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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Fracassou a aventura contestatária tomarense





Por agora, como se pode ver nas quatro imagens acima, obtidas cerca das 16H15 de hoje, tudo parece indicar que fracassou a aventura contestatária tomarense. Sem líderes identificados, apenas conhecidos entre os raros cidadãos cuja tarimba lhes permite ler "marcas de água"; sem objectivos, sem ideias claras e sem propostas alternativas, tratou-se no meu entender de mais uma acção prejudicial para o futuro de todos nós. Conforme já aqui foi antes referido, frustrados nas suas expectativas, dificilmente os eleitores tomarenses poderão voltar a ser mobilizados nos tempos mais próximos para qualquer acção em prol da cidade e do concelho, por muito meritória que venha a ser.
Pouco a pouco, paulatinamente, todos foram percebendo não só que estávamos e estamos isolados na região, mas também que a peregrina ideia de suspender a reestruturação do CHMT não tinha nem tem pernas para andar, pois o défice das três unidades hospitalares já vai nos 160 milhões de euros. Que vão ter de ser pagos e NÃO HÁ DINHEIRO para isso. Pura e simplesmente.
As autarquias de Abrantes e Torres Novas apoiam o plano a implementar. A comunidade do Médio Tejo, cuja sede é em Tomar, também. Quem somos nós para contestar? Que alternativas temos a propor? Que soluções para o défice? Em todos os casos, insistiu-se no blábláblá, nas suspeitas infundadas, na teoria conspirativa, na implícita divisão maniqueista entre bons e maus. Como se houvesse alguma força política, ou outra, só com bons ou só com maus. O resultado aí está, para quem tenha a coragem de o assumir.
Entretanto, ultrapassado este período de diversão em relação ao essencial, os grandes problemas tomarenses  continuam a aguardar respostas adequadas. Com o caso ParqT à cabeça de uma longa lista: Mercado, Ciganos, Convento de Santa Iria, Mercado abastecedor, Nabão, Convento, Mata, Centro Histórico, Investimento, Caminho de Ferro, R.I. 15, Politécnico, Elefante Branco da Levada, Alambor. Tudo problemas complexos em permanente evolução, que não vão de certeza aguardar que os tomarenses, ou quem os representa, apareçam uma bela manhã com ideias luminosas prontas a aplicar. Tudo aponta aliás no sentido de em cada um desses processos virmos a ser "apanhados com a calças na mão", como acaba de acontecer com a reforma hospitalar, suspensa desde 2008.
Somos um povo sem emenda.