sexta-feira, 29 de abril de 2011

SEREMOS UM PAÍS DE PANCRÁCIOS? OU IMITAMOS MUITO BEM?

Que eu saiba, em nenhum outro país da Europa ocidental alguém cairia na asneira de equiparar factos e meras hipóteses. O que não obsta a que neste belo rectângulo à beira-mar abundem comentários desse tipo, tanto na blogosfera como na imprensa escrita. Explicitando, trata-se de escrever que Sócrates, enfim, pois, é assim, mas infelizmente PPCoelho não tem envergadura, não parece estar à altura, está mal acompanhado, etc. etc. etc. 
Pois discordo totalmente! Uma coisa é elencar os actos de teimosia, as asneiras, as mentiras por omissão, as fantasias e as atitudes menos sensatas de Sócrates no exercício das suas funções. Outra, muito diferente e de nítida má-fé, consiste em culpar o líder da oposição, tendo como base apenas um lamentável processo de intenções, de tipo claramente estalinista. Num caso, parte-se dos erros já cometidos e da atitude nitidamente autista e fantasista do primeiro-ministro ainda em funções. No outro, pensa-se que, insinua-se que, acredita-se que, faltando sempre a prova indubitável de que assim é, pela simples razão de que ainda não aconteceu. 
Uma vez que qualquer comentador -jornalista ou não- já terá ouvido falar com certeza  no imperativo democrático de conceder a cada político o benefício da dúvida, tanto antes como após a sua eleição, tanta insistência em comparações espúrias factos/hipóteses só pode ter uma origem: a bem rodada e oleada central de propaganda ao serviço de José Sócrates, o político que é em simultâneo o maior artista português de teleponto. Agora só falta saber se o eleitorado se deixará manipular mais uma vez, induzido por promessas quiméricas, que não têm em conta a dramática situação de Portugal em termos de endividamento externo. Resposta a 5 de Junho.

11 comentários:

Anónimo disse...

Se o delegado dos NEO-LIBERAIS ULTRAS ganhar as eleições vamos ver o estado "reagan-tatcheriano" a que conduzirá o país.

Depois é que estarei curioso para ler as sábias explicações do ex-sócretino e futuro PPCoelhino António Rebelo.

É que,desde sempre e até hoje,tenho sempre visto o pensador Rebelo na cola do poder - fáctico ou previsível,ditatorial ou democrático.

Oxalá me engane,para bem de Portugal e dos Portugueses.

Mas "no lo creo".

O mentor Relvas não dará PPC algo diferente do que deu a Paiva.

Digo eu...que devo ser pancrácio...

Cantoneiro da Borda da Estrada disse...

(MIGUEL RELVAS É, POLITICAMENTE, LOUCO).
-A propósito da natureza das críticas que se fazem a José Sócrates.
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O que nós somos é um país que tem no maior partido da oposição um homem que é POLITICAMENTE LOUCO. E um presidente de um partido que tem um Secretário Geral que é POLITICAMENTE LOUCO, só poder ser, no mínimo, um presidente POLITICAMENTE IRRESPONSÁVEL.
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Passo a citar o Diário de Notícias online, hoje, 29/4/2010:

"O ecretário-geral do PSD, Miguel Relvas, acusou o primeiro-ministro de fazer uma campanha à base de discurso escrito, teleponto e muita falta de vergonha" dise ainda que não quer que a filha tenha vergonha dele.
Convidado para falar aos alunos de mestrado em ciência política do Instituto de Ciências Sociais e Políticas (ISCP), em Lisboa, numa aula aberta à comunicação social, Miguel Relvas afirmou também que o PSD recusa "fazer campanha como o engenheiro Sócrates: discurso escrito, teleponto e muita falta de vergonha".

"Eu quero chegar a casa, depois de ganhar as eleições, todos os dias e quero que a minha filha tenha orgulho daquilo que está a ser feito", disse o porta-voz do PSD, acrescentando: "Eu no lugar do engenheiro Sócrates tinha vergonha, eu se fosse parente do engenheiro Sócrates escondia que era parente dele".

Na sua intervenção sobre comunicação política, Miguel Relvas disse que o PSD se vai apresentar nestas eleições com a mensagem de que o PS é "mais do mesmo" e de que esta "é hora de mudar" de política para pôr a economia a crescer, como aconteceu "nos Estados Unidos em 1992, salvaguardadas as devidas diferenças", com Bill Clinton.
No entanto, o secretário-geral do PSD reconheceu que há resistência à mudança: "Nós temos sondagens, 'tracking diário', e vejo a evolução, como é que a coisa está, e vejo que sempre que falamos verdade, sempre que vamos mais longe na mudança, os portugueses retraem-se".
"Sabem que é uma coisa que me custa muito, é que a sensação que eu tenho é que ainda há uma parte do eleitorado que quer ser enganada. Ainda há uma parte do eleitorado que quer ser iludida, quer ser enganada e quer ser iludida", lamentou.
Segundo Miguel Relvas, contudo, "é bom que haja sondagens que aproximem" PSD e PS: "Na hora da verdade vai ser o clique de que os portugueses vão precisar. Boas sondagens para o engenheiro Sócrates é o clique da nossa mensagem para ganharmos as eleições".
"Estou convencido de que as pessoas vão arriscar a mudança, porque nós merecemos o benefício da dúvida", reforçou."

