terça-feira, 24 de maio de 2011

CONFISSÕES DE UM PAPAGAIO AZUL COM DONO LARANJA

Edição Leya/Livros d'hoje, Maio 2011, 133 páginas, 10,98 euros no Modelo/Continente/Tomar

Em tempo útil recomendou-se aqui uma obra satírica sobre o actual primeiro-ministro, a qual veio a obter um enorme sucesso, com sucessivas edições esgotadas. (Ver no arquivo do blogue, no lado direito do seu ecrã, o post Cão de esquerda, de 11/03/2011).
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, grafou o zarolho há mais de quatro séculos, chegou a vez  do líder laranja, num livro ao que tudo indica do mesmo autor do anterior. Aqui vai uma sucinta apresentação, tal como se pode ler na contra-capa:
"Se pensam que é só o país que está depenado, estão enganados. Nada disso! Também eu, o Piu-Piu de Passos Coelho, o seu amuleto da sorte pessoal, perdi as penas por causa  do estado de nervos em que me tem deixado o país e os últimos acontecimentos políticos. Ao fim de tantos anos ao lado do Pedro decidi, enfim, sair de casa no passado dia 16 de Abril. A gota de água foi a história de Fernando Nobre mais a sua ideia descabida de querer garantir, sem votação, o lugar de presidente da Assembleia da República. Uma história delirante onde o Pedro se enterrou até às orelhas.
Naquele momento percebi, de uma vez por todas, que por mais que eu desse orientações ao meu dono, o meu esforço pessoal de nada valeria porque ele só faz mesmo o que quer. Foram anos de uma participação discreta, mas activa, na formação de um homem em quem acreditava. E  para quê? Para ele não parar de dar tiros nos pés, justamente no momento em que estava mais próximo do que nunca do seu objectivo de poder. O resultado desta falta de estratégia não podia dar grande coisa. Basta olharmos para as oscilações nas sondagens para percebermos que o Pedro não está em bons lençóis. Depois de tudo aquilo por que passámos juntos, querem saber como me sinto? Desesperado? Desiludido? Deprimido? Escolha múltipla, qualquer uma está certa.
Desisti, essa é que é a verdade. O Pedro e o José estão cada vez mais parecidos. Sempre a darem-nos uma grande cantiga, ao estilo da União Europeia, que no entretanto parece ter esquecido que "união" quer dizer solidariedade e partilha e não apenas juros mais altos.
Por tudo isto vos aconselho que antes de tomarem uma decisão sábia sobre o futuro do país (que na verdade será relativa, porque agora é a troika quem mais ordena), leiam as minhas inconfidências com atenção. E depois? Depois, se ficarem no mesmo estado de nervos que eu, o melhor é mudarem de país.

Sent from my iphone (sou um pássaro e não um burro, ok?). depois de abandonar os subúrbios, a caminho de umas férias numa comunidade Xamã, em Tarifa, para ver se distraio a cabeça."

Indo numa perna e vindo noutra, ainda é possível encontrar o livrito na Bookit do ex-Modelo tomarense, agora Continente (ainda lá ficaram 3 exemplares). Está na prateleira central da loja, do lado esquerdo quando se entra, na face virada para fora do estabelecimento, dissimulado na vertical e na parte posterior da primeira prateleira mais larga. Boa sorte! (Não tem nada que agradecer. Um criado ao seu serviço.)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

