domingo, 9 de junho de 2013

Tomar: Outra vez a liderar o progresso

Não sei se será positivo, mas verdade é. Cinco séculos volvidos, Tomar volta a estar na ponta do progresso. Com o senhor Infante e a partir de 1420, a Ordem de Cristo, dona de Tomar, laçou-se nessa espantosa aventura, mais conhecida mais tarde como "Epopeia dos Descobrimentos Portugueses". Foi de tal forma importante e condicionante para a zona que ainda hoje muitos tomarenses vivem a sonhar com esses tempos, que trouxeram sucessivamente especiarias, escravos e o ouro do Brasil, levando muito emigrantes para África, Ásia,  Brasil e ilhas atlânticas
Pois em 2013, no Porto, capital do norte e do trabalho, haverá quem tenha decidido imitar a mais recente inovação tomarense, que consiste em disputar eleições contando com ajudantes para captar votos aos adversários. Exactamente como tem vindo a acontecer aqui pelas margens do Nabão, desde as autárquicas de 2005. Com os magníficos resultados conhecidos de todos.
Claro que os visados vão sempre negar, com todo o direito, de resto. No entanto, deixando o Porto aos portuenses, como convém, aqui nesta desgraçada terra gualdina, que dificilmente aguentará mais tropelias políticas, convém questionar desde já: Se não é verdade, então porque não se unem para vencer o PSD?
Entretanto convém ler esta peça de Paulo Ferreira que, ao redigi-la, quase de certeza  nem conhecia a lamentável experiência tomarense, já com quase oito anos de prática no terreno:

Jornal de Notícias, 09/06/2013

Um livro soberbo



Um livro soberbo e com um enredo apaixonante. Ficcionado, claro está, porém com personagens, locais e factos que todos os leitores atentos identificarão sem dificuldade. Sobretudo os da área da política. Tudo pela pena arguta e percutante de MST. A mostrar também que é justo o conhecido adágio "Quem sai aos seus não degenera". A Sophia e o Chico podem repousar em paz, que deixaram continuador à altura. E que belo filme em perspectiva!
A não perder sob nenhum pretexto. Apesar do preço, que é praticamente um assalto ao bolso do cidadão, quando comparado com o que se pratica por essa Europa fora. A tal mania de que somos ricos...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

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Juanjo Martin/EFE/SOL
A vitória de Hollande em França não teve os resultados esperados pelos portugueses.

António José Seguro e o insucesso de Hollande

"Há um ano, François Hollande vencia as eleições presidenciais francesas e oferecia uma nova esperança aos socialistas europeus, incluindo os portugueses. António José Seguro fez uma festa em Lisboa, indo depois a Paris participar na celebração da vitória e dar um abraço ao novo herói.
A Europa -dizia-se- iria virar a página e entrar numa nova era. Vencido um "tonto" chamado Sarkozy, que fazia todos os favores à Alemanha, a "senhora Merkel" ia fnalmente ter pela frente um adversário à altura. Lembro-me de Ana Gomes chamar todos os  nomes a Passos Coelho por não desejar a vitória de Hollande, visto que Portugal só beneficiaria com ela. Segundo a eurodeputada, o "governo de direita" português era tão mentecapto que nem conseguia perceber o seu próprio interesse.
Acreditava-se que o Presidente socialista francês poria fim às políticas de austeridade e relançaria a Europa na senda do crescimento e do progresso, donde nunca se deveria ter afastado. 
O primeiro encontro entre Hollande e Merkel não correu, porém, tão bem como se previa. Mas era só um primeiro round; outros se seguiriam, onde o socialista daria cartas.
Um tempo mais tarde, Seguro voltou a Paris, num périplo pelo estrangeiro destinado a coleccionar apoios, mas não encontrou no inquilino do Eliseu o apoio que esperava para as suas propostas; pelo contrário, Hollande assobiou para o ar. E, de desaire em desaire, a esquerda portuguesa foi-se desiludindo do seu ídolo, a ponto de uma parte dela o começar a cobrir de impropérios. Os que acreditaram cegamente em François Hollande há um ano são hoje, naturalmente, os mais desiludidos.
Isto é típico da esquerda: cria grandes ilusões e colecciona, depois, cruéis desilusões. Ilude-se e desilude-se com tremenda facilidade. É estranho que não aprenda com a realidade e caia sempre nos mesmos erros. Para ela parece ser sempre "a primeira vez". Acredita sempre que "agora é que é!" Ou finge acreditar. Porque Seguro sabe muito bem que não só os encontros com Hollande, mas todos os outros contactos internacionais que manteve, se revelaram infrutíferos. As suas reuniões com a troika saldaram-se por um fracasso. Os apoios internacionais que tem pedido, mesmo a líderes ideologicamente próximos, não foram atendidos.
Quer isto dizer que, quando (e se) Seguro for para o Governo, a sua margem de manobra será estreitíssima. Com a agravante de se ter oposto a medidas que não poderá deixar de pôr em prática.
Mas o seu ponto mais crítico é a promessa de fazer arrancar a economia. A única hipótese de o conseguir a curto prazo é reanimar o sector da construção civil, lançando novas empreitadas de obras públicas. Sucede que o investimento na construção não é reprodutivo. Ao contrário de uma fábrica, que a partir do momento em que se instala começa a produzir bens, o dinheiro investido numa obra fica ali enterrado, imobilizado, não se reproduz. Foi esse o modelo seguido nas últimas décadas, com os resultados conhecidos: a dívida do Estado aumentou de forma galopante (porque era preciso pedir dinheiro emprestado para fazer obras) e a economia quase não cresceu.
O saldo era cada vez mais negativo. Estávamos numa trajectória ruinosa e insustentável. É isto exactamente que tem de mudar. O nosso crescimento tem de assentar no aumento do que produzimos e não no aumento da dívida. Hollande já o deve ter percebido. António José Seguro ainda não. Ou se calhar também o percebeu mas não quer dizer. Por isso é tão pouco convicto naquilo que diz."

