quinta-feira, 15 de agosto de 2013

BASTA!

Prometi que voltaria a escrever a partir de 15 de Agosto, uma vez terminado o curto período de nojo que decidi adoptar. Aqui estou a cumprir, para não ficar com problemas de consciência.
Durante este silêncio doloroso, muita coisa aconteceu, que seria deslocado enumerar. Por isso optei pela habitual frontalidade: BASTA! Tomar a dianteira acaba aqui.
Numa lista de quinze justificações que tenho aqui ao lado, nenhuma delas é simpática para os tomarenses em geral e muito menos para os autoproclamados políticos locais. Por conseguinte, o silêncio é de oiro.
Até sempre. Se alguma vez vierem a precisar de mim para algo que valha a pena, sabem onde e como me encontrar.
Apesar de tudo, a todos desejo um futuro o melhor possível.

Cordialmente,

António Rebelo

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

De luto

A Lídia, em Junho deste ano, na Grécia

Após doença incurável, porque detectada demasiado tarde, faleceu ontem, cerca das 16 horas, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, Lídia Maria Simões Lopes Rebelo, 63 anos, natural de Caxarias, que exerceu a docência em Tomar desde 1976.
A urna com os seus restos mortais chegará hoje a Caxarias, cerca das 12 horas. O funeral está marcado para as 18 horas, para o cemitério daquela localidade. Que descanse em paz!
Em sinal de luto, Tomar a dianteira suspende a publicação de novos textos até 15 de Agosto. Até lá.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Que gente...


O MIRANTE, 01/08/2013, página 15

 É o velho problema dos penduras; quando convém, zás, vá de fazer como as moscas dos coches: se a viagem parece interessante, poisam. Neste caso preciso, sem a intervenção de Tomar a dianteira, das centenas de pessoas que assinaram a petição na Net e sobretudo -há que dizê-lo- de Miguel Relvas que, respondendo ao meu apelo, para cá catapultou o então SEC Francisco José Viegas, decerto já nem haveria alambor nem, por conseguinte, a sua descoberta. Porque a senhora directora do monumento devia andar distraída nessa altura, quando as máquinas dele destruíram cerca de 20 metros quadrados, como se pode ver do lado esquerdo da foto. E agora ainda tem o descaramento de se colar à descoberta? Que gente...

O MIRANTE, 01/08/2013, 1ª página

O MIRANTE, 01/08/2013, página39

É o tema do momento, para mim com todo o ar de uma mal enjorcada encenação para caçar votos. Prudente, o presidente do IPT lá vai dizendo que "implementado na plenitude PODERÃO ser criados ATÉ 200 postos de trabalho". Bem pagos ? Permanentes? Ninguém sabe e os principais actores também não explicam.
Por outro lado, posto que o protocolo (se houver mesmo algum protocolo juridicamente válido e vinculativo para todas as partes) é válido por dez anos, bastará criar 20 postos por ano, eventualmente com contratos de 6 meses, para se chegar aos tais 200 postos de trabalho.
Acresce que, no meu modesto entendimento de leigo em direito, o citado acordo é nulo por conter cláusulas que se me afiguram leoninas. O que me levará, caso as oposições que temos não se antecipem, a recorrer às instâncias competentes, para que se esclareça mais este estranho caso na "capital dos eventos", segundo o senhor Carrão.
Por falar em oposições: Com tanto secretismo e tantas dúvidas, estão à espera de quê, para obrigar o executivo a tornar público o documento assinado entre as partes???
ÀS MULHERES DE CÉSAR NÃO LHES BASTA SER SÉRIAS; TÊM TAMBÉM DE PARECÊ-LO. E as oposições que temos não parecem. Até aplaudem um pretenso consórcio, cujo início de actividade, seguramente por mero acaso, está previsto para...30 DE SETEMBRO!!!
Que gente... É com eles que querem que isto ande para a frente? Bem podem ir esperando!

terça-feira, 30 de julho de 2013

Estranho, muito estranho...

 Rádio Hertz on line, 29/07/2013, 15H16

Jornal i, 30/07/2013, página 8

Cada vez mais estranha e densa a atmosfera político-eleitoral tomarense. Leiam-se as duas notícias supra. A da Hertz é triunfalista, bastante detalhada e peremptória: "um projecto de grandes dimensões e que irá criar cerca de 200 postos de trabalho."
Muito mais comedido, o jornalista do i vê o mesmo tema de outro modo: "um centro de excelência", que poderá levar à criação de 200 postos de trabalho." Simples questão de formulação frásica? Ou haverá mais bicho na fruta?
À cautela, o referido diário acrescenta a chamada obrigação deontológica: "O i tentou obter mais pormenores desta parceria, mas sem sucesso até à hora do fecho desta edição." Porque terá sido?
Apenas mais um exemplo da lamentável política de segredo de uma autarquia que insiste em brincar às escondidas com os seus potenciais eleitores? Ou trata-se só de um "apanha-votos" para consumo local, a exemplo do célebre parque temático de há quatro anos?
Já que é questão de informação, há que aproveitar o ensejo. Aqui há meses solicitei, ao abrigo da lei do direito à informação, que me fosse facultada a consulta ao "processo ParqT". O senhor presidente da câmara teve então a amabilidade de me informar por escrito que tal não era possível, em virtude de o referido caso estar a ser investigado. 
Por portas travessas, lá consegui apurar que o dito assunto estava a se investigado pela Polícia Judiciária, na sequência de uma iniciativa dos IpT. Continuo à espera. O que me espanta e parece muito estranho é que os vereadores IpT nunca mais tenham interrogado a maioria relativa a tal respeito. Afinal a PJ continua a investigar? Já concluiu a investigação? Encontrou algum ilícito? Já enviou o relatório final? Não há sequer matéria para relatório?
Os contribuintes pagam, mas têm o direito de ser informados. Que a câmara PSD procure informar o menos possível nessa questão da ParqT, percebe-se. São inábeis políticos, porém não consta que sejam masoquistas. Mas as oposições, senhores? O que será que as inibe? Simples incompetência? Ou algo mais?

