domingo, 10 de abril de 2011

RESPONDENDO A COMENTÁRIOS

De regresso a casa, três comentários mereceram a minha particular atenção: o de José Soares, o do Cantoneiro da Borda da Estrada e um outro solicitando opinião sobre Miguel Relvas como futuro ministro. Com satisfação, aqui vão as respectivas respostas. Sem rascunho. Assim ao correr das teclas.
Para o José Soares uma saudação amiga muito especial, uma vez que é dos raros leitores que ousa "dar o peito às balas", identificando-se. Influência da ética castrense, sem dúvida.
Indo ao tutano. Tanto em relação ao seu presidente como à autarquia em geral, o diagnóstico está feito e a terapêutica é conhecida. Resta reunir as condições que obriguem os enfermos a segui-la. Não lhe parece? Nunca esquecendo que se Relvas e Paiva -sobretudo este- cometeram erros crassos, a oposição que têm tido também não lhes facilitou a vida, pois jamais apresentou propostas alternativas. Salvo no caso da Ponte do Flecheiro, mais a sul ou na Estrada do Prado.
Escreve o Cantoneiro que foi feita a minha vontade, quando José Sócrates foi obrigado a fazer ao sol-posto o que poderia ter feito logo à alvorada, caso não fosse doentiamente obstinado, o que em política raramente perdoa. Por outras palavras: apresentando-se o paciente com uma pneumonia galopante, que não reage favoravelmente à improvisada terapêutica do médico de serviço, restava apelar aos especialistas alemães. Em matéria de febre inflacionária, megalomania, esbanjamento compulsivo, ideias fixas e paranóia, não há como eles. A terapêutica vai doer? Vai sim senhor. Mas lá diz o povo -Tudo o que arde cura.
Não se tratou portanto da minha vontade. Nem sequer fiquei satisfeito. Apenas ciente de que afinal o que tem de ser, tem muita força.
Sobre a futura actuação ministerial de Miguel Relvas, convém ter sempre presentes duas posições assaz parecidas: 1 - "Previsões, só no final do jogo."; 2 - "A previsão é uma ciência muito incerta, sobretudo quando se trata de prever o futuro." Dito isto, reitero ter ficado muito bem impressionado com a prestação do secretário-geral do PSD e presidente da AM de Tomar, no final da conversa que tive o prazer de com ele manter na edição inaugural do programa À mesa do café, na Rádio Hertz. Mostrou-se preparadíssimo, disponível, optimista, tolerante, pronto para o diálogo e para actuações conjuntas, mesmo com a oposição. Será suficiente? Em princípio, tudo indica que sim. Falta agora a prova de fogo. Aguardemos com optimismo e esperança. Como diria o deputado brasileiro Tiririca, que obteve mais de um milhão de votos apesar de ser analfabeto funcional, "Pior do que está não fica!".

10 comentários:

Anónimo disse...

Meus amigos,


Será tão difícil perceber que o Relvas é um indivíduo sem profissão,um carreirista político profissional,um homem que nunca geriu nada de económicamente relevante,um traficante astuto de influências,um cacique-mor do aparelho do PSD desde o tempo em que foi secretário geral de Durão Barroso ?

Será que é difícil de perceber,em relação a Tomar,que Relvas é PAI e MÃE do monstro que habitualmente se designa por paivismo (leia-se descaracterização da cidade,elefantes brancos,elefantes negros,endividamento,megalomania,autismo,obstinação)?

Será difícil perceber que,OBJECTIVAMENTE,Tomar nada deve a Miguel Relvas - nem visão estratégica,nem acção prática ?

Será difícil perceber que o hábil traficante de influências sempre utilizou esses dotes em proveito próprio?

Será difícil perceber que é "um boy de catálogo" das jotas,um trepador sibilino,um construtor de imagem,um exemplar paradigmático do clientelismo partidário ?

Será difícil fazer um exercício rectrospectivo da personagem e verificar que se trata de um produto acabado do marketing político,exuberante na forma e na aparência,mas vazio de conteúdo e obra prática realizada ?

Apetece-me ainda perguntar :

António Rebelo conhece Relvas desde quando?

Baseia-se apenas na prestação bem falante,demagógica e hipócrita de uma entrevista mole,sensaborona,prestável ao "artista" para exercícios hipnóticos ?

Pelos vistos resultou em cheio.

Ganhou um admirador,um apoiante confesso,um propagandista do marketing político de um papagaio bem falante. Mas apenas isso.

