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quarta-feira, 14 de julho de 2010

CAMPANHA ANTI-NATALIDADE?

Segundo os comerciantes da zona, a terceira imagem não foi afixada por falta de cola. Era feminina. A esposa-mãe?
Seja como for, a história é a que segue. Naquele piso térreo que em tempos ardeu, tendo sido entaipado com tijolo há pouco tempo, ali ao cimo da Rua de Pedro Dias, (a outrora Rua das Meninas, que por isso alguns, mais idosos, insistem em denominar Rua da Saudade), vieram uns jovens e colaram com cuidado duas imagens. Tentaram colar uma terceira, mas não conseguiram.
A de cima parece-nos representar um cidadão - pai -trabalhador, da classe média. A pasta e o vestuário não enganam. Visivelmente afogueado, limpa o suor da testa e da cabeça calva, com um lenço branco. Rendição ao cansaço? Está farto de trabalhar?Arrependido de ter filhos?

Nesta outra imagem, um jovem, ainda imberbe mas já obeso, entretém-se com um jogo electrónico. Estudar para quê? Os pais têm a obrigação de me sustentar. E depois também não há empregos de jeito... E não pedi para nascer, nesta sociedade que não é nada baril. Exercício fisico? São malucos ou quê? Não há nada que valha o descanso!
Campanha anti-natalidade? Se não é parece. Mas ficamos a aguardar que nos indiquem outras hipóteses.
Os autores? Certamente malta de fotografia/artes gráficas do IPT. Daqueles que gritam por aí, dentro e fora de horas, "Estudantes exigem/ Tomar é nossa/ Habitantes que se lixem!" Sempre na crista da onda, meia hora ou mais à frente do futuro.
São as novas gerações, os novos hábitos, os novos tempos. Esta terra também não é para velhos?
É o país que vamos tendo...visto da província pacata.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O PROBLEMA DA JANELA E A CIDADANIA



Neste caso do apelo para tentar preservar a Janela do Capítulo, há um outro grupo social relativamente homogéneo que não está a ficar mesmo nada bem na fotografia de conjunto. Refiro-me aos meus queridos, apreciados e admirados colegas (e, não obstante, amigos e patrícios), professores. Somos à roda de 600 na cidade e no concelho. Tudo cidadãos oficialmente de alto gabarito intelectual. Todos bacharelados ou licenciados, alguns mestrados, um ou outro doutorado. Com vencimentos ao nível da Europa do Sul, como convém, somos a maior concentração de inteligêngia deste concelho e deste País, por assim dizer. Pois mesmo assim, aqui do concelho aceitaram até agora dar a cara, subscrevendo o referido apelo, meia dúzia de aposentados e um colega ainda em exercício. É só verificar no post "Salvar a Janela do Capítulo" (ir ao arquivo, do lado direito do écran, e clicar no título do post), para tirar qualquer dúvida.
Se fosse para um aumento de vencimento, uma redução de horário, a exigência de menos alunos por turma, a simplificação da burocracia, a adopção de medidas disciplinares enérgicas, a suspensão da avaliação, a progressão automática na carreira, a anulação dos quadros de zona pedagógica, etc, etc, etc, tínhamos aí dezenas de milhares de docentes na rua, a barafustar contra o ministério e contra o governo. Até íamos de autocarro até Lisboa e tudo. Agora para defender o património que nos foi legado ? Temos mais que fazer.
Entreajuda, fraternidade, bem comum, solidariedade, deveres de cidadania, reciprocidade ? Que é isso ? Neste mundo em que vivemos é cada um para si e Deus para todos, ou pelo menos para quem quiser.
Podia continuar por esta via cáustica, falando de visitas guiadas ao Convento, por exemplo, mas não irei por aí. Nunca apresentei facturas ou esperei agradecimentos de quem quer que seja. Agora já estou demasiado vivido para mudar no essencial. Prefiro por isso usar fragmentos alheios de que gosto particularmente.
Célestin Freinet, por exemplo, escreveu que um professor não ensina só, nem sobretudo, o que sabe e o que está no programa, mas sim aquilo que é. Já um conhecido padeiro, que era também filósofo espontâneo nas horas vagas, Venceslau Platão Farinha de sua graça, (estas coisas não se inventam), adorava repetir que as mesmas massas, nos mesmos moldes, cozidas nos mesmos fornos, durante os mesmos tempos e às mesmas temperaturas, produzem sempre os mesmos bolos ou pães. E parece-me que tinha toda a razão Não será certamente por mero acaso que os alunos são cada vez piores, dos autarcas é melhor nem falar, os deputados são como se sabe, o governo valha-nos Deus, e o primeiro ministro então...
Na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. O mesmo sucede em cada micro-sociedade.

domingo, 6 de dezembro de 2009

MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAM-SE AS VONTADES ??!!


