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terça-feira, 26 de abril de 2011

UMA TARDE DE EPISÓDIOS LAMENTÁVEIS



Sucedem-se nesta desgraçada terra as mais variadas situações, que seriam cómicas se não fossem lamentáveis. Esta tarde aconteceu com o trânsito na cidade antiga. Com obras a decorrer ao cimo da Rua da Graça, junto à Mata, o trânsito circulava por uma única faixa, mas circulava. O que não acontecia noutras ruas. A causa dos engarrafamentos situou-se na rotunda. Os trabalhadores encarregados de reparar as mazelas antes ali ocorridas, acharam que o mais prático para eles era encerrar ao trânsito a Ponte Nova. Dado o seu nível de educação, não se podia esperar mais. Como por exemplo intuir as consequências dos seus actos.
Devia ter havido nesta altura, senão mesmo muito antes, instruções normativas provindas de quem de direito -naturalmente o senhor autarca com o pelouro em questão. Devia, mas não houve nada. O trânsito praticamente imobilizou-se em longas filas, na Rua da Graça, na Levada, na Ponte Velha, na Av. Torres Pinheiro e na Rua Direita. Houve então situações de enervamento, com condutores a buzinarem e a praguejar. Vários autocarros de turismo, tanto nacionais como espanhóis, acabaram por chegar ao Convento já após o encerramento, devido à longa espera nas filas de trânsito.
A situação só começou a melhorar quando os guardas de um carro-patrulha da PSP resolveram deslocar-se à Ponte Nova, onde intimaram os trabalhadores (da mesma empresa que tão bom trabalho ali fez anteriormente) a abrirem pelo menos metade das faixas de rodagem. Foram prontamente obedecidos, tendo o trânsito recomeçado a fluir. 
No rescaldo, as perguntas que surgem são pelo menos estas: No fim de contas e perante mais esta lástima, temos  cinco-autarcas-cinco, a tempo inteiro e bem pagos para quê? Só para enfeitar? E não haverá maneira de evitar semelhante vergonha? (Para quem ainda saiba o que isso é...)