Misto de técnica, arte, inspiração e sorte, a fotografia é uma tarefa difícil, mas muito gratificante quando, excepcionalmente, se consegue atingir o cume da perfeição, como no caso documentado acima. Odiado, adulado, obedecido, seguido, bajulado, obsecado, obstinado, invejado, vilipendiado, subestimado, incompreendido, preocupado, complexado, recalcado, traumatizado, desconfiado, desfasado, deslocado, desfocado, desdenhado, apreciado, atacado, criticado, copiado, abandonado, baralhado, dividido, enganado, iludido, inadequado, marginalizado, eis Luis Ferreira tal e qual é. Sempre de olhar sobranceiro a mirar a direita, não vá dar-se o caso de...
Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
O VERDADEIRO ARTISTA TAL E QUAL
Misto de técnica, arte, inspiração e sorte, a fotografia é uma tarefa difícil, mas muito gratificante quando, excepcionalmente, se consegue atingir o cume da perfeição, como no caso documentado acima. Odiado, adulado, obedecido, seguido, bajulado, obsecado, obstinado, invejado, vilipendiado, subestimado, incompreendido, preocupado, complexado, recalcado, traumatizado, desconfiado, desfasado, deslocado, desfocado, desdenhado, apreciado, atacado, criticado, copiado, abandonado, baralhado, dividido, enganado, iludido, inadequado, marginalizado, eis Luis Ferreira tal e qual é. Sempre de olhar sobranceiro a mirar a direita, não vá dar-se o caso de...
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SOBRE TURISMO DE QUALIDADE
Começo por confessar que o texto seguinte é daqueles que preferia não subscrever. Acontece, todavia, que se trata de um excelente exemplo daquilo que pretendo demonstrar. Ocorre igualmente que a empresa visada é em parte financiada por dinheiros públicos, através do NERSANT e da ADIRN, logo sujeita às críticas dos contribuintes. Portanto aqui vai.
A ideia de organizar visitas guiadas é excelente e deve ser continuada. Mas numa terra e num país onde muito se fala de turismo de qualidade, todos os cuidados são poucos. Viajando cá dentro e pelo mundo, há muito que constato as enormes diferenças, para pior, que nos separam da Europa à qual geograficamente pertencemos. Apregoamos qualidade, que realmente apenas existe em unidades hoteleiras de 4 estrelas ou mais, bem como em raros outros casos. E há também o clima, que não depende de nós, e ainda bem! Regra geral, em matéria de acessos, sinalização, organização, horários, alimentação, atendimento, etc etc. é aquilo que todos sabemos, embora nem sempre o admitamos, por orgulho e porque não nos agrada.
Na verdade, podemos muito bem estar confrontados com uma situação assaz complicada. Ninguém nasce ensinado, é claro, mas para aprender é preciso paciência e, de preferência, quem ensine. Toda a gente aceita isto, menos aqui em Portugal, onde todos julgam saber de tudo. Daqui resulta que os nossos profissionais de turismo, mesmo os devidamente diplomados, são muitas vezes de parca qualidade. Não só por culpa própria, mas também e sobretudo porque quem os ensinou, ou julga que ensinou, também não sabia. Assim vamos indo...
As ilustrações acima documentam um caso actual do turismo tomarense. Na primeira, opino eu, o local escolhido para afixação não será o mais adequado. Dá uma ideia de desmazelo, desorganização, decadência, miséria, falta de limpeza. Na outra, o cartaz enferma de uma razoável quantidade de mazelas, que passo a enumerar. Não se trata, neste caso, de opinião mas de factos verificáveis na referida publicidade.
As ilustrações acima documentam um caso actual do turismo tomarense. Na primeira, opino eu, o local escolhido para afixação não será o mais adequado. Dá uma ideia de desmazelo, desorganização, decadência, miséria, falta de limpeza. Na outra, o cartaz enferma de uma razoável quantidade de mazelas, que passo a enumerar. Não se trata, neste caso, de opinião mas de factos verificáveis na referida publicidade.
1 - Não é muito correcto esquecer-se de incluir um título em português. A maior parte dos turistas são portugueses e espanhóis, que naturalmente entenderão melhor o idioma de Camões.
2 - É uma prova de servilismo, encapotado por uma pretensa modernidade, usar letras mais pequenas em português e maiores em inglês.
