, por esta ordem -PSD, IpT e PS. Sobre o PSD estamos conversados. É o trágico naufrágio, posto que à falta de uma rota clara e previamente debatida, vão encalhando cada vez mais nos escolhos da realidade quotidiana, progressivamente mais afastada dos benditos tempos das vacas gordas. Para pior.
Os IpT, por sua vez, começaram por diminuir as suas hipóteses de vitória, ao perderem elementos chave e ao fazerem escolhas que uma grande parte da população considera não serem as mais convenientes. Como se isso não bastasse, apresentaram um programa cultural, durante uma sessão muito bem interpretada pelo actor principal de serviço, que é simplesmente do domínio da fantasia. Dizem todos os que sabem, ainda que de modo aproximado, a real situaçãodas finanças camarárias. Não dão nem para mandar cantar um cego e pagar-lhe, quanto mais agora para grandes festivais, anuais e bienais. Para já não falar de aldeias pedagógicas...
Resta o PS, em relação ao qual tenho alguma dificuldade em escrever, pois já sei que vou ser acusado de invejoso, mau perdedor, rancoroso, e por aí adiante. Ainda assim, eis o que penso.
Quando me apresentei, no local adequado e a tempo e a horas, como candidato a candidato, foi exactamente por não reconhecer nos outros pretendentes os requisitos que considero mínimos para vir a ocupar o cadeirão do executivo ds Paços do Concelho. O facto de ter obtido 6 votos, correspondentes a 17% do universo eleitoral (a Comissão Política, de 32 membros), quando nem sequer sou militante ou inscrito no partido, mostra pelo menos que não estava nem estou sozinho. Dito isto, meses passados, algumas opções vieram confirmar o que pensava e penso. Assim, por exemplo, Luis Ferreira, o verdadeiro dirigente/estratega do PS local, viu-se obrigado a ocupar o 2º lugar da lista, quando até agora se tem mantido como líder da bancada na AM. Porque terá sido?
Não desejando envenenar ainda mais a atmosfera política local, limito-me a formular perguntas e as respostas que me parecem mais lógicas. Pode o PS conquistar a Câmara? Pode, mas tem poucas hipóteses, porque não domina a maioria das juntas, não dispõe de um programa actual e adequado, nem de um cabeça de lista à altura. Apesar de ser uma pessoa de boa companhia. E depois nem sequer é dirigido "de facto" pelo seu presidente, mas por Luís Ferreira, cuja actuação na Assembleia Municipal, designadamente o acordo com Miguel Relvas para silenciar na prática os outros representantes da oposição, não deixou boas recordações. Pelo contrário. Se ganhar, pode o PS inverter a nossa actual marcha acelerada para o abismo? Creio que não. Por falta de planos adequados e de quem os possa implementar e, sobretudo, explicá-los aos eleitores previamente, o que não será nada fácil, pois ninguém está disposto a abdicar de qualquer vantagem, ainda que pequena ou ilegítima. A inclusão de Anabela Freitas, actual companheira de Luís Ferreira, em lugar elegível para deputada é benéfica para o concelho? De momento não, mas poderá vir a ser, a longo prazo. Porquê? Porque primeiro terá de se habituar ao lugar, conhecer os cantos à casa, arranjar uma "agenda capaz", mostrar o que vale...e conseguir lidar com Jorge Lacão Costa, verdadeiro patrão distrital do PS desde há mais de 20 anos, que não é muito dado a cumprir os acordos livremente celebrados à mesa da federação. Sobretudo quando se trata de listas... É melhor ficar por aqui.
Restam dez dias para "dar o corpo à curva", "adaptar-se à nova realidade", "reforçar a equipa tendo em vista a vitória", e entregar as listas no tribunal da comarca. A partir daí os dados estarão lançados. Restará aguardar Outubro, e o mais que adiante virá e não será nada fácil. Automóvel, combustível, telemóvel, secretária pessoal, ajudas custo, senhas de presença e outras benesses, para cada vereador? Excursões e comezainas para autarcas e séniores? Era bom era! Mas quem pagará? Com as receitas a diminuir e as despesas a aumentar, o futuro é negro.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

AI AGORA JÁ SÃO BOA GENTE!?!?

