Esta foto, d'O TEMPLÁRIO ON LINE, (a quem agradecemos), ilustra um caso ocorrido ontem, relatado por aquele semanário no seu usual estilo sóbrio. A dada altura, chegaram ao Largo do Pelourinho camionetas carregadas de pedra, máquinas e pessoal. Iam naturalmente para dar início à tão ansiada conclusão das obras. Na boa tradição desta câmara que temos, ninguém avisara previmente os automobilistas, nem colocara barreiras metálicas para impedir o estacionamento. Resultado: voltaram todos para trás, supondo-se que terão ido desempenhar tarefas úteis para outros lados.
Parece anedota. Trata-se porém de algo cada vez mais habitual nesta desgraçada terra. Hoje, por exemplo, o engarrafamento era geral na cidade velha, logo pela manhã. O empreiteiro da rotunda resolveu mandar fechar todos os acessos, para iniciar a colocação do tapete final de asfalto. Até aqui tudo bem. Infelizmente, a empresa em causa revelou, mais uma vez, que não tem preparadores de trabalho, nem encarregados à altura.
Como tem sido evidente ao longo da atribulada obra. Abre, tapa, volta a abrir, volta a tapar, começa, interrompe, muda de frente de trabalho...
Desta vez esqueceram-se de avisar a câmara, cujo pessoal fechou a via poente da Várzea Grande, devido à próxima realização da Feira de Santa Iria. Mas também a autarquia julgou desnecessário avisar a população, como é costume. Desta conjugação comportamental, que revela bem o desprezo que tanto autarcas como empreiteiros nutrem pelos cidadãos eleitores, resultou o tal pandemónio matinal, com os automobilistas a buzinarem e a barafustarem.
Para concluir, se não fosse demasiado sádico, diríamos que, pelo menos aparentemente, os tomarenses gostam assim. Caso contrário, apareceriam nos locais oportunos e nas datas convenientes, para dar a cara e dizer, com serenidade, mas de modo firme e determinado -"Basta! Vão-se embora!" Enquanto assim não acontecer, a festa continua...