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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

ADEUS "TURISMO DE LISBOA E VALE DO TEJO"! OLÁ INOVAÇÃO!


Poderá ser mais uma perda grave para Tomar. Que ainda pode ser evitada. Enquanto as três grandes forças políticas locais se entretêm nuns bizarros jogos florais tipo "um contra dois aos matrecos", "O mundo pula e avança, como bola colorida, entre as mãos de uma criança", escreveu Gedeão no seu célebre poema.
"Não nos cansaremos de procurar o diálogo", assegura Carlos Carrão. "Estamos prontos a dialogar em prol de Tomar, nem que seja com o diabo", asseveram pelo lado do PS. "O PS deve mudar de atitude. Se houver mudança de atitude, os Independentes nunca fecharam o diálogo fosse com quem fosse", garante Pedro Marques. "A oposição boicota a câmara por razões políticas", declara Carlos Carrão. "O PSD nunca quis dialogar e o caso ParqT só passou no executivo com a conivência dos Independentes", afirmam os socialistas. "O PS é tão responsável pela situação como o PSD, uma vez que estiveram coligados durante estes dois anos", acusam os Independentes. Só recriminações. A culpa é sempre dos outros.
Desde há anos grande senhor na política tomarense, e agora também no âmbito Governamental, Miguel Relvas não deixou os seus créditos por mãos alheias. Em entrevista ao MIRANTE, respondendo a três perguntas à primeira vista bastante incómodas, deu uma excelente lição de política e de comunicação política eficaz. Autêntica águia política entre frangos de aviário já descabeçados. 
Em relação à ainda recente ruptura da coligação PSD/PS: "Hoje não acompanho de perto essa questão política. Preocupa-me, mas não tenho tempo."  Sobre Carlos Carrão enquanto presidente da câmara: "É uma pessoa que conhece os problemas, tem experiência, é humilde e sabe ouvir. E está a demonstrar que quer dialogar. Tem todas as condições para ser um excelente presidente da Câmara Municipal de Tomar." Questionado sobre se o actual modelo de organização do turismo se vai manter: "Não. Vai ser extinto. O modelo das regiões de turismo está esgotado. Quem tem que gerir o turismo são os empresários do sector. O Estado tem de acompanhar. Quem faz o turismo não são as organizações onde estão ex-autarcas. A acção do Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, por exemplo, é risível e nós em Portugal temos obrigação de apostar mais no turismo. O modelo em que me revejo é o do turismo de Lisboa, em que está o público e o privado." (O MIRANTE, 05/01/12, pág, 22/23.
Se na eleição primária do PS, em 2009, eu tivesse vencido. Se depois tivesse ganho as autárquicas, outra seria agora a posição de Tomar. Conforme referi depois e por diversas vezes, tenho um plano para Tomar, que inclui naturalmente o turismo, o nosso principal recurso. Esse plano prevê outra forma de organização, mais adequada aos novos tempos e agregando outras entidades locais num modelo inovador. Mas a história não se faz com SES e as coisas são o que são. Ainda se houvesse intercalares, como venho insistentemente reclamando... Agora assim, o melhor será continuarem a divertir-se em jogos florais reles. O que tem de ser, tem muita força e eu nunca vi nenhum pessegueiro a dar nozes.