A vida irá demonstrar que muito mal vai o país quando os carreiristas encartados chegam ao poder e dão asas ao que sobra da verborreia - incompetência,desconhecimento,inexperiência de gestão,arrogância,autismo,etc.

Se Relvas chegar a ministro vai ser um Paiva noutra escala,ávido de se servir,controlador dos media,100% preocupado com a imagem,porventura preparando-se para concorrer à liderança pós-PPC.
Embora já hoje possa ser o líder efectivo,o "ideólogo" de PPC. Tem,pelo menos,o protagonismo mediático que lhe alimenta o exigente ego.

R. Grácio

Anónimo disse...

O que é extraordinário é que se possa admitir que o personagem Relvas tenha capacidade paea assegurar a condução de um Ministério de um Governo de Portugal...preocupante. Muito.

Anónimo disse...

Pois é senhor Rebelo não gostei da sua resposta sobre Relvas e acho que o país tal como Tomar vai ficar pior. O senhor já viu como está Tomar? Tomar é um precipicio. Tenha paciência mas é culpa de Relvas. Quando diz que o homem está preparadisssimo para governar deixe k lhe diga que isso é só ilusão depois verá que eu tenho razao. Como nao acredito nesta geraçao de políticos vou pois emigrar. Uma nota final: PREVISAO NÃO É CIENCIA POIS A CIENCIA TEM UM OBJECTO E UM METODO... ISSO É DOS MANUAIS... NAO SEJA SIMPLISTA.

Anónimo disse...

"Epígrafes raposianas, que é por causa das tosses: "O primeiro-ministro que nos levou à bancarrota não tem condições para nos fazer sair dela", Rómulo Machado, militante do PS, (hoje, às 00.42). "O PS tem de assumir que nem tudo foram rosas", Ana Gomes (ontem, enquanto eu comia uma francesinha em Leça).



MATOSINHOS/PORTO. Neste congresso norte-coreano, todos os oradores dizem o mesmo. Até parece que recebem um script obrigatório logo à entrada da Exponor. Tirando Jaime Gama, nenhum dos tubarões ousou desafiar o script leninista (como é que o PS chegou tão baixo ao nível do debate e do tal pluralismo?). Mas deixemos Jaime Gama para amanhã. Hoje queria apenas homenagear o único socialista que revelou coragem e inteligência (como é óbvio, Almeida "Fidel" Santos agendou a intervenção deste homem para o início da madrugada).

Este bravo socialista dá pelo nome de Rómulo Machado, um indivíduo que devia ser emoldurado. Para começo de conversa, Rómulo Machado disse que "um congresso não é um comício", ou seja, afirmou que é preciso assumir erros, é preciso fazer uma crítica interna. Porque, de facto, este consenso acrítico é sufocante. É uma espécie de unanimismo norte-coreano. Fora de brincadeiras, o "centralismo democrático" do PCP não deve ser muito diferente deste PS socrático, que vive completamente metido na sua bolha mediática e de culto ao líder. Chega a fazer impressão.

Depois, Rómulo Machado desmontou a argumentação de José Sócrates. A crise da nossa dívida não foi provocada pela tal crise internacional. Os mercados não obrigaram Portugal a pedir dinheiro emprestado. Foi o governo Sócrates que transformou uma dívida pública de 92 mil milhões (2005) numa dívida de 160 mil milhões (2010). Ou seja, a nossa crise é o resultado de um "endividamento irresponsável" levado a cabo por este governo, levado a cabo por políticas assentes no betão para os amigos construtores. Ora, perante esta conclusão, Rómulo Machado afirmou que o PS precisava de uma nova liderança, porque "o primeiro-ministro que conduziu o país à bancarrota não tem condições para nos fazer sair dela". O coro de assobios que recebeu é o melhor elogio que um português pode receber neste momento."

ESTÁ A VER SENHOR REBELO... ONDE ESTÁ A DEMOCRACIA? Quando o PS perder vai ver os acólitos a dezerem mal do pinóquio. Percebo agora senhor António porque é do PS: ditadura e hipocrisia todos os dias certo?

António Rebelo disse...

Para 14:12

Já aqui esclareci uma série de vezes, mas nada custa repetir: Desde 1982 que não estou inscrito em qualquer partido político. Carece portanto de fundamento a sua afirmação, na parte que me diz respeito.

António Rebelo disse...

