sábado, 28 de fevereiro de 2009

O HOSPITAL E OS PATRÕES DOS PARTIDOS

Cumprindo a sua obrigação, na qualidade de representantes leais de quem os elegeu, os IpT apresentaram na Assembleia Municipal uma proposta sobre a perigosa situação do nosso hospital. Ainda que demasiado palavrosa, no nosso entendimento, tal tomada de posição vai na direcção correcta -a defesa intransigente dos interesses da comunidade tomarense. Contra tudo e contra todos, se tal for necessário. Assim o entenderam as restantes forças políticas, representadas naquele órgão deliberativo, o que permitiu a aprovação do documento por maioria.
Só os representantes do PS se abstiveram, o que causou alguma surpresa, dado tratar-se de questão magna para o concelho e para a região. Tal atitude veio tornar claro que a oportuna iniciativa dos IpT embaraçou sobremaneira os socialistas locais. Demonstrou também que afinal o PS/Tomar critica por vezes a maioria PSD, por agir de acordo com as orientações de Miguel Relvas, mas acaba fazendo o mesmo, quando instado a pronunciar-se sobre problemas graves para o concelho.
A posição do PS local, que enfraqueceu a proposta apresentada, ao impedir que pudesse ostentar a menção "aprovada por unanimidade", será com certeza do agrado do patrão socialista da zona, que é afinal, segundo tudo indica, quem vai puxando os cordelinhos pela calada. Falta saber qual a reacção do eleitorado concelhio, em Outubro próximo, pois com a crise a agravar-se vai sendo cada vez mais difícil servir dois senhores ao mesmo tempo -o eleitorado e o patrão partidário.
Logo no dia seguinte à votação, já havia quem murmurasse que no PS/Tomar há cada vez menos socialistas e cada vez mais sócios de lista...

Tomaradianteira

MAZELAS TOMARENSES -Será para rir?


Se acaso souberem de algum restaurante onde sirvam saladas quentes, sejam amáveis e liguem aqui para o blogue. Saladas frias no inverno, não apetece nada. Já bastam os pés, as mãos, as noites e não só...
Cão Tinhoso

AUTÁRQUICAS 2009 - A opinião de um especialista

Caiu que nem sopa no mel...
Na sequência da nossa modesta crónica anterior, sobre as autárquicas 2009 em Tomar, a habitual "Política à Portuguesa", do conceituado José António Saraiva, director e fundador do semanário SOL, caiu que nem sopa no mel.
Sob o título "O que faz as pessoas votarem neles?", aquele conhecido jornalista começa por mencionar o "Caso Freeport", José Sócrates, Mesquita Machado e Isaltino Morais. Depois, prossegue: E os exemplos (com nuances e contornos diversos) multiplicam-se pelo país fora: Valentim Loureiro, Fátima Felgueira, Ferreira Torres.
Não significa isto, note-se, que todos estes líderes locais sejam desonestos ou tenham culpas no cartório. Só a justiça tem poderes para os julgar.
Mas é inegável que, aos olhos dos cidadãos, eles são suspeitos. Ora isso não inibe as pessoas de votarem neles.
Pode até dizer-se, com alguma dose de maquiavelismo, que o facto de se pensar que um político tem menos escrúpulos, que não olha a meios para atingir os fins, pode funcionar a seu favor. Porquê? Porque transmite uma ideia de eficácia. De capacidade para resolver problemas. De desenrascanço.
Inversamente, um político sério, honesto, escrupuloso, pode ser visto como um "atado", um "choninhas". Cumpre rigorosamente a lei, faz tudo como deve ser, não infringe as regras nem salta por cima de ninguém, mas também não resolve nada. É impoluto mas não sabe ultrapassar dificuldades. Após várias outras considerações da mesma ordem, aquele conhecido e respeitado comentador, conclui, escrevendo que "os cidadãos acabam frequentemente por ser atraídos por políticos fortes, sem grandes escrúpulos, que cortam a direito e não se enredam nos meandros da burocracia e das leis. Acabam por votar em políticos que até poderão receber luvas mas são capazes de superar os obstáculos. No fundo, é o que dizem os brasileiros no seu modo expressivo de descrever as situações: "Ele rouba mas faz".
E para muita gente é preferível isso a não roubar -mas também não fazer.
Aqui em Tomaradianteira, não é hábito usarmos textos alheios. O chamado "jornalismo em 2ª mão". Decidimos abrir esta excepção, dada a importância e a pouco comum acutilância da prosa citada. Os leitores tirarão as suas conclusões, sendo certo que, no vale nabantino, pelo menos o político honesto e escrupuloso, mas "atado" não será muito difícil de descobrir. Quanto aos outros, o melhor é ficarmos por aqui. Por agora, naturalmente.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

AUTÁRQUICAS 2009 - Amainou a tempestade


Paços do concelho -Onde todos querem chegar, mesmo aqueles que
manifestamente não tem gabarito intelectual par tanto.
Após algum tempo de alvoroço relativo, tudo parece ter voltado à tradicional atmosfera pacata. Os semanários locais, praticamente, nada escrevem sobre as autárquicas 2009, se exceptuarmos aquilo que os diferentes grupos lhes mandam. Nenhum deles arrisca editoriais, artigos de fundo, ou qualquer outra forma de análise ou comentário da política local. Só o blogue d'O TEMPLÁRIO, o tomaradianteira e o NABANTIA, este de quando em quando, acolhem textos próprios ou mensagens alheias de índole política, na acepçãp nobre do termo.
Resguardados no anonimato, (que não tem só inconvenientes), vários cidadãos aproveitam para escrever o que lhes vai na alma, sem preocupações de auto-censura. Assim ficamos a saber o que pensam realmente, no segredo das suas mentes. Lendo-os, pode dizer-se que é geral, entre os participantes regulares, o tom negativo em relação aos candidatos já conhecidos. Há até quem já só tenha alguma esperança, ou pelo menos expectativa, em relação aos segundos ou terceiros nomes das listas. Onde isto já vai!
Qualquer grupo humano, clube, comunidade, partido, etc. tem necessidade de referenciais para poder agir em conjunto. Os militares têm a missão, os jogadores a táctica, os candidatos o programa. Em Abril de 1974, por exemplo, os militares que derrubaram o regime caduco adoptaram como linhas de acção, antes do levantamento vitorioso, os três dês: Democracia, Descolonização, Desenvolvimento. Nesta linha, os eleitores tomarenses, a julgar pelos escritos acima referidos, também adoptaram os dês, mas em muito maior número: descrença, desconfiança, desânimo, desistência, descrédito, desprezo, desencanto, desdém, etc. etc.
Condensando a pesada atmosfera política que se vive na urbe nabantina, um deles foi particularmente certeiro e duro. Disse que,"juntando as qualidades de todos os candidatos, conhecidos ou previsíveis, e ignorando os seus defeitos, talvez se conseguisse um presidente aceitável, um pouco acima da média. Agora isoladamente, o melhor é ir à pesca nesse dia".
Descontando o natural exagero, propiciado pelo anonimato, há que reconhecer a pertinência do dito. Desde logo, porque todos os candidatos já são conhecidos, o que desvanece a expectativa da escolha. Depois, porque as provas dadas anteriormente por qualquer deles, não foram exemplos de boa governação, nem nada que se pareça. Finalmente, porque nenhum deles tem qualquer ideia, ou programa consistente e realista para Tomar, e isso nota-se cada vez mais, à medida que a crise local se vai agravando, alavancada pela crise geral.
Seria demasiado longo elencar aqui os elementos que nos levam a afiançar o que antecede, em relação a cada uma das forças políticas presentes, pelo que nos limitaremos, por agora, ao partido que ocupa a presidência da autarquia.
Quando a crise mundial ainda vinha muito longe e sem ninguém saber, o PSD local foi buscar um independente para liderar a sua lista. Exactamente como o PS tinha feito, com êxito, nos dois mandatos anteriores. Com o acentuado desgaste dos mandatos PS e sem adversário à altura, António Paiva ganhou, mesmo sem programa. Posteriormente, teve a habilidade necessária para restituir à autarquia a credibilidade e respeitabilidade, perdidas durante os mandatos de Pedro Marques, pelos motivos agora conhecidos de todos. Foi igualmente um excelente autarca no domínio da "caça" aos fundos europeus, apesar de ter continuado sem qualquer programa estruturado. Só neste último mandato, o 3º, apareceu um relatório com algumas propostas de obras até 2015, as quais carecem, de resto, de adequada argumentação e subsequente articulação, com algo de mais amplo que, por enquanto pelo menos, não existe.
Foi neste contexto, e visando aproveitar a inacção dos opositores, que a actual maioria PSD, notoriamente conduzida, como sempre, por Miguel Relvas e António Paiva, decidiu passar ao ataque, sabedora de que este é sempre a melhor defesa, como ensinam no futebol que temos.
Na edição desta semana de CIDADE de TOMAR (pág 24) e O MIRANTE (pág.2), foi publicada uma "Página Informativa da Câmara Municipal de Tomar", assinada pelo "Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Tomar".(Afinal critica-se o governo PS por ter um gabinete especializado, mas faz-se exactamente o mesmo.) Nela se pode ler o que segue: "Tomar comemora a 1 de Março 849 anos mas não parou no tempo. De olhos no futuro, a aposta da autarquia no turismo tem vindo a intensificar-se de forma sustentada. Assim, será aberto em breve concurso público para venda do Convento de Santa Iria e ex-Colégio feminino. Prevista no Plano de Pormenor do Flecheiro e Mercado, a venda destes edifícios tem por objectivo recuperá-los para instalar uma unidade hoteleira de, no mínimo, quatro estrelas. Este é apenas um dos projectos em curso, que passam também, por exemplo, por uma ligação forte da cidade ao Convento e pela recuperação do complexo da Levada."
Caso fosse publicado a mando de uma empresa privada, o documento citado seria logo retirado, quando alguém se queixasse por "publicidade enganosa, tendo em vista ludibriar os consumidores". Realmente, afirmar que Tomar não parou no tempo, que está de olhos postos no futuro, ou que a aposta da autarquia no turismo tem vindo a intensificar-se de modo sustentado, só mesmo de políticos de baixa craveira. Acresce que nada é dito sobre planos operacionais estratégicos. Por exemplo: Se o tal concurso público ficar deserto, que a hipótese mais provável, o que se seguirá, para resolver o problema? O que é uma "ligação forte da cidade ao Convento"?
Em que consiste? Que fins visa realmente? Caso não dê qualquer resultado minimamente satisfatório, qual a sequência prevista? A recuperação do complexo da Levada custará centenas e centenas de milhares de euros, eventualmente europeus. Mas depois a autarquia terá de assegurar os vencimentos de conservadores, directores, adjuntos, técnicos, guardas, secretárias, consumíveis, telemóveis, limpeza, segurança, manutenção, etc. Se, como é previsível, a receita das entradas não for suficiente para cobrir as novas despesas, num contexto de cada vez maior aperto orçamental, a autarquia fará o quê?
Para não alongar, acrescentamos apenas que está por saber qual a origem das opções implicitamente elencadas no texto citado, bem como os pressupostos que tecnicamente as sustentam. Não basta avançar com uma ideia gira, como se diz agora. Isso era antes da crise e consequente aperto. Doravante tudo terá de ser devidamente fundamentado, de forma a ser reformulado caso não seja viável do ponto de vista da sustentabilidade económica.

