quarta-feira, 28 de outubro de 2009
PSD/TOMAR: COMEÇOU A CONTENDA
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
DEMOCRACIA, ELEIÇÕES E ILUSÕES - 3
terça-feira, 15 de setembro de 2009
DEMOCRACIA, ELEIÇÕES E ILUSÕES - 2
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
APRESENTADO PROGRAMA ELEITORAL CDU
Quer se goste ou se deteste, os autarcas e candidatos da CDU têm, junto da opinião pública, uma imagem de honestidade, rigor e organização. É pessoal geralmente pouco extrovertido, que por isso mesmo praticamente nunca brinca em serviço. Foi exactamente o que se notou, ontem à noite, durante a apresentação do programa eleitoral para as próximas autárquicas, na sede local do PCP ("não temos dinheiro para alugar salas"), naturalmente designada como "centro de trabalho". Bruno Graça, o independente cabeça de lista, apresentou de forma calma a súmula do que aquela força política entende ser necessário fazer, caso vença a próxima consulta popular autárquica. Em quatro páginas (surpreendentemente sem numeração...) pode ler-se que a autodesignada "alternativa CDU" é constituída por dois eixos estratégicos e quatro tarefas imediatas, tudo para dinamizar a economia do concelho.O primeiro eixo visa "recriar condições que permitam o desenvolvimento de forças produtivas" no concelho, sendo sectores prioritários a) -Cultura, turismo e educação; b) -Energias alternativas; c) -Fileira florestal e fileira agrícola.
O segundo eixo assenta na definição de uma política de habitação, o qual passa pela recuperação dos prédios antigos do centro histórico e dos principais centros populacionais das freguesias.
Estes dois eixos têm como objectivos, a médio e longo prazo, a) - um concelho com + ou - 50 mil habitantes "com actividade económica própria"; b) -uma cidade de média dimensão; c) -"Uma cidade e um concelho aonde haja vida e se goste de viver". Na prossecução de tais metas, a CDU designou quatro tarefas como prioritárias: 1 - "Reorganizar e modernizar os serviços municipais"; 2 - "Transformar a área cultural do município num eixo estratégico para o desenvolvimento económico do concelho"; 3 - "Remodelar e modernizar o mercado municipal"; 4 - "Restabelecer o equilíbrio económico e financeiro do município".
Tudo claro, sucinto, objectivo e a dispensar grandes justificações. Ou se gosta ou se detesta, mas trata-se da terapêutica preconizada pela CDU para as graves maleitas já diagnosticadas na autarquia, na cidade e no concelho. Outras haverá ainda por detectar. Assinale-se que, no ponto 4, a CDU fala de "Plano de emergência" e de "redução de despesas". Para uma força política tida geralmente como partidária do aumento do peso da administração pública, e logo das despesas, esta implícita tomada de posição ao arrepio do usual mostra bem, de forma indirecta, o presumível estado das finanças autárquicas. Deve ser por isso, entre outros motivos, que se a actual maioria PSD nada informa, a oposição vai-se calando sobre a matéria. E os eleitores continuam praticamente a zero, nessa e em muitas outras coisas.
Em conclusão provisória: Tudo indica que, na próxima consulta autárquica, vamos ter, grosso modo, três tipos de forças políticas - 1 - as que têm programa, mas não têm implantação; 2 - as que têm implantação, mas não têm programa. nem tencionam vir a ter; 3 - as que nem uma coisa nem outra.
Assim vamos. Ou somos levados?
terça-feira, 25 de agosto de 2009
BLOGOSFERA CASEIRA

terça-feira, 18 de agosto de 2009
CANDIDATURAS NOS BLOCOS DE PARTIDA - 2
Uma última nota: O nosso sistema eleitoral tem dado origem à escolha de candidatos, não em função das suas capacidades de inovação, empreendedorismo, comunicação, antecipação (salvo raras excepções, como Moita Flores, por exemplo), etc. mas tendo em conta exclusivamente a obediência, a fidelidade, a flexibilidade, a conformidade e o mutismo. Trata-se, no meu modesto entendimento, da transposição para a esfera política das qualidades mais apreciadas nos cães. Os resultados estão à vista de todos, por todo o lado. E enquanto não houver alterações substanciais...
CANDIDATURAS NOS BLOCOS DE PARTIDA
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
E O RESTO ???
Conhecemos já os cabeças de lista dos sete grupos concorrentes às próximas autárquicas. Conhecemos também as intenções de cinco dessas forças na área cultural. Faltam o PSD e o CDS, o que é curioso, visto que os sociais-democratas estão há doze anos com as mãos na massa. Será que têm vergonha de apresentar as suas intenções? Ou têm alguma empresa especializada a congeminar o último grito em matéria de programas prontos a usar?Seja como for, urge agora passar do espírito para o físico. Noutros termos -a cultura é muito bonito e até poderá vir a solucionar algumas das nossas actuais carências. Mas ninguém come cultura, circula em cima da cultura ou despeja os detritos domésticos em contentores culturais. E nunca ninguém viu a cultura a cortar relva ou a pavimentar ruas... Há portanto muito coisa além da cultura, que se vier a contribuir para o nosso desenvolvimento, será a médio e longo prazo. SE VIER A CONTRIBUIR... E entretanto? Tencionamos continuar à espera das esmolas do estado e de Bruxelas? Deixaremos a autarquia no estado actual, com burócratas a mais e trabalhadores a menos? Vamos prosseguir na senda dos empréstimos para pagar as nossas manias de grandeza?
