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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

INSÓLITOS TOMARENSES - 22

A oeste quase nada de novo. É certo que das bandas de Paialvo, pela antiga estrada de Torres Novas, se aparecer algum turista é porque se perdeu. E também é verdade que para o receber não há nada nesta entrada da cidade. Quase todas as placas de sinalização estão posicionadas para quem vem para poente, salvo aquelas duas do lado esquerdo, a indicar Lisboa e Coimbra. Assim, os hipotéticos visitantes perdidos têm três hipóteses: a)-apeiam-se e perguntam a qualquer transeunte, que provavelmente lhes indicará o turismo municipal, mesmo ali à frente; b)- continuam até ao fundo da rua, em busca de indicações, regressando uma vez chegados à rotunda; c) -a mais aconselhável, aproveitam as indicações IC3 Lisboa/Coimbra para se porem a andar daqui para fora quanto mais depressa melhor, porque uma terra que os recebe assim, não deve querer cá visitantes.


Do lado oposto, que é como quem diz a leste, ou em Espanha, há fartura e há falta de sinalização. Há fartura de indicações da bliblioteca municipal, que sendo uma honrada e acolhedora casa, não é a de Alexandria, do Vaticano, ou sequer a de Coimbra. Não deve, por isso, ter assim tantos leitores, ou a isso candidatos, que não saibam o caminho. Pois mesmo assim, para quem entre na cidade pela estrada da Serra, encontra uma primeira indicação logo a seguir à rotunda de Palhavã (foto acima), seguida de outra no cruzamento do antigo colégio (foto abaixo).

A quem se destinará esta segunda ? Aos visitantes vindos da estrada da Serra -os únicos que a vêem imediatamente na frente- certamente que não, pois já terão visto a anterior. Nestas condições, será só para mobilar, por assim dizer ? Se é o caso, tirem-na já e substituam-na por uma que diga Convento de Cristo, que é afinal e de longe o único objectivo de quem nos visita. Por enquanto, porque se isto continua assim...
Quanto à outra placa "estádio/pavilhão", deixem-se de enganar as pessoas. Um estádio é um recinto desportivo grande, vedado, com balneários, rodeado de bancadas em anfiteatro e com relva em condições. O actual campo da ex-Horta dos Graças não cumpre qualquer uma dessas condições, pelo que chamar-lhe estádio... E porque não um painel indicando "Ex-estádio 25 Abril, agora campo de treinos Eng. Paulino Paiva" ?


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

INSÓLITOS TOMARENSES - 21

A entrada sul é o principal acesso à cidade para quem venha da A 1/A 23/IC 3. E ainda bem que assim é, pois o local está uma verdadeira maravilha, conforme documenta a imagem. Tem até uma importantíssima atracção turistica, por enquanto infelizmente ainda não aproveitada de forma capaz, como de resto acontece com as outras. Trata-se da conhecida Aldeia de Férias La Gitana. Dado que até sabemos quem elaborou o processo de candidatura do Convento de Cristo a Património da Humanidade, vamos providenciar no sentido de se conseguir outro tanto neste caso. Argumentação não falta: Trata-se de preservar uma paisagem da ocupação humana na entrada das cidades, tal como havia na Europa entre o fim da Segunda Guerra Mundial e a adesão dos países ibéricos para a então CEE, com a consequente vinda de milhares de milhões de euros. Como se vê, valeu a pena e não houve, pelo menois por estas bandas, nem esbanjamentos, nem custosas obras inúteis...
Gualdim, achas que isto está bem assim ? -Bem me queria parecer. Por isso lhes voltas as costas e te proteges com o escudo.