Tomaradianteira.blogspot.com

ANÁLISE DA IMPRENSA LOCAL E REGIONAL

Redacção de tomaradianteira
Parece acentuar-se, de semana para semana, a tendência da imprensa de índole local ou regional par adoptar os novos "estilos". "Tabloid", "people", "bling-bling", "concierge", a designação pouco importa, já que todas nomeiam a mesma realidade. Um jornalismo que procura abordar unicamente aqueles assuntos que "não levantam ondas". E comprende-se que assim seja. Afinal o Estado, as autarquias e as grandes empresas é que fornecem não só o nervo da guerra, a publicidade, mas também aquilo que pretendem que seja conhecido, da forma que querem que seja publicado. Há, portanto, que compreender, o que não deve forçar-nos, de modo algum, a aceitar em silêncio e com prolongada resignação.
Outro aspecto que convirá referir, é a ausência total do chamado "jornalismo de investigação", não só porque levantaria concerteza várias ondas, mas também, e sobretudo, em virtude das posições assumidas, tanto por patrões como por jornalistas. Dizem estes: -"Aquilo que nos pagam não dá nem de longe para fazer investigação." Contestam aqueles: -"Para aquilo que produzem e no estado em que está o mercado, estão até muito bem pagos. E vamos a ver se não temos de dispensar alguns." É Portugal no seu melhor, como quase sempre...
Esta semana, ambos os semanários tomarenses fazem manchete com o caso do bébé falecido a caminho do hospital, por alegado atraso da ambulância do INEM, igualmente referenciado na 1ª página d'O MIRANTE. Além deste infausto acontecimento, refere-se o padre que bebeu lixívia, o carnaval, a vaga de assaltos e as comemorações do aniversário da cidade.
A merecer destaque, o bom trabalho de Elsa Ribeiro Gonçalves (que não conhecemos pessoalmente), n'O MIRANTE. São quase duas páginas sobre os bailes de finalistas de Tomar, que procuram respeitar a tradição e assumir a modernidade, em simultâneo. Pode ver-se uma fotografia, tirada em 1972 no Hotel dos Templários, na qual figuram, entre outros, Maria do Rosário Passos Baeta Neves, bem como António Lourenço (o Tó Paposseco), ex- secretário de estado, e Carlos Carvalheiro, ambos de fatinho e gravata, como era uso na época. A não perder por quem gosta destas coisas da chamada "socialite".
Enquanto O RIBATEJO persiste em ignorar o que ocorre no norte do distrito, designadamente em Tomar, O MIRANTE até teve direito à "Página informativa da Câmara Municipal de Tomar", tal como aconteceu com CIDADE DE TOMAR. O TEMPLÁRIO, pelos vistos, continua a ser enteado malquisto. Na referida Página informativa da Câmara de Tomar, pode ler-se, logo a abrir, esta bela tirada: "Tomar comemora a 1 de Março 849 anos mas não parou no tempo. De olhos no futuro, a aposta da autarquia no turismo tem vindo a intensificar-se de forma sustentada. Assim, será aberto em breve concurso público para venda do Convento de Santa Iria e ex-colégio feminino. Prevista no Plano de Pormenor de Flecheiro e Mercado, a venda destes edifícios tem por objectivo recuperá-los para instalar uma unidade hoteleira de, no mínimo, 4 estrelas. Este é apenas um dos projectos em curso, que passam também, por exemplo, por uma ligação forte da cidade ao Convento e pela recuperação do complexo da Levada."
Melhor do que este belo naco de prosa, cujos comentários ficam para outra peça, só mesmo o direito de resposta do autarca de Ferreira do Zêzere, publicado n'O TEMPLÁRIO. Eis o seu ponto 2, com a devida vénia: "Compulsando o seu teor, ressaltam da sua leitura algumas considerações que não se conformam com o fluir e vicissitudes do processo em causa, ancoradas em pressupostos falsos, e por isso mesmo destituídas de fundamento e rigor."
Sejam-nos permitidas algumas opiniões. Livres, como sempre. A - Que bem escreve o autarca ferreirense! B - Com tal vocabulário, ainda se admiram que a justiça seja tão lenta? Pensem que tanto magistrados como causídicos têm de ter muitos anos de aprendizagem e de prática, bem os dicionários e códigos sempre à mâo. C - Está-se mesmo a ver que o estilo usado é o mais adequado para a generalidade dos leitores da imprensa, sobretudo regional. Os d'O TEMPLÁRIO, pelo menos, terão ficado devidamente elucidados, salvo raríssimas excepções. Já lá dizia o outro: -Não percebi nada do que ele disse, mas falou muito bem.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

CARNAVAL DE TOMAR 2009


Louvável e útil mas fraquito...


A convite do meu amigo Sebastião, vim a Tomar ver o corso de Carnaval. Já cá não punha os pés há mais de dois meses, e as saudades não me apoquentavam. Lá pela capital está-se melhor, apesar de tudo. Respira-se outro ar...
Há, todavia, pedidos que não se podem deixar de satisfazer. Por isso, e só por isso, cá estou a alinhavar a crítica que me foi solicitada. Com já sei que esta crónica vai causar bastantes engulhos, antecipo-me. Antes de mais, para frisar que os verdadeiros amigos não são aqueles que nos dizem só aquilo que gostamos de ouvir. São os que têm a coragem de nos dizer a verdade, sobretudo quando é menos cómoda. Depois, para acrescentar que sem crítica as coisas não melhoram, pois os organizadores têm sempre tendência para pensar que tudo correu bem. Finalmente, para asseverar que este texto tem por fim único contribuir para que, no próximo ano, o Carnaval de Tomar, seja o orgulho dos tomarenses amantes da sua terra, sob todos os pontos de vista.
Em termos de custos/benefícios, não faz qualquer sentido, e denota falta de respeito pela miséria alheia, que sejam os contribuintes, por intermédio da autarquia neste caso, a financiar frivolidades dispensáveis, sobretudo com a crise que por aí vai. Para o ano será, portanto, indispensável vedar o percurso do corso e custeá-lo com a receita das entradas. Os cidadãos vão ter de se habituar a arranjar um modelo de vida compatível com os seus recursos. Quanto mais tarde o fizerem, mais difícil será. "Quem não tem dinheiro, não tem vícios", é um velho aforismo bem conhecido.
Mas vamos ao cortejo propriamente dito, pois foi isso que me pediram. Anunciar o início para as 15 horas e começar só meia hora mais tarde, cria logo nos espectadores uma ideia de amadorismo, de falta de organização. O mesmo aconteceu com as sucessivas paragens, sem que fosse facultada ao público qualquer informação adequada.
Os carros do cortejo deviam ser alegóricos, mas poucos o eram na verdade. Notava-se que estavam ali apenas "para encher". Salvo duas ou três excepções, não havia qualquer crítica implícita, nem qualquer mensagem, para além do que se via. Por exemplo: Qual era a intenção daquele primeiro carro, com o sol? E do seguinte, de tipo vagamente japonês?
A parte humana foi consistente e, nalguns casos, com muito êxito. No entanto, os modelos masculinos e femininos que iam nos carros, deviam ser esculturais mas não eram. Após ter visto, julgo que alguns deles e delas acabarão por morrer solteiros e pouco vividos... Quanto aos reis do carnaval, confesso já ter visto agentes funerários mais alegres.
A ideia de integrar no cortejo uma fanfarra (neste caso dos bombeiros de Famalicão), deu um ar marcial, absolutamente despropositado. O mesmo aconteceu com a participação "oficial" das crianças de duas escolas do concelho, num caso disfarçadas de índios, no outro de irmãos de uma ordem guerreira qualquer, que não consegui identificar pelas cruzes que ostentavam no peito. Que se pretende afinal ensinar-lhes? Que a vida é uma festa permanente, paga pelos outros? Que vale sempre a pena mascarar-se, tanto em sentido próprio como em sentido figurado? Que a vida são dois dias e o carnaval são três? Ficam as perguntas e os pontos de vista, naturalmente sujeitos à crítica, com a sincera esperança de que no próximo ano as coisas corram bem melhor. De forma a que a cidade não manche ainda mais a fraca reputação de que ainda goza.

