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sábado, 1 de janeiro de 2011

PÃO PÃO, QUEIJO QUEIJO!

Conforme aqui referimos (ver post "Com a verdade nos vão enganando", de 31/12) os IpT votaram favoravelmente a proposta do PSD para a existência no município tomarense de 15 divisões, o que representa um encargo anual de aproximadamente 485 mil euros. Os vereadores socialistas haviam proposto uma outra solução, com apenas 10 divisões, o que segundo o PS pouparia cerca de 250 mil euros anuais, pelo que votaram contra.
Antes de mais, não se percebe lá muito bem como é que, se 15 divisões custam 485 mil euros anuais, 5 a menos permitiriam poupar 250 mil euros/ano. A ser assim, 5x3 =15 = 3x250 mil = 750 mil euros, o que é bastante mais que os anunciados 485 mil euros. Querem ver que há na autarquia quem ande a treinar nas contas de sumir!?
Além disso, no site psdigital, pode ler-se que "Com a total conivência dos vereadores eleitos pelos independentes, o PSD impôs o seu modelo de organização interna do Município, com a criação de 15 divisões."
Assim à primeira vista, não se percebe onde reside o problema. É certo que graças à colaboração dos IpT o PSD conseguiu levar a sua avante, impedindo assim os vereadores socialistas de poderem vir a tutelar mais áreas. Nada porém que possa surpreender os eleitores. Os dois vereadores independentes limitaram-se a usar da sua faculdade de aprovar, reprovar ou abster-se, tal como os socialistas fizeram em relação, por exemplo ao Orçamento e Grandes Opções do Plano, que sem a abstenção do PS não passavam.
De tudo isto resulta uma situação nada confortável para o PS. Desde logo por dar a ideia de que os seus eleitos partilham da doutrina de Frei Tomás, "olhem para o que ele diz, não para aquilo que faz". Depois porque, no caso dos IpT. terão votado como votaram por assim o entenderam, não tendo direito a quaisquer porta-chaves de agradecimento. Já os socialistas, ao absterem-se na votação do orçamento, tanto no executivo como na AM, tiveram direito a  continuar com as mordomias consideráveis que a coligação lhes faculta.
Sendo assim, em nome de quê tanta indignação? O eleitorado pode não ser de primeira água; mas também não é assim tão tapado. Ou será? Nas próximas eleições logo veremos.