Meus queridos e adorados patrícios d'aquém e d'além Nabão e alhures na Nação:
Desculpai o tempo que vos vou furtar. Sei-vos sempre afadigadíssimos, portanto sem tempo ou paciência para ouvir coisas desagradáveis, quanto mais agora para as ler! Que quereis ? Como não preciso dos vossos votos, nem da vossa simpatia, posso dizer e/ou escrever exactamente aquilo que penso, tanto da urbe como de vós.
Antes de mais, aceitai esta humilde oferta da imagem da Charola há quinhentos anos, quando os vossos e meus antepassados ainda olhavam e iam para o futuro com alegria. Não arrastados e às arrecuas com vós hoje.
Nos idos de 1550/80, Luís de Camões, poeta conhecedor do mundo de então, que percorrera em parte, e que morreu na miséria, deixou escrito que "Mudam-se os tempos mudam-se as vontades/Todo o mundo é feito de mudança/Tomando sempre novas qualidades". Pois viu mal, o autor dos Lusíadas (o que até não admira, uma vez que era zanaga). Pelo menos no que se refere a Tomar, a Bela Entorpecida do vale nabantino, onde a tradição ainda é o que sempre foi. Infelizmente !
Para não consumir demasiado pergaminho com ruins defuntos, vou só aos factos recentes. Há cerca de 25 anos, houve um aumento brutal da água. Lembrais-vos certamente. Como habitualmente, não houve reacção cívica. Apenas lamúrias. Quando solicitados a comparecer na Assembleia Municipal, para protestar, apareceram três consumidores, além deste vosso ingénuo e humilde escriba. Hoje pagais das águas mais caras e mais calcárias do País. Estais satisfeitos ? Certamente que sim. O imperador Paiva nunca foi por vós interpelado, fez o que fez, e se por cá tem continuado, provavelmente teria ganho as últimas autárquicas com maioria absoluta. Vós sois assim. O mundo bem pode mudar. Vós continuais firmes e hirtos, algures entre os séculos XV e XVI. Exactamente como a generalidade do mundo muçulmano. Com o devido respeito pelos maometanos, que não têm culpa nenhuma.
Agora é o problema da eventual degradação acelerada da Janela do Capítulo, caso venha a ser limpa, o que implica retirar "a pele da pedra" -aquela protecção que se foi formando lentamente nos seus quinhentos anos de existência. Lançou-se um apelo com gente conhecida, de todos os quadrantes da sociedade. Conseguiu-se a colaboração dos jornais e das rádios locais. Pois nem assim. Em quatro dias obtiveram-se pouco mais de 40 subscritores, parte dos quais de fora de Tomar. Lindo, não é ? Quanto mais mudais, mais estais na mesma. À coca que outros acabem de cozer o pão, para então o comerdes. A isso chama-se oportunismo cínico, arrivismo, estilo mosca do coche.
Como deveis calcular, ainda que muito contrariados, a generalidade dos signatários do apelo nada tem a ganhar, embora infelizmente alguns possam vir a perder, nesta sociedade de videirinhos. No que me toca, nem uma coisa nem outra, para vosso desespero. Estou assim à vontade para vos comunicar que, tal como nos Jogos Olímpicos se exigem determinados resultados para participar, os chamados mínimos olímpicos, também eu fixei um objectivo mínimo para o apelo "Salvar a Janela do Capítulo". Ei-lo: Se até às 24 horas de Domingo próximo, dia 13 de Dezembro, não houver um mínimo de 250 subscritores, o apelo não será enviado. Recuso-me a participar em iniciativas quixotescas. E tendes todo o direito de gostar mais da Janela do Capítulo devidamente lavada, já que as vossas consciências... É a tal união dos contrários. No que me diz respeito, prefiro enviar uma carta pessoal, aconselhando os restantes signatários a fazerem outro tanto.
Quanto a vós, se o apelo morrer à nascença, que a terra vos seja leve e paz à vossa alma. A vossa costumeira inacção demonstrará que, civicamente e intelectualmente, estais mortos há muitos anos. Apenas vos agarrais às tradições, aos monumentos e às paisagens, como náufragos sem coletes de salvação agarrados aos destroços do outrora imponente paquete nabantino, agora de casco para o ar e à deriva no Oceano Pacífico do progresso. Onde só passam barcos de mês a mês...
Aqui fica escrito. Não para vos tentar modificar, tarefa que reputo impossível. Apenas para memória futura e eventualvergonha dos vossos descendentes, que afinal quem sai aos seus...