JORNALISMO COR-DE-ROSA





Com aquele conhecido sentido das conveniências que faz parte da idiossincrasia nabantina de alguns leitores, houve quem comentasse o inquérito sociológico do Le Monde, jornal de referência a nivel europeu, traduzido no post "Isolados, pacatos, conservadores e infelizes", de ontem, com este desabafo lapidar: "Rebelo e a imprensa cor-de-rosa".
Já habituado a dislates do género e mesmo a outros bem piores, que a boçalidade congénita não perdoa, lá fui então consultar a dita imprensa  cor-de-rosa. No caso, o suplemento NEGÓCIOS do EL PAÍS de ontem, de onde recolhi as duas ilustrações supra. 
Sabedor de que todos os tomarenses lêem e entendem sem dificuldade o castelhano, uma vez que são em geral omnicompetentes, passo a traduzir os dois excertos, unicamente para me entreter. Por favor não me levem a mal. Juro que não pedi à minha mãe para nascer em Tomar, nem para ser baptizado em S. João Baptista. Não tenho por conseguinte culpa alguma de ser tomarense por nascimento.
O primeiro recorte é de uma entrevista a Myriam Fernandez de Herédia, responsável pela notação soberana  no sector Europa,  na Standard & Poor's, uma das grandes agências de notação financeira, que acaba de baixar novamente a nota da Grécia.

"As declarações dos estados membros da União Europeia reflectem o sentimento dos credores oficiais da Grécia e podem vir a ter um impacto negativo na respectiva solvência. Em Março passado a reestruturação da dívida grega parecia algo remota, mas agora essa possibilidade é muito mais elevada e por isso reagimos.
Essa reestruturação grega poderá provocar um efeito de contágio?
Não prevemos um contágio imediato, embora haja riscos de que tal possa vir a acontecer, especialmente em relação a Portugal. De facto, a perspectiva negativa da nota portuguesa já inclui o risco de um crescimento anémico, défice público e défice exterior... Vai depender da implementação do plano de austeridade, que vai afectar negativamente o PIB e provocar um atraso na saída da recessão." ...
O outro recorte é de uma análise de Luís Doncel, catedrático de economia, publicada no mesmo número do EL PAÍS: 
"E finalmente Portugal, que sofreu anos de crescimento económico anémico, mesmo na época em que os seus vizinhos europeus beneficiavam de uma saúde robusta. Apesar das declarações em contrário do seu primeiro-ministro, já havia bastantes meses que os especialistas davam por inevitável a ajuda externa a um país afundado numa dívida pública descomunal,  com um elevado défice e uma economia paralisada, necessitando de grandes medidas estruturais. Foi porém o voto da oposição contra o quarto plano de austeridade apresentado pelo governo socialista, que desencadeou o que já todos conheciam: uma ajuda externa no montante de 78 mil milhões de euros."

Como o leitor acaba de constatar, nem sempre o "jornalismo cor-de-rosa" é algo de fútil. Pelo menos quando se trata de jornalismo económico em papel cor-de-rosa... Quanto ao Le Monde, estamos conversados: "São verdes; só os cães as podem tragar."

Os destaques são de Tomar a dianteira.

RECORTADO DA IMPRENSA DE HOJE

CORREIO DA MANHÃ DE 23/05/2011, última página

Falta acrescentar outra vertente, quiçá ainda mais importante. "Defender Portugal, na defesa do Estado Social, da Escola Pública, do Serviço Nacional de Saúde" e mais uns tantos slogans eleitorais socratianos, remetem todos ao final para o velho dito de Luís XIV - "O Estado sou eu!" Ao qual José Sócrates acrescenta de forma implícita "Os outros são todos meus inimigos, uma cambada de usurpadores, de invejosos e de assassinos do Estado Social". Mas ninguém ousa perguntar-lhe -E de onde pensa que virá o dinheiro para alimentar esse Estado Social Socialista, que já nos arrastou para onde agora estamos?

FACTOS ESPARSOS PARA MEDITAR...