É tudo isto que os candidatos terão de fazer o favor de explicar aos eleitores. Apesar de não estarem nada habituados a prestar contas. E de ficarem muito enxofrados quando se lhes colocam perguntas inconvenientes.
O mundo mudou. Já ninguém corre a foguetes, e muito menos vai apanhar as canas, nas áreas urbanas. E quem vencer em Santa Maria e S. João tem as eleições ganhas. Convém não olvidar esta realidade. E ter em conta que, pela primeira vez, há sete listas e pelo menos dois blogues, fora do usual controle do bom gosto, dispostos a escrutinar tudo o que seja necessário e de preferência incómodo. Ficamos a aguardar as respostas dos candidatos. Até lá, em homenagem a Solnado, "Façam o favor de ser felizes!" Se puderem, claro!
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
CDS AO ATAQUE EM TOMAR

O panorama político local, tendo em vista as próximas autárquicas, começa a ficar mais definido. Ivo Santos, actual vereador PSD na autarquia tomarense, acaba de divulgar a lista que vai propor aos eleitores, bem como o seu mandatário e a comissão de honra.
Trata-se, na nossa óptica, de uma lista bastante forte e capaz de vir a provocar surpresas na noite de 11 de Outubro, tendo em conta que Tomar sempre foi uma terra de direita.
O PSD tomarense vê assim as suas hipóteses de nova maioria cada vez mais reduzidas. Com efeito, este elenco do CDS/PP abarca não só Ivo Santos como Alberto do Rosário Pereira, antigo vereador do PSD, como mandatário, bem como Luis Pedrosa Graça, militante do PSD, ex-governador civil de Setúbal pelo PSD e pessoa muito conhecida e estimada na sociedade tomarense, na sua comissão de honra. Outro membro da comissão de honra é Manuel Machado, presidente da Câmara de Tomar antes do 25 de Abril e deputado ao parlamento europeu pelo CDS.
A inclusão do arquitecto Nuno Madureira em segundo lugar vai naturalmente fazer sombra à lista do PS, já que, arquitecto por arquitecto, os tomarenses vão preferir alguém mais jovem e com um nome conhecido na cidade. Além disso ao colocar em terceiro lugar Maria Augusta Dias Costa, antiga vereadora pelo PS ao mesmo tempo que Vitorino era vereador pelo PSD, não vai certamente contribuir para credibilizar a lista socialista.
Entretanto, há duas forças aparentemente em nítida perda de velocidade. O Bloco de Esquerda, ao que consta poderá nem sequer apresentar lista, enquanto que o Movimento Tomar em Primeiro Lugar tem cada vez menos base social de apoio. Os mil e quinhentos votos cativos do CDS, com que contavam, irão agora em grande parte para a lista de Ivo Santos, como é lógico, convindo igualmente ter em conta o facto de já terem perdido para outras listas dois subscritores de peso -Luis Pedrosa Graça e Maria Augusta Dias Costa. Em tão pouco tempo, pode falar-se sem exagero de uma debandada.
Ouve-se igualmente pela cidade que os IpT poderiam estar com dificuldades para conseguir as indispensáveis mil e novecentas assinaturas, em parte porque muitas pessoas começariam a recusar-se a apadrinhar uma lista cujos objectivos carecem de realismo, de acordo com as nossas fontes. O facto de João Simões, um dos membros mais conhecidos e respeitados dos IpT, ter declarado à comunicação social que não foi visto nem achado na escolha do elenco para o executivo, foi uma forte machadada na credibilidade da lista.
Dependendo dos programas e das respectivas campanhas, parece-nos que, caso as eleições fossem hoje, poderia verificar-se um quase empate CDS/PSD, com curtíssima vantagem para estes últimos, bem como uma forte disputa IpT/PS/CDU, com vantagem para Bruno Graça (votos de protesto) e grandes dificuldades para o PS, castigado pela política governamental, pois a maioria dos eleitores não tem capacidade para distinguir entre política governamental e política autárquica, bem como para os IpT, pelas razões anteriormente aduzidas.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
SOBE MUITO A TEMPERATURA POLÍTICA LOCAL
Aquece singularmente a atmosfera política local. Enquanto os Independentes por Tomar continuam a recolher assinaturas, ao que nos informam com crescente dificuldade, os partidos tradicionais mostram-se bastante inquietos. Tomar a dianteira pode adiantar que neste momento circula um manifesto do novo movimento independente, de tendência conservadora, Tomar em primeiro lugar. Trata-se de um documento sucinto mas muito cuidado, bem redigido e assaz generalista para congregar a maior parte dos descontentes com a actual maioria e com a fraca actuação da oposição que temos tido. O documento em questão critica duramente, mas de forma incisiva, a actual política autárquica e propõe algumas medidas genéricas, no sentido de agilizar os procedimentos administrativos, com as quais qualquer cidadão, de qualquer cor política, concordará sem reservas.Dependendo muito do programa/projecto a submeter ao eleitorado, bem como da eficácia da campanha eleitoral, Tomar em primeiro lugar pode muito bem vir a causar enormes estragos nas forças partidárias já instaladas na nossa praça. Sobretudo nos IpT e no PSD.