3 - Old bridge = Igreja? Será Nossa Senhora dos Patos? dos Peixes? da Ponte Velha? Dos Patos Bravos? Ou da Asneira?
4 - Os horários indicados estão tão bem feitos que mesmo eu, habituado a tudo um pouco por esse mundo fora, ainda não os consegui entender cabalmente.
5 - Afinal qual é o meio de transporte para visita? A pé? De charrete? De bicicleta?
6 - "Regional snack and wine taste" não tiveram direito a tradução, duração, composição ou indicação do local, porquê?
7 - Manda a boa educação que se use linguagem adequada sempre que possível. Neste caso, para quê 2 PAX, que poucos entenderão, em vez de 2 pessoas?
8 - "Guia credenciado". Quem é? Quais são as credenciais? Concedidas por quem?
9 - As crianças portuguesas até aos 12 anos não beneficiam do desconto de 50%? É ilegal, porque discriminatório. Mas então, porque motivo não foi escrito igualmente em português o texto em questão?
10 - As igrejas anunciadas no programa são para visitar interiormente? Só para ver de fora? Cada visita dura quanto tempo? Às segundas-feiras, quando a Igreja de S. João está fechada, como é que tencionam proceder, uma vez que o programa menciona "Todos os dias"?
E por aqui me fico, com o velho dito segundo o qual o turismo é uma actividade demasiado complicada para ser deixada ao cuidado dos turistas. Turismo de qualidade? Pois pois!!!
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Terça-feira, 14 de Julho de 2009
MAIS UM PAÍS AFLITO - A ROMÉNIA
ASSIM VAI O MUNDO...
Apesar de nem todos os leitores concordarem, continuamos a pensar ser bastante útil conhecer um pouco daquilo que ocorre noutros países, sobretudo no âmbito da actual e prolongada crise económica. Por isso decidimos publicar mais um artigo do jornal LE MONDE, desta vez sobre a Roménia, o país de origem dos romenos que aqui aparecem a pedir por tudo quanto é sítio. Recordamos que anteriormente entraram em colapso económico a Islândia, a Irlanda, a Estónia, a Hungria e a Polónia. Lembramos igualmente que neste momento o nosso défice orçamental anda à volta dos 6% do PIB, exigindo a União Europeia que seja inferior a 3%. Mas como há a crise e as eleições... quem vos avisa vosso amigo é.
"Fechadas três horas por dia, as portas dos tribunais romenos ostentam o dístico "fechado". No ciclone da crise económica, o governo de Bucareste tenta desesperadamente conter as despesas públicas e mais de seis mil magistrados estão em greve, desde 9 de Julho, para protestar contra uma diminuição para metade dos seus vencimentos. "O ministério da justiça trata-nos como se fôssemos escravos de uma plantação", protesta um membro da direcçção da Associação dos magistrados romenos. "Um juíz pode alguma vez aceitar o salário de um condutor de eléctrico? Estão a empurrar-nos para uma demissão colectiva a nível nacional." Interrogado, o governo não tenciona ceder às reivindicações. "Os senhores juízes parece não entenderem a gravidade das dificuldades provocadas pela crise económica", concluiu o ministro da justiça.
Em Março, a Roménia obteve um empréstimo de 20 biliões de euros, proveniente do FMI, da UE, do Banco Mundial e do BERD. Um primeiro avanço de 5 biliões já foi gasto. O governo romeno aguarda agora o segundo, de 2 biliões, previsto para Setembro. Entretanto, o primeiro-ministro solicitou ao FMI e à UE luz verde para aumentar o défice orçamental, previsto este ano para 4,6%, de forma a poder investir um pouco mais nas infraestruturas, aumentando assim o emprego e facilitando a eventual retoma.
O FMI não se tem mostrado nada apressado para responder. A próxima missão de avaliação só deverá ocorrer em Agosto, mas reunidos em Bruxelas no passado dia 7, os ministros das finanças dos 27 iniciaram um procedimento tendente a conceder à Roménia um prazo de dois anos para reduzir o défice orçamental a menos de 3% do PIB. Ocorre, porém, que esse mesmo défice já ultrapassou os 2,7% do PIB nos primeiros seis meses de 2009, e a situação não mostra qualquer tendência para a melhoria desejada.
"Bucareste vai lançar uma acção diplomática enérgica, visando a defesa dos seus projectos económicos, sobretudo os investimentos em infraestruturas", afirmou o ministro romeno dos negócios estrangeiros, sem se dar conta de que tal declaração não compromete ninguém para além dele próprio.