1 - Final da Taça de Portugal, em Lisboa, mas disputada por dois clubes do norte. 2 - Taça de Portugal, Taça Europa, Taça da Liga e Campeonato Nacional disputadas sobretudo por clubes do norte. 3 - A sul de Setúbal não há clubes da 1ª Liga, excepto um algarvio. 4 - No interior entre Tejo e Mondego, apenas um clube disputou este ano a 1ª liga -a Académica. 5 - Numa acção de campanha em Ponte de Lima -o único município do país liderado pelo CDS- Paulo Portas assinalou que a câmara local não tem dívidas, mas dinheiro a prazo nos bancos; que não cobra derrama aos seus habitantes; que lhes devolve os 5% de IRS fixados na lei; que cobra preços e taxas pelo mínimo; que é totalmente transparente, fornecendo atempadamente todas as informações solicitadas. 6 - Apesar do auxílio exterior, "os mercados" continuam a não confiar em Portugal. Referem que o país tem fraca produtividade e que desde há mais de dez anos vem perdendo competitividade.
Começando a meditar pelo fim, cabe referir que em geral a população, os eleitores, iliteratos em economia, não entendem minimamente em que consiste e quais os inconvenintes da baixa produtividade e da subsequente perda de competitividade. Refugiam-se no popular dito de Herman José: "o português é uma língua muito complicada e traiçoeira".
Não é o local nem o tempo para tentar explanar de forma detalhada a questão produtividade/competitividade. Por ora, fiquemo-nos pelo b + a = ba. Grosso modo, a produtividade é a relação entre o tempo, os diversos custos e a quantidade de produtos/merdadorias conseguidos. Daqui resulta, a qualidade igual e por comparação com a concorrência, a tal competitividade. No que concerne a Portugal, a situação é cada vez mais problemática nessa área sensível, não só devido à rápida obsolescência do aparelho produtivo , mas sobretudo por causa dos custos de produção. Para não entrar agora na excessiva regidez do mercado de trabalho, assinale-se que os empresários, forçados a pagar os factores de produção (energia eléctrica, combustíveis, matérias-primas, transportes, impostos...) mais caros do que os concorrentes estrangeiros, muito dificilmente podem competir em pé de igualdade.
Foi isso que, de forma sibilina, pretendeu assinalar o líder do CDS. Autarquias endividadas e demasiado obesas em termos de pessoal, tendem a cobrar quanto mais melhor, forçando o tecido produtivo a procurar paragens mais amenas, que facultem condições mais competitivas. Regra geral, essas paragens situam-se no litoral norte, conforme demonstra a maior densidade de clubes de futebol, como é sabido fortemente dependentes das actividades produtoras de valor acrescentado ou, por outras palavras, de mercadorias transaccionáveis.
Em Tomar, pelo contrário, confundem-se despesas com investimentos enquanto a dívida global vai aumentando cerca de um milhão de euros por mês. Para onde vamos?

domingo, 22 de maio de 2011

RESULTADOS DA NOSSA SONDAGEM

Menos concorrida que as anteriores (menos 12 em relação à dos nomes, menos 37 em relação à da siglas) a auscultação mais recente permite ainda assim, no meu entender, detectar algumas tendências de fundo, naturalmente sem pretensões científicas, tendo em conta a reduzida amostragem, bem como o método de recolha.
A primeira e principal constatação parece-me ser a tendência para o voto branco, que sobe de 12 para 30%, a demonstrar que, pelo menos por enquanto, os eleitores locais ainda não encontraram calçado da medida e do modelo habituais. Destaque igualmente para a nítida ascensão do CDS, de 4% para 19 %, de resto em sintonia com a actual tendência nas sondagens de âmbito nacional.
Quanto à CDU, mostra mais uma vez a militância dos seus simpatizantes, conseguindo praticamente a mesma percentagem da sondagem anterior, nitidamente empolada em relação aos resultados mais recentes obtidos no concelho. Há também uma ligeira subida do BE, mais próxima do seu real valor em consultas nacionais.
Finalmente,  PS e PSD descem, sobretudo os socialistas, também em consonância com a presente tendência no país.
No dia próximo dia 6 de Junho, aqui estaremos para verificar as diferenças entre a sondagem que terminou esta tarde e os resultados finais das eleições legislativas. No que concerne a mais sondagens na área municipal, a próxima terá início em 1 de Agosto, seguindo-se outras na primeira semana de cada mês, até Setembro de 2013, salvo qualquer imprevisto.