Aproximando-se um pouco mais do pomposamente designado núcleo histórico, os automobilistas visitantes lá conseguem vislumbrar enfim alguma sinalização. Pouco ou nada adequada ? Sejam pacientes, não se pode ter tudo assim do pé para a mão !
Leiria, Ourém, Ferreira do Zêzere, Convento de Cristo, parques de estacionamento ? Para quê ? Importante é o Convento de S. Francisco, monumento muito visitado e que está sempre aberto. Ou os terminais, que os visitantes, está-se mesmo a ver, chegam de automóvel, vindos da auto-estrada, para apanharem o comboio ou os autocarros, geralmente depois de serem julgados e absolvidos no tribunal de Tomar. Quanto à sinalização da "Comunidade Urbana", era absolutamente imprescindível. Basta pensar que terá servido, na melhor das hipóteses, apenas uma vez, a qualquer coisa como seis ou sete senhores autarcas, caso ainda não conhecessem Tomar. Extraordinário realmente ! E depois o pessoal é que é má-língua, quando -ó crime de lesa-autarcas- ousa escrever que regra geral os eleitos pensam sobretudo neles próprios e estão-se marimbando para quem neles votou, quanto mais agora para os que votaram nos adversários...

Qual milagre da multiplicação dos pães, sem qualquer indicação prévia, eis que se sumiram os terminais e o tribunal. Mas manteve-se a "Comunidade Urbana", a tal indicação indispensável, porque extremamente útil. E apareceu, vindo de nenhures e para ninguém, a sinalização do "Museu dos Fósforos". Só falta agora apurar, dada a ausência de sinalização anterior, como é que os visitantes vindos da A 23/IC 3 vão adivinhar que chegados ao cruzamento do Flecheiro devem cortar à esquerda e logo a seguir à direita, para então encontrarem a placa do Museu dos Fósforos. Que de nada lhes servirá, caso antes tenham conseguido vê-la, porque cortando outra vez à esquerda, vão encontar em frente o Convento de S. Francisco, mas continuarão a ignorar onde se situa afinal o dito museu, pois não há qualquer indicação na bifurcação. Resultado: uma vez livres de tais atrasos de vida, só cá voltarão a pôr os pés se obrigados. E mesmo assim, mesmo assim ! Mas Nosso Senhor tem lá muito para nos dar. Por isso, não vale a pena preocuparmo-nos, desde que o dinheirito continui a chegar pontualmente...
Segundo um jornal de hoje, Sócrates (o outro, não o que nos procura governar), terá escrito que o ideal para formar um casal feliz é uma mulher cega e um marido surdo. Exactamente o que temos tido na política aqui emTomar, desde há uns bons anos. Autarcas surdos e eleitores cegos. Ou não ?!


INSÓLITOS TOMARENSES - 20

As entradas da cidade, que se pretende de turismo de qualidade, são um dos problemas que envergonham os tomarenses. Resolvemos por isso inventariar o que nos parece estar mal em cada uma delas. Pode ser que assim...
Decidimos começar pela do lado norte. Não só por ser, apesar das óbvias desgraças a seguir enumeradas, a mais airosa, mas sobretudo para não perdermos o Norte. O que é cada vez mais difícil, na actual conjuntura.
Cabe destacar, antes de mais, a original rotunda-bébé, que seria o orgulho de qualquer aldeia, mas que naquele local... Afinal há ou não normas oficiais obrigatórias, que indicam o diâmetro mínimo de cada rotunda ? Se há, porque não foram respeitadas ? Por falta de espaço livre, não foi certamente.

Como uma desgraça nunca vem só, logo a seguir à rotunda-bébé temos este trambolho informativo. Não só está incompleto, uma vez que se fica sem saber, no caso do museu, de que arte se trata, como ainda por cima engana os turistas, por mais precavidos que sejam. No sítio onde está o suporte, os letreiros indicam os correios e o museu para o lado do Largo do Pelourinho. Não há volta a dar-lhe. Na realidade, esta sinalização está nitidamente fora do seu sitio normal, que seria na placa logo a seguir.