Vosso humilde escriba,

António Rebelo

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

FALTA DE RESPEITO PELOS OUTROS






Estas três fotografias valem por muitas palavras. Ainda assim, numa terra pouco dada a meditações, o melhor é explicar. Na obra frente ao antigo hospital, estarão seguramente a ser respeitadas todas a condições de segurança, que a inspecção do trabalho não é para brincadeiras. Mas não estão a ser respeitados nem os direitos dos cidadãos pedestres, nem as suas condições de segurança.
A foto 1 mostra bem que as passagens para peões, tanto a da esquerda como a da direita, só têm saída pelas faixas de rodagem. O que, convenhamos, poderá ser tudo menos prudente. Se um condutor menos atento atropelar alguém, dirá logo "Eu ia na minha faixa; a pessoa é que se meteu à frente..."
Tudo isto já aqui foi dito há mais de um ano, logo quando começou a obra. Dado, porém, que os empreiteiros e construtores já são suficientemente causticados pelos competentes serviços da autarquia, e tendo em conta igualmente que havia necessidade efectiva de todo o espaço da via pública que foi ocupado, com a grua e outros engenhos, lá nos remetemos ao silêncio e o hábito instalou-se. Que uma pessoa habitua-se a tudo, com maior ou menor facilidade...
Aconteceu então que um nosso leitor nos veio lembrar o problema, argumentando que os nossos reparos dão frutos. Raras vezes, caro concidadão. Raras vezes ! Adiante...
Sem pretender de modo algum hostilizar o construtor, e muito menos prejudicá-lo, decidimos voltar ao assunto, e com alguma esperança numa solução, baseados num detalhe que faz toda a diferença (penso eu de que...): mudou o vereador responsável pela defesa civil. Melhor ainda -pela primeira vez na história local, um mesmo vereador acumula os pelouros dos bombeiros, defesa civil e cultura. Ora como cultura deve ser, antes de mais, a arte de saber viver, pode ser que haja agora disponibilidade para estabelecer um corredor para peões, em cada uma das duas fachadas da fotografia, com grades metálicas, ou simples estacas de ferro, ligadas entre si de maneira sólida. Tudo bem sinalizado, claro está.
Ficamos aguardando, que apesar do nosso vereador também ser músico, não deverá querer limitar-se a dar música ao pessoal, como tem sido hábito da autarquia em variadas ciscunstâncias. Aqui fica o apelo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

SE NÃO FOSSE TRISTE E PREOCUPANTE...


A ilustração é do blogue do senhor vereador a tempo inteiro Luís Ferreira, que teve a excelente ideia, (já aqui louvada anteriormente), de ir escrevendo sobre a sua labuta e as suas preocupações diárias. O pior é que realmente cada árvore só pode dar o fruto que lhe é próprio, mesmo quando habilmente enxertada. Neste caso, temos um autarca a tempo inteiro, remunerado portanto com os nossos impostos, que confude questões pessoais com posições políticas, e se entretém a tentar insultar quem dele discorda, no uso do seu legal direito de crítica e de opinião. Só nesta fase inicial já vamos em "adversários do PS", "maldicência" (sic), "inveja", "retórica balofa", "dor de cotovelo", "políticos velhos da cidade" e "excitados do costume". Por este andar, não tarda que os dissidentes locais sejam alcunhados de "loucos" e internados compulsivamente num qualquer hospital psiquiátrico, como acontecia dantes para os lados de Moscovo. E pode até vir a suceder um regresso aos autos da fé, grandes produções locais do século XVI.
Tudo isto daria para sonoras gargalhadas, se não fosse triste e preocupante. Triste, porque quando constatamos o que vai passando pela cabeça do nosso novo vereador da cultura e do turismo, somos invadidos por uma indomável vontade de rumar para outras paragens. Preocupante, porque geralmente os aprendizes de ditador começam sempre assim. Depois atacam os comunistas, os judeus, os homossexuais, os velhos, os aleijados.
Triste terra, tristes tempos, tristes costumes. Triste sina a nossa. Ou como dizia amiúde o falecido Luís Pintor -Não tenho sorte nenhuma !!!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

PARA UMA CRIANCINHA BIRRENTA...

