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| No PÚBLICO de hoje, Vasco Pulido Valente, com a sua habitual frontalidade britânica, denuncia a causa das lamúrias da actual geração à rasca, que em vez de se ir fazendo à vida, vai insistindo par ver se obtém o que já não há -empregos bem pagos, limpos e com pouco ou nenhum trabalho, até à aposentação. Curiosamente, ou talvez não, a sua análise chega a conclusões similares às do prémio Nobel de Economia 2008 - Paul Krugman, (ver anterior post Recortes da imprensa de hoje), com um enfoque diferente. Enquanto o americano analisa a realidade do seu país, VPV limita-se ao caso português, como é lógico, que o Público não é o New York Times, nem para lá caminha. |
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| Por sua vez, Miguel Sousa Tavares, na sua habitual crónica no EXPRESSO, esta semana intitulada "Estou à rasca", também não é nada meigo com os "deolindos", como ele os designou. |
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| Largar a protecção e os subsídios do Estado, eis o que aconselha João Vieira Pereira, no seu Bloco Notas, igualmente no EXPRESSO, mas no suplemento economia. |
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| Tudo o que antecede porque singelamente, se as coisas já não estão nada bem quanto a verbas do Orçamento de Estado para as autarquias, a partir do ano que vem ainda vai ser muito pior. Donde não se perceber lá muito bem onde tenciona Corvêlo de Sousa ir arranjar fundos para pagar a parte do município nas onerosas obras em curso, bem como para assegurar as remunerações dos 23 novos funcionários recentemente admitidos. Se calhar está convencido, e com ele a sua vereação, de que a crise vai acabar já ali ao virar da esquina. Ou muito me engano, ou fazendo orelhas moucas e implementando obras supérfluas, ao mesmo tempo que recusam cumprir a lei do direito à informação (Lei 46/2007, de 24 de Agosto), os nossos queridos autarcas estão a fornecer a corda que um dia vai servir para os enforcar (Em sentido alegórico, claro!). Oxalá esteja a ver mal, mesmo com os óculos de lentes incolores. |

Para o caso de ainda haver dúvidas, Henrique Raposo, jornalista do EXPRESSO alerta para a situação da jovem geração, a do Portugal moderno e dinâmico. Escreve ele, em carta aberta ao Presidente da República, que está disposto a ajudar os outros dois Portugais, o dos avós e o dos pais, o Portugal do reumatismo, segundo afirma, mas para isso não pode continuar a sustentar igualmente reformas a 100%, RSI, subsídio de desemprego demasiado generoso...e os boys e girls governamentais, autárquicos e culturais.
Resumindo, as coisas estão mesmo a complicar-se como nunca até agora. Mas entre mortos e feridos, escapa sempre muita gente, diz o povo com a sua sabedoria multimilenar. É preciso é saber nadar, pescar, navegar...
Ter ideias novas, em suma. Exactamente o que mais parece faltar por estas bandas e não só aos da geração à rasca...