Por muito precavidos que sejam os visitantes, de pouco ou nada lhes vale, poir é bem sabido que não há duas sem três. Se, por mero acaso, ou mediante informação de algum habitante, conseguiram chegar até aqui, serão forçados a demandar outras paragens. Não há sitio para parquear o carro, nem qualquer indicação sobre o museu ou a estalagem. E quanto aos correios, só os respectivos painéis oficiais na fachada, um pouco mais longe.
Depois de, eventualmente, terem conseguido um lugar para o carro, e descoberto o indispensável endereço, chegados à porta do tal "museu de arte" -catrapuz ! Está fechado e sem qualquer indicação visível de dias e horas de abertura.
-E é assim que pretendem fomentar o turismo de qualidade ? Ou andam só a brincar aos autarcas ?



quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

BURACOS E BOAS NOTÍCIAS - 2

Sendo as boas notícias aqui em Tomar quase tão raras como a chuva no deserto de Atacama, quando aparecem, convém agarrá-las logo pelos cabelos, não vão elas sumir-se sem deixar rasto. Neste caso dos buracos nas ruas, o pessoal rezou às santas e aos santos, não tendo rezado a Deus porque se encontrava a banhos alhures. Vieram depois do ano novo reparar o buraco da Rua Aurora Macedo, mas limitaram-se a entulhá-lho. Novas rezas, para dizer que um dia destes tudo voltaria à primeira forma.



Eis senão quando, maravilha das maravilhas, (íamos a escrever milagre, mas não se pode que é pecado), as nossas rezas foram ouvidas. Como mostra a fotografia, voltaram esta manhã os trabalhadores camarários e, pela primeira vez na história recente, em vez de calcetarem e ficarem a aguardar novos buracos nos mesmos sítios, escavaram, encontraram as lajes que cobrem o colector de esgotos, acompanharam as juntas e outras fendas detectadas, para finalmente voltarem a cobrir e calcetarem. Exactamente como aqui tínhamos dito. Excelente trabalho, portanto. Para agradecer ? Claro que não. Quem cumpre as suas obrigações não nos faz nenhum favor. Ou estamos enganados ? Estamos ?! Nesse caso, muitíssimo obrigados, pois mais vale prevenir que remediar, e candeia que vai à frente alumia duas vezes... Dizem !

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

FINALMENTE UMA BOA NOTÍCIA !

A imagem não deixa dúvidas. O buraco da Rua Aurora Macedo foi tapado, antes das quatro da tarde de hoje. Fizeram-no no primeiro dia de trabalho após o interregno do Ano Novo. Como se impunha. Justo é, por conseguinte, noticiar o facto. É uma boa notícia.
Limitaram-se a encher o buraco de serrisca, como da outra vez ? É verdade. Se vierem mais umas boas bátegas, voltará tudo ao mesmo ? É provável. Mas isso já são outros contos. Os funcionários terão feito aquilo que os seus chefes lhes mandaram, tal como estes terão agido de acordo com as orientações dos eleitos. Ou estamos enganados ?

Quem se portou igualmente à altura das circunstâncias foram alguns moradores aqui da rua. Até dá gosto ter vizinhos assim. Conscientes dos seus deveres de cidadania e civicamente activos. Repare-se que, respeitadores dos direitos alheios, até cumpriram, na improvisada sinalização, todas as boas maneiras da política. O laranja mais alto, porque = a 3 eleitos; o rosa mais baixo mas mais fino, como convém. PSD mais à direita, PS mais à esquerda... para quem sobe a rua. Tomar a dianteira não tem culpa nenhuma de estar instalado mais acima, o que o leva frequentemente a ver as coisas do outro lado...


