sexta-feira, 3 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
ANÁLISE DA IMPRENSA REGIONAL DESTA SEMANA
No TEMPLÁRIO, o convite para o lançamento do livro Festa dos Tabuleiros, a ter lugar na Biblioteca Municipal no próximo sábado, a partir das 17 horas, bem como as habituais crónicas, esta semana com destaque para a de Carlos Carvalheiro, no usual estilo abrasivo, que acima se reproduz. A vantagem que pode proporcionar uma licenciatura em engenharia, conseguida durante a semana de trabalho e não ao Domingo!
Como os estrangeiros residentes vêem os portugueses - 4
quarta-feira, 1 de junho de 2011
RECORTES DA IMPRENSA DE HOJE
Entrevista conduzida por Francisco Teixeira, fotografias de Paulo Alexandre Coelho
Já sei que, como é costume, me vão chamar nomes, ofender a senhora minha mãe e repetir que ando a lamber as botas ao Miguel Relvas. Não tenho essa intenção nem essa impressão, mas seja! Se daí resultarem decisões governamentais em prol do concelho de Tomar, não me importa aquilo que de mim possam dizer. Um pouco como no desporto -os resultados é que contam. E ninguém come ideologia às refeições.
As três fotos supra ilustram uma entrevista a Miguel Relvas, que integra a edição de hoje do Diário Económico, páginas 4, 5 e 6. É certo que não sou psicólogo nem grande fisionomista. Porém, com a minha pouca experiência da vida, da política e do mundo, ouso afirmar que as referidas fotos são como aquele algodão do conhecido anúncio: não enganam. Relvas terá os seus defeitos, como qualquer um de nós, mas ao deixar-se fotografar assim mostra sinceridade, realismo e genuinidade. Exactamente aquilo que tem faltado ao primeiro-ministro agora em gestão.
Relvas tem perfeita consciência dessa diferença. Durante a entrevista declarou que se Passos Coelho vier a ser primeiro-ministro, não irá governar tendo em vista a sua reeleição. Terá por conseguinte uma atitude oposta à de José Sócrates, cuja principal e quase única preocupação, conforme salta à vista de todos, é a permanência no poder.
Tendo também clara noção das fórmulas diplomáticas, Miguel Relvas serve-se de linguagem perifrástica, ao garantir que PP Coelho, se o PSD ganhar, vai ser muito melhor primeiro-ministro do que agora é candidato. Maneira subtil de inculcar a ideia fundamental: Passos Coelho não é um actor que decora os seus papeis, ao contrário de Sócrates, que praticamente se tem repartido entre a representação, os ataques a Passos Coelho e as promessas que nunca poderá cumprir, por falta de recursos que antes delapidou.
Noutra passagem, Miguel Relvas manifesta confiança na vitória do PSD, acrescentando que a maioria absoluta ainda é possível. Interrogado sobre a sua eventual participação no futuro governo, declarou que tal matéria não faz parte das suas preocupações. Pois!, digo eu. Confrontado com a tarefa ingrata do próximo Governo, foi pronto e claro na resposta: "Ninguém escolhe o momento para governar. Só temos eleições agora porque estamos na bancarrota. Quem for para o Governo sabe que terá tudo menos uma vida fácil, benesses ou elogios. Quem for para o Governo a pensar em sondagens, não terá sucesso."
Tudo isto é muito bonito, mas a nossa situação é angustiante e uma vez no governo, adeus promessas e garantias, pensarão muitos leitores. Poderá ocorrer. Contudo, no que me diz respeito, continuo preocupado mas tenho finalmente alguma esperança. E não me calarei se falharem!
É ASSIM MESMO!!!
Dizem mal, dizem mal, mas indiferente à má vontade dos tomarenses, a câmara vai fazendo o seu trabalho. E de que maneira! Uma semana após a excursão comezaina/tintol/visita turística ao Solar de Mateus, com oferta de cerejas que afinal nem eram grande coisa, tudo à custa do orçamento, segue-se mais uma acção promocional em Lisboa. Importante, pois como é sabido desde há muito, "Lisboa é Portugal, o resto é paisagem".
A escolha da data então foi um verdadeiro achado! Haverá algo melhor que umas fatias da China (rebaptizadas "de Tomar") e um desfile de tabuleiros na véspera das eleições legislativas mais importantes desde o 25 de Abril? E o saboroso título "Portugal também é festa", assim a modos que a chuchar com os nossos credores?
Sabido como é que os tomarenses são, ao que parece, os únicos europeus que só reflectem bem a comer, de tal maneira que durante o almoço falam sempre do que vão comer ao jantar, (segundo um autor inglês), está muito bem visto pôr os lisboetas e outros visitantes do Museu de Arte Popular a remoer doces e a pensar em quem votar.
Além de ser de mestre aquela do Homem Estátua, a lembrar irresistivelmente alguns eleitos da nossa praça, temos que, pelo andar da carruagem, um destes anos já nem será necessário vir a Tomar para comer as fatias ou mesmo para ver os tabuleiros. Bastará aguardar uma acção de promoção em Lisboa e já está.
Tudo isto organizado e difundido por uma pomposa "Divisão de Desenvolvimento Económico, de Apoio às Empresas e de Comunicação" (comunicacao@cm-tomar.pt), uma das 19 de um município com uma dívida global de 43 milhões de euros, que aumenta à média mensal de 800 mil euros, nas vésperas do mais severo plano de austeridade de sempre, a implementar por exigência da trroika. Troika cujos representantes, como se calcula, ficam encantados com estas espampanantes iniciativas, financiadas com o dinheiro emprestado pelos credores.
E evitam os nossos leitores de começar já a criticar a designação oficial da supracitada divisão municipal. Afinal de contas a Suiça -que como todos sabemos é um país interior- também tem um Ministério da Marinha, para não falar do nosso Ministério da Cultura...
Como os estrangeiros residentes vêem os portugueses - 3
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