quarta-feira, 20 de março de 2013

Agravamento do tempo político tomarense


A pouco mais de seis meses da próxima consulta eleitoral, está cada vez mais carregado o firmamento político nabantino. No PSD, é motivo de especulações a presença de António Paiva na recente Assembleia Municipal, presidida por Miguel Relvas. Fontes presentes informaram que antes do início da sessão houve um encontro a sós entre o actual presidente da AM e o ex-presidente da câmara. Certamente não terão debatido a complicada situação do União de Tomar.
Entretanto continua por decidir o braço de ferro Comissão Política/Carrão, com ambas as partes a fazer finca-pé. Carrão não abdica da liderança da lista, no que é apoiado pelas instâncias superiores; a CP tinha decidido debater o assunto num plenário já convocado para o dia 28. Enquanto isto, ontem à tarde, a Comissão Política Distrital pediu uma reunião de emergência com a CP tomarense, a qual terá lugar a partir das 21H30 desta noite. Na agenda um só ponto: ultrapassagem do actual impasse, tendo em conta designadamente eventuais avanços judiciais no processo ParqT, que está em curso.
No PS, foi fraca a assistência à mais recente iniciativa, desta vez sobre a elaboração de uma carta autárquica para o distrito. "Foi mais do mesmo. Conversa de circunstância, para continuar a fingir que se está a fazer alguma coisa em prol do concelho", referiu um dos que  participaram. Acresce que a presença na mesa de António Rodrigues, actual presidente de Torres Novas e da comunidade do Médio Tejo, que não pode voltar a concorrer por já estar a terminar o terceiro mandato, também não agradou a todos. Tomar a dianteira está em condições de afirmar que aquele autarca torrejano, ao que parece muito conceitado entre os socialistas, mais não é afinal que um reles autocrata que, pelo menos num caso, se recusou a cumprir uma sentença do Tribunal Administrativo de Leiria, bem ao estilo de Isaltino de Morais. Apresentar em Tomar exemplos destes, mostra bem onde já chegou o PS local.
Com excelentes perspectivas no início da corrida, não tardou que os IpT começassem também a desbaratar trunfos. Pedro Marques insiste em servir pela terceira vez o mesmo prato: Pedro com acompanhamento = quero, posso e mando. Após o abandono de Jorge Neves e a recusa de Graça Costa em apresentar-se a novo mandato, o presidente da Junta de S. João Baptista, Augusto Barros, anunciou ontem que se afasta definitivamente de Pedro Marques, por se sentir escorraçado. Com efeito, o líder dos independentes escolheu Vasconcelos, actual membro da AM, para concorrer à futura junta de Santa Maria/S. João em Outubro próximo, quando teria sido muito mais justo e lógico avançar com Augusto Barros.
No meio disto tudo, o CDS tem andado desaparecido dos ecrãs-radar, o que leva a supor que também por aquelas bandas o mar não estará nada calmo, antes pelo contrário. Quanto aos outros tradicionais animadores de pista, a CDU só não avançará uma vez mais com Bruno Graça se este não aceitar, enquanto o BE deverá insistir nas caras do costume.
Tudo visto e devidamente ponderado, mantenho o já dito: em Outubro e pela primeira vez na vida, não vou votar porque com os candidatos já conhecidos seria simples perda de tempo. As coisas são o que são. Mesmo pintadas com cores alegres.

1 comentário:

João Ferreira disse...

Não lhe parece que o mais provável é que Relvas e Paiva estivessem a debater os contornos duma certa investigação ao Parque T?