A velha senhora indigna
Agradeço aos proprietários do blogue "Tomar a cidade" a cedência da fotografia, aproveitando para aconselhar os leitores a irem lá ver todas as outras, sobretudo caso não tenham assistido ao cortejo

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Quando vires as barbas do vizinho a arder...


Sabe-se do reiterado interesse da autarquia tomarense em vender o antigo Convento de Santa Iria, incluindo as antigas instalações do Colégio Nun'Álvares feminino. Avançam, como base de licitação para aquele amontoado de ruínas, 1,5 milhões de euros, 300 mil contos em moeda antiga.
O presidente da autarquia afirmou recentemente que "já há interessados". Consideramos tal hipótese surpreendente, nas condições actuais, pelo que julgamos útil reproduzir uma "local" da Lusa, publicada no Público de hoje. Os sublinhados, sob forma de negrito, são nossos.
MOURA QUER CONVENTO REABILITADO COMO HOTEL
O município alentejano de Moura (Distrito de Beja), lançou um concurso público internacional para a concessão do antigo Convento do Carmo, com vista à reabilitação e exploração do monumento de interesse público como unidade hoteleira.
Segundo o vereador Santiago Macias, a Câmara decidiu lançar o concurso público internacional após ter contactado vários grupos hoteleiros nacionais, que "não se mostraram interessados" em adquirir a concessão, reabilitar e explorar o convento.
Se não aparecerem candidatos, garantiu o autarca, a Câmara "não vai desistir" e "retomará o processo para encontrar uma solução para a necessária reabilitação do convento", um monumento emblemático de Moura, "com uma notável qualidade arquitectónica" e classificado como Imóvel de Interesse Público.
O convento, cujas origens remontam à Idade Média, situa-se junto à Igreja de Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Moura, e inclui um refeitório quinhentista, um claustro, várias alas circundantes e uma área de logradouro. Durante muitos anos funcionou como hospital, encontrando-se devoluto desde o início dos anos 90 do século XX, quando entrou em funcionamento o Centro de Saúde de Moura.

MAZELAS TOMARENSES - GRAFITOS


Cão Tinhoso
Era bom, era, que a poesia estivesse sempre na rua e na cabeça de cada um. Mas não está. Lamentavelmente! O que está e anda pelas ruas é a falta de educação, a falta de respeito pelos outros, o excesso de álcool e de outras drogas, a megalomania anã, a diarreia mental...
É com tal matéria-prima, cada vez menos minoritária, que vamos ter de continuar a tentar edificar, pouco a pouco, uma cidade melhor, um país melhor, um mundo melhor, cidadãos mais livres, mais fraternos e mais responsáveis. Vai ser um árduo caminho! Ou como diz o vizinho taberneiro -Vai ser bonito, vai!!!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

OUTROS SÍTIOS - ILHA DA PÁSCOA

Aproveito época de Carnaval para mostrar algumas fotos menos convencionais. Quem viaja com os sentidos alerta, vê por todo o lado detalhes insólitos. Como estes que vos passo a explicar. Analisando com cuidado o "modus operandi" dos tomarenses, chega-se sem qualquer dificuldade a uma curiosa conclusão. Apesar de nunca o dizerem explicitamente, consideram que a nossa cidade é o centro, ou o umbigo do Mundo. Pois acontece que, a mais de 15 mil quuilómetros daqui, o pequeno povo Rapa nui (menos de 4 mil pessoas) também pensa da mesma forma que muitos tomarenses. Para eles o umbigo do mundo é na sua ilha adorada. E até indicam o local exacto, conforme mostra a fotografia. O calhau do meio é o umbigo da Terra, os quatro mais pequenos são os pontos cardeais. Em que se baseiam para fazer semelhante afirmação? -No facto de qualquer bússola deixar de indicar o Norte, quando posta em contacto com a pedra grande, cuja origem não sabem explicar. Apenas posso confirmar a súbita desorientação da bússola, porque a ela assisti. Quanto ao resto...
É evidente que os pascoanos podem não ter qualquer razão, ao afirmarem ser ali, na sua ilha adorada, o umbigo do mundo. Mas crenças são crenças, e pelo menos num aspecto acertaram em cheio. Mesmo que não seja o tal umbigo, não restam dúvidas de que a designação encontrada é realmente a mais adequada, de acordo com a respectiva fotografia. É seguramente dali que vem toda a humanidade. Directamente ou por cesariana. Depende do local, da época e do estatuto social...
Estas confusões vocabulares resultam, naturalmente, da enorme fractura espacial e temporal entre os dois idiomas, o português e o Rapa nui, ou pascoano. Em Portugal, apesar das punhetas de bacalhau e das caralhotas, alguém teria coragem de baptizar assim um restaurante? Julgo que não. Designadamente para evitar responder à pergunta "Onde é que foste comer?" com "Fui comer na... . Foi barato, comi muito e soube-me bem!"

Para que não restem quaisquer dúvidas sobre as suas intenções, os pascoanos até decidiram colocar próximo do citado restaurante uma escultura em estilo "naïf", mostrando dois clientes a saborearem uma refeição. E depois ainda dizem que são povos primitivos...

António Rebelo

HOSPITAL DE TOMAR - DE MAL A PIOR


Redacção de tomaradianteira
Vítima da sucessivas "sangrias", ainda por explicar cabalmente, o Hospital de Nossa Senhora da Graça vai rumando para a desgraça. Tal como acontecia com os pacientes, que até finais do século XIX eram submetidos a tal terapêutica, exteriormente está como o mesmo aspecto (só precisa de uma pintura com forte aditivo contra os fungos...), mas interiormente está cada vez mais "doente". Hoje um serviço, amanhã uma especialidade, depois uma secção, mais tarde um arquivo, etc. etc. De "sangria" em "sangria", os recursos humanos e materiais vão sendo transferidos para Abrantes ou para Torres Novas, sem qualquer justificação coerente e aceitável. É ou não verdade que o hospital nabantino é o mais moderno, o mais vasto e o melhor apetrechado dos três? Sendo assim, porque persistem em retirar-lhe pouco a pouco, pela calada, valências, recursos, serviços, etc.?
À falta de argumentos clínicos ou humanos, resta um dos mais plausíveis -por razões políticas.
Como se sabe, Abrantes é, desde há muitos anos, o "feudo político" do actual secretário de Estado Jorge Lacão, presidente da Assembleia Municipal abrantina. No mesmo sentido, o PS distrital, sobretudo após ter perdido Santarém, ao cabo de 30 anos de gestão tosca, considera "território socialista" Abrantes, Torres Novas e Entroncamento, enquanto Tomar, Ourém e Ferreira são
"território PSD", mais precisamente "o feudo do deputado Miguel Relvas". Nestas condições, sem grandes hipóteses de vencer em Tomar, ou em qualquer uma das outras duas, mas com fortes possibilidades de perder em Abrantes, dada a brusca e inexplicada renúncia de Nelson Carvalho a novo mandato, trata-se a nosso ver de ir confortando Abrantes e Torres Novas/Entroncamento, transferindo paulatinamente recursos humanos e materiais para zonas onde o total de habitantes não justifica a sua existência. Num segundo tempo, os pacientes terão de ir para onde existem os tais recursos, engordando assim as estatísticas. Finalmente, com os gráficos comparativos na mão, será então muito mais fácil pedir obras de modernização, equipamentos e recursos humanos.
Temos de reconhecer que está bem arquitectado e que tem sido feito com muita habilidade. Tanta habilidade que, aqui em Tomar, nem a autarquia, nem os autarcas, nem os partidos, nem a população em geral, julgaram ainda útil manifestar a sua indignação. Devem aguardar, como é costume que "eles resolvam". Resta saber quem são "eles".
Só a jornalista Isabel Miliciano, com a sua habitual frontalidade, escreveu sobre a perigosa e estranha situação, mais do que uma vez, nas colunas d'O TEMPLÁRIO. Não teve, todavia, o casião de efectuar a para nós óbvia ligação entre a recente demissão do director clínico do Centro Hospitalar, o conceituado e respeitado médico cirurgião João Vieira da Luz, bem como a do médico Gomes Branco, algum tempo antes. Embora nenhum destes clínicos tenha explicado publicamente as razões dos respectivos abandonos de funções de alta responsabilidade, por isso mesmo bem remuneradas, sabemos que foram basicamente motivadas, em ambos os casos, por terem percebido que, na nossa área, a saúde está a ser gerida em função de orientações políticas, ao arrepio das melhores práticas clínicas.
No caso de Vieira da Luz, conquanto persista no silêncio sobre a questão, terá sentido bastante desconforto, designadamente no caso dos tarefeiros e no das transferências de recursos para fora de Tomar, tendo decidido apresentar a sua demissão quando chegou à conclusão que estava a ser usado como "fachada respeitável" para decisões menos aceitáveis e sobretudo político-partidárias.
Resta aguardar que as forças políticas tomarenses resolvam, finalmente, fazer alguma coisa, sendo certo que tanto os "funcionários" do PS como os do PSD vão garantir que tudo o que acabámos de escrever não passa de uma campanha contra...etc. etc. Compreendemos perfeitamente. Antes da mais há que garantir a manutenção da actual situação. E se os eleitores resolvem acordar, corremos o risco de vir a ter o caldo entornado, em diversas áreas e para diversas pessoas.
Dado ser preferível prevenir do que remediar, se por acaso ouvir alguém repetir que a nossa explicação não é verdadeira, tenha na ponta da língua a pergunta adequada: -Então qual é a explicação para tanta decisão ao arrepio da lógica, sempre para prejudicar Tomar?

domingo, 22 de fevereiro de 2009

MAZELAS TOMARENSES - MAIS ASNEIRAS

Foto 1 - Era tão simples! Bastava pensar um bocadinho.