A função pública padece da falta de financiamento adequado. Desde a adesão da Roménia à UE, em 2007, o país duplicou os vencimentos dos magistrados, como forma de diminuir a corrupção, verdadeira chaga da justiça. Agora a gravidade da crise força as autoridades a um retorno à estaca zero, que põe em perigo a reforma do sistema judiciário. O relatório sobre a justiça, preparado pela União Europeia, vai ser publicado no próximo dia 22 e anuncia-se extremamente crítico.
Também funcionários públicos, os professores, cujo vencimento médio é de cerca de 300 euros/mês, estão em situação ainda pior do que os magistrados para enfrentar a crise. O aumento dos vencimentos na área educacional, na ordem dos 50%, votado favoravelmente no parlamento, no final de 2008, foi já anulado para este ano, por falta de cabimento orçamental. Os polícias, por sua vez, que têm desencadeado manifestações em todo o país desde Fevereiro, para denunciar vencimentos de miséria, ameaçam agora entrar em greve. Perante a grave situação, o governo de coligação tem como única solução aumentar o défice, opção que não agrada nem à União Europeia nem ao FMI.
Mirel Bran -Tradução, adaptação e introdução de António Rebelo
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CARRÃO AINDA COM ESPERANÇAS???


Segundo o nosso estimado colega NABANTIA, Luis Vicente terá afirmado que de momento não há lista PSD para a Câmara, por ainda ser muito cedo. À primeira vista aparentemente anódina, tal afirmação encaixa perfeitamente num diálogo que ouvimos esta manhã, num conhecido estabelecimento da urbe. De acordo com um dos intervenientes, geralmente bem informado por ter ligações familiares à informação local, a mais recente sondagem,(encomendada não se sabe bem por quem), mostra que, com Corvêlo à cabeça o PSD perde, mas com Carrão em primeiro ganha.
Estamos, sem dúvida, perante uma derradeira tentativa dos partidários de Carrão, no sentido de levar o actual presidente a solicitar a reforma em Outubro, deixando o caminho livre para os filiados sociais-democratas. A quem possa não acreditar na referida manobra, sob forma de "buzz" ou boca-a-boca, aconselhamos a leitura atenta do livro cuja capa e contra-capa encimam este texto. Ninguém pára o progresso e, se cuidam que o pessoal de Tomar a dianteira não anda devidamente informado, equivocam-se gravemente.
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ACTUALIDADES NABANTINAS
Também o Açude dos Frades teve direito a cabelo cortado e barba feita. Até conseguimos fotografar o trabalhador camarário em plena faina. Aqui há tempos chamámos a atenção para o evidente desleixo no sector, mas não devemos ter tido qualquer influência. Certamente já estaria tudo previsto desde há muito, que a autarquia costuma ter uma excelente programação de tarefas. Ou estamos enganados? De qualquer forma, aqui fica o registo, com a indicação de que o rio, designadamente no açude da roda e junto ao Açude Real, está uma vergonha...
vez, que já estava previsto há muito tempo antes de vocês escreverem sobre o assunto. Faz de conta!
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CORRIGENDA INDISPENSÁVEL
No texto "ANÁLISE DA IMPRENSA LOCAL E REGIONAL", onde se lê http://www.tomarpartido.sapo.comb/, deve ler-se http://www.tomaremprimeirolugar.blogspot.com/ . Pelo lapso, as nossas desculpas.
Tomar a Dianteira
Tomar a Dianteira
Segunda-feira, 13 de Julho de 2009
ANÁLISE DA IMPRENSA LOCAL E REGIONAL

Redacção de Tomar a Dianteira Colaboração CLIPNETO
O inoportuno incidente técnico de que fomos vítimas involuntárias, impediu-nos de publicar a nossa habitual análise da imprensa local e regional. Procurando remediar, na medida do possível, tal situação, pareceu-nos adequado proceder a uma análise mais condensada, dado o tempo entretanto decorrido, que muitos terão aproveitado para ler os periódicos semanalmente objecto da nossa crítica.
Desta vez escolhemos apenas três pontos: a comunicação camarária, a questão do Largo do Pelourinho e declarações de Miguel Relvas.
