Quanto à outra placa "estádio/pavilhão", deixem-se de enganar as pessoas. Um estádio é um recinto desportivo grande, vedado, com balneários, rodeado de bancadas em anfiteatro e com relva em condições. O actual campo da ex-Horta dos Graças não cumpre qualquer uma dessas condições, pelo que chamar-lhe estádio... E porque não um painel indicando "Ex-estádio 25 Abril, agora campo de treinos Eng. Paulino Paiva" ?
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
INSÓLITOS TOMARENSES - 22
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
INSÓLITOS TOMARENSES - 21
Gualdim, achas que isto está bem assim ? -Bem me queria parecer. Por isso lhes voltas as costas e te proteges com o escudo.
Leiria, Ourém, Ferreira do Zêzere, Convento de Cristo, parques de estacionamento ? Para quê ? Importante é o Convento de S. Francisco, monumento muito visitado e que está sempre aberto. Ou os terminais, que os visitantes, está-se mesmo a ver, chegam de automóvel, vindos da auto-estrada, para apanharem o comboio ou os autocarros, geralmente depois de serem julgados e absolvidos no tribunal de Tomar. Quanto à sinalização da "Comunidade Urbana", era absolutamente imprescindível. Basta pensar que terá servido, na melhor das hipóteses, apenas uma vez, a qualquer coisa como seis ou sete senhores autarcas, caso ainda não conhecessem Tomar. Extraordinário realmente ! E depois o pessoal é que é má-língua, quando -ó crime de lesa-autarcas- ousa escrever que regra geral os eleitos pensam sobretudo neles próprios e estão-se marimbando para quem neles votou, quanto mais agora para os que votaram nos adversários...
Segundo um jornal de hoje, Sócrates (o outro, não o que nos procura governar), terá escrito que o ideal para formar um casal feliz é uma mulher cega e um marido surdo. Exactamente o que temos tido na política aqui emTomar, desde há uns bons anos. Autarcas surdos e eleitores cegos. Ou não ?!
INSÓLITOS TOMARENSES - 20
Decidimos começar pela do lado norte. Não só por ser, apesar das óbvias desgraças a seguir enumeradas, a mais airosa, mas sobretudo para não perdermos o Norte. O que é cada vez mais difícil, na actual conjuntura.
Cabe destacar, antes de mais, a original rotunda-bébé, que seria o orgulho de qualquer aldeia, mas que naquele local... Afinal há ou não normas oficiais obrigatórias, que indicam o diâmetro mínimo de cada rotunda ? Se há, porque não foram respeitadas ? Por falta de espaço livre, não foi certamente.
Depois de, eventualmente, terem conseguido um lugar para o carro, e descoberto o indispensável endereço, chegados à porta do tal "museu de arte" -catrapuz ! Está fechado e sem qualquer indicação visível de dias e horas de abertura.
-E é assim que pretendem fomentar o turismo de qualidade ? Ou andam só a brincar aos autarcas ?
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
BURACOS E BOAS NOTÍCIAS - 2
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
FINALMENTE UMA BOA NOTÍCIA !
Limitaram-se a encher o buraco de serrisca, como da outra vez ? É verdade. Se vierem mais umas boas bátegas, voltará tudo ao mesmo ? É provável. Mas isso já são outros contos. Os funcionários terão feito aquilo que os seus chefes lhes mandaram, tal como estes terão agido de acordo com as orientações dos eleitos. Ou estamos enganados ?
Os habituais defensores do poder instalado já estarão a murmurar "Lá está o gajo a tentar encravar os autarcas ! Tem cá uma língua..."
Estão redondamente enganados, estimados conterrâneos. Aqui no blogue não procuramos encravar ninguém. Tentamos, isso sim !, inculcar em quem nos lê a ideia de que é necessário e urgente desencravar a cidade e o concelho. Com a maior urgência possível. Quanto mais tarde, pior maré.
Cuidam que estamos a faltar à verdade ? Pois tenham a coragem de cair na realidade. Para que precisaríamos nós de encravar os membros da actual maioria e companhia ? Desde há muito que os eleitos locais, aqui em Tomar, são simultaneamente tão boas pessoas e tão fraquitos politicamente, que poupam à oposição e aos (raros) analistas esse trabalho. Encravam-se sozinhos, como está à vista de todos aqueles que já ousaram deixar de utilizar os embaciados óculos partidários.
Porque, afinal, é ou não verdade que praticamente toda a gente diz, em conversas privadas, que "esta câmara não vale nada" ? Não têm, pelo menos por enquanto, é a coragem de levar o raciocínio até ao fim: "mas os eleitores ainda são piores."
Duvidam ? Então digam-nos lá que outros habitantes, com as respectivas cabeças já cheias de "galos", continuariam a dar cabeçadas nas paredes, por ignorarem que os "galos" resultam das cabeçadas ?