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DIGO EU: uma belezura, soberba envergadura, sublime profundidade - UM DIAMANTE (em bruto, claro está). Não há delapidação possível

Votemos neste PSD!

(É por isso que gosto do meu Zézito).

Anónimo disse...

O que é um pancrácio? Essa é boa!

Luis Ferreira disse...

Não podia estar em mais desacordo com a opinião do Prof.Rebelo.

PPC devia ter pensado e delineado a estratégia ANTES de decidir mandar o País para uma crise política.
Na música, como na vida, quem tem unhas é que toca viola ou como muitas vezes se questiona o povo: quem te manda a ti Sapateiro, tocar Rabecão.

Se não estava preparado, se não tinha ainda amadurecido as suas ideias para o Pais, se ainda não tinha programa, não abria uma crise política que, todos o sabiam, levaria o Pais para eleições.

O PS e José Socrates ganharam as eleições de Setembro de 2009 e nunca, desde a primeira hora, tiveram condições para Governar. A inveja, a maldicencia, a incapacidade de propor alternativas sérias, que levassem em linha de conta a realidade económica internacional, sobreposeram-se à legitimidade eleitoral que o PS tinha para Governar.

Assim, de facto, é impossível comparar PPC com Sócrates. Um tem dimensão de Estado enquanto o outro, infelizmente, ainda estava a fazer a sua aprendizagem nas "Novas oportunidades" da política.

Alguém quer entregar a sua vida a completos amadores, que a única coisa que sabem é que querem ser eles a governar? Honestamente antes Paulo Portas ou Jerónimo de Sousa, os quais cada um à sua maneira tem dimensão de Estado e sabe para onde quer que o País a avance.

E a situação do Pais não está para experimentalismos. Os nossos filhos e netos não nos perdoariam...

Cantoneiro da Borda da Estrada disse...

Um erro que convém corrigir:
Na última linha onde se lê "DELAPIDAÇÃO", deve ler-se LAPIDAÇÃO.

António Rebelo disse...

Para anónimo em 23:14

Por enquanto o disparate é livre e isento de impostos. Convém por isso ir aproveitando, porque pelo caminho que isto leva...
Fico por isso contente ao constatar que há quem não se coíba de elucubrar as maiores barbaridades, escrevendo-as como se fossem a coisa mais sensata deste mundo. Só mesmo em Tomar e a coberto do confortável anonimato!

António Rebelo disse...

Ó Luís! Também tu? O Sócrates tem dimensão de Estado? Já ouvi apodá-lo de muita coisa; de político com dimensão de Estado, confesso que é a primeira vez.
Cá para mim, que até votei nele, estamos perante o exacto oposto de Ronald Reagan. Este era um mau actor e conseguiu ser um presidente de que os americanos gostaram. Inversamente, José Sócrates era um político médio que se tem revelado um excelente actor. Só é pena que já nem sequer consiga distinguir o que é virtual e o que é real, o que é a vida e o que não passa de reles encenação.
Tenho muita pena mas enquanto ele liderar o PS, não voltarei a votar na mãozinha em eleições legislativas. Os tempos não estão para comediantes.

António Rebelo disse...

Para anónimo em 00:33

Há una calhamaços que dão pelo nome de dicionários e que servem exactamente para explicar o significado das palavras que não conseguimos entender. Basta consultar por ordem alfabética. Neste caso, Pancrácio = pateta = idiota = pascácio.Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, página 1049.
Não tem nada que agradecer. Um criado às suas ordens

António Rebelo disse...

Para Cantoneiro da Borda da Estrada:
Aprendi lá pelas franças e aranganças que nunca se devem discutir questões de fé. Ou se acredita ou não. Ponto final.

Anónimo disse...

ó senhor Luís Ferreira "o país não está para experimentalismos?" Tem toda a razão, o seu partido já esgotou essa cota. Mas continua a insistir que a culpa é dos outros...vergonha na cara, sabe o que é?

Laura Rocha

Anónimo disse...

Para o Sô Rebelo das 22:19h,

Não vale a pena perder o seu tempo com malabarismos verbais.

A malta conhece a evolução das suas amizades políticas ao longo dos últimos 45/50 anos.

Compreendemos bem o seu drama,mas as escolhas foram suas.

Ficamos à espera da côr do próximo casaco.
Será azul e amarelo?
Ou voltará às cores de há 45/50 anos?

Não se irrite...
Assuma-se...!

Se não coseguir,CENSURE!