domingo, 28 de julho de 2013

HOMENS e minhocas...

Aqui está um caso de flagrante diferença, a pouco mais de 40 quilómetros de distância. Em Leiria há homens políticos. Em Tomar há apenas minhocas políticas. E não só. Por isso Leiria continua a crescer. Já ultrapassou os 100 mil habitantes. Por isso Tomar continua a mirrar. Já desceu abaixo dos 40 mil habitantes. Aproveite igualmente para comparar o jornal leiriense com os nabantinos. São muito parecidos, não são? Até têm primeira página e tudo!


2 comentários:

templario disse...

DE: Cantoneiro da Borda da Estrada

O "Público" de hoje publica um bom trabalho jornalístico sobre "candidaturas independentes" e a crise instalada no sistema partidário português - comum, segundo parece, a toda a Europa. Vale a pena lê-lo. Ocupa meia dúzia de páginas. Às três centenas de municípios, contam-se já 78 candidaturas independentes, mais 28 que nas últimas eleições autárquicas; até 5 de Agosto poderão aparecer mais. A maior parte resulta de "brigas políticas locais", luta pelo poder no interior dos partidos.

Sou, por ora, "adversário" destas candidaturas, porque a "maioria não emerge propriamente da sociedade", mas de "dissensões partidárias", não são candidaturas genuínas, o caso mais recorrente é a da "competição política sem o apoio (anteriormente concedido) do partido". A verdade é que a maioria desses apóstatas e ressabiados que aparecem à frente das ditas independentes (que de independentes não têm nada), está precisamente entre aqueles que durante as últimas dezenas de anos quase desmantelaram o sistema partidário, impregnando-o dos piores vícios, com o espetacular descaramento de quererem aparecer agora de cara lavada, dizendo cobras e lagartos dos partidos (e dos militantes "das listas A que venceram as suas listas B") onde traficaram influências, em benefício pessoal e familiar, para além de terem desvirtuado o próprio municipalismo, pilar fundamental na construção da nossa independência, da nossa democracia e responsável pelo que de melhor se criou e construiu depois de Abril.

Uma farsa! Um problema bicudo por resolver. E ainda só se sabe da missa a metade.

Esta situação não é nova nas democracias modernas. Já outrora, no seu berço (visitado recentemente pelo Dr. Rebelo), se manifestaram esses sinais de dissensão, resultado de decadência moral e cívica, de corrupção, dando lugar a demagogos - e caciques, na altura já remunerados e prendados, que não hesitavam em pedir ajuda externa (mesmo a inimigos históricos) para se manterem no poder, como aconteceu agora com as camarilhas do PSD-CDS/PP que nos governam (coadjuvados pelo PCP com o BE pela trela, estendendo-lhes "a passadeira vermelha"). Mas sobre isto o dr. Rebelo entupiu...

António Rebelo disse...

Olhe que não entupiu não! Limita-se a ter em conta o velho adágio segundo o qual "Quanto mais se mexe na dita, mais mal ela cheira".
E não são só os independentes que agora amaldiçoam os partido. Se bem li, o ex-ministro das finanças de Sócrates, Campos e Cunha, disse hoje em entrevista que o PEC IV era um embuste. E esta hein?!