José António Saraiva, Política a sério, SOL, 07/06/2013, página 2

Tentando endireitar a sombra de uma vara torta - 2





Pois é! Isto anda tudo ligado, como bem dizia o outro. Só a busca constante da qualidade, da verdade, da ética, da equidade, da transparência, da honestidade intelectual, pode conduzir a resultados de excelência. No ensino, na saúde, na informação, na política... Infelizmente, muitos gostam mais de disfarçar, dissimular, esconder, camuflar, fingir, aldrabar, fazer de conta que... E os resultados aí estão. Altamente positivos em Leiria. Lamentáveis em Tomar. Com o ministério da educação a assinar a sentença de morte a prazo para o IPT, ao determinar que passará a subsidiar só os cursos superiores com mais de 20 inscritos no primeiro ano. Para já o consórcio, mais tarde o encerramento progressivo. Não tratem de mudar de caminho não! E depois queixem-se, que há-de valer um bocado! Já o Lincoln dizia há dois séculos que "Pode-se enganar uma pessoa durante toda a vida e algumas pessoas durante um certo tempo, mas não é possível enganar toda a gente durante toda a vida."

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Mais vale prevenir que remediar

Tenho a quase certeza que será redundante, pois a autarquia tem excelentes juristas. Tanto internos como em regime de prestação de serviços. Mas nunca fiando. Até já me foi dado acesso a determinada escritura, subscrita pelo município, na qual se menciona uma renda choruda, sem todavia se especificar a sua periodicidade. Convenhamos portanto que, como documento jurídico, há melhor.
Assim, correndo o risco de pecar por excesso que não por carência, aqui vai uma notícia d'O MIRANTE, a qual fornece praticamente todos os tópicos para o próximo concurso de cedência da cafetaria situada na Cerrada dos Cães,  que os senhores técnicos municipais resolveram rebaptizar "Largo Gualdim Pais", certamente por acharem mais pomposo. Será. Mas deixa de ser tão autêntico e vernáculo.
Da referida notícia só não consta a tal cláusula de garantia de igualdade de todos os concorrentes: A imperiosa necessidade de estabelecer, no regulamento prévio, que as propostas devem ser entregues em envelope fechado e lacrado, sendo posteriormente abertas apenas na presença simultânea de todos os interessados, ou dos seus representantes devidamente credenciados. Para evitar que todos sejam iguais mas haja algum mais igual que os outros. Ao que parece, já tem acontecido. Dizem...


Viver em Tomar? Uma maravilha!!!