Foto 2 - Passado mais de um mês, está tudo na mesma. E
à falta de melhor, por aqui me avio...

Foto 3 - Uma engenhoca tosca, entretanto obstruída...


Foto 4 - Aqui se vê o que os funcionários autárquicos ligam
aos cidadãos/peões...



Foto 5 - Ainda bem que cortaram os eucaliptos
cuja inclinação implicava risco de queda.
Os que ficaram, como se pode ver, não
correm esse risco. Que ideia!




Foto 6 - Como isto, se calhar, já não tem conserto, não será
melhor olhar para outro lado, virar costas, ou ir à
pesca, por exemplo?



ISTO SE CALHAR JÁ NÃO TEM CONSERTO
Cão Tinhoso
Como se não bastassem as asneiras cometidas por ocasião da elaboração do projecto da zona do Flecheiro, donde resultou que temos uma ponte de três faixas sem acesso ao mercado, nem para veículos nem para pessoas, desde a inauguração nada de correcto foi feito para melhorar a situação. E, no entanto, era e é tão simples. Bastava um pouco de humildade e de boa vontade.
A partir da ponte pedonal, um rampa provisória no local adequado resolvia o assuntoi, evitando o atravessamento das novas vias. (Foto 1)
No caminho calcado pelos cidadãos, naquela íngreme rampa no talude (foto 2), um corrimão e uns degraus, mesmo tudo provisório, evidenciariam consideração por quem por ali tem de transitar.
A engenhoca tosca, naturalmente provisória, que se vê nas fotos 3 e 4, foi uma boa ideia, logo anulada pela irresponsabilidade de quem mandou ali depositar a rama do eucalipto abatido. Mostra igualmente um detalhe curioso -Enquanto na margem oposta se edificou um imponente paredão contra as cheias, deste lado até rebaixaram a margem. Porquê? Para quê?
Com a justificação de que estavam inclinados e em risco de queda a qualquer momento, pondo assim evcentualmente em risco a segurança de pessoas e bens, cortaram alguns eucaliptos da margem. Estes que deixaram ficar pertencem a alguma estirpe com especiais privilégios? É que, se os abatidos estavam inclinados, estes...
Perante tais factos, tendo em conta os candidatos já conhecidos, começo a pensar que, muito provavelmente, a situação tomarense não tem remédio à vista nem após as próximas autárquicas, quanto mais nos tempos mais próximos. Por isso estou cada vez mais satisfeito por ser tomarense de nascimento e de vivência. Eu seja cão!!!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

NOVAS ENTIDADES REGIONAIS DE TURISMO

COMEÇOU A VALSA...


António Rebelo

Em declarações citadas pelo semanário SOL, Joaquim Rosa do Céu, presidente da nova Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, que absorveu, entre outras, a Comissão Regional de Turismo dos Templários, com sede em Tomar, queixou-se do excesso de pessoal que herdou. Do orçamento anual de 5 milhões de euros (1 milhão de contos), só 1,9 milhões (380 mil contos) servirão para a promoção; o resto vai para despesas com pessoal que são pesadíssimas, acrescentou aquele dirigente, antes presidente da Câmara de Alpiarça.
Segundo o referido semanário, Rosa do Céu tenciona, até ao fim deste ano, reduzir o actual quadro de pessoal de 85 para 50 funcionários (41%), mediante transferências para algumas autarquias, como forma de evitar "até ao limite" os despedimentos. Este "emagrecimento" do actual quadro de pessoal, tornado indispensável pela exiguidade das transferências do Orçamento de Estado, é apenas a parte visível do iceberg, segundo tudo indica. Mais tarde, quando se proceder ao necessário e urgente rastreio de competências na área do turismo, poderá haver outras modificações importantes, a começar pelo pessoal dirigente. A não ser que...
Aqui deixo este texto, para memória futura.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

ANÁLISE DA IMPRENSA LOCAL E REGIONAL

VIVER NUM CASULO CONFORTÁVEL
Redacção de tomaradianteira
Desde há semanas que, neste espaço, tomaradianteira tem vindo a tentar vincar a ideia de que a cidade e o concelho de Tomar julgam viver numa espécie de casulo, capaz de nos proteger de tudo o que não convém, e por isso incomoda. É, pelo menos, essa a sensação com que se fica, após cada leitura comparativa da imprensa local e regional. Esta semana então, se ainda há dúvidas sobre a pertinência do que acima se afirma, estamos persuadidos de que elas vão desaparecer. É que os casos são tão evidentes, que a subsequente argumentação vai ser de muito difícil refutação. Apesar da tradicional tortuosidade das mentes nabantinas...
Conforme já vem sendo hábito, O RIBATEJO, que raramente publica notícias da nossa terra, está semana ficou em branco. Nem na cultura ou nos cinemas se fala cá do burgo. Só para amenizar, e cravar mais um bocadinho um prego em que gostamos de martelar, resolvemos reproduzir parte de um texto da página 2 do suprareferido semanário de Santarém, o qual o reproduziu a partir da Internet. Aqui vai: "Santa ignorância - O que segue foi a resposta de um aluno do ensino secundário, a uma pergunta sobre a obra dramática de Gil Vicente..." "Eu não tenho dúvidas que o Gil Vicente é muito importante, apesar de nunca ter ganhado o campionato de futebol. É importante porque às vezes ganha ao Benfica, otras ao Sporting e otras ao Porto, tirando a eles o primeiro logar. E também por isto é que a sua obra é dramática porque é um drama para os benfiquistas, os sportinguistas e os portistas quando ganha."
"Como se vê, a burrice não tem limites. O raio do rapaz não sabe sequer que o Gil Vicente já não milita na 1ª divisão e que mal se aguenta no 5º lugar da modesta Liga Vitalis. O castigo era mesmo obrigá-lo a ler todos os autos de Gil Vicente."
Nós por cá todos bem, felizmente
Este caso, do aluno mais virado para o desporto do que para a literatura, vem num semanário que apenas dedica 4 páginas semanais ao futebol e companhia. A gente imagina o que irá aí pelo nosso concelho, cujos semanários incluem sempre 12 páginas de desporto cada um. Esta semana então, o caso torna-se ainda mais bicudo, tanto quanto a desporto como quanto a informação geral.
Acontece que O MIRANTE faz manchete, a toda a largura da primeira página, da sua edição Médio Tejo, com "Má gestão e dívidas acumuladas podem fechar Escola de Futebol de Tomar".Depois, em toda a página 32, desenvolve largamente o assunto. Lendo-a, fica-se a saber que a anterior direcção da colectividade, presidida por António Costa Marques, terá involuntariamente prestado falsas informações aos actuais dirigentes, sobre a situação real da Escola. Pode ler-se igualmente que estão envolvidos 300 alunos.
O insólito da questão, é que nem CIDADE DE TOMAR, nem O TEMPLÁRIO, apesar dos volumoso suplementos desportivos que encartam, fazem qualquer referência a este assunto.
Em contrapartida, n'O TEMPLÁRIO,"Veterinária confisca 30 quilos de "jaquinzinhos", merece ocupar todo o espaço noticioso da página 3, enquanto CIDADE DE TOMAR, no seu suplemento desportivo, inclui uma "NOTA DA SEMANA" sobre o Sporting-Benfica, de palpitante interesse para o concelho, como se calcula. Se algum deles perde, vai aumentar o desemprego por estas bandas. Limpinho!
Ainda em CIDADE DE TOMAR, duas páginas sob o título "Vamos brincar ao Carnaval" vêm com a advertência de que "Se as piadas não são muito felizes, a culpa é da crise que não inspira, e o S. Entrudo também não ajuda. Há quem diga que a vida não está para brincadeiras, nem no Carnaval." Realmente, bem vistas as coisas...
Terminamos, aconselhando a todos a leitura atenta e crítica dos jornais, já que, como é sabido "Ler jornais é saber mais". É preciso é saber ler, acrescentamos nós. Meramente a título de exemplo, aconselhamos o texto dos Independentes por Tomar "Objectivos e acções conducentes a ultrapassar as dificuldades", na página 12 Opinião, de CIDADE DE TOMAR. Trata-se de uma peça cuja leitura não é fácil mas vale a pena, designadamente por dois motivos. 1 - Porque revela coragem e vontade de acertar, conquanto o resultado não seja, para já, dos melhores; 2 - Porque, tudo indica que pela 1ª vez no nosso concelho, uma formação política ousa falar abertamente de "recuperação do equilíbrio financeiro do Município e a consequente eliminação da teia burocrática", e de "reestruturação dos serviços do município". Pode não parecer muito, mas é enorme e parece ir na boa direcção. Porque só é possível combater com eficácia uma doença depois de saber qual ela é.
Último tema, por agora. Se alguém nos souber indicar o que quer dizer em concreto "Prospecções a caminho do acesso ao Convento", (Última página de CIDADE DE TOMAR), agradecemos penhoradamente.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O PS/TOMAR E AS IDEIAS NOVAS

