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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

QUANDO A CABEÇA NÃO TEM JUÍZO...




As quatro fotografias supra são mais uma pequena ilustração do drama tomarense -Não há dinheiro para o essencial, mas não faltam verbas para o supérfluo. Dos casos aqui documentados, um é rural, o outro urbano.
Comecemos pelo rural. A estrada entre Asseiceira e Linhaceira levou uma camada de asfalto (o mais fina possível, para gastar menos massa). As tampas das caixas de visita dos colectores e as das caixas das torneiras de segurança, ficaram tapadas. Veio o pessoal da autarquia, com planta e picareta e vá de pôr as tampas novamente à vista. Em qualquer outro país europeu, ou em qualquer autarquia bem organizada e respeitadora dos direitos elementares dos eleitores, logo a seguir teriam vindo os pedreiros, para colocar as tampas ao nível do novo pavimento. Aqui, porém, o tempo passa e nem sinalização adequada e obrigatória, nem ditos nem modos. Sempre o mesmo desprezo pelos cidadãos, excepto quando se trata de lhes sacar os votos. As populações lá se vão queixando, como neste caso, pois Tomar a dianteira não adivinha, mas a resposta é sempre a mesma: dentro em breve, logo que possível, no momento oportuno. Tudo = a "estamos aflitos com falta de verbas disponíveis, os encargos cada vez são mais e as receitas cada vez menos."
Sendo assim, o mais racional seria procurar poupar o mais possível, sobretudo naqueles sectores não fundamentais (cultura, desporto, assessorias, horas extraordinárias, outsourcing, leasing, renting,etc). Pois não senhor. As outras duas fotos, tiradas às 8 da manhã, mostram a fila de cidadãos séniores que se pretendem inscrever para mais uma passeata/comezaina/tintol/bailarico, à custa dos contribuintes, como habitualmente. Desta vez parece qe o destino é Alcobaça e estão previstos 16 autocarros = 800 e tantas pessoas. Vai ser uma alegria! E depois já houve ou ainda vai haver mais outra função igual, também à custa dos contribuintes, mas organizada pelas respectivas juntas de freguesia. É a chamada caça ao voto, sem vergonha nem um mínimo de decoro.
Alguns dos que estavam na fila até foram dizendo que é tudo gente doida, que não têm dinheiro para obras, para o pavilhão da Linhaceira ou para acabar o Largo do Pelourinho, mas têm para estes passeios. Perante o nosso espanto, logo foram acrescentando: "A gente não tem culpa nenhuma. Eles oferecem e a gente vai, porque é de borla. Se não vamos vão outros."
Outra vez a milenar lógica dos ladrões -Se não roubo eu, roubam os outros, por isso o melhor é despachar-me enquanto há. Parafraseando o saudoso António Variações: Quando a cabeça não tem juízo, o povo é que paga. E depois queixem-se!

terça-feira, 11 de maio de 2010

SOMA E SEGUE...

