Mostrar mensagens com a etiqueta saúde hospital autarquia Carrão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta saúde hospital autarquia Carrão. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A trágica situação tomarense não está para garotices


Têm sido de angústia estas últimas semanas, por estar em causa o nosso direito a uma assistência médica rápida e de qualidade. Logo agora que a crise é cada vez mais evidente e não se vislumbra quando ou sequer se vai mesmo acabar. Houve por isso manifestações, tentando impedir ou pelo menos limitar a inevitável reestruturação do  Centro Hospitalar do Médio Tejo, um conjunto de três hospitais até agora mal governados, como abusos de toda a ordem e com prejuizo conjunto de 25 milhões de euros/ano. Situação extremamente rara, os tomarenses aderiram, mesmo sem se saber quais os objectivos ou quem convocava. Mais ainda, representantes de todas as forças com assento no parlamento municipal subscreveram um documento conjunto, cujo ponto 1 afirma que "repudiam o processo de reestruturação e a forma como decorreu, sem acompanhamento pelos órgãos autárquicos de Tomar, democraticamente eleitos."
Aquando da segunda manifestação, constrangido por cidadãos mais enérgicos em plena reunião do executivo (o que se reprova, pois a democracia tem princípios que convém respeitar em qualquer circunstância), o presidente interino veio falar os presentes, garantindo o repúdio do executivo face às medidas previstas na reestruturação do CHMT e a defesa intransigente dos direitos dos tomarenses.
Vai-se a ver, fomos todos enganados. Ontem de manhã, a nova administração do citado centro hospitalar foi clara e inequívoca. Houve em Dezembro e em Janeiro duas reuniões de trabalho com Carlos Carrão, na qualidade de presidente do executivo e em representação do Município de Tomar, durante as quais este não apresentou qualquer objecção ou solução alternativa, tendo até concordado explicitamente com todas as medidas. Se quem lê pretende confirmação, basta clicar aqui
Temos assim um acto de evidente garotice política, em que um eleito ao mais alto posto local diz sempre o que ele julga que os presentes querem ouvir, em vez de ousar informar com verdade e rigor, tanto os seus pares eleitos como os cidadãos em geral. É grave! Gravíssimo mesmo, em ocasiões de crise como esta. Porque não se pode fazer e ganhar uma guerra com soldados que não têm coragem para dar o peito às balas. E nós estamos numa guerra pela nossa sobrevivência e bem estar, enquanto comunidade livre e autónoma, felizmente sem tiros, nem mortos nem feridos, mas já com alguns cadáveres políticos adiados, entre os quais o do actual presidente interino, para mal dos nossos pecados.
Dado que uma desgraça nunca vem só e sobretudo para aqueles cidadãos tipo "rata velha", que continuam convencidos de que basta convocar pela surra umas manifestações sem objectivos definidos para manter o rebanho entretido, uma vez que agora não há dinheiro para manifestações culturais, nem para passeatas tintol/comezaina/bailarico, façam o favor de clicar aqui, para começarem a entrar no próximo capítulo da novela "Uma cidadezita no escorrega da História". Ou preferem proceder de modo a provocar quanto antes eleições intercalares? Como bem sabem todos os médicos, quando há uma perna gangrenada, resta apenas uma solução: amputá-la! O aviso solene aqui fica. De borla!