Entretanto, como uma desgraça nunca vem só, diz o povo, caiu mais um eucalipto junto ao mercado. Não por causa do vento; simplesmente porque estava desde há muito inclinado, e agora com o terreno amolecido pela chuva, deu-se o irreparável. Se quando cortaram os irmãos deste tivessem ido até ao fim, teria sido mais simples. Optaram por deixar nove exemplares para amostra. Restam oito. Até quando ?
Os habituais defensores do poder instalado já estarão a murmurar "Lá está o gajo a tentar encravar os autarcas ! Tem cá uma língua..."
Estão redondamente enganados, estimados conterrâneos. Aqui no blogue não procuramos encravar ninguém. Tentamos, isso sim !, inculcar em quem nos lê a ideia de que é necessário e urgente desencravar a cidade e o concelho. Com a maior urgência possível. Quanto mais tarde, pior maré.
Cuidam que estamos a faltar à verdade ? Pois tenham a coragem de cair na realidade. Para que precisaríamos nós de encravar os membros da actual maioria e companhia ? Desde há muito que os eleitos locais, aqui em Tomar, são simultaneamente tão boas pessoas e tão fraquitos politicamente, que poupam à oposição e aos (raros) analistas esse trabalho. Encravam-se sozinhos, como está à vista de todos aqueles que já ousaram deixar de utilizar os embaciados óculos partidários.
Porque, afinal, é ou não verdade que praticamente toda a gente diz, em conversas privadas, que "esta câmara não vale nada" ? Não têm, pelo menos por enquanto, é a coragem de levar o raciocínio até ao fim: "mas os eleitores ainda são piores."
Duvidam ? Então digam-nos lá que outros habitantes, com as respectivas cabeças já cheias de "galos", continuariam a dar cabeçadas nas paredes, por ignorarem que os "galos" resultam das cabeçadas ?
Não foi o que aconteceu nas recentes eleições autárquicas aqui em Tomar ? Mas o PSD ganhou, apesar de anos e anos de asneiras crassas...
A vida tem destas coisas !

POPULAÇÃO DESPACHADA...

No já conhecido caso do buraco da Rua Aurora Macedo, face ao evoluir da situação e perante a ausência de qualquer aviso de alerta laranja da protecção civil, alguns moradores procuraram remediar, de forma transitória, o evidente transtorno. Se nos próximas 24 horas a autarquia não mandar reparar de forma adequada a calçada, limitando-se, com tem feito, a encher de serrisca, está prevista uma reunião geral de moradores para quarta-feira à noite. Tomar a dianteira, "os meios de saber e a coragem para o dizer", está em condições de avançar que uma das propostas a debater na dita reunião consiste em os moradores providenciarem o arranjo e depois solicitarem o respectivo reembolso à autarquia. Directamente ou, tendo em conta a situação calamitosa das finanças camarárias, mediante descontos nas taxas obrigatórias pagas em conjunto com o consumo de água. Está bem visto sim senhor !

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

INSÓLITOS TOMARENSES - 17

É a política do "tapa buracos". Um destes dias, reclamou-se aqui a reparação urgente do pequeno abatimento ocorrido na Rua Dª Aurora de Macedo. Fomos atendidos alguns dias depois. Vieram os trabalhadores e, quando tudo levava a pensar que iam primeiro averiguar as causas da ocorrência, para depois procederem à reparação e ao recalcetamento, zás ! Vá de obstruir o buraco com serrisca, e já está !


Pensavam os funcionários camarários que já estava resolvido, mas pensavam mal. Alguns dias mais tarde, a situação é a documentada na fotografia. Agora, quando voltarem, eles que não se esqueçam de tornar a entulhar os buracos. Será uma boa e rápida maneira de entupir o colector de esgotos, o que depois lhes dará muito mais trabalho, podendo até facultar-lhe algumas horas extraordinárias. Nunca se sabe.
Entretanto o presidente goza uma semanita de férias no Algarve, que também tem todo o direito, como qualquer cidadão. O pior são os buracos. Estes da calçada e outros bem piores.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