Para 13:28

Na política o que deve sobretudo contar é aquilo que os eleitos irão fazer. Não aquilo que já fizeram. Águas passadas não movem moínhos. De qualquer forma, se Relvas e Paiva foram e são assim tão maus, como é que venceram várias eleições locais, sem nunca terem uma oposição à altura, como aliás volta a acontecer neste mandato?
Um esclarecimento final: nunca disse ou escrevi que Relvas está preparadísssimo para governar. Apenas que veio preparadíssimo para a nossa conversa no programa À mesa do café. Convenhamos que não é bem a mesma coisa.

António Rebelo disse...

Para R. Grácio:

A democracia tem essa vantagem, que é ao mesmo tempo um inconveniente -Cada qual é livre de opinar, o que todavia não significa que possa ter razão. Há pelo menos 15 anos que MIguel Relvas lidera o PSD nabantino, directamente ou por interposta pessoa. Curiosamente, só agora, com o advento de Tomar a dianteira, é que começaram a surgir comentários do tipo do seu, sustentanto que ele e o Paiva são do piorio. A ser verdade, porque raio será que continuam a ganhar eleições? Será porque os outros ainda são piores? Ou porque comentar é uma coisa, candidatar-se é outra e governar outra ainda?

Anónimo disse...

Dr. Rebelo,

Antes de existir o "Tomar a dianteira" já havia mundo,discussão política e blogues em Tomar.
Estas minhas opiniões sobre Relvas e Paiva foram expressas muitas vezes,antes do seu blogue existir.
Concretamente nos blogues "Tomaronline" e "Condado do Flecheiro".

Alberto João Jardim também ganhou todas as eleições realizadas na Madeira...à custa do dinheiro do OE e do caciquismo trauliteiro mais intolerante e asfixiante alguma vez vivido no pós 25 de Abril.

Por outro lado,mesmo admitindo o demérito das oposições,daí não resulta mérito para a gestão desastrosa e ruinosa de que Relvas foi o principal responsável político e Paiva o principal executante.

À escala,Tomar não está melhor do que o país.

E piorou com a mancebia do centrão.

Como dizia o meu avô:

Relvas,Paiva,Ferreira e "cães de caça" é tudo da mesma raça.

R. Grácio

António do Bonjardim disse...

O PSD só tinha a ganhar em meter esta sinistra figura fora das listas como vez a Manuela Ferreira Leite

O homem não presta e só estraga

Só de me lembrar que vai andar na festa dos Tabuleiros agora na síad a das coroas em campanha me dá vómitos

UM MILITANTE DO PPD de Sá Carneiro, quando este produto do marketingo andava de calºoes a enganar os de Tomar

Anónimo disse...

Relvas, ao que dizem os conhecedores do assunto e seus contemporâneos, foi um dos piores alunos da sua época no Colégio Nun'Álvares Pereira.
Depois disso, e à falta de expediente para fazer seja o que for, atirou-se de corpo e alma à política, fazendo disso carreira. De repente aparece doutorado "à la Sócatres", talvez um curso feito por fax durante um fim de semana. Revela-se um apparatchik fundamentalista. Fala de tudo sem de nada perceber. E é um grunho destes que Portugal vai ter como ministro. Aliás, não nos devemos surpreender. Neste actual governo em fim de vida útil temos exemplos semelhantes de ineptos que nem para gerir a tasca lá do bairro servem. Passos Coelho está a fazer a cama ao país, e a preparar o esquartejamento final do pouco que ainda sobra depois da rapinagem socialista.
O povo é manso, e isto só lá vai à bruta, ou em alternativa, se tivéssemos um país verdadeiramente democrático, onde as malfeitorias fossem julgadas e os seus promotores enjaulados.
Na Islândia, por exemplo, que de um dos países mais ricos do mundo passou num ápice para a bancarrota por via das loucuras dos banqueiros e do laxismo da classe política, acabou de ser chumbada em referendo a intenção de pagar aos credores estrangeiros qualquer coisa como 80.000.000.000 de euros através do erário público. Essa dívida deverá ser paga pelos banqueiros e pelos políticos que fecharam os olhos aos desvarios. Concomitantemente irão ser levados à barra dos tribunais os principais banqueiros do país. De notar que já anteriormente tinha sido chamado à justiça o ministro das finanças pouco depois da declaração de bancarrota do país, em 2009.
Mas isso passou-se na Islândia...