terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Paixões e crises

Estrada do Prado, junto à Várzea Pequena, 05/02/2013

Conforme documentado acima, quase cinquenta anos volvidos sobre a célebre "Je t'aime! Moi non plus!" ainda acontecem paixões avassaladoras, daquelas que até tiram o sono, aqui pelas pacatas margens do Nabão, que já conheceu melhores dias. O que de certa forma até se pode considerar algo surpreende, na medida em que os progenitores desta juventude romântica mas não trôpega tendem a nutrir paixões algo diferentes. Em geral, gostam mais de futebol, comezainas, tintol, cerveja e bailaricos à custa dos contribuintes, assim como adoram um governo tipo Pai Natal e/ou uma autarquia milionária madrinha de baptismo. Tudo naturalmente sem contrapartidas. Participação política? Dever cívico? Obrigações de cidadania? Que é isso? Temos direitos adquiridos! Isso é que conta!
Com a cidade a mirrar de dia para dia e uma maioria de eleitores a pensar assim, havemos de ir longe! 
Aqui fica a anotação, para memória futura, que os tomarenses são avessos à mudança e, pior ainda, alguns com sérias limitações têm-se na conta de adiantados mentais.

Como previsto...

Foto O Templário

Conforme sempre se previu, Pedro Marques anunciou ontem a sua candidatura à câmara de Tomar. É a terceira vez que o faz desde que decidiu regressar à política, em 2005. Entretanto já foi vencido   duas vezes, tendo obtido menos votos em 2009 do que em 2005.
Foram igualmente indicadas as candidaturas de João Simões, como cabeça de lista para a Assembleia Municipal, Augusto Barros para S. João, José Vasconcelos para Santa Maria e Américo Pereira para a Junceira. Uma vez que as freguesias de S. João e da Junceira já foram oficialmente agregadas, ignora-se o futuro político dos respectivos candidatos ora anunciados e caso vençam, quando se tornarem efectivas as ditas agregações, logo após as eleições de Outubro próximo.
A cerimónia íntima teve lugar ontem, ao fim da tarde, perante os convidados que compareceram e alguma comunicação social, registando-se uma ausência de vulto, devida ao lay-off em que se encontra a empresa que edita Cidade de Tomar. O local do acto foi como habitualmente a antiga biblioteca municipal, onde os IpT são a única formação política a dispor de um gabinete de trabalho, bem como do respectivo equipamento e consumíveis, tudo custeado pela autarquia.
Um dissidente daquele agrupamento independente, que naturalmente solicitou o anonimato, disse a Tomar a dianteira que se tratou de "mais um acto falhado dos restos dos IpT, pois estão a fazer outra vez como nas velhas casas de pasto de antigamente; não havia ementa e os fregueses eram obrigados a comer o que lhes punham à frente. Com Pedro Marques acontece sempre o mesmo; nunca teve e não tenciona apresentar qualquer programa estruturado aos eleitores. Aquilo tornou-se num movimento caciqueiro."
Uma outra fonte referiu as numerosas ausências em relação às últimas eleições e o facto de até Rui Costa -grande amigo de Pedro Marques e seu ex-companheiro nas lides desportivas ligadas ao União de Tomar- ter preferido desta vez candidatar-se à Junta de Santa Maria pelo PSD.
Citando o conhecido comentador político Fernando Mendes, no seu programa diário "O Preço Certo", "Espectáculo! Tudo pode acontecer!!!"

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Até a nova ministra mexicana...

"Queremos entrar em mercados específicos que até agora não conseguimos explorar devidamente. Por exemplo no turismo de congressos e outros encontros organizados, e sobretudo no turismo cultural, onde há enormes potencialidades, sem contudo abandonar o turismo de sol e praia, que é o nosso maior atractivo e o que nos facultou prestígio internacional. Estamos conscientes de que México está a competir com o resto do mundo. O turista é selectivo e conhecedor da oferta disponível no mercado. É portanto fundamental desenvolver produtos de grande qualidade, que sejam atractivos para os turistas estrangeiros. 
As nossas culturas milenárias e o património colonial são muito importantes, tal como a gastronomia -classificada pela UNESCO como património imaterial da humanidade. Todo este conjunto vai incrementar o turismo regional, rural, ecológico e interno. Temos enormes recursos, mas não devemos nunca esquecer -o que já tem ocorrido- que ter potencialidades não é o mesmo que ter produtos turísticos."

Cláudia Ruiz Massieu, Ministra do turismo do México, EL PAIS - Negócios, 03/02/13, página 17

Nota Final

Até a nova ministra mexicana, apesar de não ser uma profissional do sector (é licenciada em direito) já assimilou o óbvio. Recursos não bastam. Há que apostar em novos sectores, organização, qualidade, fiabilidade, produtos turísticos elaborados e apelativos. Só aqui pelas margens do Nabão é que não há maneira de entenderem que ao meio-dia são doze horas. Haja esperança, que continua a ser a última coisa a morrer...

