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sábado, 14 de janeiro de 2012

Concentração de protesto junto ao Hospital de Tomar

Cerca de 700 pessoas concentraram-se esta noite à entrada do hospital de Tomar, como forma de protesto contra a anunciada perda de valências e de postos de trabalho já anunciadas. Numa cidade nada atreita a tal tipo de manifestação, juntar tão elevado número de cidadãos à hora do jantar e numa noite em que jogava o Benfica, mostra ser grande o descontentamento e a ansiedade perante um futuro cada vez mais incerto. Um dos vários cartazes improvisados resumiu perfeitamente o clima reinante no local: "Levem-me tudo. Aqui têm as minhas cuecas."
Entre os presentes, vários médicos do hospital, os vereadores Pedro Marques, Luís Ferreira e Graça Costa, vários presidentes de junta do PS e dos IpT, o padre Mário Duarte, que antes dissera durante missa que os fiéis deviam ir à concentração, os deputados municipais Anabela Freitas, Hugo Cristóvão e Rosa Santos, bem como os jornalistas habituais + António Freitas.
Nas várias declarações recolhidas e filmadas pela Rádio Hertz, a tónica foi bem entendido o direito à saúde e o ataque aos direitos dos tomarenses, o que coloca a mesma questão de sempre: Tomar não quer perder valências nem postos de trabalho, Abrantes também não e Torres Novas tão pouco. Tendo o governo constatado que não há meios para manter as coisas no CHMT como estavam até agora, não se vislumbra como ultrapassar o problema, tanto mais que, estando o presidente da AM muito bem situado em Lisboa, seria assaz estranho que houvesse uma conspiração anti-tomarense por parte do ministro da saúde Paulo Macedo. É certo que uma fonte nos disse no local da concentração que estão a transferir serviços para Abrantes, que é a unidade mais antiga, para desocupar e mais tarde privatizar o hospital de Tomar. Foi a primeira vez que tal ouvi dizer. Em todo o caso, uma eventual privatização poderia não ser necessariamente um desastre para os tomarenses, tudo dependendo das condições facultadas depois aos utentes do SNS. Agora para os adeptos do tudo-Estado, claro que seria uma cruel derrota, menos de 40 anos após o 25 de Abril e a Constituição mais progressista da Europa do sul. 
Que fazer então? Cabe claro está aos partidários da saúde inteiramente a cargo do Estado, esclarecer qual a solução exequível que propõem para o aperto actual. E quem asseguraria os fundos indispensáveis. Na sociedade em que vivemos, infelizmente nada é gratuito. Para alguns não pagarem, outros o têm que fazer. E estamos num país e numa terra com imensos adeptos das borlas, mesmo depois de os barretes já terem passado de moda há muito. Porque será?