Este escrito é, fundamentalmente, endereçado a uma criancinha birrenta e mal educada, num corpo fisicamente adulto mas microcéfalo, com evidentes recalcamentos e tendências sado-masoquistas.
Insistir em infantilidades do tipo quem escreveu o quê, mesmo em tom brincalhão, pode parecer mero passatempo, mas revela muitas outras coisas. Sadismo e cobardia, por exemplo. Sadismo, porque goza com o momentâneo sacrifício imposto a quem tem de eliminar os comentários do domínio da diarreia mental. Cobardia, dado que se trata de mais uma das múltiplas maneiras de tentar iludir a realidade da qual fazemos parte. Assobiar para o lado, injuriar, caluniar, inventar factos, atirar a bola para fora, são outras tantas.
Aqui no blogue, decidiu-se que não haveria resposta à insistente questão sobre quem é o Self Made Man por três motivos principais. Antes de mais porque aqui sabemos tudo o que dizemos, mas não dizemos tudo o que sabemos. Depois porque, nesta "sociedade do conhecimento" em que vivemos, quer queiramos quer não, informação é conhecimento e conhecimento é poder. Finalmente, porque o importante, pensamos, é quase sempre o que se escreve, como se escreve e quando se escreve; nunca, ou raramente, quem escreve. Fulanizar ou tentar fulanizar as coisas é, quanto a nós, mais uma forma ardilosa de tentar dar à volta ao texto. Conforme referia recentemente Medina Carreira, quando o acusam logo de início de ser um pessimista militante, é porque não estão interessados em discutir seriamente os factos e os pontos de vista que apresenta. Exactamente como no futebol que vamos tendo -quando se atira sistematicamente a bola para fora, está-se simplesmente a procurar segurar o resultado. A tentar evitar mudanças. A revelar cobardia objectiva.
Embora nunca devamos copiar o que outros inventaram, fazemos parte de uma grande comunidade humana que partilha valores comuns. Respeitar e garantir as liberdades fundamentais, não matar, não cuspir no chão, respeitar o próximo... ... ... Nesta linha, aqui deixamos mais duas fotografias, com destinatários óbvios. Uma permite evitar que os cidadãos percam o norte, por falta de sinalização adequada, o que é sempre lamentável; outra constitui o único alívio rápido para as crises de diarreia. Há também o "Imodium", o chamado "comprimido-rolha", mas esse é só para a diarreia anal...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

MAZELAS TOMARENSES - Vandalismo

Foto 1 - Entre a Ponte Velha e a Fonte do Choupo
Foto 2 - Fonte do Choupo

Foto 3 - Ermida da Conceição, parede norte
Houve um tempo em que a malta nova se preocupava com coisas essenciais. Comida, roupa, passatempos, liberdade, compreensão. A época era outra. Ainda não havia televisão. Quando passou a haver, só nos cafés, que a família não tinha posses para comprar esse luxo. Foi o período áureo do cinema. De inverno no Cine-teatro, de verão no Cine-esplanada, primeiro no Mouchão, depois ali à ilharga do então estádio, agora campo de treinos.
Passaram os anos. Agora a malta tem praticamente tudo. E quando ainda não tem quer tudo. Para ocupar o tempo já não há só o cinema ou a televisão. Telemóveis e mp3 mobilam a falta de convívio. E depois há as festas, a propósito de tudo e mais alguma coisa. Cerveja com força, vinho às vezes. Vodka, gin, rum, o que vem morre. E os resultados aí estão. Mobiliário urbano arrancado e atirado ao rio (fotos 1 e 2). Monumentos alvo de pinta-paredes que não respeitam nada. Numa cidade calma e pacífica. Por enquanto, que os vândalos já por aí andam. Nalguns casos até são alunos do ensino terciário. Estudantes não, porque se vê bem que não estudam. Nada portanto de os ofender chamando-lhes nomes.