Mesmo encardida e sem o indispensável acento agudo em
musicólogo, a placa toponímica lá está. Não muito longe da
outra com "Rua Dr. Lopo Dias de Sousa". Coitado do ilustre
Mestre da Ordem de Cristo! Passar assim de D. a Dr. é
passar da nobreza para os plebeus remediados. Estes
republicanos não respeitam nada nem ninguém!
Redacção de tomaradianteira
QUE BEM PREGA FREI TOMAZ...
"Ideias novas, precisam-se", declarou Alberto Martins, lider parlamentar do PS, aquando da assinatura de um acordo dos deputados socialistas com a Fundação Res Publica, que visa fundamentar o debate de ideias, tendo em vista o próximo ciclo eleitoral. (DN, 19/02, pág.17). Outro parece ser o entendimento do PS/Tomar sobre esta mesma questão, pelo menos de acordo com uma declaração de voto para a acta, feita por Carlos Silva na reunião camarária de 17 do corrente. Disse aquele vereador socialista que "Tem sido esta a prática sectária da maioria PSD, que dá às propostas, opiniões e contributos do PS um tratamento de negação, mas quando "travestidas" por si próprio ou por outros, já passam a ser boas propostas, opiniões ou contributos.
Nesse sentido, deixarei a partir de hoje e até que tal atitude seja alterada, de votar favoravelmente qualquer proposta apresentada pelo PSD ou que conte com o seu voto favorável." (O sublinhado é do sr. vereador).
Noutros termos, de acordo com o citado autarca, os socialistas nabantinos até têm muitas ideias novas e apresentam-nas, mas a maioria PSD reprova-as, vindo mais tarde a apresentá-las e a
aprová-las, depois de lhes "ter dado a volta". Pode até subentender-se, a partir de "...ou por outros" e "...ou que conte com o seu voto favorável", que os IpT são coniventes e mesmo, por vezes, beneficiários desta condenável prática do PSD local, segundo o eleito socialista.
Tem toda razão o sr. vereador Carlos Silva, bem como aqueles militantes que o aconselharam a apresentar o dito protesto, bem como a dar-lhe uma redacção apresentável. Não se admite que, mais de 30 anos após o 25 de Abril, forças políticas responsáveis continuem a saquear as ideias alheias, apresentando-as posteriormente como suas, num claro abuso de liberdade e de fingida ignorância da propriedade moral e intelectual. Tal como o dinheiro e tudo o resto, salvo os elementos naturais, as ideias têm dono e essa propriedade deve ser sempre respeitada. Tanto mais que, quanto às ideias, é muito fácil apropriar-se das alheias. O problema é levá-las à prática de forma adequada...
Infelizmente para os socialistas locais, a realidade parece não ser assim tão contrastada, como se passa a demonstrar. Em 13 de Janeiro p.p., tomaradianteira publicou um trabalho, ilustrado com fotografias, sob o título genérico "Mazelas tomarenses - trapalhadas" e o subtítulo "Favela no Bairro das Flores?". Duas semanas mais tarde, em 25 do mesmo mês, o blogue do PS/Tomar publicou um trabalho intitulado "Centro histórico de Tomar em degradação", igualmente ilustrado com fotografias do Bairro das Flores, mostrando as ruas por pavimentar, em vez de imóveis degradados, como o título parecia indicar. Simples coincidência? Admitamos.
Em 21 de Janeiro, tomaradianteira publicou outro trabalho intitulado "Mazelas tomarenses -Ruas e caminhos - Rua Lopes Graça", ilustrado com fotografias e assinado por Cão Tinhoso, tal como o anterior. Nele se chamava a atenção dos tomarenses e da autarquia para o estado lastimável do prolongamento da citada rua até à Av. Mello e Castro. Justificava-se até o alerta com a transferência da PSP para as suas novas instalações e a necessidade de se deslocarem com frequência ao hospital.
Três semanas mais tarde, na reunião camarária de 17 do corrente, o vereador socialista apresentou uma proposta onde considera que "é do interesse público que sejam terminados os 150 metros da via urbana" que ligam a Rua D.Lopo Dias de Sousa à Av. M. L. Mello e Castro. Que Carlos Silva nem lá foi, é óbvio. Caso contrário saberia que se trata, na verdade, do prolongamento da Rua Fernando Lopes Graça. (Ver foto) Temos portanto mais uma coincidência? É possivel. Mas, além de começarem a ser coincidências excessivas, o mais aconselhável, legal e educado será indicar sempre a fonte, como fazem os outros órgãos de informação, quando nos citam. Até porque não cobramos direitos de autoria e assim se evitará que possamos dizer, com inteira propriedade, como agora, "Que bem prega Frei Tomaz. Façam o que ele diz. Não olhem para o que ele faz."
Em linguagem chã, para não deixar dúvidas eventuais. É bonito criticar o PSD por saquear ideias. Perde muita força, quando se sabe que quem critica faz exactamente o mesmo.

MAZELAS TOMARENSES - PSP


Cão Tinhoso
Estava-se mesmo a ver! Eu, pelo menos, vi logo. Mas calei-me. Com as autoridades e com a justiça, respeitinho é muito bonito. E todo o cuidado é pouco. Agora, porém, que o que temia aconteceu, conforme mostra a fotografia tirada hoje, aqui vai o comentário adiado.
Num país como o nosso, onde o desporto é muito mais importante para os cidadãos do que a política ou a economia (basta ver as tiragens dos jornais generalistas e dos desportivos), era trigo limpo que a ideia de dividir o distrito em duas divisões policiais ia dar bronca. Bem dito, bem feito! Ainda se as designações oficiais fossem, por exemplo, PSP - Divisão A - Santarém e PSP - Divisão AA -Tomar, vá que não vá! Agora "POLÍCIA -1ª Divisão Policial - Santarém", e "POLÍCIA - 2ª Divisão Policial - Tomar", era evidente logo à partida que os polícias atingidos não iam aceitar de modo algum. Ninguém quer ser da segunda divisão, que o mesmo é dizer de segunda categoria. Ainda se a primeira divisão fosse em Tomar... Agora assim!!!
Fizeram muito bem, portanto, aqueles que arrancaram e/ou mandaram arrancar o 2ª que estava na parede. A dignidade dos tomarenses não está à venda! Menos que Santarém nunca! Pois se até somos mais velhos do que eles como cidade...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

MAZELAS TOMARENSES - Corre tudo mal

Foto 1

Foto 2

Foto 3

Cão Tinhoso
Hesito. Será do clima? Será da zona? Será das pessoas? Será de tudo um pouco? Certo é que, nas obras da Ponte do Flecheiro, nada parece correr bem. Foram as três faixas, foi o separador, foi o desvio da ligação à Av. Aquiles da Mota Lima, foi a bancada, foram as lajes, foram as escavações arqueológicas, à procura de ainda não se sabe o quê, foi a falta da rotunda na Av Torres Pinheiro... Tanta coisa a correr mal, que nem queria voltar a escrever sobre tão azarado projecto. Mas a actualidade é que manda.
Pescadores desportivos falaram com tomaradianteira, descontentes com mais uma obra que correu mal. Segundo nos disseram, forçados pelas normas europeias, os projectistas da ponte incluiram, no açude insuflável, duas "hidrorampas" -uma para canoas/barcos de recreio (foto 2), outra para os peixes (foto 3). Pois acontece, segundo asseveraram, que a dos peixes não tem por agora qualquer utilidade, por ter havido erros de cálculo. Ou os compartimentos da referida rampa ficaram demasiado altos, ou o açude ficou demasiado baixo, ou ambos. Em qualquer caso, a realidade é triste: gastou-se dinheiro e, como está, a rampa não serve para nada, uma vez que os peixes não conseguem subir. Correu mal, é o que é.
Logo ao lado, na margem do mercado, houve esforços para preservar um eucalipto, que estava próximo da ponte, mas o ingrato não agradeceu a deferência e secou. Um engenheiro silvicultor, consultado por tomaradianteira, asseverou que todas aquelas árvores, incluíndo o salgueiro-chorão, agora solitário, na outra margem, estão em fim de vida. Basta olhar para as respectivas extremidades secas, para perceber que assim é, acrescentou este técnico florestal.
Baseada não se sabe em que pareceres, a autarquia resolveu proceder ao abate do tal eucalipto seco, e aproveitou para cortar vários outros. Ficaram 9. Segundo indagações feitas no local, mandaram cortar os que estavam inclinados, ameaçando por isso cair a qualquer momento. Olhando para os que ficaram (foto 1), vê-se logo que foi mesmo assim. Os eucaliptos sobreviventes são todos de uma verticalidade parecida com a da maioria dos políticos. Vistos de um lado, pendem para a direita, vistos do outro, pendem para a esquerda. Basta comparar com os postes que estão ao lado... Vem então a pergunta inevitável -se também estão inclinados e velhos, porque foram poupados? Outra tarefa que correu mal? Chiça que é demais! Não será tempo de ir à bruxa?