O enigmático caso ParqT


Após porfiados esforços, a maioria relativa lá conseguiu encavar no orçamento municipal 2013 a machadada de 6,5 milhões de euros + alcavalas, resultante do enigmático e estranho caso ParqT. Recapitulemos.
1 - A dada altura, supõe-se que devidamente credenciado para o acto pelo executivo autárquico, o presidente António Paiva assinou um contrato com a ParqT, nos termos do qual esta passava a explorar o parque de estacionamento a poente dos Paços do Concelho, bem como todo o estacionamento de superfície na maior parte da área urbana, devidamente delimitada no citado documento. 
2 -  Uma das cláusulas do mesmo documento estabelecia que o Município não poderia vir a construir e/ou explorar no concelho qualquer espaço da mesma área de negócio.
3 - Poucos meses volvidos, António Paiva adjudicou a empreitada de construção do pavilhão municipal anexo ao ex-estádio e um parque de estacionamento subterrâneo na mesma zona. Esquecimento? Acto deliberado, visando outros objectivos? Eis uma parte do que continua por apurar.
4 - Invocando a violação deliberada do acordo livremente subscrito, a ParqT decidiu recorrer ao poder judicial, exigindo ser indemnizada.
5 - A autarquia tomou conhecimento do litígio mas nunca procurou chegar a acordo com a ParqT, o que teria sido fácil, designadamente mediante a cedência à mesma do novo equipamento em causa, em condições a negociar.
6 - Mais tarde, já com o processo em curso no Tribunal Administrativo de Leiria, foi enviada uma proposta ao presidente Corvêlo de Sousa, sucessor legal de António Paiva. Nela se propunha a abertura de negociações com a outra parte, partindo da base zero. A autarquia nunca respondeu.
7 - Muitos meses após a entrada do processo no tribunal de Leiria, o executivo municipal aceitou que o pleito transitasse para um tribunal arbitral, sem que até hoje os cidadãos eleitores saibam quais os fundamentos de tal decisão
8 - O referido tribunal arbitral limitou-se por assim dizer a fixar o montante do ressarcimento a favor da ParqT, que atinge 6,5 milhões de euros + despesas inerentes.
9 - Apesar de sucessivos gargarismos de circunstância, e de pelo menos duas reuniões à porta fechada interditas a jornalistas, nunca os membros do executivo, incluindo a oposição -da qual faz parte desde 2005 um profissional do foro- proporcionaram aos cidadãos informação completa e verídica sobre tão estranho caso, com alguns contornos demasiado insólitos.
Tendo em conta o que antecede e o mais que o futuro inquérito não poderá deixar de revelar, caso até final de Março próximo não haja desenvolvimentos significativos neste assunto, Tomar a dianteira tenciona recorrer ao poder judicial, por entender haver indícios de gestão danosa, peculato, peculato de uso, encobrimento de actos delituosos e violação deliberada do direito à informação verídica, completa e atempada, podendo recorrer até, em última instância, ao competente foro europeu dos direitos humanos. Seis milhões e meio de euros = um milhão e duzentos mil contos é muito dinheiro para que um pacato contribuinte possa continuar impávido e sereno. Tudo o que é demais, parece mal.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Resposta à Odete

Minha amiga:

