
terça-feira, 18 de maio de 2010
OBRAS, ÓRBITAS E MUSEUS

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
DUAS DE CULTURA

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
E TEIMOSOS AINDA POR CIMA...
O início de 2o12 deve marcar na cidade de Tomar a abertura ao público do Museu de Arqueologia Industrial, um investimento de cerca de seis milhões de euros que irá recuperar e adaptar a funções culturais o espaço junto à ponte velha sobre o rio Nabão conhecido por Lagares d'el Rei. A candidatura para apoio do Quadro de Referência Estratégica Nacional já foi aprovada e o projecto está concluído, prevendo-se que até ao final de Outubro a Câmara de Tomar possa estar em condições para lançar o concurso para a execução das obras.
O investimento traduz-se na recuperação e readaptação das instalações que se situam no centro histórico de Tomar, entre o rio Nabão e uma levada de água construída pelos monges das ordens religiosas instaladas no Convento de Cristo que, para além de permitir o uso mais adequado da água do rio, possibilitou a criação de um desnível de 2,5 metros de altura entre o lado da levada e a parte do rio capaz da produção de energia aproveitável. A duração das obras deverá alongar-se ao longo de um período de 18 a 24 meses, pelo que o cenário mais provável é que o museu de arqueologia industrial só se torne uma realidade nos primeiros meses de 2012. E isso se os indispensáves trabalhos de acompanhamento arqueológico que vão acompanhar as obras de readaptação museológica não detectarem mais vestígios, como tem acontecido bastantes vezes, sempre que se escava o solo em Tomar.
"É uma obra essencial para Tomar e vai dar uma nova finalidade aos moínhos de épocas muito atrasadas, provavelmente do século XVI ou mesmo antes, recuperando-se também moagens mais recentes, da viragem do século XIX para o século XX, onde se preparava a farinha de trigo e retirava a casca do cereal", afirma Corvêlo de Sousa, presidente da câmara de Tomar, notando que a cidade foi uma das primeiras urbes portuguesas a dispor de energuia eléctrica para uso nas suas fábricas."
O comentário de "Tomar a dianteira"
Para além do português muito pessoal (ver negritos) usado pelo ilustre jornalista, há outras questões que será certamente útil colocar perante os eleitores tomarenses. Desde logo esta: O acordo de concessão da Estalagem de Santa ou caducou, ou está prestes a caducar, mas a actual maioria entendeu ser mais consensual (e entendeu bem, quanto a nós), deixar essa tarefa para a futura vereação, a saír das próximas eleições. Nestas condições, como se justifica um concurso de 6 milhões de euros a poucos meses do final do mandato? Se por acaso os vencedores das autárquicas de 11 de Outubro forem outros, e não concordarem com tal investimento, por considerarem que se trata de mais um elefante branco, poderão fazer o quê?
Há depois outra situação. Perante tudo isto, que andam a fazer os vereadores e deputados municipais da oposição? Como quem cala consente, e têm estado e andado calados, significa que concordam? Foi feito algum estudo de mercado, que permita avaliar se o previsto investimento e as subsequentes despesas de funcionamento e manutenção poderão vir a ser recuperadas, mesmo parcialmente? Tudo indica que a autarquia terá de arcar com pelo menos milhão e meio de euros, logo à cabeça. Dispõe desse montante? Vai fazer mais um empréstimo? O actual presidente da câmara afiança que "É uma obra essencial para Tomar". Baseia-se em que dados precisos? Que retornos efectivos se prevêem? Ouvem-se pela cidade os habituais zunzuns, mais frequentes em período eleitoral, que relacionam os concursos públicos e as obras, com as consideráveis despesas partidárias. Sem pretender lançar qualquer suspeita, até por falta de elementos palpáveis, serão só boatos, ou haverá mais qualquer coisa? A dualidade de critérios entre o caso da Estalagem e este dos museus da Levada permite algumas dúvidas, mas oxalá estejamos enganados. Mas uma vez que, a julgar por esta notícia, até a velha roda do Mouchão já foi promovida a moínho de água, tudo é possível... Eles andam aí !!!
terça-feira, 25 de agosto de 2009
ENA TANTO MUSEU EM PERSPECTIVA!
Adicionando as propostas já conhecidas, se forem todas implementadas, vamos ter não se sabe bem quando (nestas coisas quem tinha razão era aquele ferroviário madrileno: quando lhe perguntaram a que horas estava prevista a chegada do Puerta del Sol a Paris, foi lesto -Ya lo verá usted!), 5 museus. Museu dos Tabuleiros, Museu da Fiação, Museu da Fundição, Museu da Electricidade e Museu da Moagem. Pelo menos! Porque há outros casos pendentes. Por exemplo o espólio lapidar da UAMOC, actualmente no Claustro da Lavagem, no Convento de Cristo, e o que resta do Museu Municipal João de Castilho.
Questionada sobre a data em que os tomarenses poderão visitar novamente o legado Martins de Azevedo, a simpática técnica municipal que nos acompanhou, para abrir a porta, lá nos foi explicando que as obras estão a ser restauradas, que a família do legatário se queixou da falta de condições do salão do turismo, reconhecendo, todavia, que os dois quadros estilo Arcimboldo, actualmente no Salão Nobre dos Paços do Concelho, não estão num local adequado em termos de conservação.
E admitiu que andam a tentar encontrar no cidade um sítio conveniente, para então voltarem a expôr o que resta do legado. Quando as galinhas tiverem dentes, dizemos nós.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
NA GEÓRGIA: ESTALINE PARA TURISTAS
José Estaline, numa pintura da época. Estilo "realismo soviético". O retratado foi idealizado, pois com aquela idade ainda não era marechal. E quando se promoveu ao posto máximo, o aspecto físico já era bem diferente. Ditames da época.
Uma das guias do Museu Estaline, visivelmente mais interessante (quanto a nós) que o patrono da casa onde trabalha, apesar do seu ar demasiado guloso.Pilar Bonet, correspondente de El País em Gori - Geórgia
Título, nota prévia, tradução e adaptação de A. R.
Fotos AFP


