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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

CRÓNICA DA ODETE DAS FARTURAS

Castanhas quentes e boas
Hoje é terça-feira e dia da minha habitual crónica. Como estamos no Natal e os próximos tempos
vão ser de muitos sacrifícios, achei melhor não desanimar mais os leitores com um texto longo e sem pontuação. Por isso, pedi ao sr. Sebastião, aqui do blogue, para me ajudar, que ele gosta muito de me pontuar (entre outras coisas), quando eu deixo. Mas não se avezem. Para a próxima já não haverá outra vez pontuação. Para se habituarem a ler "como deve ser".
1ª Castanha
Foi hoje inaugurada a Ponte do Flecheiro, cuja utilidade real continua por demonstrar. Para já, constata-se que praticamente não tem saída em condições para nascente, e que lhe falta uma via ascendente. Depois, aquele desvio da Av. Aquiles da Mota Lima para a traseira de Santa Maria, só podia lembrar a alguém numa terra como esta. Como se tudo isto não bastasse, quem circule de automóvel pela nova ponte não consegue aceder ao Mercado. É muito prático, não é?
2ª Castanha
Os arranjos envolventes da ponte são uma maravilha. Até há o que parece ser uma pista de ciclismo, que por enquanto não vai dar a lado nenhum. Os peões é que estão pior. O novo acesso pela ponte pedonal abriga a descer/subir uma escada. É assim o progresso?
3ª Castanha
Aquela extravagância que veio substituir a modesta muralha do matadouro é uma desgraça. Qualquer que seja o ponto de vista. Já se sabia, mas agora os factos são incontroversos. Além de prejudicar seriamente os moradores e ser um verdadeiro atentado ao bom gosto, ainda nem sequer abriu ao público e já causou duas vítimas, naqueles degraus. Uma perna partida e um jovem em estado grave, internado em Lisboa. É no que dá o novo-riquismo, que ignora como investir decentemente os fundos públicos colocados à disposição.
4ª Castanha
Ouve-se por aí, e já foi escrito neste blogue, que a imprensa local começa a sentir algumas dificuldades. Nada mais natural. Mesmo a nível nacional e internacional as coisas não vão nada bem para os jornais. E a crise ainda agora começou. E está para durar. Infelizmente!
Neste contexto, é surpreendente que numa das redacções locais se queixem de "original" a mais, ou de falta de páginas, situação que obriga a protelar algumas colaborações. Se realmente assim é, a solução parece óbvia. Como justificar um suplemento desportivo semanal, de 12 páginas no mínimo, numa zona onde o desporto está como sabemos, e num distrito em que os jornais regionais se limitam a 3 ou 4 páginas de desporto por semana? Diz o povo e com razão: Quem não tem dinheiro, não tem vícios.
5ª Castanha
Necessários, ia a escrever indispensáveis, sem qualquer dúvida, são aqueles três postes de iluminação pública, quase da altura da Torre Sineira, ali junto ao Cemitério Antigo. Com vários projectores cada um, facilitam as coisas a muita gente. Eu, por exemplo, que ainda não tinha decidido se devia ir morar para o novo ou para o velho, agora já não tenho qualquer dúvida. Vou escrever que me levem para o Cemitério Velho. Sempre poderei ler durante a noite, de borla.
6ª Castanha
No blogue mais animado aqui da zona, que é o do Templário, os conteúdos são por vezes de um nível que mete dó. Agora que vieram as férias, diminuiram as mensagens, mas a qualidade parece ter aumentado um bocadinho. Hoje, por exemplo, houve intervenientes muito instruídos em agricultura. Digo isto porque, lendo-os, fica-se com a ideia de que a crise tomarense resulta da óbvia falta de tomates. No meu fraco entendimento, nada mais falso. A cidade manifestamente não precisa de quem tenha tomates, mas de quem tenha cabeça e saiba usá-la, sem confundir a de cima com a de baixo. No caso dos cavalheiros, bem entendido. Essa é que é essa!
Um bom Natal para todos!