Três anos após o encerramento compulsivo do mercado pela ASAE; mais de dois anos após a compra e montagem da tenda-sauna, que custou perto de 300 mil euros; a relativa maioria laranja lá chegou finalmente à conclusão que era necessário cumprir as normas europeias. Resolveu agora adjudicar, por cerca de 100 mil euros, IVA incluído, a substituição da respectiva cobertura em placas de amianto, material proibido na Europa, porque cancerígeno. Custou mas lá vai.
Entretanto continuam a arrastar-se as obras da envolvente ao Convento de Cristo, o que só surpreenderá os menos atentos a estas coisas. O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Três grandes problemas se perfilam já, mesmo antes da conclusão da empreitada, mais lá para o Outono. 1- O arranjo da via pedonal através da Mata afinal não terá servido para nada, a manter-se a obtusa situação actual. A  direcção do monumento recusa manter aberto o portão da Torre da Condessa e o do lagar está fechado por razões desconhecidas, sem data prevista de reabertura. Parece que estamos no reino do deixa andar... 
2 -Após a monumental asneira que consistiu em arranjar estacionamentos lá em cima, enquanto os comerciantes e hoteleiros se queixam que os turistas não vêm cá baixo por falta dos ditos, falou-se em tarifar a sua utilização. Como? Parece que por agora ainda ninguém sabe. Cobrança automática? Os carros de matrícula estrangeira e os de aluguer sem condutor só não se escapam se não quiserem. Não há qualquer modo eficaz de multar os condutores recalcitrantes. E os parquímetros correm sérios riscos de ser aliviados durante a noite, que os locais são isolados. Presença de cobradores? Como são três parques (dois para ligeiros, um para autocarros), o produto da cobrança não chegará para pagar aos funcionários. Nem coisa que se pareça. Resta um outro detalhe bicudo: como proceder com os condutores que estacionam fora dos parques, junto aos passeios, por exemplo? Será necessário instalar uma esquadra privativa da PSP no Convento de Cristo? Espaço não falta. Efectivos é que não há.
3 - No âmbito das infelizes obras, a cafetaria da Cerrada dos Cães está pronta há meses, mas não equipada. Fala-se agora em concessioná-la. Uma vez que a raposa muda de pelo mas não de hábitos, já consta que o futuro concessionário é conhecido, mesmo antes da abertura do concurso. O que promete.
Uma vez que a oposição é maioritária, seria bom que, pelo menos neste caso tão sensível, levasse a relativa maioria a fazer as coisas como mandam as boas práticas: caderno de encargos elaborado, corrigido e difundido atempadamente, condições concursais estritas, igualdade de oportunidades, propostas entregues em carta fechada e lacrada, abertas só perante os concorrentes e o júri, posterior rateio se necessário, devido a igualdade de propostas. Será pedir demasiado? Sacudir a água do capote é sempre muito mais fácil, lá isso é verdade... mas as eleições são praticamente já a seguir.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

"Vox populi, vox Dei"

Sob este título latino, que significa "A voz do povo é a voz de Deus", inicia-se em Tomar a dianteira a publicação de "sondagens" de ouvido, provindas dos diversos centros informativos nabantinos: mercado, comerciantes, barbeiros, cafés... A de hoje tem origem num conhecido comerciante da cidade velha, tomarense de nascimento, que conhece e ouve muita gente.
Segundo ele, O PSD e portanto Carlos Carrão, têm sempre três vereadores garantidos. Caso o candidato não cometa muito mais erros, poderá até vir a conseguir um quarto eleito. O outro candidato com boas possibilidades, segundo a mesma fonte, é Pedro Marques. Sabe ouvir e ouve muita gente, conhece bem o concelho e continua a frequentar meios bastante influentes. Embora sem hipóteses de vencer, deve conseguir manter os dois eleitos, faltando apenas saber se conseguirá averbar mais um vereador, ou se este irá para o tal quarto lugar dos laranjas. Isto porque, sustenta a nossa fonte, na situação actual, o PS não tem qualquer amparo. Nem a nível local nem nacional, por falta de confiança do eleitorado. É quase certo que vai perder um vereador, regressando à situação de 2005/2009. Com ou sem mandatários cabotinos relapsos. 
Como bem reza o anexim, "A raposa muda de pêlo, mas não de hábitos." E o passado não abona.
A cidade e o concelho precisam com urgência é de projectos profícuos e realistas, pilotados por quem tenha gabarito para os implementar. Com apresentações de candidatos, inaugurações de sedes, indicações de mandatários e muita literatura para mobilar, não vamos lá. Nem coisa parecida.
As outras candidaturas, conclui a fonte, nem sequer vão chegar a molhar a sopa, na terra que inaugurou os respectivos congressos.
No próximo Outono logo veremos quem tinha razão e quem andava apenas a vender água sem caneco, tentando ocultar a cruel  e nua verdade sob o manto diáfano da fantasia, tendo na mira a manipulação dos eleitores. Como tem sucedido até agora...