quinta-feira, 2 de abril de 2009

CIDADANIA, POLÍTICA E DESPORTO

Apareceu aqui no blogue uma mensagem curiosa, da qual passamos a transcrever a parte mais substantiva para os frequentadores deste blogue: "O senhor eng. Paiva amanhã (hoje, 2 de Abril) fará uma palestra no Politécnico... Vão colocar questões ao Paiva pois é ele responsável máximo, segundo o P8, pelas "monstruosidades" desta cidade. Se P8 for homenzinho aparecerá pelo IPT confrontando na cara do Paiva aquilo que só consegue fazer no seu blogue."
Seria cómodo para nós alegar que quem marca a agenda de Tomar a dianteira são os que fazem parte da sua redacção, pelo que... Poderíamos também alegar que "A casamento ou baptizado, não vás sem ser convidado". Não vamos, porém, por aí. Vamos pela frontalidade, que sempre foi e é o nosso timbre.
Nada temos contra o eng. Paiva, nem contra qualquer outro político local, regional ou nacional. Sabemos bem que cada um procura exercer o mandato que lhe foi confiado da melhor maneira possível. Claro que cometem erros, tanto mais frequentes quanto mais numerosas forem as decisões, pois só não erra quem não faz. E é aqui que começam os deveres de cidadania de cada eleitor, o principal dos quais é a crítica serena, séria e fundamentada, se possível com exemplos verificáveis e desprovida de "óculos partidários". Noutros termos, assinalar o que está mal e porquê, sem todavia considerar que os do clube da casa são todos "gajos porreiros" e os outros desprezíveis filhos daquela senhora. Tal postura implica, naturalmente, o maior respeito pela pessoa criticada, pela sua vida privada, (quando esta não tenha implicações no vida pública) e pela natural e indispensável convivência cordial entre cidadãos herdeiros da mesma civilização.
É o que temos procurado fazer aqui no blogue, embora podendo, quiçá, ter cometido alguma falta, a qual, contudo, não terá sido intencional.
Tendo em conta o que acabamos de escrever, resulta claro que a política, sobretudo a nível local, nunca deverá reduzir-se a um ou vários combates de galos, desafios de futebol ou torneios medievais. Assim sendo, em relação ao anterior presidente da Câmara, que teve a sorte de exercer os seus mandatos sem que alguém o criticasse de forma sustentada nos factos, no tempo ou nas conveniências da comunidade, sempre os membros aqui da redacção foram por ele tratados com cordialidade, consideração e eficácia. Não temos, portanto, qualquer questão pessoal pendente. Reconhecemos igualmente, e já foi escrito na imprensa local, que o eng. Paiva soube devolver à autarquia tomarense, sobretudo no primeiro mandato, a reputação de honestidade que dela andara um bocado arredada, por razões conhecidas. Dito isto, parece-nos que o agora administrador do QREN sucumbiu perante os abundantes e fáceis fundos da UE. Deslumbrou-se, para o escrever num só termo. E aí começaram a proliferar as asneiras. Intencionais? Claro que não. Mas assim ou assado, elas aí estão, embora o então presidente da Câmara não tenha sido o único responsável. A falta de opinião pública implicada, a ausência de críticas fundamentadas, o papel da imprensa local, são factores a ter em conta. DE qualquer forma, agora que o autarca-mor é outro, de nada adiantaria continuar a tentar massacrar o titular anterior, salvo no que se refere a erros que ainda podem e devem ser emendados. Só isso e não o tal combate de galos, que alguns menos afoitos desejariam, com o fim de poderem competir por entreposta pessoa. A esses lembramos o velho aforismo "Quem tem pulgas que as coce". Exactamente o que procuramos fazer aqui no blogue, sempre da melhor maneira que sabemos e procurando respeitar as pessoas.
PS - A redacção do documento citado permite suspeitar que a sua autoria é de alguém que estudou em estabelecimento tendo o inglês com língua veicular. Basta reparar, por exemplo, na frase "Paiva amanhã fará uma palestra", quando em português chão seria "Paiva fará amanhã..."
Sendo assim, quem é que no IPT se formou em estabelecimentos de língua inglesa?