OUTROS SÍTIOS - Agentina e Uruguai

Tango no Bairro de San Telmo -Buenos Aires - Argentina



Porta de Armas e ponte levadiça do Forte da Colónia de
Sacramento, com escudo de Portugal



Calle de los Suspiros, na Colónia de Sacramento - Uruguai


Citroën de 1944, na Calle Portugal, Colónia de Sacramento,
Uruguai, Janeiro de 2009

Do frenesim urbano ao bucolismo rural
Em Buenos Aires - Argentina, quem pode e está cansado do ambiente stressante da metrópole de 16 milhões de habitantes, vai até ao vizinho Uruguai. Mete-se no "barco-bus" rápido e uma hora mais tarde desembarca na Colónia, a 60 quilómetros da capital argentina. Trata-se da antiga Colónia de Sacramento, implantada em frente de Buenos Aires, pelo português Manuel Lobo, a partir de 1680. Após vicissitudes várias, veio a ser cedida à Espanha em 1730. Os seus habitantes, porém, só vieram a aceitar a nova soberania a partir de 1766. 36 anos de resistência, é obra!
Actualmente, a Colónia, como é designada, conta com cerca de 20.000 habitantes, é capital de província e o seu casco antigo, no perímetro da antiga fortaleza, é Património da Humanidade. Há até uma casa antiga, na Calle de los Suspiros que está praticamente como no século XVII, restaurada com dinheiros da Fundação Gulbenkian.
Como que a marcar o ritmo de vida por aquelas bandas, na Calle Portugal, este Citroën 1944, após ter suportado, sem grandes danos, décadas de intempéries, luta agora ingloriamente contra a natureza, que o procura reabsorver... Realmente, para tudo e todos, a existência é um estado precário e muito transitório.

ALERTA À CÂMARA

Dado que o nosso lema é "Os meios de saber e a coragem para o dizer"; considerando igualmente que, nas obras camarárias, se gasta dinheiro dos contribuintes, designadamente o nosso; julgamos útil difundir atempadamente o seguinte alerta. Nas actuais obras na Rua Infantaria 15, ao que parece preparam-se para repavimentar, com início já esta semana. A ser assim, cometem-se dois erros graves. Por um lado, os moradores do Bairro das Flores vão ficar irritados, pois não há jeitos nem modos de verem concluídas as obras que começaram muito antes das da Infantaria 15. Por outro lado, como quase sempre acontece com obras executadas a partir do chamado "planeamento à trouca-marouca", tudo indica que se esqueceram de instalar as indispensáveis sargetas, para esgoto das águas pluviais. Pelo menos é o que nos parece, comparando com outros troços urbanos. Naquele da Rua Silva Magalhães, por exemplo, entre a Corredoura e a Alexandre Herculano, há três novas sargetas no pavimento. Com se explica que na Infantaria 15, entre a Cândido Madureira e a Pedro Dias, ainda não tenham instalado nenhuma? Só pode ter sido esquecimento...
Se reparada agora tal lacuna, ainda se vai a tempo. Mais tarde, vai haver necessidade de levantar outra vez a calçada... e terão de nos ler, em tom menos ameno.

Redacção de tomaradianteira

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

ASSIM SOMOS, ASSIM VAMOS

Redacção de tomaradianteira
O Templário difundiu hoje no seu blogue que Ivo Santos foi o único vereador a votar contra a implantação de um monumento aos construtores civis tomarenses, na Rotunda da Serôdia, na Estrada da Serra. Reunida na habitual sessão, a autarquia tomarense debateu a maqueta e a pretensão da Casa do concelho de Tomar em Lisboa, que foi aprovada por 6 votos contra 1. Temos assim que, a menos de um ano do final do mandato, se aprovou um projecto controverso, com os votos favoráveis de toda a oposição, mas com um voto contra da maioria. Porquê? Salvo melhor explicação, parece-nos que apenas devido ao facto de Ivo Santos ser neste momento o único vereador a não depender, directa ou indirectamente, dos futuros votos, e outras ajudas substanciais, dos senhores construtores e respectivas sociedades, aquando das próximas eleições. Num contexto de crise cada vez mais grave, com numerosos problemas a aguardar soluções urgentes, sem programa conhecido, a maioria PSD decidiu dedicar algumas horas à discussão de um assunto ultra-secundário, controverso e que vai hipotecar a actuação dos futuros autarcas. Que os IpT votariam a favor, já era esperado, por razões sobejamente conhecidas. Mas causou forte surpresa, por tudo isso, que a oposição, onde pontifica um arquitecto em regime rotativo, candidato a futuro presidente, se tenha deixado arrastar, até ao ponto de votar a favor de uma solução manifestamente arquitectada de antemão. Agora, que dirão aos eleitores, durante a futura campanha eleitoral? Que são contra, mas votam a favor, quando convém? Que são a favor, mas votam contra, quando convém? E estão seguros de que os eleitores vão entender tal elasticidade de critérios? Aqui ficam as perguntas, para eventual debate, logo a seguir às autárquicas de Outubro. Assim somos, assim vamos. Ou somos levados?

A ESPERANÇA NUNCA MORRE

Estrada pan-americana, algures no sul do Chile

Na parede de um bar de Valparaíso -Chile


Na parede do mesmo bar, Allende e Neruda, na terra deste.


Inscrição no monumento a Salvador Allende, ao
lado do Palácio de la moneda e frente ao Ministério
da justiça



Na estrada pan-americana, rumo ao futuro, sem medo, apesar
das muitas centenas de quilómetros sem vivalma.



A esperança nunca morre, mas há que ser realista. Para todos os que continuam a acreditar, apesar de tudo, que é possível um mundo melhor, mais justo, mais livre e mais fraterno, aqui ficam estas fotos, que cada qual interpretará como entender. É isso mesmo a liberdade.

ELEIÇÃO PARA O CONGRESSO DO PS

O PS/Tomar escolheu, por voto secreto em urna, na passada sexta-feira 13, os seus delegados ao Congresso do partido, tendo igualmente votado o seu secretário geral, José Sócrates, que era candidato único ao cargo.
Votaram 63 pessoas, das mais de 300 inscritas, o que corresponde, segundo o próprio PS local, a 17% de participação. Ou seja, verificou-se uma abstenção de 83%, acrescentamos nós. Em ano eleitoral, quando a grande maioria dos voluntariamente filiados num partido se afasta das eleições internas, será que estamos no bom caminho? Será que, pelo menos, vamos na boa direcção?
Assim à primeira vista, tendo em conta que, aquando da escolha do cabeça de lista para a Câmara, votaram todos os que tinham direito a voto, há duas interpretações possíveis para a esmagadora abstenção do passado dia 13: Hipótese A - Os filiados já perceberam que com o anunciado candidato vão sofrer (mais) uma pesada derrota, pelo que não vale a pena continuar a perder tempo com actos inconsequentes a nível local; Hipótese B - Como usualmente, foram votar apenas os instalados à mesa do orçamento, respectivos acólitos e um ou outro aspirante.
Em qualquer dos casos, pode-se dizer, sem ponta de exagero -Isto está a ficar bonito, está!
Até o secretário-geral Sócrates, igualmente primeiro-ministro, para o qual não se vislumbra candidato alternativo em qualquer dos casos, conseguiu apenas 83% dos 17% que foram votar, o que corresponde a 54 inscritos. Isto é que vai uma crise!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

CRÓNICA DA ODETE DAS FARTURAS

Foto 1 - Av. Dª Maria L. de Mello e Castro

Foto 2 - Entrada da nova pista

Foto 3 - Local da antiga "Floresta do Nabão"