Não foi o que aconteceu nas recentes eleições autárquicas aqui em Tomar ? Mas o PSD ganhou, apesar de anos e anos de asneiras crassas...
A vida tem destas coisas !
POPULAÇÃO DESPACHADA...
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
INSÓLITOS TOMARENSES - 17
Entretanto o presidente goza uma semanita de férias no Algarve, que também tem todo o direito, como qualquer cidadão. O pior são os buracos. Estes da calçada e outros bem piores.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
PRIORIDADES E AFECTAÇÕES
António Rebelo
Vão-me desculpar o "ar" escolar, mas "o seguro morreu de velho". Vou servir-me do vocábulo afectar e afins, o que torna indispensável uma nota prévia, pois a citada palavra é demasiado polissémica, mesmo para a língua portuguesa. Ora leiam, por favor: Afectar = fingir, presumir, prejudicar, interessar, destinar, aplicar, subordinar, dizer respeito a, alterar moral ou fisicamente, causar padecimento a, carecer de naturalidade. Agora que cada leitor já dispõe de um guia, se necessário, passo ao tema desta peça.
Ainda bem que se alertou aqui para o péssimo estado da Rua Fernando Lopes Graça, uma ligação à Av. Dª Maria de Lourdes de Melo e Castro, e portanto ao hospital e deste à PSP. Fica ssim demonstrado, mais uma vez, que a autarquia nabantina se está marimbando para os eleitores e para aquilo de que eles se queixam. Conforme se pode ver na foto 1, agora para circular, só mesmo pelo meio das ervas. É claro que a autarquia, se interpelada outra vez pela oposição, vai alegar que não há verbas disponíveis, e terá provavelmente razão. Na verdade, todos os que entendem minimamente de economia, sabem que os recursos são sempre limitados. Isto obriga cada interveniente a definir e executar prioridades e afectações.
O problema em Portugal é que a esmagadora maioria da população, incluindo a maior parte dos autarcas, é demasiado afectada para reconhecer que carece de competência mínima nessa área. Daí as asneiras monumentais que vêm sendo feitas por esse país fora, tanto a nível individual como pelas mais diversas instituições e/ou empresas.
A foto 3 mostra um exemplo flagrante. Uma família que vive há mais de duas dezenas de anos do rendimento mínimo ou equivalente, da mendicidade e/ou outras ajudas, ocupando uma casa para gente carenciada, não tem falta de calçado, como se pode ver. O que não os impede de continuarem a solicitar o auxílio social, chegando inclusivé, segundo informação de fonte fidedigna, a perguntar se não os podiam ajudar a pagar a Tvcabo!
Esta atitude de total ignorância de prioridades e afectações, está longe de ser um caso isolado. Há por esse país fora milhares de sócios de clubes desportivos que pagam as suas quotas e lugares cativos nos estádios, embora depois nem sempre tenham recursos disponíveis para alimentar a família.
O mesmo sucede, no caso presente e em muitos outros, com a Câmara de Tomar. Afectando serem pessoas de grande cultura e amantes das artes, demonstram uma tendência doentia para afectarem fundos públicos, provenientes do bolso dos contribuintes, a actividades com pouco ou nada de prioritário, para além do tal comportamento afectado. É o caso dos campos de ténis onde não há jogadores, das pistas de atletismo onde não há atletas, dos filmes sem espectadores, e por aí adiante. Em contrapartida, há campistas mas não há parque de campismo, há turistas mas não há estruturas de acolhimento, há investidores mas não há serviços para os receber, nem dados actualizados e adequados. Numa frase: Ausência quase total de definição de prioridades e de afectações.
Exactamente o que aconteceu, no caso do monumento a Nini Ferreira e Lopes Graça, uma simples réplica do monumento a Fernando Pessoa, no Chiado. Com uma diferença importante -enquanto o grande poeta frequentou realmente aquele café, jamais alguém vislumbrou o Nini e o Lopes Graça a cavaquearem, sentados no então estádio, a cuja expropriação e construção se opuseram sempre. Nem no Paraíso alguém se lembra de os ver à mesma mesa, quanto mais nas cercanias do estádio, mandado edificar numa horta expropriada a gente amiga, pelo inimigo de sempre.
Ao pretender ser mais papista que o Papa, a autarquia acabou mandando executar aquilo que os representados recusariam certamente, se ainda cá estivessem. Pela mesma ocasião, ao baralhar prioridades, afectou ao monumento fundos que agora dariam muito jeito, designadamente para pavimentar a Rua Lopes Graça. Porque os tomarenses passam bem sem estátuas ou monumentos (uma grande parte nunca sequer visitou o Convento). Sem arruamentos capazes é que não. Em ano de eleições autárquicas, o esquecimento destas verdades elementares pode vir a custar lugares bem remunerados e pouco exigentes a alguns. Em Outubro cá estaremos para ver, salvo algum imprevisto.
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