ISOLADOS, PACATOS, CONSERVADORES E INFELIZES

Le monde, 22/05/11, pág. 24

Geograficamente isolados da Europa pela Espanha e dos outros continentes pelo Atlântico, os tomarenses acostumaram-se a viver como que virados para dentro, alheados dos outros. Atitude que resulta também da informação a que vão tendo acesso. Cada vez mais abundantes, as notícias e reportagens informam porém cada vez menos, devido à geral formatação de televisões castradas e jornais, senão amestrados, pelo menos muito limitados pelos seus meios, tanto materiais como humanos, sabido como é que aqueles condicionam sempre fortemente estes.
Assim isolados pela envolvência mediática, em grande parte ainda, produto acabado de 48 anos de regime fechado, os meus concidadãos, que pouco daqui saem, são em geral pacatos, conservadores e infelizes. No seu limitadíssimo universo mental, consequência lógica do posicionamento físico acabado de expor, de forma sucinta, a mudança de conceitos, a tolerância, a fraternidade, o respeito pelas ideias do semelhante, são tudo coisas fora do âmbito normal do homo tomarensis.
Toda esta conversa prévia (circunloquial ou introdutória, para os lexicalmente mais refinados) para tentar enquadrar o caso daqueles leitores que, fazendo-nos o favor (ao Sebastião Barros e a mim próprio) de ler regularmente o que por aqui se vai garatujando, se recusam contudo a aceitar certas coisas aqui escritas, apesar da sua universalidade. É o caso das sondagens. De cada vez que aqui fazemos um inquérito visando apurar a opinião dos leitores -uma sondagem, portanto- dois ou três comentadores apressam-se a protestar em termos agrestes, alegando tratar-se de uma manipulação, asseverando que a amostra não é representativa, garantindo que os internautas podem votar mais do que uma vez...e mais o diabo a sete.
Pois bem, como decerto o leitor já deduziu, a partir da ilustração supra, aqui temos um exemplo que vem deitar por terra toda a usual parafernália nabantina contra a evolução societal:

"Recordações hoteleiras"

"A sondagem publicada na passada quarta-feira, 18 de Maio, pela agência de viagens on line Lastminute.com, sobre os hábitos hoteleiros dos franceses, não se destinava propriamente a impressionar as redacções. A sua metodologia, com só 258 internautas interrogados entre 15 e 25 de Abril, ia mais no sentido de a arquivar imediatamente no classificador redondo, dada a sua representatividade sujeita a caução.
Pois, mas eis que entretanto aconteceu o "caso DSK". E uma sondagem revelando que 9% dos homens interrogados confessam ter arrastado a asa ao pessoal hoteleiro, tendo 2% conseguido mesmo ter uma aventura com um dos empregados assediados, aqui temos algo que não pode deixar de chamar a atenção.
E que mais se fica a saber com a leitura desta sondagem rápida sobre o comportamento dos nossos concidadãos, aquando das suas deslocações hoteleiras? Que 11% da clientela masculina costuma visionar filmes pornográficos, contra apenas 1% para a clientela feminina. 
Só um por cento das meninas e senhoras admite insinuar-se perante a criadagem hoteleira, para igualmente 1% que já teve pelo menos uma relação sexual com um empregado da indústria hoteleira. "Uma diferença acentuada entre homens e mulheres" (sic), que levou os inquiridores de Lastminute.com a interrogar-se: "Será que os homens se interessam mais pela coisa? Os os interrogados foram simplesmente mais francos?"
Ficamos também a saber, graças à leitura deste estudo, que "um número bastante reduzido de clientes reconhece recorrer ao hotel para algo mais que dormir..." E em que consiste esse "algo mais"? Encontros amorosos para 1% do homens e 2% das mulheres que responderam ao inquérito.
Mas não se trata, porém, das únicas atitudes inconfessáveis. Quase 7% dos internautas interrogados admitem levar do quarto algumas recordações: roupão, toalha de banho, chinelos e até colchas. Dois em cada três clientes até desembaraçam a casa de banho de todas as amostras de toilette (champô, sabonete, lima de unhas). Um "vício" qualificado pelo inquérito como "tipicamente feminino".


