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sábado, 29 de janeiro de 2011

RÁDIO HERTTZ/TOMAR A DIANTEIRA - À MESA DO CAFÉ - 4

Foto Rádio Hertz
O convidado desta semana, Pedro Marques, ex-presidente da edilidade durante dois mandatos,  actual vereador na oposição e líder do movimento IpT - Independentes por Tomar, apresentou-se calmo, bem disposto e seguro de si, naquele estilo "nunca me engano e raramente tenho dúvidas". Questionado sobre a actual situação da maioria coligada, referiu que o acordo PSD/PS é mesmo um problema para o concelho, pois não funciona, acrescentando noutra ocasião que o chamado "incidente Luís Ferreira", que culminou com a retirada de alguns pelouros, se acontecesse com os IpT, provocava o fim imediato da coligação.
Referindo a posição de Miguel Relvas, quando declarou que o executivo carece de uma estratégia, responsabilizou-o por tal situação, acrescentando que os dois vereadores da oposição não servirão de bengala a ninguém.
Sobre os seus dois mandatos como presidente, manifestou-se contente com o respectivo desempenho, que comparou com o que agora está a acontecer. Disse que no seu tempo os eleitos gostavam mais de Tomar do que dos respectivos partidos. "Ninguém ficava de fora". Agora, pelo contrário, segundo referiu, há assuntos que vêm às reuniões e voltam para trás, por evidente falta de preparação prévia, de concertação prévia entre os membros do executivo.
Ao ser-lhe assinalado que a experiência eleitoral mais recente parece demonstrar que nem o PS nem os IpT têm condições para ganhar a autarquia, devido à divisão do eleitorado comum às duas formações, lembrou que sempre esteve e continua aberto a conversações seja com quem for, embora assinalando que as coisas não são bem assim. Nas eleições imediatamente a seguir ao seu segundo mandato, acrescentou Pedro Marques, o candidato socialista era um vereador seu (António Alexandre), ainda não havia IpT, o que não obstou a que o PSD ganhasse com maioria absoluta.
Continuando a referir-se ao Partido Socialista, disse saber muito bem que só não voltou a ser candidato pelo PS devido às manobras de Luís Ferreira "que antes queria perder a Câmara do que ter uma autarquia "Pedro Marques".
Manifestou igualmente a sua preocupação em relação ao Mercado, à 3ª fase do Flecheiro e ao empreendimento da Levada, a propósito do qual referiu já ter alertado a actual maioria relativa para a necessidade de procurar parcerias, junto do BES/Ricardo Salgado, anterior proprietário dos imóveis, e da EDP, no que diz respeito à central eléctrica, das mais antigas do país.
Sendo-lhe perguntado se os IpT têm alguma estratégia para Tomar, respondeu que sim, embora a sequência da sua intervenção não nos tenha permitido entender de forma clara quais as linhas directoras do referido caminho a percorrer. Convém notar, todavia, que indicou a dado passo caber à actual maioria relativa -e não à oposição- fixar o rumo a seguir, bem como os indispensáveis objectivos estratégicos, o que nos pareceu uma justificação pertinente, sabido como é que quem ganha é que deve governar. Refira-se, a concluir, que Pedro Marques já antes dissera que os membros da actual coligação dão a ideia de apenas procurarem durar, manter-se nos lugares, fazendo o menos possível. Maldita crise!