Foto 4 - Largo da Estação


Ainda bem que me pisguei para Leiria. Lá vive-se melhor. Mais gente, mais dinheiro, mais negócio. Em geral procura-se facilitar. Em tudo. Aqui em Tomar é o contrário. Procura-se complicar tudo. Arranjam dificuldades para depois venderem facilidades. Não admira que as pessoas dêem à sola. Aqui não se vai a lado nenhum. Cá por mim, assim que conseguir uma casinha em conta, deixo de vir dormir aqui.
Em obras pagas pelos contribuintes, aqui em Tomar é costume dizerem, quando há críticas, que "correu mal". E todas correm mal. A Corredoura foi o que está à vista de todos. O pavilhão não tem as medidas regulamentares. O estádio perdeu a bancada e os balneários. O Mouchão ficou sem casas de banho, mas ganhou um barraco modernaço e um lajedo, que ninguém descobriu ainda para que servem. E há também aquela ponte marreca, acima do nível das cheias, quando mais acima derrubaram o muro de protecção contra as mesmas cheias. As ruas da cidade antiga, ou aguardam acabamentos há meses, ou ficaram com passeios que ora esticam ora encolhem, ou com pavimentos mal nivelados, cheios de poças de água quando chove. Do parque de estacionamento que mete água, ou daquele que cortou o acesso de veículos aos habitantes da Pé da Costa de Cima, nem vale a pena continuar a falar.
Sobre a Ponte do Flecheiro e arranjos limítrofes, só se pode dizer que tudo aquilo parece que cada vez corre pior. Há meses que devia estar concluido, e nada.
Esta semana escolhi três exemplos e encomendei quatro fotografias bem explícitas. Na nº 4, pode ver-se um caso curioso. Não houve maneira de construir uma rotunda frente à Abegoaria Municipal, de forma que tiveram de arranjar uma solução de recurso para quem vem de norte poder cortar à esquerda. Mas houve dinheiro para colocar um duplo lampadário, praticamente em cima do que já lá estava. Quem se rala? Correu mal, e pronto. Os contribuintes pagam tudo.
As fotos 2 e 3 mostram outra obra que, pelo menos aparentemente, também correu mal. Fez-se o parque de estacionamento e duas pistas. Uma em vermelho, para ciclistas. Outra em calçada, com projectores no muro adjacente mas interrompida a certa altura, supõe-se que para peões. Havia igualmente um sistema de rega e continua a haver uma estacada de protecção à margem.
Os pescadores aproveitaram o local aprazível para "matarem o vício" durante algum tempo. Bruscamente, sem qualquer explicação pública, veio pessoal da autarquia, fechou o local a cadeado, arrancou o sistema de rega, deixando as condutas plásticas à vista, ou dentro do rio, instalou uma rede de protecção por cima da estacada e colocou placas "Proibido pescar " e "Proibida a entrada a pessoas estranhas ao serviço". Que serviço? Aquilo é provisório ou definitivo? Que se pretende afinal? O que é que correu mal, desta vez? Trata-se apenas de causar boa impressão junto dos eventuais compradores do antigo Convento de Santa Iria?
Esta coisa de estar sempre a repetir, por tudo e por nada, que correu mal, parece aqueles concorrentes eliminados do "Jogo Duplo", os quais também começam sempre por dizer "correu-me mal..." No caso das obras públicas tomarenses, palpita-me que com um pouco menos de deslumbramento perante os fundos de Bruxelas e com projectos e planeamentos mais cuidados, em vez de "feitos em cima do joelho", acabariam as empreitadas que correm sempre mal e excedem largamente os custos inicialmente orçamentados. Mas, como mostra a imagem nº 1, o mal já vem de longe. Se não erro, já durante os mandatos de Pedro Marques as coisas tinham tendência para "correr mal". Esta passagem para peões, praticamente sem saída, porque interrompida a meio, prova isso mesmo. Ele há coisas!
Um grande xi-coração da Odete das Farturas, que um dia destes vos vai trocar pelos leirienses.

DESPORTO NA IMPRENSA LOCAL


Redacção de tomaradianteira
No nossa pretérita análise da imprensa local e regional, na passada sexta-feira, fomos directos ao assunto, respeitando o nosso lema "Os meios de saber e a coragem para o dizer". Escrevemos, com todas as letras, que na nossa opinião há demasiado desporto nos semanários locais, designadamente quando comparados com os homólogos do distrito. Talvez por assinar com o seu nome oficial, o nosso companheiro António Rebelo teve direito a uma resposta da conhecida jornalista d'O Templário Isabel Miliciano. Resposta frontal, correcta, sucinta, devidamente identificada e limitando-se ao tema a comentar. Como gostaríamos que fossem todos os comentários enviados para este blogue.
No seu texto, Isabel Miliciano refere que, no semanário onde exerce a sua actividade, escrevem para o povo e não para os intelectuais. Para estes, acrescenta, há os blogues. Gente de fraterno diálogo, acolhemos a posição exposta e nem sequer voltaríamos ao assunto, não fora a página 10 do Público de hoje. Dir-se-á que O Público também é um jornal de referência, logo sobretudo para intelectuais. Faltando, ainda assim, definir capazmente "intelectual", acatamos o reparo.
Mas não podemos deixar de frisar que, quanto à RTP1, falar de intelectuais será como referir o calor que faz geralmente nos Pólos. Ora, como decerto já leram, foram os espectadores desse canal que reclamaram. Pouca sorte, portanto, para a jornalista d'O Templário, visto que já não somos os D. Quixotes da questão.

TENTAR COMPREENDER A CRISE

QUESTÕES PRÉVIAS

1 - Quando, há cerca de 2 meses, escrevi aqui que havia duas crises a nível local, foram muitos os que simplesmente não acreditaram. Como quase sempre acontece, escolheram a via mais fácil -negar tudo aquilo que não se entende. Anestesiados pela comunicação social que temos, a qual ocupa com desporto -particularmente futebol- o espaço que devia dedicar à política e à economia, não será nos próximos anos, nem lá perto, que deixaremos de ser um país de ignorantes em matéria de economia, com todos os malefícios daí resultantes. Impõe-se, portanto, tentar fazer o ponto da situação, pois não é por ignorarem, deliberadamente ou não, os movimentos do planeta, que este deixa de evoluir à volta do sol, com as consequentes mudanças climáticas que a todos atingem.

2 - Ao escrever que havia, no caso do nosso concelho, duas crises distintas -a nacional, agravada pela internacional, e a local, muito anterior e crónica- sabia bem o que estava a afirmar. Decidi, porém, omitir a justificação técnica, pois esta implicava o recurso a noções teóricas demasiado complexas para a generalidade dos seguidores deste blogue. Decorridos dois meses, aquilo que temia está agora a ocorrer. A crise mundial está a passar da esfera financeira para a da economia real. Significa isto que sou forçado a explicar, de forma abreviada, as noções de "esfera financeira" e "esfera da economia real". Exactamente aquilo que decidi omitir em Dezembro, designadamente pelo motivo já exposto.
Em síntese, designa-se por esfera financeira, ou finança, a área do "dinheiro pelo dinheiro", ou seja, o conjunto de actividades em que se procura valor acrescentado sem passar directamente pela produção ou comercialização de bens consumíveis. É o caso dos bancos, das bolsas, das seguradoras, dos fundos de investimento, das sociedades gestoras, dos títulos do tesouro, da dívida pública, entre outros. A restante actividade económica deve agrupar-se na chamada economia real, aquela de que todos dependemos e na qual estamos envolvidos, quer queiramos quer não.
E AGORA?
Resulta do anterior que não era muito difícil, há pelo menos dois meses, afirmar com segurança que a evidente, grave e crónica crise tomarense é distinta e anterior à actual crise mundial, embora esta possa contribuir para a agravar. Bastava e basta pensar que a crise mundial foi desencadeada e alastrou, até há pouco, essencialmente na esfera financeira, com início no lamentável caso dos "subprimes" americanos. Ora sucede, como sabem todos os que dominam pelo menos rudimentos de economia, que em Tomar não existe tal coisa, pelo menos desde o desaparecimento da Ordem de Cristo, de saudosa memória. Assim sendo, era e é óbvio que a crise tomarense tem outras causas e integra-se apenas na economia real.
Alheios a esta realidade, os autarcas que temos, tanto os da maioria como os da oposição, consideraram oportuno "apresentar serviço", atitude que se compreende, visto estarmos em ano tri-eleitoral. Foi, todavia, um grave erro, dado que, na caça como na economia, não basta disparar -é preciso acertar no alvo.Ora sucede que, tanto as medidas adoptadas como as propostas pelas oposições, carecem de realismo. Na altura, classifiquei-as de paliativas, quando deviam ser curativas; agora ouso ir mais longe -foram medidas de simples cosmética, apenas na mira das futuras eleições.
Apenas cosméticas, porque se tratou de evidente "efeito mimético", do tipo "os governos e as outras autarquias apresentam medidas anti-crise, portanto temos que fazer o mesmo". Apenas cosméticas porque não alteram nem vão alterar o que quer que seja, na cidade ou no concelho. Nem essa era a intenção, como já disse. Apenas cosméticas, enfim, porque agora que a crise começa a atingir seriamente a economia real, com o inevitável afrouxamento do consumo e o galopante aumento do desemprego, para níveis desconhecidos entre nós até agora, a autarquia tomarense está desarmada. Gastou as munições que tinha (e, se calhar, até as que não tinha), em tiros sem qualquer resultado, pois foram apontados a alvos errados e apenas imaginados.
Com muito menos alarido, e designadamente sem conferências de imprensa "para inglês ver", o Município de Ourém, igualmente governado pelo PSD mas com outra capacidade económica, decidiu uma medida muito mais prática e de efeito imediato -Está a fornecer diariamente refeições gratuitas a todas as famílias carenciadas que as solicitam. Mas também é verdade que por ali se cobra muito mais IRC e IRS do que em Tomar e lá habitam milhares de cidadãos calejados por dezenas de anos de emigração. O tal conhecimento do vasto mundo...
Mas então, perguntará o leitor, não se aproveita nada daquilo que os autarcas decidiram ou apresentaram para discussão? Não é bem assim. Salva-se, pelo menos, a intenção inicial. Ao decidirem apresentar propostas, os seus autores reconheceram (ainda que, se calhar,
contrariados), haver uma crise tão grave que não tem precedente conhecido. É um princípio. Agora terão de encontrar coragem, bagagem e vontade para irem até ao fim: A) - Determinar quais são as causas reais da específica crise tomarense; B) -Encontrar e aplicar as medidas (naturalmente dolorosas para quase todos) indispensáveis para curar tal doença crónica. Também poderão optar pela usual apatia. Se assim acontecer, as coisas vão agravar-se até níveis nunca antes conhecidos, podendo até chegar a movimentos populares menos pacíficos.
António Rebelo

domingo, 15 de fevereiro de 2009

REUNIÃO DA REDACÇÃO DO BLOGUE

Face à nova tendência de despejar aqui no blogue frustrações, recalcamentos, inibições, calúnias, insinuações, pseudo-informações, etc, tudo sem qualquer relação com os conteúdos redactoriais abertos aos comentários, a redacção de tomaradianteira debateu o problema e decidiu:

1 - Afirmar que não somos nem seremos vazadouro público ou ejaculatório para ninguém;

2 - Esclarecer que doravante serão eliminadas todas as mensagens que não tenham ligação
directa com o texto original a comentar;

3 - Lamentar que, em momentos de grave crise, criaturas menos dignas da espécie a que
pertencem persistam em atitudes da mais reles imbecilidade, tentando anular a acção de
quem pretende apenas informar e/ou esclarecer os cidadãos.