Surpreendentemente, ou talvez nem tanto, uma recente sondagem veio revelar que mais de um terço dos portugueses (39,9%, para sermos exactos), apoiaria uma eventual união com a vizinha Espanha. Assim, após séculos "de espaldas" e proclamando aos quatro ventos que "de Espanha nem bom vento, nem bom casamento", uma grande percentagem da população portuguesa terá mudado de opinião. Porque terá sido?
Até aqui em Tomar, onde em 1581 Filipe II de Espanha, neto de D. Manuel I, foi aclamado como rei de Portugal. Aqui em Tomar onde, durante a cerimónia de aclamação, o novo soberano de Portugal proclamou bem alto "-Este é o meu reino! Herdei-o! Conquistei-o! Comprei-o!". Aqui em Tomar onde há mentalidades e maneiras de estar que não mudam há séculos. Aqui em Tomar há, ao que parece, quem se tenha reunido para debater a referida hipótese de União Ibérica. E há igualmente quem tenha solicitado que Tomar a dianteira se pronuncie sobre o assunto, o que agora estamos a procurar fazer, por o considerar importante para os tomarenses.
Como bem observou Miguel Gaspar, na sua análise intitulada "E você? Também quer ser espanhol?", na última página do PÚBLICO de hoje, 04/08/09, "Eu, que gosto de Espanha e estou longe de acusar de traidores à Pátria os defensores da união ibérica (Saramago queixa-se de ter sido acusado disso), vejo um problema nesta apologia da união ibérica: na verdade ela significa a enésima convocação do imobilismo português, sob a capa de uma ideia pretensamente radical. Espreita-se para Espanha do fundo da depressão geral como o próximo balão de oxigénio para suceder ao da União Europeia (UE)."
Aqui no blogue, onde também há quem use o castelhano como língua de trabalho e tenha tido vários espanhóis e/ou hispanófilos como professores, apoiamos a ideia de Miguel Gaspar e consideramos que a maior parte dos apoiantes da referida união é isso mesmo que pretende -uma nova fonte de receita fácil, desta vez sob a forma de esmolas, para Portugal, na sequência da reconquista, da escravatura, do açúcar da Madeira, da especiarias, do pau-brasil, do ouro, das remessas dos emigrantes, das remessas dos militares da guerra em África e dos subsídios a fundo perdido da agora União Europeia.
No que concerne à nossa cidade, o caso é ainda mais estranho, pois em vez de aproveitar o que a já referida aclamação real, a estada e as cortes, nos poderiam facultar, se devidamente exploradas, entretemo-nos uma vez mais com ilusórios castelos em Espanha, esquecendo deliberadamente que "nuestros hermanos" nem sequer pensam em tal coisa, certamente porque problemas já eles têm de sobra. De acordo com a mesma sondagem, apenas 30% dos inquiridos declararam que apoiariam tal união política, o que é pouquíssimo para cidadãos ao corrente de que a sua pátria seria a parte dominante e largamente dominante.
Tudo visto e ponderado, o nosso conselho final é este -Deixem-se de devaneios e, como costuma escrever um dos nossos habituais comentadores, "Vão mas é trabalhar!", e cessem de importunar os nossos vizinhos, que com 25,41% de desempregados na Andaluzia e 20,09% na Estremadura, ambas junto da nossa fronteira, já têm muito a quem distribuir subsídios.

terça-feira, 16 de junho de 2009

AFINAL FORAM DOIS DESASTRES...

Perante os péssimos resultados obtidos pelos socialistas, no passado dia 7, a nível nacional, distrital e local, houve quem estranhasse o silêncio dos vencedores. Pelo menos aqui em Tomar. Intrigados com tal atitude, fomos indagar na Net. Após algumas comparações, apareceu muito nítida a causa do tal silêncio. É que afinal, aqui no concelho, não houve só o desastre eleitoral do PS. Houve também o do PSD. Se os socialistas passaram de 6.851 votos nas europeias de 1999, para apenas 3.654 em 2009, o PSD passou de 6829 para 4.916. Noutros termos, os laranjas nabantinos foram os mais votados, mas perderam muitos votos.
Está assim evidenciada uma situação curiosa. Segundo escreveu Luís Ferreira, no seu blogue Vamos por aqui, os rosas locais perderam mais de metade dos votos em relação a 1999 porque uma parte do eleitorado está aborrecida com o governo e com José Sócrates. Seja. Mas então qual a justificação para a perda de votos do PSD? Têm os sociais-democratas alguma coisa a ver com o actual governo?
E em relação ao PS, será que a fuga do eleitorado foi provocada unicamente pela política governamental? A ser assim, como explicar os resultados de Ourém, onde o PS passou de 3.711 votos em 1999, para 2395 em 2009? Qual o motivo ou motivos para que os socialistas tenham descido bastante menos em Ourém do que em Tomar? Não haverá por ali alguma relação com o facto de os eleitores respectivos já conhecerem os candidatos para as autárquicas?
São, naturalmente, apenas pistas para tentar perceber o que se passou. Porém, uma coisa é indubitável: face aos resultados verificados, o argumento do desgaste do governo, por si só não convence. Há que ir mais além e ter a coragem de agir atempadamente em função das conclusões a que chegarem. Legislativas e autárquicas não tardam aí, sendo que os últimos resultados verificados em Tomar não deixam grande margem para dúvidas. O PS obteve 10.850 votos nas legislativas de 2005, mas apenas 4.235 nas autárquicas. Inversamente, o PSD conseguiu apenas 7.643 nas legislativas, mas 9.993 nas autárquicas. Ou seja, no estado actual das coisas, tudo dependerá dos eventuais projectos submetidos ao eleitorado, bem como da campanha eleitoral que cada força política conseguir fazer. Todavia, que ninguém tenha ilusões, as recentes europeias foram um sério aviso para as duas formações mais votadas no concelho, uma vez que os independentes não concorreram. Agora, ou há atitudes corajosas de parte a parte, ou os dados já estão lançados. Salvo imprevisto, vamos ter mais quatro anos de PSD na Câmara. Se não forem melhores do que estes últimos, estamos bem arranjados estamos!