Como vai a cidade, perguntas tu. E perguntas bem. A situação não está para brincadeiras e as pessoas disso não se dão conta. Por enquanto? Tenho a impressão que anda tudo um bocado desorientado. O que tende a agravar ainda mais a coisa. Só para te dar um exemplo, aconselho-te a ida a vamosporaqui.blogspot.pt Aí verás um conhecido dirigente partidário local a mostrar já algumas saudades do Sócrates. A tal ponto que até manifesta simpatia política por um outro, por acaso um militante do PCTP/MRPP, porém ferrenho adepto socratino. Com trinta cabazes de melancias!
A mim o que me preocupa não são tanto essas derrapagens pessoais. É a situação bloqueada em que  se encontra esta terra. Repara: enquanto algumas cabeçorras abalizadas alertam para o facto de estarmos face a uma mudança de civilização e já não frente a uma crise, mesmo grave, aos tomarenses que saídas nos oferecem? Os dois grandes partidos do arco do poder, PSD e PS, são controlados pelas cúpulas nacionais, através dos dirigentes distritais, tal como acontece com todos os outros. O que já não faz qualquer sentido, tendo em conta que de facto os distritos só subsistem para fins partidários e eleitorais. Até os governadores civís já foram dar uma volta ao bilhar grande.
Se dúvidas houvesse a tal respeito, bastaria atentar no processo de escolha dos candidatos já conhecidos para Outubro próximo. No PS, uma Comissão Política de contornos algo indefinidos no que toca à sua eleição, composição e funcionamento, escolheu novamente um discípulo do usual dono da casa, neste caso uma discípula, uma vez que se trata da sua própria companheira. A escolha, depois votada no Convento de Cristo à moda da Coreia do Norte, mereceu a bênção do presidente da distrital, que estava presente. Agora só falta conhecer a amplitude do desastre eleitoral, salvo muito improvável surpresa.. Logo se verá.
Já no PSD, parece ter havido mais ousadia. Pelo menos, a respectiva Comissão Política arriscou indicar um candidato com as mãos limpas. Um militante alheio às lides autárquicas tomarenses dos últimos quinze anos, que até já agoniam muitos nabantinos. Pois não lhes valeu de nada! Foram chamados a Lisboa, repreendidos e forçados a aceitar, como futuro cabeça de lista, o actual alcaide em exercício. Queres melhor prova do desprezo que têm pelos eleitores locais? Se até o Portas afirma que são os militantes da terra que melhor sabem o que lhes convém...
Há, é certo, uma formação política independente, não subordinada a este tipo de abusos do centralismo partidário, acoitado na obsoleta lei eleitoral em vigor. Infelizmente, até agora de pouco ou nada nos serviu essa relativa autonomia local. Os dois mandatos já quase concluídos mostram, sem margem para dúvidas, que caso não integrassem o executivo, o resultado seria praticamente idêntico. O que evidencia a sua redundância, para não dizer inutilidade.
E não podia ser de outro modo. Mesmo dispondo da maioria, nunca a actual oposição conseguiu entender-se de forma durável e produtiva, apesar de ambos os grupos proclamarem a defesa dos interesses locais, é verdade que abstendo-se sempre de especificar quais. Acresce que nenhuma das três formações do presente executivo dispõe de qualquer roteiro político, adaptado ou não ao novo contexto. Parece-me que estão lá apenas para marcar presença, evitar fazer ondas e auferir as respectivas retribuições, enquanto for havendo dinheiro para lhes pagar. 
Restam as pequenas formações, com votações locais inferiores a 10%. Das situadas à esquerda do PS não adianta aguardar por eventuais façanhas, posto que, previsivelmente, se limitarão a animar a campanha eleitoral primeiro, as sessões da AM depois. O habitual. Quanto ao CDS, anda tudo muito calado, excessivamente calado. E começa a fazer-se tarde para uma pré-campanha vertebrada, sem a qual também não irão longe. A menos que haja coligação. Nesse caso teremos um daqueles pares de antigamente, só que agora com um coxo e um moço.
Nestas condições, achas que se deve ir votar? Em quem? Em quê? Para quê?
É isto, querida amiga. Está um frio dos diabos e nada mostra que em termos políticos as coisas venham a aquecer até Outubro. Depois, julgo que será a continuação da nossa funesta via dolorosa. "Eles não sabem nem sonham/que o sonho comanda a vida/que sempre que um homem sonha/o Mundo pula e avança/como bola colorida/entre as mãos de uma criança", escreveu Gedeão na Pedra Filosofal. A tragédia tomarense -a nossa tragédia, Odete- radica no facto de termos políticos e eleitos que nem sequer sabem que não sabem.
Vai ficando por Leiria, que é terra mais abrigada, mais próxima do mar largo, menos virada para o que já foi e por isso menos bloqueada.

Taciturnamente,

A.R.



