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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

COMEÇOU A TEMPESTADE NO PÂNTANO NABANTINO???


Ultrapassadas as presidenciais, com Cavaco vencedor em todas as freguesias do concelho, os leitores de Tomar a dianteira regressam aos seus hábitos sagrados. Uns vão insultando, provavelmente porque não saberão fazer outra coisa, ou ainda por terem aprendido com a mãe da outra, que tinha muita "tarimba", para não dizer quilómetros e quilómetros de tarimba: "Chama-lhe puta, minha filha! Chama-lhe puta! Antes que ela te chame a ti!"
Outros, mais cordatos mas ainda assim sarrafeiros, voltam a debitar os desejos fantasmáticos de sempre, entre os quais avulta a  ansiada "união de esquerda". Desta vez, ao que nos assevera um dos comentadores de hoje, uma coligação PS+IpT+CDU+BE+CDS (só!!!) conseguiria vencer as futuras autárquicas, recolhendo no mínimo 11.500 votos. Desde que não fosse encabeçada por uma série de cidadãos como Pedro Marques, Luís Ferreira, Hugo Cristóvão, Carlos Trincão, António Rebelo, o clã Serraventoso, etc., segundo o mesmo especialista em futurologia, baseado ninguém sabe bem em quê.
É caso para exarar apenas mais quatro frases: 1 - Ena tanto voto virtual! 2 - Com tantos políticos de altíssimo gabarito que por aí há, o melhor será realmente começar por excluir todos os nossos ódios de estimação. 3 - Pode ser que assim se consigam lugares livres para os novos pretendentes , os arautos da união de esquerda, pois claro! 4 - Pobre terra!
Entretanto, apesar destes devaneios, parece ter começado a tempestade final no pântano político nabantino. O texto supra, reproduzido do blogue Alguresaqui, de Hugo Cristóvão, presidente do PS-Tomar e co-signatário da coligação camarária, poderá ser tudo; meigo não é de certeza. Como irão responder os dirigentes do PSD e os independentes parceiros da coligação? Como irão responder os IpT? É que desta vez Hugo Cristóvão resolveu malhar forte e feio: "São cinco pessoas (mais duas a assistir), cada um a fazer a gestão corrente do seu quintal. Isto não é uma Câmara, é uma cambada."
O citado dirigente local do PS bem foi avisando, durante o recente programa "À mesa do café" que, caso nada mude, "2011 pode vir a ser o ano da ruptura da coligação". A julgar por este texto de hoje, que temos todo o gosto em reproduzir, até é bem capaz de acontecer "mais cedo do que tarde", para usar uma expressão do próprio Cristóvão.
Aguardemos as cenas dos próximos episódios, e os episódios das próximas cenas, que a telenovela continuará a ser a mesma: "A angústia dos sete falidos sentados à mesma mesa".