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segunda-feira, 3 de maio de 2010

PARA ONDE VÃO OS NOSSOS IMPOSTOS - 2

Eram três, este nos Lagares da Ordem, outro no Flecheiro, o terceiro no acampamento cigano mais a sul, mesmo ao lado da estrada. Havia muitos outros, mas eram eleitorais, de modo explícito, digamos assim. Foram colocados em Setembro de 2009 e as eleições foram em Outubro. Os dois outros duraram pouco tempo. O de Flecheiro foi derrubado pelo vento. O outro foi removido, sabe-se lá porquê. Quase de certeza porque as obras nele anunciadas afinal já não serão feitas, por falta de verbas. Uma pena.
Três painéis de informação/propaganda, pomposamente denominados "outdoors", que dá um ar mais técnico, custaram a modesta soma de 7080 euros = 1416 contos = 472 contos cada um. Se foi só por aqueles três, não há dúvida de que foram bem pagos. Se foram só aqueles três !
Façam o favor de não deixar estragar o que resta. Sempre são quase 5oo contos que ali estão, sem qualquer protecção. Com a criminalidade que por aí vai -até já assaltaram o Convento de Cristo para roubarem as poucas receitas- estranha-se que ainda nenhum grupo de malfeitores tenha levado este precioso exemplar. A ignorância do costume, é o que é !

Outra iniciativa muito útil da autarquia, na mesma área da informação/propaganda, eufemisticamente designada por comunicação, é o Boletim /Agenda Cultural, o qual, reconheça-se, vem dando excelentes resultados. Na urbe nabantina respira-se cultura por todos os lados. E de alta qualidade. O próprio Gualdim, himself, tem assistido a alguns espectáculos. Como por exemplo ao Festival das Tunas, à Bênção das pastas e ao Quim Roscas.
Pois o Boletim Informativo Tomar, que nos é distribuído -aparentemente de borla- todos os meses, no fim de contas sai-nos do bolso, aos que pagamos impostos com língua de palmo. E de que maneira. Composto e paginado pelo Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Tomar (sediado no Edifício dos Cubos), é impresso e acabado na Gráfica Almondina, em Torres Novas. Certamente por não haver em Tomar tipografias à altura da tarefa, em termos de preços, de qualidade, ou de ambos.
Por cada 12 números, pagam os contribuintes tomarenses 30.540€ = 6.108 contos. O que vem a dar 2,55€ por exemplar = 510 escudos. Os nossos leitores farão o favor de guardar religiosamente os exemplares que conseguirem abarbatar. Para poderem devolver à câmara, a título de ajuda, quando a autarquia declarar falência e solicitar a nossa caridade. Já faltou mais !