Soube-se hoje, através dos sites d'O Templário e da Rádio Hertz -A câmara exerceu o direito de preferência e vai adquirir, por 350 mil euros = a 70 mil contos, o complexo desportivo da falida Cooperativa de Habitação Nabância. O conjunto inclui, designadamente, pavilhão desportivo, ginásio, bar, estabelecimento comercial...e a sede do semanário dirigido por José Gaio, num total de 2.215 metros quadrados construídos. Soube-se também mais tarde que a decisão foi tomada por unanimidade, embora ninguém nos tenha conseguido explicar até agora, para que quer a autarquia o conjunto edificado a adquirir. Tem planos? Que planos? Geridos ou gerir por quem?
De há anos a esta parte, o Município de Tomar, através do seu executivo, tem vindo a adquirir sucessivos bens imobiliários, para os quais nunca apresentou qualquer plano de gestão, razão pela qual, salvo uma ou outra excepção, são verdadeiras esponjas dos recursos municipais, com pouco ou nenhum proveito para os contribuintes. É o caso da moagem, da central eléctrica, dos lagares, do ex-Convento de Santa Iria, do ex-Colégio Feminino, da Casa dos Tectos, da Casa Amarela e do Cine-Teatro, que fazem da Câmara o segundo maior proprietário de imóveis do concelho, logo a seguir ao Estado. Uma situação de tipo alentejano, ou de qualquer cidade situada num país antes comunista.
Poder-se-á alegar que em quase todos esses casos, não havia outros interessados. É verdade. Mas em relação à casa amarela, da Rua Joaquim Jacinto, e a este da Nabância, a maioria autárquica resolveu intrometer-se em negócios privados, numa atitude nada agradável para os interessados, que tenderá a repelir cada vez mais investidores. Para quê ? Quais são os projectos camarários para os citados imóveis ?
Nem sendo a bem dizer uma surpresa, e constando na urbe que se trata de um bom negócio, pois só o aluguer pago pelo café dá para suportar os encargos do empréstimo a contrair para honrar a assinatura autárquica, há munícipes que ainda assim se interrogam. Uma entidade encalacrada em dívidas, que segundo fontes credíveis ascendem já a mais de 100 euros por eleitor concelhio, continua a comprar imóveis a crédito. Com que fito? Vir a ganhar dinheiro nessa área de negócio? Ou estaremos como no caso daquelas senhoras que têm nos armários peças de roupa que nunca usaram, e que compraram só porque eram muito baratas?
Já agora, como parece resultar deste caso da Nabância que os senhores autarcas, todos eles, não têm medo das dívidas, aqui lhes avançamos uma sugestão, de grande alcance desportivo e social. Podiam comprar o União de Tomar, por 1 euro simbólico + o pagamento dos 115 mil euros ao fisco. Mudavam o nome, que passaria a ser União Futebolística Camarária dos Indomáveis Templários - UFCIT. Ou mais abreviadamente Os Indomáveios Templários Camarários.
Naturalmente, treinador, director desportivo, jogadores, massagista, etc. etc., passariam a funcionários públicos, pagos pelo orçamento camarário. Um ou dois anos mais tarde, após bastantes treinos intensivos dos locais, a autarquia compraria também o Liverpool e o Paris St. Germain, que por acaso estão à venda. Depois era só organizar jogos triangulares, bem entendido transmitidos em directo pela BBC e pelo Canal+, actual proprietário do clube parisiense. Ia ser um sucesso do caneco, não vos parece? Mais de 5o mil pessoas deslocar-se-iam ao Campo de Treinos António Paiva, para assistir a cada jogo, mesmo transmitido em directo na TV nacional e estrangeira. Estrelas são estrelas! Grandes acontecimentos são coisas fora de série! A não perder!
O campo de treinos não tem bancadas, nem balneários, nem sanitários, nem relva, nem acessos em condições? Pois seria uma excelente ocasião para cravar à União Europeia -que não sabe o que fazer ao dinheiro de que dispõe- um estádio de 50 mil lugares sentados (no mínimo!!!), chaves na mão, que é como quem diz pronto a usar. Quem ousaria recusar semelhante ninharia, para se acolherem jogos entre a camarilha, perdão!, entre os Indomáveis Camarários Tomarenses e o Liverpool, ou o PSG, ambos grandes clubes europeus ? O Durão Barroso ? Teríamos aí o intrépido tomarense Miguel Relvas para o convencer! Os nabantinos perderiam sempre e por muitos? Que importância tem isso? Ganhariam sempre o mesmo ao fim do mês, e o que importa realmente é promover a cidade. (Para quê? Lá estão vocês com perguntas insidiosas! Derrotistas! Metecos! Anti-unionistas!)
Continuam buscando em vão uma saída airosa para a crónica crise unionista? Pois aí a têm! É preciso é muita coragem e fé em Deus. Tal como quando os nossos antepassados foram até à Índia. Depois não nos venham dizer que ninguém tenta ajudar!