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Com a devida vénia, resolvemos publicar parte da entrevista de Alexandre Soares dos Santos, 75 anos, presidente executivo do Grupo Jerónimo Martins, publicada na edição de hoje do suplemento Economia do semanário EXPRESSO. O Grupo Jerónimo Martins emprega milhares de pessoas, sobretudo em Portugal e na Polónia. Em 2009 obteve um lucro líquido de 200 milhões de euros, dos quais 60% vieram da Polónia, onde são proprietários de centenas de supermercados "Biedronka" (Joaninha).
No caso daqueles usuais tomarenses, cuja ignorância é tanta que nem dá para perceberem isso mesmo, perguntarem o que tem a referida entrevista "a haver" (é assim que escrevem e dizem, em vez de a ver com Tomar e com os tomarenses, desde já lhes respondemos. Nada ! Absolutamente nada ! A crise não chegou às margens nabantinas; temos uma sólida maioria na Câmara; essa maioria têm um projecto sólido, fecundo, bem estruturado, promissor e devidamente discutido e sufragado pela população; as empresas locais gozam todas de invejável folga financeira; desemprego praticamente não há; os candidatos a investidores são tão numerosos que são forçados a esperar em fila nas escadarias dos Paços do Concelho; os hotéis, restaurantes e outros meios de alojamento estão sempre cheios que até já recusam clientes; o turismo local aumenta a um ritmo desconhecido, não só no país como até no resto da Europa e quiçá no Mundo; a segurança nas ruas é total; há mais de não se sabe quanto tempo que não se regista um único assalto aqui em Tomar; a comunidade cigana está devidamente instalada e não causa problemas a ninguém; o relacionamento entre os eleitos e os eleitores é directo, fraterno, rápido e geralmente proveitoso; a Câmara tem uma situação financeira tão sólida que a actual maioria já encara a hipótese de o município investir nas petroleiras, etc. etc.
O contexto sócio-económico nabantino está de tal forma próspero, que, numa das suas últimas e frutuosas reuniões, após longo debate com a população e com os eleitos da oposição, (como aliás sempre faz), o executivo camarário votou por unanimidade a implementação de uma "carta de residência", que será obrigatória para os imensos candidatos à mudança para Tomar com armas e bagagens. Falta só a aguardada autorização da Assembleia da República, uma vez que se trata de algo não previso na actual constituição, que por isso terá de ser revista.
Pelo que fácil se torna concluir termos resolvido publicar parte das declarações do referido grande empresário para nos entretermos, bem como para mostrar como vivem os desgraçados portugueses que não têm a sorte de habitar e trabalhar em Tomar. Que sorte a nossa ! Do que Deus nos livrou ! Amen !