Foto 1
Foto 2
Foto 3
Foto 4
MONOS MUNICIPAIS
Há-os por todo o lado e em todo o país (e no estrangeiro também). Neste caso, porém, merecem especial destaque porque são demasiados, porque já existem há muitos anos e porque são municipais. Estamos a falar de monos, o mesmo que mercadorias que não encontram compradores e que ninguém quer. Assim tipo ex-Convento de Santa Iria...
A foto 1 mostra aquilo que podemos apelidar de "Mono misterioso". Edificado aquando da empreitada dita de requalificação, mas que afinal acabou por desfigurar gravemente o tradicional Mouchão, tão do agrado dos tomarenses de berço ou de opção e dos visitantes, nunca os senhores autarcas julgaram útil explicar-nos para que serve ou virá a servir. O que significa que votaram um projecto sem terem consciência daquilo que estavam a fazer. Atitude criticável, pois se nenhum autarca é obrigado a saber ler projectos, mandam a decência e a honestidade que tenha a humildade de pedir esclarecimentos, de forma a poder decidir sabendo o que está em causa. Neste caso, resta-nos a pergunta venenosa: Não tiveram coragem para enfrentar e desagradar ao chefe Paiva, não foi ? Então agora aguentem-se !
A ilustração 2 é do "Quiosque Pirilampo": Alguém da autarquia, a dada altura, provavelmente numa noite de insónia, teve uma ideia luminosa, tipo rabiosque de pirilampo. -Um quiosque ali no jardim da Várzea Pequena é que era ! Mostra-se obra feita e os contribuintes pagam e não bufam. Não serve agora para nada ? Paciência ! Deixem-no estar que fica mais mais barato do que removê-lo.
A ideia de ajudar um munícipe deficiente esteve na base do quiosque da foto 3. Já lá vão quase trinta anos. Como o tempo passa ! Também neste caso, deixar estar é mais em conta do que remover. Mas se actual maioria fosse realmente "despachada", entre outras coisas, já teria providenciado no sentido de o alugar à J. C. Decaux, para afixação de cartazes. Ou até a um partido político, para propaganda e esclarecimento permanente...
Finalmente, na foto 4, um exemplo perfeito da actual política camarária, mera continuação da de António Paiva. Junto a prédios valiosos que foram oferecidos à autarquia, e que se degradam irremediavelmente de dia para dia, por evidente falta de manutenção, obras de tipo faraónico, cuja utilidade e prioridade não são nada evidentes.
Gostaram tanto do primeiro paredão que já estão a fazer outro. Quando lhes entrará nas respectivas monas que aquilo é praticamente inútil ? Se as cheias não entrarem por ali, entram pela Levada. Ou pela Várzea Pequena...
Bem andaram os responsáveis da ECOEDIFICA que já aproveitaram o primeiro troço edificado do novo paredão para, à boa maneira portuguesa, improvisarem um refeitório para os trabalhadores. Com vista para o rio e tudo ! Agora só faltam as canas de pesca.










