1 - Já tinha decidido não falar mais no assunto (salvo novos e relevantes factos) Câmara/ParqT até à futura campanha eleitoral autárquica, que há-de haver, mais tarde ou mais cedo.Um inesperado, substantivo e bem redigido comentário de Laura Rocha (ver comentários ao post "À mesa do café - 6), veio alterar a situação, ao perguntar no ponto 5 "Se tivesse sido possível chegar a acordo com a BragaParques, seria necessária a intervenção do Tribunal Arbitral?"
2 - Qualquer que venha a ser a natureza e a data do desfecho do referido imbróglio, há um aspecto para o qual não me cansarei de procurar uma resposta fundamentada, até a encontrar, ou para isso deixar de ter condições físicas. Refiro-me à deliberada ruptura do acordo por parte de António Paiva, ao mandar construir o parque de estacionamento junto ao ex-estádio, sabendo muito bem que isso constituía uma clara violação do clausulado que antes livremente subscrevera com a BragaParques, em representação do Município de Tomar. A pergunta inevitável parece-me ser esta: Se sabia, que motivo ou motivos o terão impelido (ou compelido?) a enveredar assim pela via do litígio judicial?
3 - Outra vertente que ainda não consegui esclarecer cabalmente é a da persistência teimosa de Corvêlo de Sousa e da sua relativa maioria na adjudicação de obras faraónicas e de duvidosa utilidade no actual contexto, quando é sabido nos meios bem informados que nem sequer dispõe de verbas para honrar a parte que compete à autarquia, o que vai obrigar o Município a recorrer à banca, se para tal obtiver previamente autorização da tutela, visto que os limites legais de crédito já não chegam a 3 milhões de euros. Nestas condições, que motivo ou motivos terão impelido (ou compelido?) Corvêlo de Sousa e a relativa maioria a insistir na prossecução da desastrada opção de António Paiva?
4 - Em tempo oportuno, conforme ilustração supra, ofereci a minha colaboração gratuita a Corvêlo de Sousa, no sentido de conseguir e depois implementar uma outra solução, bem menos gravosa, para o Maldito Imbróglio. Não sendo a hora nem o local para revelar o teor da proposta, (o que a acontecer só poderá ser durante a futura campanha eleitoral, ou quando Corvêlo já não for presidente da autarquia), limitar-me-ei por agora a esclarecer que, basicamente, a autarquia assinaria novo convénio com a ParqT/BragaParques, sem ter de pagar qualquer indemnização compensatória. Estamos assim perante uma outra vertente problemática. O que terá impelido (ou compelido?) Corvêlo de Sousa a nem sequer responder à proposta?
As várias questões aqui ficam, a aguardar respostas e para memória futura. Diz o povo que largos dias têm cem anos...