Segundo o blogue www.tomarpartido.sapo.com a autarquia tomarense já gastou mais de 30 mil contos nos últimos 12 meses, em publicidade e em assessoria de comunicação. Temos assim, uma vez que até agora não houve qualquer desmentido, uma autarquia atascada em dívidas e cujas fontes de receita vão minguando a pouco e pouco, a proceder com se integrasse um município rico. A semana passada, por exemplo, decidiu mandar publicar no CIDADE DE TOMAR, no TEMPLÁRIO e no MIRANTE, um anúncio a cores de página inteira, unicamente para convidar os eleitores a assistirem a uma cerimónia de apresentação de dois projectos co-financiados pela União Europeia. E dizemos "os eleitores" pois "as eleitoras" não constam do dito convite: "O presidente da Câmara Municipal de Tomar convida-o...". É exactamente o que lá está. Pago com o nosso dinheirinho. Mal educados, nós?!
A ilustração que publicamos acima mostra bem que se trata mais de campanha eleitoral antecuipada do que de qualquer outra coisa. O texto de apresentação pode considerar-se insinuante , mas igualmente desprovido do mais elementar realismo. Criação de mais empregos no centro da cidade? Mais em relação a quê? Já criaram alguns? Quem vai assegurar esses novos empregos? Integração numa marca turística de renome mundial? Era bom era! Mas como é que isso se faz?
A triste realidade, bem patente para quem a quiser ver, é que, regra geral, uma vez concluídas as obras, a autarquia nem sequer consegue assegurar uma manutenção que não nos envergonhe. Falta de capacidade económica? Certamente. Mas quem não tem dinheiro não deve ter vícios. Falta de pessoal? Nem tanto. Talvez mais falta de trabalhadores e excesso de burócratas.
Por falar em obras, CIDADE DE TOMAR faz manchete com "Acompanhamento obrigatório de arqueólogo custa à câmara 100 euros por dia." Com o devido respeito por todos, cabe assinalar que tanto os vereadores como os chefes de divisão custam um bocadinho mais cada um por dia, uma vez que estão no emprego 11 meses por ano, mas recebem 14 meses. Dito isto, para colocar as coisas "en su sítio", há uma outra vertente. Na verdade, se a actual gerência camarária se queixa da exorbitância do IGESPAR, foi uma sua antecessora, a de Pedro Marques, que forneceu a corda com a qual a pretendem agora enforcar. Noutros termos. Aconselhada pela senhora arquitecta de então, a câmara PS/Pedro Marques achou muito conveniente conseguir a classificação do pomposamente designado para a ocasião "núcleo histórico". Obtida a referida qualificação legal, nunca ninguém conseguiu perceber quais eram as vantagens daí advenientes. Bem pelo contrário, os tomarenses mais velhos continuam a dizer que é a "cidade velha", na qual, infelizmente, há cada vez mais imóveis degradados, pois ninguém está para aturar as exigências da autarquia, quando se trata de pretender arranjar, pedimos desculpa pelo lapso, queríamos dizer "requalificar" um prédio antigo.
Mas desiludam-se os que pensam que há boas hipóteses de as coisas virem a melhorar após as próximas autárquicas. Para já, as perspectivas não são nada agradáveis. Do pouco que se sabe em relação aos programas das diversas candidaturas, todos parecem continuar a acreditar que basta ter um projecto mais ou menos sólido que alguém há-de financiar. Como se entretanto a crise não rondasse por estas paragens. Ainda por cima, quando o que se pede sobretudo aos políticos é que saibam ser realistas, o "nosso deputado" Miguel Relvas garantiu ao jornalista de CIDADE DE TOMAR que "Quantos conhecem Corvêlo de Sousa sabem que é credor de uma personalidade forte e assume com convicção as suas opções." Parece mentira? Pois se calhar, mas pode ser lido, sem aspas, em "José Perfeito provável em quarto lugar", na página 3 do referido semanário.
Não temos sorte nenhuma? Pois não senhor! Mas da mesma forma que a tal publicidade megalómana também serve para ajudar os jornais regionais, que bem precisam, a classificação do alegado "núcleo histórico" visava facultar mais trabalho para os arquitectos. O pior é que partiu do princípio que os proprietários dos imóveis são assim uma espécie de vacas leiteiras. Pagam o IMI, o IRS sobre as rendas, os certificados energéticos as várias taxas...e as obras de manutenção. Quando têm dinheiro para tal, bem entendido! Ganda terra! Ganda país!
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