PRIORIDADES E AFECTAÇÕES

Foto 1
Foto 2

Foto 3
António Rebelo
Vão-me desculpar o "ar" escolar, mas "o seguro morreu de velho". Vou servir-me do vocábulo afectar e afins, o que torna indispensável uma nota prévia, pois a citada palavra é demasiado polissémica, mesmo para a língua portuguesa. Ora leiam, por favor: Afectar = fingir, presumir, prejudicar, interessar, destinar, aplicar, subordinar, dizer respeito a, alterar moral ou fisicamente, causar padecimento a, carecer de naturalidade. Agora que cada leitor já dispõe de um guia, se necessário, passo ao tema desta peça.
Ainda bem que se alertou aqui para o péssimo estado da Rua Fernando Lopes Graça, uma ligação à Av. Dª Maria de Lourdes de Melo e Castro, e portanto ao hospital e deste à PSP. Fica ssim demonstrado, mais uma vez, que a autarquia nabantina se está marimbando para os eleitores e para aquilo de que eles se queixam. Conforme se pode ver na foto 1, agora para circular, só mesmo pelo meio das ervas. É claro que a autarquia, se interpelada outra vez pela oposição, vai alegar que não há verbas disponíveis, e terá provavelmente razão. Na verdade, todos os que entendem minimamente de economia, sabem que os recursos são sempre limitados. Isto obriga cada interveniente a definir e executar prioridades e afectações.
O problema em Portugal é que a esmagadora maioria da população, incluindo a maior parte dos autarcas, é demasiado afectada para reconhecer que carece de competência mínima nessa área. Daí as asneiras monumentais que vêm sendo feitas por esse país fora, tanto a nível individual como pelas mais diversas instituições e/ou empresas.
A foto 3 mostra um exemplo flagrante. Uma família que vive há mais de duas dezenas de anos do rendimento mínimo ou equivalente, da mendicidade e/ou outras ajudas, ocupando uma casa para gente carenciada, não tem falta de calçado, como se pode ver. O que não os impede de continuarem a solicitar o auxílio social, chegando inclusivé, segundo informação de fonte fidedigna, a perguntar se não os podiam ajudar a pagar a Tvcabo!
Esta atitude de total ignorância de prioridades e afectações, está longe de ser um caso isolado. Há por esse país fora milhares de sócios de clubes desportivos que pagam as suas quotas e lugares cativos nos estádios, embora depois nem sempre tenham recursos disponíveis para alimentar a família.
O mesmo sucede, no caso presente e em muitos outros, com a Câmara de Tomar. Afectando serem pessoas de grande cultura e amantes das artes, demonstram uma tendência doentia para afectarem fundos públicos, provenientes do bolso dos contribuintes, a actividades com pouco ou nada de prioritário, para além do tal comportamento afectado. É o caso dos campos de ténis onde não há jogadores, das pistas de atletismo onde não há atletas, dos filmes sem espectadores, e por aí adiante. Em contrapartida, há campistas mas não há parque de campismo, há turistas mas não há estruturas de acolhimento, há investidores mas não há serviços para os receber, nem dados actualizados e adequados. Numa frase: Ausência quase total de definição de prioridades e de afectações.
Exactamente o que aconteceu, no caso do monumento a Nini Ferreira e Lopes Graça, uma simples réplica do monumento a Fernando Pessoa, no Chiado. Com uma diferença importante -enquanto o grande poeta frequentou realmente aquele café, jamais alguém vislumbrou o Nini e o Lopes Graça a cavaquearem, sentados no então estádio, a cuja expropriação e construção se opuseram sempre. Nem no Paraíso alguém se lembra de os ver à mesma mesa, quanto mais nas cercanias do estádio, mandado edificar numa horta expropriada a gente amiga, pelo inimigo de sempre.
Ao pretender ser mais papista que o Papa, a autarquia acabou mandando executar aquilo que os representados recusariam certamente, se ainda cá estivessem. Pela mesma ocasião, ao baralhar prioridades, afectou ao monumento fundos que agora dariam muito jeito, designadamente para pavimentar a Rua Lopes Graça. Porque os tomarenses passam bem sem estátuas ou monumentos (uma grande parte nunca sequer visitou o Convento). Sem arruamentos capazes é que não. Em ano de eleições autárquicas, o esquecimento destas verdades elementares pode vir a custar lugares bem remunerados e pouco exigentes a alguns. Em Outubro cá estaremos para ver, salvo algum imprevisto.