Uns verdadeiros artistas, estas aves do BCE/ FMI/UE, a que uns chamam de rapina, outros agoirentas, outros ainda pássaros de bisnau, ou mesmo pombinhas da paz. Depende do quadrante ideológico do comentador. Um acordo PS/PSD! Como se isso bastasse! Falta determinar -e seria bom que quanto antes- que tipo de acordo. Preciso, encorpado, bem delimitado no tempo? Ou simples convénio, tipo balão infantil, bonito mas sem eficácia nem esperança?
Digo isto, uma vez que temos aqui em Tomar um excelente exemplo, que nos coloca como precursores, sem todavia honrar quem quer que seja. Na minha opinião, bem entendido! Precursores porque, tal como na época do senhor Infante D. Henrique, (o tal dos descobrimentos, que nunca descobriu nada), os politicos locais que temos ousaram tomar a dianteira, antecipando-se aos acontecimentos previsíveis. Sem honrar quem quer que seja, pois, como agora se verifica, tratou-se apenas de assinar um papel sem conteúdo, assim a modos que uma autorização de Miguel Relvas para que alguns eleitos e respectivos apaniguados PS passassem a ter acesso às gamelas municipais.
Quase dois anos volvidos, excluindo as consideráveis verbas que já nos custou enquanto contribuintes, tal tramóia já serviu realmente para quê? Há planos precisos? Há ao menos ideias? Há vontade de acertar? De ouvir os cidadãos e agir em consequência? Sabem no mínimo qual é a situação económico/financeira da autarquia e as consequências daí advenientes? Além de auferirem ordenados e regalias diversas, para si e para os seus comparsas de circunstância, estão na autarquia a fazer o quê? Que rota pensam estar a trilhar? Debatem sequer uns com os outros, de forma regular? Ou nem isso? Hugo Cristóvão tem razão nas suas aceradas críticas? Ou está apenas ressentido?
Barco parado não faz viagem e a velha barca municipal encalhou, ali a poente da Praça da República, logo no início deste mandato.
Por tudo isto, se o "Trio da massa" (BCE/FMI/UE) cuida que basta exigir um acordo de bloco central para curar as mazelas portuguesas, quase todas velhas de séculos, parece-me a mim que estarão mais enganados do que os porcos quando vão para o matadouro, todos contentes por não irem a pé, embora ignorando qual o destino...