François Bostnavaron, Le Monde, 22/05/2011, página 24


E aqui temos como os profissionais de um jornal que é considerado "a bíblia" da informação francesa, não vêem qualquer inconveniente em apelidar de sondagem, estudo ou inquérito  uma auscultação via Internet de 258 pessoas, para um universo de 65 milhões de franceses, começando naturalmente por assinalar "a sua representatividade sujeita a caução". Só aqui, neste bendito Vale do Nabão, cheio de mazelas e quase em estado terminal em termos económicos, é que, perante inquéritos com uma centena de respostas obtidas para um universo de apenas 45 mil habitantes, como todos aqueles que temos levado a efeito, chovem logo raios e coriscos. Estamos realmente muito atrasadinhos! Para não dizer mais...

A ARTE DE GOVERNAR GOVERNANDO-SE E DE DESENVOLVER O TURISMO ESPANTANDO OS TURISTAS

Vimos do post anterior que logo à chegada às entradas da cidade, os forasteiros  mais atentos têm motivos de sobra para ficarem inquietos: sinalização tosca e mal colocada, acessos de vilória do 3º mundo, ornamentações que já tiveram a sua época. Se ainda assim os visitantes são daqueles mais temerários, que apesar dos indícios já detectados resolvem cumprir o programa previsto, entrando cidade, estacionando o carro e indo visitar a pé; ou se chegaram via transportes colectivos; vão ter pela frente surpresas várias, todas patuscas, mas nada agradáveis.
Se antes se muniram de algum guia escrito, indicando-lhes haver um acesso ao Convento/Castelo por estrada asfaltada, vão constatar que já houve. Agora, começando a subir a Estrada do Convento, oficialmente Avenida Dr. Vieira Guimarães (que deve estar a esta hora às voltas no túmulo...), encontram primeiro isto...
...e lá mais para cima isto. Dois exemplos flagrantes de que a obra está a ser muito bem acompanhada, que há uma excelente organização dos trabalhos e que, sobretudo, os responsáveis se preocupam mesmo com os transeuntes, sejam eles turistas ou os moradores do Casal do Láparo e arredores. Faz lembrar as obras da Rotunda do Muro-Mijatório, de que muitos tomarenses já têm saudades. Sobretudo agora, que são cada vez menos os pretextos para uma pessoa se rir.
 Quem, turista ou residente, em vez de ir pela via anterior, resolva transitar pela multicentenária Calçada de S. Tiago, não tem melhor sorte. Logo ali a menos de 50 metros dos Paços do Concelho, cujos arcos posteriores se vêem no ângulo superior direito, o panorama é este: escada íngreme sem corrimão, patamar sem qualquer protecção, piso impróprio para peões. Já assisti a acidentes graves em locais menos perigosos do que este...

Também na Calçada dos Cavaleiros as condições deixam muito a desejar, como claramente mostram estas duas fotografias. Temos portanto que os nossos autarcas, enquanto vão auferindo os honorários a que têm direito, e procurando agradar ao eleitores, tendo em vista futuras escolhas, nunca se esquecem de proclamar que o futuro da cidade está no turismo de qualidade. Será certamente por isso que vão fazendo  todos os esforços possíveis para enxotar os turistas a pé. E até agora estão a conseguir. Porque, seja franco, caro leitor, se numa dada cidade com um monumento património da humanidade, fosse recebido assim, ficava com vontade de lá voltar? E de a recomendar aos seus amigos e conhecidos? Pois podem os nossos respeitáveis autarcas ficar descansados. Tudo indica que os incautos turistas que tiveram a infelicidade de por aqui aparecer, não só nunca mais vão voltar como nunca ousarão recomendar Tomar a quem quer que seja. Ainda bem, porque só dão é chatices, não é verdade senhores edis?
Agora só falta encontrar uma resposta à angustiante pergunta: Vamos viver de quê, num país com um funcionário público para 14 habitantes?