Apareceu aqui no blogue uma mensagem curiosa, da qual passamos a transcrever a parte mais substantiva para os frequentadores deste blogue: "O senhor eng. Paiva amanhã (hoje, 2 de Abril) fará uma palestra no Politécnico... Vão colocar questões ao Paiva pois é ele responsável máximo, segundo o P8, pelas "monstruosidades" desta cidade. Se P8 for homenzinho aparecerá pelo IPT confrontando na cara do Paiva aquilo que só consegue fazer no seu blogue."
Seria cómodo para nós alegar que quem marca a agenda de Tomar a dianteira são os que fazem parte da sua redacção, pelo que... Poderíamos também alegar que "A casamento ou baptizado, não vás sem ser convidado". Não vamos, porém, por aí. Vamos pela frontalidade, que sempre foi e é o nosso timbre.
Nada temos contra o eng. Paiva, nem contra qualquer outro político local, regional ou nacional. Sabemos bem que cada um procura exercer o mandato que lhe foi confiado da melhor maneira possível. Claro que cometem erros, tanto mais frequentes quanto mais numerosas forem as decisões, pois só não erra quem não faz. E é aqui que começam os deveres de cidadania de cada eleitor, o principal dos quais é a crítica serena, séria e fundamentada, se possível com exemplos verificáveis e desprovida de "óculos partidários". Noutros termos, assinalar o que está mal e porquê, sem todavia considerar que os do clube da casa são todos "gajos porreiros" e os outros desprezíveis filhos daquela senhora. Tal postura implica, naturalmente, o maior respeito pela pessoa criticada, pela sua vida privada, (quando esta não tenha implicações no vida pública) e pela natural e indispensável convivência cordial entre cidadãos herdeiros da mesma civilização.
É o que temos procurado fazer aqui no blogue, embora podendo, quiçá, ter cometido alguma falta, a qual, contudo, não terá sido intencional.
Tendo em conta o que acabamos de escrever, resulta claro que a política, sobretudo a nível local, nunca deverá reduzir-se a um ou vários combates de galos, desafios de futebol ou torneios medievais. Assim sendo, em relação ao anterior presidente da Câmara, que teve a sorte de exercer os seus mandatos sem que alguém o criticasse de forma sustentada nos factos, no tempo ou nas conveniências da comunidade, sempre os membros aqui da redacção foram por ele tratados com cordialidade, consideração e eficácia. Não temos, portanto, qualquer questão pessoal pendente. Reconhecemos igualmente, e já foi escrito na imprensa local, que o eng. Paiva soube devolver à autarquia tomarense, sobretudo no primeiro mandato, a reputação de honestidade que dela andara um bocado arredada, por razões conhecidas. Dito isto, parece-nos que o agora administrador do QREN sucumbiu perante os abundantes e fáceis fundos da UE. Deslumbrou-se, para o escrever num só termo. E aí começaram a proliferar as asneiras. Intencionais? Claro que não. Mas assim ou assado, elas aí estão, embora o então presidente da Câmara não tenha sido o único responsável. A falta de opinião pública implicada, a ausência de críticas fundamentadas, o papel da imprensa local, são factores a ter em conta. DE qualquer forma, agora que o autarca-mor é outro, de nada adiantaria continuar a tentar massacrar o titular anterior, salvo no que se refere a erros que ainda podem e devem ser emendados. Só isso e não o tal combate de galos, que alguns menos afoitos desejariam, com o fim de poderem competir por entreposta pessoa. A esses lembramos o velho aforismo "Quem tem pulgas que as coce". Exactamente o que procuramos fazer aqui no blogue, sempre da melhor maneira que sabemos e procurando respeitar as pessoas.
PS - A redacção do documento citado permite suspeitar que a sua autoria é de alguém que estudou em estabelecimento tendo o inglês com língua veicular. Basta reparar, por exemplo, na frase "Paiva amanhã fará uma palestra", quando em português chão seria "Paiva fará amanhã..."
Sendo assim, quem é que no IPT se formou em estabelecimentos de língua inglesa?