Desilusão intercalar



Cada vez mais apoquentado com a situação de evidente bloqueio político que se vive em Tomar, bem como face ao manifesto desfasamento entre os comentadores usuais e a vera situação do país, resolvi ir em busca de algum oxigénio intelectual. O recente livro de Manuel Carvalho da Silva pareceu-me uma boa fonte, mesmo sabendo que se trata de um conhecido militante do PCP. Cuidei que talvez, finalmente, avançasse ideias susceptíveis de ultrapassar a bem conhecida língua de pau e os usuais chavões para os fiéis da casa, dado tratar-se de uma boa cabeça, que fez um brilhante e raro percurso mundo do trabalho > mundo sindical > mundo académico.
Feita a leitura atenta, fiquei com água na boca; algo desiludido em relação à expectativa inicial. Desde logo por não se tratar de escritos originais, em primeira publicação, mas antes de peças já apresentadas em público e agora requentadas. Mas fosse esse o seu principal óbice. Infelizmente não é. De tal forma que, lamento ter de o dizer- as apregoadas ideias para Portugal não me parecem minimamente susceptíveis de congregar vontades ou de gerar postulados novos. E sem isso...
Não que a obra careça de linhas de força capazes de facultar proveitosa discussão, caso os pensadores e militantes da extrema esquerda venham a aceitar enfim que não têm sempre razão contra o devir da história. Fora do local e do momento para aprofundar quanto baste, limito-me a uma curta mas muito importante citação: "Lembremo-nos que era na Europa que se situava mais latente o confronto dos dois sistemas e isso marcou o seu processo de desenvolvimento: hoje impera a ortodoxia liberal e não há alternativa credibilizada. A social-democracia ficou a festejar a queda do Muro de Berlim e rendeu-se às inevitabilidades liberais dominantes." (Página 149)
Esqueçamos o óbvio excesso de etnocentrismo do ínício do postulado, uma vez que japoneses, coreanos ou americanos, por exemplo, poderão dizer outro tanto sobre a relação de forças nas respectivas áreas geográficas de influência, em relação à China, à Coreia do Norte e a Cuba/Venezuela, respectivamente. Atentemos agora sobretudo na parte destacada a amarelo por Tomar a dianteira. Parece-me que a social-democracia não ficou a festejar coisa alguma, mas apenas à procura de novos conceitos políticos que por enquanto ainda não conseguiu encontrar. Et pour cause. Como poderiam grandes grupos de intelectuais bem calejados pelas lutas políticas entreter-se a festejar uma coisa que não aconteceu como Carvalho da Silva a descreve?
Na verdade -seja ela mais ou menos inconveniente, consoante o quadrante político-intelectual do leitor- o Muro de Berlim, não caiu, não se desmoronou, não ruiu devido a causas naturais. Tão pouco foi bombardeado, ou sequer atacado fisicamente pelos americanos, pelo NATO ou pelos capitalistas. Foi, isso sim, derrubado por cidadãos dissidentes do país que o mandara erguer, os quais contaram com a passividade e por vezes até a colaboração das autoridades que o ergueram, tudo isto no quadro de um determinado processo histórico, que Carvalho da Silva, como bom marxista que é, não pode ignorar.
Resta por conseguinte aceitar a realidade sem maquilhagem e ousar fazer as perguntas pertinentes e indispensáveis: Porque aconteceu? Porquê em 1989? O que levou os outros membros do Pacto de Varsóvia a implodir, sem intervenção armada externa? O que evitou a repetição de Budapeste 56 e de Praga 68?
Subsiste uma outra questão latente -o problema da ortodoxia liberal e do governo pretensamente neo-liberal que temos. Para não alongar, direi que estamos frente a algo parecido com o já denunciado antes no caso da alegada "queda" do muro berlinense: Carvalho da Silva pinta a realidade a seu modo. Para o demonstrar, basta recorrer a uma comparação. Quem conhece o aparelho burocrático português, americano e russo, por exemplo, sabe bem que o nosso se assemelha muito mais ao de Moscovo que ao de Washington. De modo que, apodar o governo PSD/CDS de neo-liberal é da mesma ordem que classificar os leões como herbívoros.
Não é a caminhar para Faro que vamos chegar a Vila Real em tempo útil. Partindo de pressupostos falsos, só por mero acaso se pode chegar a conclusões aceitáveis e operativas.
Desiludido, continuo a manter a esperança num mundo melhor.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Mazelas nas obras do Convento


Já aqui se escreveu que as obras da envolvente ao Convento de Cristo estão enguiçadas. Na visita de hoje confirmou-se isso mesmo. Nas duas fotos supra pode ver-se o estado do muro de protecção da cafetaria, dois meses após a conclusão. Terreno mal compactado, falta de escoamento e aí temos mais trabalho para a construtora, uma vez que autarquia não deixará decerto de accionar a garantia, apesar de estarmos em ano eleitoral. E daí, nunca se sabe.


Há coisas que não se entendem de todo. Para salvar uma das árvores que se vêem acima, foi feito todo um trabalho artesanal de contenção do talude do lado esquerdo. Após todo esse trabalho, cortaram a árvore. Porquê? Falta de coordenação = obras municipais à moda de Tomar.



Antes das obras, havia duas árvores grandes. Quando destruíram boa parte do alambor, cortaram a da esquerda. Dado que a asneira deu algum brado, daí resultando uma prolongada suspensão dos trabalhos no local, o tronco cortado acabou por encher-se de rebentos. Já mais recentemente, cortaram e removeram a amoreira da direita, o que permitiu pôr a descoberto mais uma parte do alambor, que vai até à parede norte do ex-Hospital Militar.
Constata-se agora que afinal vão ficar por ali, limitando-se a completar o paredão de ambos os lados, deixando à vista apenas o troço já escavado. A ser assim, cortaram as árvores para quê? Não seria bem mais razoável escavar o que falta do alambor e reconstituir a parte destruída? Se assim não procederem agora, será tarefa para um futuro executivo camarário, que tenha finalmente a coragem de assumir que o Convento é antes de mais património tomarense; só depois português, europeu e mundial.