segunda-feira, 29 de julho de 2013

PSD - Tomar: Continuidade sem evolução



Apareceu finalmente de forma pública a lista laranja nabantina. Conforme era previsível, trata-se de gente jovem, séria, ambiciosa,  trabalhadora e por aí fora. O pior é o substrato político. E a gritante falta de ideias originais e fecundas. Carlos Carrão consegue o seu sonho, não de toda uma vida, mas de quando percebeu que nesta terra tudo é possível com o actual sistema eleitoral de listas aferrolhadas. Ascendeu à cabeça e tem algumas hipóteses de ganhar tangencialmente. Não por mérito próprio ou dos seus acompanhantes. Apenas por manifesta inépcia dos adversários, uns escravos de fantasias, outros de ideias fixas, outros ainda de afigurações de tipo megalómano.
Em segundo lugar vem o jovem causídico João Tenreiro, inicialmente adversário interno de Carrão, posto que apoiante de António Lourenço dos Santos, que as instâncias partidárias rejeitaram, vá-se lá saber porquê. Capelinhas, está bom de ver. Trata-se portanto de um prémio de consolação para Tenreiro. Assim uma espécie de porta-chaves a comemorar o facto de ter engolido o sapo e passado a apoiar o que antes criticara. Por ser um neófito em funções autárquicas, vai seguramente passar um mau bocado, pelo menos até se inteirar da vida camarária, com os seus múltiplos alçapões e outras tantas ratoeiras.
Maria Luísa Oliveira é outra principiante, que aparece em terceiro lugar unicamente devido à sua condição feminina. Tanto mais que a seguir temos o actual vice-presidente, José Perfeito, que no actual mandato passou de quarto a segundo, o que pode bem ser uma indicação do que virá a suceder uma vez mais, caso o PSD consiga vencer. Com efeito, não fora o problema Tenreiro e o contingente feminino obrigatório, o actual vice seria naturalmente o segundo da lista. Nestas condições, uma vez eleito, com maioria absoluta ou relativa, Carrão renovará a indicação de Perfeito como vice-presidente, assim transformando Tenreiro e Luísa Oliveira em dois jarrões chineses. Ou dois autarcas no regime de formação remunerada em exercício.
Maldade minha? Má vontade? Que não, que não! Apenas uma singela constatação interrogante: Que se pode esperar de dois autarcas experientes e bons conhecedores da casa, secundados por dois principiantes em política autárquica? Carrão e Perfeito já demonstraram não ter qualquer programa credível ou sequer vontade de o apresentar. Os outros dois têm? Vai daí, A ser assim, vamos ter mais quatro anos de continuidade sem evolução. Triste sina a nabantina!

Mazelas Tomarenses

 O progresso e a esperteza saloia

Foto 1
A política tem destas coisas. Delineada no reinado paivino, a empreitada da Envolvente ao Convento de Cristo, que nada justificava além da ganância perante os fundos de Bruxelas, foi candidatada com um projecto feito à pressa e por aprendizes. Do que resultaram erros crassos, como o rebaixamento do parque de estacionamento da Cerrada dos Cães, que veio a provocar a queda das pinheiras cinquentenárias, excepto uma.
Nesta segunda fase, tratava-se de implantar um parque de estacionamento para nove autocarros de turismo, junto à fachada norte do Convento de Cristo e ao arrepio das recomendações europeias no sentido de afastar dos monumentos os veículos diesel, devido às emissões excessivas de CO2. Segundo me foi dito por fonte sabedora, inicialmente os ditos autocarros estacionariam "em espinha" no novo parque. Devido a mais um erro de concepção, após onerosas expropriações e custosas obras de sustentação do talude situado a norte concluiu-se, que afinal o espaço previsto era insuficiente. Os autocarros não cabiam em "espinha", pois têm geralmente onze metros de longo e o novo parque nem isso tem de largura, uma vez implantados os passeios.
Entrou então em cena o habitual desenrascanço, também conhecido por esperteza saloia. Em vez de emendarem as coisas, não senhor. Já que não podem estacionar "em espinha", estacionarão longitudinalmente, ou seja, ao longo do passeio da direita. Donde aquela reentrância tão estética e prática para os motoristas, logo ali na curva da entrada (foto 2). Azar dos azares, segundo informação de António Freitas, um dos raros periodistas locais a lutar pela sua terra e a interessar-se por estas minudências, os novos autocarros de turismo (ver foto 1) são de três eixos, para maior estabilidade e conforto das pernas, tendo 15 metros de comprimento. Vai daí, não estou a ver como vão conseguir fazer aquela curva à primeira tentativa. E daí a irem dizer mal de Tomar...

Foto 2

domingo, 28 de julho de 2013

HOMENS e minhocas...

Aqui está um caso de flagrante diferença, a pouco mais de 40 quilómetros de distância. Em Leiria há homens políticos. Em Tomar há apenas minhocas políticas. E não só. Por isso Leiria continua a crescer. Já ultrapassou os 100 mil habitantes. Por isso Tomar continua a mirrar. Já desceu abaixo dos 40 mil habitantes. Aproveite igualmente para comparar o jornal leiriense com os nabantinos. São muito parecidos, não são? Até têm primeira página e tudo!