Redacção de tomaradianteira.blogspot.com

MAZELAS TOMARENSES - Vias pedonais

Foto 1 - Calçada de S. Tiago
Foto 2 - Calçada dos Cavaleiros

Foto 3 - Rapa Nui - Acesso à pedreira de Ranu Raruku


Foto 4 - Rapa Nui - Acesso ao vulcão Ranu Kau
OS BÁRBAROS E OS CIVILIZADOS
Cão Tinhoso
Há um velho dito popular árabe, segundo o qual "As viagens são muito formativas. Toma, porém, cautela. Se mandares o teu burro a Meca, ele voltará tão asno como era à partida." Lembrei-me disto enquanto via, com deleite, aqui no computador, as centenas de fotografias do nosso companheiro António Rebelo, tiradas durante a sua recente viagem à América do Sul. Com um olhar treinado por muitos anos de vida e centenas de viagens através do mundo, ele consegue ver e intuir tudo aquilo que outros olham mas não "vêem" nem entendem. Com imagens desse recente circuito e de anteriores deambulações pela nossa cidade, pareceu-me oportuno alertar novamente os tomarenses para uma evidência que os nossos autarcas persistem em não entender.
Desde os tempos do Império Romano que se tornou usual dividir o mundo em duas categorias - os civilizados, cidadãos do império; os bárbaros, todos os outros. Com o desfilar dos séculos, difundiu-se uma ideia ligeiramente diferente: Civilizados, os europeus e seus descendentes; bárbaros, todos os outros. Infelizmente, a realidade é, quase sempre, bem diferente. No caso presente, basta ver com atenção as imagens supra, tiradas em Tomar e na Ilha da Páscoa. Em todas elas o motivo central são as vias pedonais para turistas e naturais.
Na Ilha de Rapa Nui (designação original), 3.800 habitantes, isolados no meio do Oceano Pacífico, a 4.000 Kms da costa chilena e a 2980 da ilha mais próxima, Património da Humanidade desde 1995, as autoridades locais cuidam de bem acolher os turistas. Conforme se pode confirmar nas fotos 3 e 4, os caminhos pedonais foram arranjados com telas sintéticas, sobre as quais se colocaram "tapetes" de plástico duro com estrutura em favos, posteriormente cheios com gravilha. Foi a boa maneira encontrada para evitar que os turistas escorreguem na lama, o que leva a pensar que a governadora chilena da ilha e os seus habitantes preferem que os visitantes "escorreguem" de outra maneira, mais proveitosa para todos, deixando dólares, euros, libras, yens, etc. etc.
Enquanto isto, em Tomar, 35.000 habitantes, a 120 Kms de Lisboa e a 2.500 de Bruxelas, de onde têm vindo milhões e milhões de euros a fundo perdido, Património da Humanidade desde 1983, os acessos pedonais ao Convento, a 100 metros da Câmara, que é a entidade responsável pela sua conservação, estão como se vê há mais de 50 anos. Pergunta-se: Se, um dia destes, um turista menos acomodado escorregar e torcer um pé, ou partir uma perna, decidindo queixar-se, dado o evidente mau estado dos caminhos, que irá a autarquia alegar? Que não sabia? Que não tem verba disponível? Quem pagará a quase certa indemnização? Que culpa têm os contribuintes de que os autarcas sejam manifestamente desleixados?
Tudo visto e devidamente ponderado: Quem são os civilizados? Quem são os bárbaros?


sábado, 14 de fevereiro de 2009

DE TOMARENSE PARA TOMARENSES




Para o Rui Ferreira




Um tomarense, filho e neto de tomarenses, começa a ser coisa rara, agora que quase todos vão nascer fora. Um tomarense, filho e neto de tomarenses, que não usa linguagem suina nem insulta os outros a coberto do anonimato, é ainda mais raro. Por isso, caro Rui, aqui vão duas fotos, para ti e para todos aqueles que querem honestamente conseguir para esta terra, que adoramos, um futuro que seja pelo menos digno do passado. Será pedir demasiado?
Na imagem em que figuro, justamente para dar uma ideia do tamanho do monumento, o moai foi reerguido e restaurado. Recolocaram-lhe os olhos, feitos com conchas, e o pukau, em rocha vermelha. Os especialistas divergem, como quase sempre acontece, sobre o que representa o pukau -Cabelo? Chapéu? Ambos? Coroa? De momento ninguém sabe, pois falta decifrar a antiga "escrita" pascoana. Certo, mesmo certo, é que o pukau nunca fazia parte do monólito inicial, nem era feito na mesma pedreira, como facilmente se conclui no local, tal é a diferença entre os dois tipos de basalto.
Na outra foto pode ver-se o estado actual da pedreira de Ranu Raroku, onde foram talhados todos os 895 moais actualmente conhecidos (incluindo o que está no Museu Britânico, que os chilenos procuram recuperar). Alguns deles nunca chegaram a abandonar o local de origem. Uns porque se partiram, quando lançados para a planície, para iniciar o respectivo transporte. Outros por causa ou causas desconhecidas até agora.
Tudo isto numa ilha pequena (23 Kms de comprimento máximo, 12 de largura máxima), há 13 séculos, a 4.000 Kms da costa chilena e a 2950 da ilha mais próxima, o ilhéu de Pitcairn, actualmente com uma população de 50 pessoas, todas descendentes dos revoltosos do Bounty. Donde a ideia segundo a qual os moais são obra de extra-terrestres...

OUTROS SÍTIOS - Buenos Aires - Argentina


Foto 6

Foto 5

Foto 4


Foto 3



Foto 2




Foto 1


QUANDO VIRES AS BARBAS DO VIZINHO A ARDER...

Até meados do século passado, a Argentina foi um país próspero, a grande potência económica da América do Sul. Depois, pouco a pouco, primeiro com o populismo peronista, depois com os sucessivos governos ditatoriais militares, a decadência instalou-se e foi-se acentuando. Principais causas? As que também nos assolam -consumo superior à riqueza produzida, viver a crédito, despesas públicas excessivas e mal orientadas, excessiva dependência do Estado.
Sem população índia (massacrada no século XIX) e sem habitantes de origem africana, o país do tango, (Foto 1), dos gaúchos e da pampa é, praticamente, uma nação europeia, até na arquitectura. Sobretudo em Buenos Aires, uma metrópole de mais de 12 milhões de habitantes (Portugal conta actualmente cerca de 10 milhões), onde muita coisa vai mal.
O nosso colaborador António Rebelo andou por lá em Janeiro e, sem procurar muito, viu bem mais que o tango e os belos edifícios de estilo "Mansard". A Praça de Maio, onde está a Casa Rosada, residência da Presidente da República, (Foto 2), é local de permanente contestação, (Foto 4), tanto de direitistas como de sinal oposto. Por isso está tão protegida, por barreiras metálicas (Foto 5), e por polícias de choque (Foto 3). Sob as arcadas de um dos principais edifícios, um dos muitos excluídos do sistema. (Foto 6)
Afinal, os brandos costumes lusitanos, bastas vezes criticados, também têm vantagens. Apesar dos numerosos SDF, designadamente junto a Santa Apolónia, nem Belém nem S. Bento estão protegidos por barreiras metálicas ou pela presença premanente da polícia de choque. Por enquanto?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

OUTROS SÍTIOS



Outras terras, outras maneiras de proceder...



Aproveitando a ideia avançada por um amável participante e acedendo ao pedido do Rui Ferreira, tomaradianteira inaugura agora a secção "Outros sítios". Nela haverá fotos, factos, pontos de vista ou, eventualmente, respostas a questões sobre viagens, colocadas pelos participantes no blogue. Naturalmente, não se responderá a provocações. Sejam elas baratas ou caras, explícitas ou disfarçadas, intencionais ou não.
Começamos com uma foto da Ilha da Páscoa, para que o amigo Rui Ferreira, apaixonado por estas coisas, possa constatar que há "moais" na vertical. Acontece que, a dado passo da história, todos os "moais" foram derrubados, de forma a ficarem com o rosto virado para o solo. Uma forma de vingança, pois cada um deles representa um rei falecido, sepultado naquele local. Só há relativamente pouco tempo, no século passado, arqueólogos estrangeiros ousaram levantar de novo alguns dos pesados monólitos, com a ajuda de potentes gruas.
A fotografia mostra um desses conjuntos, que os japoneses, vizinhos afastados da ilha de "Rapa Nui", resolveram financiar. Antes de voltarem à posição original, foram todos beneficiados pelo facto de estarem implantados numa pequena ilha, situada a cerca de quatro mil quilómetros da costa chilena. Escreve-se isto porque, muito provavelmente, se estivessem em território português (em Tomar, por exemplo), os entendidos pensariam logo em usar os fundos japoneses para mandar limpar as estátuas. Exactamente como pretendem fazer à janela manuelina. No caso presente, afastadíssimos da Lusa Pátria e das suas sumidades, os pesados monólitos não foram limpos antes da reposição na vertical. Foram "injectados" com uma resina sintética, destinada a assegurar-lhes protecção contra a erosão, provocada pela acção conjugada do vento e da maresia. Outra terras, outros usos, outras maneiras de proceder...