sábado, 20 de dezembro de 2008

CRÓNICA DA ODETE DAS FARTURAS

Tenho andado danada com a vida e a pensar mudar de ofício porque isto das farturas vai de mal a pior de tal forma que agora até me pedem meias farturas e depois dizem que é só para não engordar são cá duma franqueza que francamente e sabem muito bem que as farturas não engordam só engordam os que as comem falta de pilim é o que é que a crise cada vez aperta mais e ninguém sabe quando vai acabar pelo menos aqui na redacção onde o sr. Sebastião o chefe agora deu em ler o "Novo estado industrial" dum tal J. K. Galbraith e o Cão Tinhoso que passa cá as noites aproveitou para também o ler e achou-o muito chato mas foi perguntar ao chefe qual era o interesse do livro e ouviu que o complexo militar-industrial de que fala Galbraith é assim como o nosso actual lóbi do betão à escala americana bem entendido vai daí fiquei na mesma mas pode ser que algum leitor mais atento e erudito me possa esclarecer porque tenho vergonha de perguntar ao sr. Rebelo que anda muito ocupado com a água e o orçamento camarário para 2009 assuntos da maior importância segundo ele diz dado que vão condicionar fortemente o nosso futuro que prevê cada vez mais sombrio caso se confirmem os candidatos já anunciados que não parecem ter na sua opinião qualquer plano que se aguente nas canetas e sem isso as coisas irão de crise em crise até à crise final em que o governo terá de nomear alguém para nos governar mas eu achei que estava a exagerar e falei-lhe na entrevista que o sr. Relvas deu ao Templário o que provocou a sua irritação e o levou a uma longa intervenção daquelas como só ele sabe para sublinhar que o referido senhor deve viver numa realidade virtual algures no reino da fantasia para ter a coragem de dizer aquilo que foi publicado ou então sabe que está a enganar as pessoas mas pensa que é por aí que conseguirá ganhar as próximas autárquicas porque ele embora dê a entender o contrário também se engana até na sua vocação universitária onde foi primeiro para direito depois para história e depois para ciências políticas que são tudo cursos "de borla" nas privadas e agora vem para aqui falar do emprego como prioridade em conjunto com a cultura e o turismo sem dizer como e o pessoal mais culto aqui da redacção diz que aquilo é só música de ouvido e que na realidade o PSD está aflito com a luta de galos Corvelo/Carrão em que qualquer um deles pode ganhar se for a votos e não aparecer entretanto uma candidatura forte com um projecto sólido que os eleitores entendam e aceitem sendo evidente que o actual ritmo de obras trapalhonas em que os projectos iniciais dados a conhecer à população e apresentados para obter fundos comunitários depois incluem muitas outras coisas por vezes quase sem relação directa com o plano inicial esse estilo esgotou as suas virtualidades e até o sr. Relvas afirma na entrevista que acabou a fase das infraestruturas e vamos agora entrar num novo ciclo mas esqueceu-se de mencionar em que ciclo e o Plano e Orçamento para 2009 também não é nada esclarecedor antes pelo contrário e o sr. Corvelo de Sousa diz que a população "sabe que somos uma equipa com um projecto com futuro" mas as pessoas com quem costumo falar dizem que nunca deram por nada e que isto de há uns anos para cá está cada vez pior e eu também penso assim e o tal lóbi do betão que é muito forte e está bem implantado e até financia os partidos não vai baixar os braços facilmente que a máquina precisa de cada vez mais "combustível" para continuar a funcionar e o sr. Relvas é consultor de 4 ou 5 empresas por alguma razão e para alcançar alguns resultados e até era bom que alguém fosse consultar o registo obrigatório de interesses para depois dizer aos tomarenses de que empresas estamos a falar justamente para evitar futuro falatório.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

CRÓNICA DA ODETE DAS FARTURAS

FARTURAS COM RECHEIO DE ECONOMIA
Resolvi antecipar a crónica para hoje com o fim de aproveitar o feriado e o dia de chuva que em conjunto com a crise não me deixam vender nada avisando desde já e pedindo desculpa porque se nas semanas anteriores a leitura foi difícil então nesta ainda vai ser pior não podendo eu fazer nada posto que a realidade é que comanda a vida e as coisas são o que são como diziam De Gaulle e o Cunha Rego e já agora o João César das Neves que é conservador católico integrista e economista liberal mas igualmente uma das grandes cabeças deste pobre país que escreveu no DN uma daquelas verdades universais e eternas ao afirmar que ninguém emenda os erros que não reconhece o que me levou a ler e reler para aquilatar se o cavalheiro terá vivido algum tempo em Tomar onde a situação é exactamente essa com os nabantinos a considerarem que têm sempre razão e os outros é que estão enganados e a situação é senão boa pelo menos normal as aves agoirentas e os profetas da desgraça é que têm a mania de pintar tudo com cores sombrias para criar agitação social e daí conseguirem extrair dividendos e essa posição tomarense dominante constitui para quem se der ao trabalho de pensar um bocadinho uma manifesta negação da realidade ambiente com fins que ninguém alcança mas é perfeitamente definida pelo Prof. Aumann Nobel de Economia 2005 como uma atitude não-racional do mesmo tipo da dos fumadores que continuam a pagar o vício apesar de saberem que o tabaco é a principal causa de cancro do pulmão ou a daqueles clientes das prostitutas que até pagam mais caro uma relação sexual não-protegida sabendo perfeitamente que a SIDA não perdoa e custa anualmente milhões de euros aos contribuintes que não são vistos nem achados mas têm de pagar sem culpa alguma ou ainda a dos autarcas tomarenses que lá vão proclamando pretender desenvolver o turismo o investimento e o aumento da população residente mas na prática quotidiana fazem exactamente o contrário como no caso do encerramento do Parque de Campismo que prejudicou os comerciantes e os restaurantes mas parece ter tido origem na ideia errada de que o campismo é igual a pobreza e turismo-de-pé-descalço ou de "caracóis" e por considerarem que a cidade e o concelho precisam é de turismo da qualidade seja lá isso o que for indústrias amigas do ambiente e população da classe média-alta exactamente aquilo que também é desejado pelos outros concelhos pelo que não se vê o motivo ou motivos que poderão levar essas pessoas ou entidades a escolher uma cidade mais chata mais cara e mais burocrática do que as outras mas isto é todo um processo mental que exige muito boa vontade justamente da parte de quem nunca a parece ter tido e por isso não vai agora mudar a não ser que o agravamento da crise a isso obrigue mas entretanto há que amochar e esperar por melhores dias os quais ao ritmo actual deverão surgir ao mesmo tempo que as galinhas com dentes penso eu de que o melhor é ir pensando já na próxima crónica que esta está a acabar só faltando mesmo o habitual
Xi-Coração da Odete das Farturas (Chata como tudo! Então não era melhor escrever com pontuação como toda a gente? Uma pessoa tem de aturar cada mania!!!)