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terça-feira, 17 de novembro de 2009

QUANDO A ESMOLA É GRANDE OS SANTOS DESCONFIAM




Pedro Marques aflorou ontem a questão. Disse que os projectos candidatados ao QREN nunca foram apreciados em reunião do executivo. Quatro perguntas são portanto indispensáveis: 1 -Porquê ? 2 -Quem decidiu então ? Com que legitimidade ? Em nome de quem ?
Por outro lado, sendo conhecidas as enormes dificuldades de tesouraria do município, em resultado das quais já está a liquidar facturas a mais de dez meses, porquê tanta urgência na adjudicação da ligação Cidade-Castelo pela Mata, um investimento sem qualquer espécie de prioridade ? As fotografias mostram bem que só visitantes enganados ou turistas masoquistas irão por ali até ao Convento...quando a porta junto à Torre da Condessa estiver aberta, o que é raríssimo.
Um terceiro aspecto muito estranho é que, tanto no ex-estádio, agora campo de treinos, como nas obras da ponte do Flecheiro, as empresas adjudicatárias deram à sola sem concluírem os trabalhos. No caso do campo de treinos, ainda lá estão as armações de ferro no ar, a aguardar destino; junto a Santa Maria Maria dos Olivais, andam agora os operários camarários a colocar o lajedo. Porque será ?
Quarta dimensão a considerar, a recente auditoria da IGF foi muito clara -durante os últimos anos o munícipio tem praticado deliberadamente o empolamento das receitas, designadamente para conseguir aumentar as taxas e licenças a pagar pelos munícipes, acrescentamos nós.
Face a tudo isto, tendo em conta que cesteiro que faz um cesto também faz um cento, será que o munícipio, incapaz de honrar a sua participação nos custos dos empreendimentos financiados parcialmente pela União Europeia, ordena o sistemático empolamento dos valores de adjudicação, de forma a que a particpação europeia cubra na realidade todo o investimento ? Será que o município contacta previamente os concorrentes para lhes impôr essa e outras condições ? Será que há compromissos não escritos e estranhos aos interesses dos munícipes, que obrigam a adjudicar determinadas empreitadas, mesmo quando manifestamente não há nem vai haver tão cedo folga orçamental para elas ?
São apenas algumas das perguntas que os cidadãos mais atentos não podem deixar de fazer, sobretudo os que já viveram muito e por isso já viram muita coisa. Meras suspeitas sem qualquer fundamento ? Talvez. Mas se a oposição não for capaz de levar a carta a Garcia; isto é de alertar as autoridades europeias e levá-las a inquirir seriamente, então outros o farão. Podem ter a certeza. Só então saberemos toda a verdade.