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terça-feira, 20 de abril de 2010

MAZELAS TOMARENSES - MONOS MUNICIPAIS

Foto 1

Foto 2

Foto 3

Foto 4

MONOS MUNICIPAIS

Há-os por todo o lado e em todo o país (e no estrangeiro também). Neste caso, porém, merecem especial destaque porque são demasiados, porque já existem há muitos anos e porque são municipais. Estamos a falar de monos, o mesmo que mercadorias que não encontram compradores e que ninguém quer. Assim tipo ex-Convento de Santa Iria...
A foto 1 mostra aquilo que podemos apelidar de "Mono misterioso". Edificado aquando da empreitada dita de requalificação, mas que afinal acabou por desfigurar gravemente o tradicional Mouchão, tão do agrado dos tomarenses de berço ou de opção e dos visitantes, nunca os senhores autarcas julgaram útil explicar-nos para que serve ou virá a servir. O que significa que votaram um projecto sem terem consciência daquilo que estavam a fazer. Atitude criticável, pois se nenhum autarca é obrigado a saber ler projectos, mandam a decência e a honestidade que tenha a humildade de pedir esclarecimentos, de forma a poder decidir sabendo o que está em causa. Neste caso, resta-nos a pergunta venenosa: Não tiveram coragem para enfrentar e desagradar ao chefe Paiva, não foi ? Então agora aguentem-se !
A ilustração 2 é do "Quiosque Pirilampo": Alguém da autarquia, a dada altura, provavelmente numa noite de insónia, teve uma ideia luminosa, tipo rabiosque de pirilampo. -Um quiosque ali no jardim da Várzea Pequena é que era ! Mostra-se obra feita e os contribuintes pagam e não bufam. Não serve agora para nada ? Paciência ! Deixem-no estar que fica mais mais barato do que removê-lo.
A ideia de ajudar um munícipe deficiente esteve na base do quiosque da foto 3. Já lá vão quase trinta anos. Como o tempo passa ! Também neste caso, deixar estar é mais em conta do que remover. Mas se actual maioria fosse realmente "despachada", entre outras coisas, já teria providenciado no sentido de o alugar à J. C. Decaux, para afixação de cartazes. Ou até a um partido político, para propaganda e esclarecimento permanente...
Finalmente, na foto 4, um exemplo perfeito da actual política camarária, mera continuação da de António Paiva. Junto a prédios valiosos que foram oferecidos à autarquia, e que se degradam irremediavelmente de dia para dia, por evidente falta de manutenção, obras de tipo faraónico, cuja utilidade e prioridade não são nada evidentes.
Gostaram tanto do primeiro paredão que já estão a fazer outro. Quando lhes entrará nas respectivas monas que aquilo é praticamente inútil ? Se as cheias não entrarem por ali, entram pela Levada. Ou pela Várzea Pequena...
Bem andaram os responsáveis da ECOEDIFICA que já aproveitaram o primeiro troço edificado do novo paredão para, à boa maneira portuguesa, improvisarem um refeitório para os trabalhadores. Com vista para o rio e tudo ! Agora só faltam as canas de pesca.

quarta-feira, 31 de março de 2010

A SERVIR A COMUNIDADE CONCELHIA ?!

Sem que se vislumbre em que se baseiam, os nossos autarcas da maioria persistem na ideia de que estão a servir a cidade e o concelho. Daqui resultam duas consequências, ambas bastante graves. Por um lado, convencidos da sua razão, não pensam sequer em alterar o que quer que seja em termos de actuação individual ou de grupo. Por outro lado, consideram seus inimigos e adversários da tranquilidade e do progresso todos os que ousam criticá-los.
Do alto da sua sobranceria e, pensam eles, protegidos pela sua omnipotência/omnicompetência, vão agravando dia a dia a decadência da urbe, transformando-se cada vez mais nitidamente (sem disso se darem conta, o que ainda é mais grave) no coveiros da cidade e do concelho. Já não são só as comunidades rurais que estão votadas ao abandono. Na própria cidade, são cada vez mais visíveis as mazelas provocadas por evidente falta de capacidade para gerir e resolver os assuntos correntes. Às casas de banho fechadas e às sargetas entupidas, vieram juntar-se pouco a pouco as covas nas ruas há pouco reabilitadas e aumentaram em quantidade e em profundidade os buracos no piso da diversas artérias. Junto ao Soldado Desconhecido, na Praceta Raúl Lopes, na Rua Voluntários da República. Cúmulo do desmazelo, agora até a principal rua da cidade antiga
-a Corredoura-, primeira grande obra do longo consulado de António Paiva, (em nome do PSD), está como documenta a ilustração acima. Será isto aceitável numa cidade que se pretende de turismo ?
Volvendo ao início: Estão realmente os autarcas a servir a comunidade concelhia ? Era bom, era!!!

