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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

CRÓNICA DA ODETE DAS FARTURAS



Com a redacção de Tomar a dianteira
É só broncas!

Este início do novo ano, que se anuncia muito díficil para todos, é só broncas por todos os lados. Pelo menos aqui em Tomar. Anda tudo muito excitado, nervoso, ou então imitam muito bem. Nas obras da Ponte do Flecheiro as broncas sucedem-se. Agora foram forçados a levantar, pela segunda vez, as lages do terreiro. E a calçada já feita vai pelo mesmo caminho, que aquilo é só covas. O empreiteiro teve azar. Se não tem chovido tanto... Lá mais para cima, junto à igreja, continuam as escavações, sem que alguém nos consiga explicar do que é que andam à procura. Se aquilo sempre foi cemitério, oficial e/ou de recurso, além dos esqueletos, esperam encontrar o quê? Logo ao lado, um dos três postes kingsize já se inclinou. Estava bem fixo ao solo, não haja dúvida! Entretanto, os problemas de acesso pedestre ao mercado continuam, sem qualquer indício de próxima resolução. Faz ali falta parte da verba que está a ser gasta com a arqueologia... Outra bronca da semana foi a manchete do Expresso, a dizer que o Convento ameaça ruina, entre outras afirmações alarmistas sobre todo o património nacional classificado pela Unesco. Aqui na redacção, o sr. Rebelo, que conhece o monumento como poucos, disse logo que era um enorme exagero, com objectivos que falta apurar. Segundo ele, os problemas do Convento são, sobretudo, de gestão operacional, podendo servir estas notícias sensacionalistas para desviar as atenções do essencial. Acrescentou haver uma boa maneira de mostrar o exagero alarmista da notícia em causa. Basta perguntar, a quem a escreveu, ou a quem apoia o seu conteúdo, o que deverá ser feito, em termos de obras, logo a seguir à consolidação do fecho de abóbada que aparece na fotografia do Expresso. É muito provável que a resposta seja um prolongado silêncio, a simular meditação, ou qualquer proposta estapafúrdia.

Na blogosfera tomarense, malta mais nova, mais atirada para a frente, ou que julga estar sempre meia hora à frente do futuro, correu logo a apanhar as canas dos foguetes. Lançaram prontamente uma petição online "Salvem o convento". Como aquele monumento precisa sobretudo é de ser salvo dos exageros deste tipo, tomaradianteira afirmou que não subscrevia tal documento, nem aconselhava a sua subscrição, pelos motivos que os nossos seguidores podem ler noutra entrada. Houve quem não gostasse e nos tivesse logo atribuído vis intenções e alguns recalcamentos. é por isso tempo de dizer que na redacção deste blogue procura-se falar claro e urinar a direito. No caso da bronca da petição, com erro de destinatário e de ortografia, há igualmente aquele grupo, até agora desconhecido, Movimento Social Liberal. E que mais, apetece perguntar, Progressista Conservador, se calhar?! É verdade que estamos no país do estilo manuelino e na terra que possui a obra-prima dessa arte, mas convém não exagerar, abusando da complacência das pessoas. Um movimento social liberal a peticionar no sentido da salvação do Convento pelo governo, seria mais ou menos o mesmo que o PCP a solicitar a iniciativa privada para explorar o Hospital de Tomar. Coisa que obviamente nunca fará, sob pena de grave descrédito. Mas os tomarenses são muito particulares e nunca se sabe... E já me ia a esquecer: Até a actual gerência autárquica contribuiu com a sua broncazita. Convocaram uma conferência de imprensa para anunciarem medidas de combate à crise a nível local. Esqueceram-se, porém, de que qualquer medida implicando aumento ou diminuição de receita carece de votação prévia na AM. E apresença do presidente da Assembleia não dispensa, de forma alguma, essa obrigatoriedade, pelo que a citada conferência de imprensa foi precipitada. E se agora a Assembleia, entretanto convocada para meados do mês, não aprova as medidas entretant anunciadas? Com muito menos ruído mediático, o executivo abrantino vfoi bastante mais longe. Anunciou que as obras de recuperação do centro histórico estão isentas do pagamento de quaisquer taxas ao município. Muito mais simples, como se vê.

Um grande xi-coração da Odete das Farturas