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quinta-feira, 8 de abril de 2010

NÃO COMEÇARAM BEM AS OBRAS DA ROTUNDA



Anunciadas um sem número de vezes, lá começaram finalmente as obras na Rotunda Alves Redol. Para quê ? Entre a população ninguém sabe ao certo. E a autarquia, dona da empreitada, também não se mostra muito preocupada. Não se vê no local qualquer painel informativo, apesar da sua colocação ser obrigatória, de acordo com as normas da UE, que todas as entidades dos estados membros devem respeitar.
Também ainda não foram vistos no local quaisquer arqueólogos, embora se tenha desde já procedido à abertura de uma vala, em local de antigas edificações do século XVI e anteriores.
Aquando das anteriores obras, do lado sul da ponte, junto ao Edifício dos Cubos, os cidadãos ainda tiveram direito a painel informativo em duplicado. Até nos informaram que haveria corte de árvores, posteriormente substituídas. Foi bonito, conquanto o empreiteiro se tenha esquecido depois de cumprir o que estava escrito. Naquele local não plantaram árvore nenhuma. Mas também não é nada de muito grave. As que plantaram noutros sítios, junto à ponte do Flecheiro e a Santa Maria dos Olivais, estão praticamente todas secas, de maneira que...
Retornando à presente empreitada, a falta de respeito pelos outros é a do costume. Ainda ontem um camião ocupava todo o passeio, obrigando os transeuntes a usarem a via reservada aos veículos. Tudo apenas com um simples sinal de "trabalhos". Barreiras metálicas de protecção ? Dão muito trabalho a colocar, e não vale a pena gastar cera com ruins defuntos, devem ter pensado os encarregados.
Um aspecto sobressai de tudo aquilo -a evidente falta de planeamento adequado, como aliás é hábito nas obras portuguesas. O usual império do improviso e do desenrasca. Só assim se explica que tenham decidido usar uma rara árvore ornamental como apoio para a plataforma de armar o ferro. Pregaram-lhe dois ou três pregos no tronco, e já está. Se um dia destes, a referida árvore secar, dirão com ar displicente que deve ter sido alguma moléstia...
É verdade que a árvore em questão tem por nome vulgar "cameleira". Mas mesmo assim, com franqueza ! Não havia mais nenhum apoio possível para a citada bancada de trabalho ? Estamos na Europa e no século XXI, com toda a gente a proteger as florestas por aí fora... Bem sabemos, contudo, que África é logo ali em baixo.

PS - Afinal os arqueólogos já lá andam. Haja esperança...