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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

APRESENTADO PROGRAMA ELEITORAL CDU

Quer se goste ou se deteste, os autarcas e candidatos da CDU têm, junto da opinião pública, uma imagem de honestidade, rigor e organização. É pessoal geralmente pouco extrovertido, que por isso mesmo praticamente nunca brinca em serviço. Foi exactamente o que se notou, ontem à noite, durante a apresentação do programa eleitoral para as próximas autárquicas, na sede local do PCP ("não temos dinheiro para alugar salas"), naturalmente designada como "centro de trabalho". Bruno Graça, o independente cabeça de lista, apresentou de forma calma a súmula do que aquela força política entende ser necessário fazer, caso vença a próxima consulta popular autárquica. Em quatro páginas (surpreendentemente sem numeração...) pode ler-se que a autodesignada "alternativa CDU" é constituída por dois eixos estratégicos e quatro tarefas imediatas, tudo para dinamizar a economia do concelho.
O primeiro eixo visa "recriar condições que permitam o desenvolvimento de forças produtivas" no concelho, sendo sectores prioritários a) -Cultura, turismo e educação; b) -Energias alternativas; c) -Fileira florestal e fileira agrícola.
O segundo eixo assenta na definição de uma política de habitação, o qual passa pela recuperação dos prédios antigos do centro histórico e dos principais centros populacionais das freguesias.
Estes dois eixos têm como objectivos, a médio e longo prazo, a) - um concelho com + ou - 50 mil habitantes "com actividade económica própria"; b) -uma cidade de média dimensão; c) -"Uma cidade e um concelho aonde haja vida e se goste de viver". Na prossecução de tais metas, a CDU designou quatro tarefas como prioritárias: 1 - "Reorganizar e modernizar os serviços municipais"; 2 - "Transformar a área cultural do município num eixo estratégico para o desenvolvimento económico do concelho"; 3 - "Remodelar e modernizar o mercado municipal"; 4 - "Restabelecer o equilíbrio económico e financeiro do município".
Tudo claro, sucinto, objectivo e a dispensar grandes justificações. Ou se gosta ou se detesta, mas trata-se da terapêutica preconizada pela CDU para as graves maleitas já diagnosticadas na autarquia, na cidade e no concelho. Outras haverá ainda por detectar. Assinale-se que, no ponto 4, a CDU fala de "Plano de emergência" e de "redução de despesas". Para uma força política tida geralmente como partidária do aumento do peso da administração pública, e logo das despesas, esta implícita tomada de posição ao arrepio do usual mostra bem, de forma indirecta, o presumível estado das finanças autárquicas. Deve ser por isso, entre outros motivos, que se a actual maioria PSD nada informa, a oposição vai-se calando sobre a matéria. E os eleitores continuam praticamente a zero, nessa e em muitas outras coisas.
Em conclusão provisória: Tudo indica que, na próxima consulta autárquica, vamos ter, grosso modo, três tipos de forças políticas - 1 - as que têm programa, mas não têm implantação; 2 - as que têm implantação, mas não têm programa. nem tencionam vir a ter; 3 - as que nem uma coisa nem outra.
Assim vamos. Ou somos levados?

terça-feira, 19 de maio de 2009

SITUAÇÃO POLÍTICA LOCAL - ACTUALIZAÇÃO

Afinal, quando esta manhã se escreveu que até ao presente só os socialistas locais tinham mostrado cartazes da campanha eleitoral para o Parlamento Europeu, estava-se a enganar os leitores sem querer, como mostram os exemplos que agora publicamos. No de cima, se o leitor ampliar a foto, verá Ilda Figueiredo com bigode retorcido, entre outros atributos acrescentados pelos grafiteiros, o que é bom sinal. Dizem os especialistas em comunicação que normalmente essas coisas só acontecem em cartazes com pessoas carismáticas. Veremos.
Sobre o texto, Emprego, Salários, Justiça Social, tudo bem. Nada a opôr. O problema está na Soberania, como já aqui referido anteriormente. Sejamos frontais -Soberania e União Europeia não são coisas compatíveis. Onde está no presente a nossa soberania nas pescas, na agricultura, na imigração e controle das fronteiras, na moeda, etc.? Honra e proveito não cabem no mesmo saco, diz o povo. Ou União Europeia ou Soberania. Ir para Estrasburgo defender a Soberania é praticamente o mesmo que ir para uma reunião da paróquia defender o ateísmo. Ou não?


O PSD mostra cartazes variados, cada um com seu tema, mas todos com "Assina por baixo?". Conquanto Paulo Rangel seja uma pessoa muito conceituada, segundo diz um administrador do blogue que foi seu aluno, essa tal palavra de ordem "Assina por baixo?" deve ter-lhe sido imposta pela Dona Manuela. Isto porque, no nosso fraco entendimento, é uma pergunta ambígua e muito escorregadia. O nosso painel de comentadores, os tais que nos falaram da "Geração Tomar atrás", nem hesitaram. Assina por baixo? não é pergunta que uma pessoa bem educada possa fazer a quem quer que seja. Na sua esfera íntima cada qual assina quando quer, como quer e com quem quer. E até nem é de macho latino assinar por baixo. À missionário é que é!



Estão a ver que a pergunta é mesmo inconveniente? O próprio candidato caiu na armadilha. Por dois motivos. Primeiro, porque ninguém tem nada que saber, nem lhe perguntou, como ou porque é que ele assina por baixo. Segundo, porque terá de arranjar outra justificação para a posição assumida. Pelo interesse nacional não é. De certeza. Pelo interesse nacional é certificar-se antes de que a parceira na sofre de doença contagiosa nem usa qualquer contraceptivo. Depois é só assinar no sítio certo. Em qualquer posição e com a bênção da Santa Madre Igreja. Ou estaremos a entender mal?