domingo, 28 de junho de 2009
O CABO DAS TORMENTAS
Por mares nunca dantes navegados, com névoa cerrada, rumo ao Cabo das Tormentas. Tal parece ser a presente situação política em Tomar. Em 2008, apresentei a minha candidatura no PS/Tomar, covencido de que nenhum dos previsíveis candidatos, tanto socialistas como das outras forças, dispunha de qualquer projecto, plano, programa, intenção, ou o que quer que seja, adequado aos novos tempos que corriam e continuam a correr. Disse, na minha apresentação, que tinha um projecto sólido e fora habituado a liderar, designadamente durante a guerra em África, onde aprendi que é muitio mais eficaz dizer "Sigam-me!" do que "Vão lá indo, que já lá vou". Não consegui convencer quase ninguém. Perdi largamente e foi pena. Para eles e para o concelho, que eu não estou nada mal nem cansado de estar bem.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
AO CONTERRÂNEO LUIS FERREIRA
Meu caro patrício:
Respondo-te por três razões. Antes de mais, porque tenho consideração por ti e pela tua acção política, apesar de, como é sabido, dela discordar em muitos aspectos. Depois, porque decidiste publicar aqui no blogue a tua posição, sinal de que lhe reconheces alguma importância. Finalmente, porque me ensinaram que qualquer mensagem bem intencionada merece resposta.
Começo por te assinalar uma pequena contradição. Dizes, logo a abrir, que "as listas que apresenta são maioritariamente constituídas por pessoas não filiadas". Porém, noutro passo, escreves que "Os partidos e todas as outras organizações fazem-se com os que estão, não com os que não estão." Afinal em ficamos? Apenas e só com os que estão? Ou igualmente com aqueles que se vão procurar para a circunstância, exactamente porque não estavam? Não seria melhor dizer, a ter que dizer algo, que se fazem com todos os cidadãos de boa vontade, o mesmo é dizer com todos os eleitores? Foi por pensar como tu escreveste, sem todavia o dizer, que o teu secretário-geral e nosso legítimo primeiro-ministro sofreu uma queda eleitoral que o deixou algo combalido. Ou estarei a ver mal?
Indo à questão das eventuais alianças locais, creio que a situação era extremamente previsível. Por um lado, os cidadãos mais versados nestas coisas da política, qualquer que seja a sua tendência, já perceberam que, ou se ganha, se governa e se alteram as coisas para melhor; ou não se consegue vencer e tem de se aceitar o papel de simples animador dos debates de circunstância, só para entreter o pagode, pois as decisões já foram tomadas alhures. Por outro lado, basta fazer uma conta de merceeiro para concluir que, segundo os resultados do passado dia 7, PS+BE+CDU valem, em Tomar, uns apetecíveis 44,5%, que o mesmo é dizer a maioria absoluta no executivo. No mínimo. Assim sendo, parece-te estranho ou mal intencionado o desejo de união de esquerda pré-eleitoral, naturalmente na base de um programa consequente?
Convém ter presente que, desta vez, vamos ter pelo menos o BE, a CDU (eventualmente coligados), o PS, os IpT, o PSD e os Independentes Conservadores, ao que acabo de saber com Isabel Miliciano para o executivo e Jorge Ferreira para a Assembleia. É muita lista para tão poucos eleitores.
Bem sei que ficaste escaldado em 2005, e que gato escaldado de água fria tem medo. Mas olha que já a Dª Filipa de Vilhena (lembras-te?) proclamava que "mais vale morrer reinando do que viver servindo!" Que te parece? No teu lugar, convidaria para uma amena conversa de conjunto o Bruno Graça, o Carlos Trincão, o João Simões e mais quem tu entenderes. Fica tranquilo que eles já saberão ao que vão e nenhum deles é filiado na força que, no entanto, representa ou já representou. Não te parece que este aspecto poderá facilitar muita coisa?
Há, como é óbvio, uma situação por ti criada, que prefiro abordar sob a forma alegórica. Supõe que o seleccionador nacional apresentava uma equipa provável com Deco na baliza, Ronaldo a defesa direito e Ricardo Carvalho a ponta de lança. Com é lógico, os adeptos mais ferrenhos começariam a barafustar, a deixar de acreditar e a dizer que era melhor chamar o Figo, apesar de estar velho, e reorganizar tudo aquilo, como forma de evitar pesadas derrotas futuras. Que te parece? Ainda a propósito de 2005, julgo que seria melhor omitir qualquer referência ao ocorrido, pois os resultados conseguidos não prestigiam ninguém, bem pelo contrário.
Cordiais cumprimentos,
António Rebelo