sábado, 12 de dezembro de 2009

INSÓLITOS TOMARENSES - 13

Não havia necessidade ! Aquando da recente retirada da propaganda eleitoral, alguns painéis e cartazes foram esquecidos. Na rotunda frente ao quartel, por exemplo, havia um do CDS, outro já ultrapassado, duma feira de automóveis usados, em Abrantes, e uma bandeirola da CDU, pendurada no poste. Houve quem se manifestasse aqui no blogue contra o painel do CDS/Ivo Santos. Até que, uma noite destas, houve também quem fizesse o trabalho que se vê na foto. Mas deixaram o outro painel e a bandeirola. Está mal ! Mostra "um misto de ódio, inveja e desprezo que arrepiam de nojo. Que gente é esta ? Que nação é esta que produz gente assim ? Que, pela frente, calam, obedecem e curvam a espinha. Mas por trás caluniam, insultam, e vomitam até à náusea essa tão antiga e fatal característica portuguesa: a inveja."
Acabo de citar Miguel Sousa Tavares, no EXPRESSO de hoje. O contexto é diferente, mas o pessoal é o mesmo. E entre o anonimato e a calada da noite, não vejo grande diferença.


Embora com problemas graves, e uma crise que está ainda longe do fim, manda o realismo reconhecer que vivemos num bom país e numa excelente cidade. Os habitantes é que nem sempre nem todos estão à altura das circunstâncias. Quanto ao ambiente em geral, não nos podemos queixar. Dantes havia a árvore das patacas (em Macau, sobretudo). Agora, até temos árvores que dão garrafas de água mineral. Já com água e tudo. É certo que são garrafas das mais pequenas, mas mesmo assim... O leitor duvida ? Então faça favor de olhar para a fotografia com mais atenção. Nem assim ? Trate de mudar de óculos quanto antes !



Com árvores tão produtivas e um clima tão ameno, mesmo com gente tão infrequentável como a que se entretém a destruir propaganda eleitoral pela calada da noite, não há razões para dormir mal. Direi até que, na circunstância documentada na foto, não será nada conveniente ter sonhos agitados, que impliquem virar-se para um lado e para o outro, ou espernear. Caso contrário, é banho garantido, uns metros mais abaixo. De água mais ou menos corrente e (quase) sem tratamentos químicos. Querem melhor ? Eu não disse já que somos uma grande terra ?


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

AGRADECEMOS A UNS E A OUTROS

Paulatinamente, cidadãos e entidades lá vão percebendo que afinal de contas a crítica até é necessária, desde que visando o bem comum. Ainda bem.
Há alguns dias focou-se aqui o caso das lajes frente a Santa Maria dos Olivais, que estavam a ser colocadas sem respeitar as necessários juntas de dilatação. Pois houve quem lesse e mandasse emendar o trabalho já feito. Agora as pedras são assentes com o auxílio dos indispensáveis "marcadores" em plástico, ficando muito melhor. Só ainda não percebemos porque são trabalhadores da autarquia e não do empreiteiro a concluir o projecto. Mas iremos indagar.

Outro tanto aconteceu na Estação de caminho de ferro. Fez-se aqui o reparo de que a vegetação nos cais não era assim muito abonatória e logo os responsáveis mandaram proceder à indispensável limpeza. Assim é que é.
Agora só falta restabelecerem os comboios que outrora apenas paravam no Entroncamento e em Santarém. Bons tempos ! Chegava-se a Lisboa numa hora e pouco. Anos mais tarde, quando tanto se fala em TGV para "ganhar" pouco mais de meia hora entre Lisboa e Porto, no Ramal de Tomar precisamos de mais de duas horas para percorrer 125 quilómetros. O tempo voltou para trás ?


Quem parece não nos ler nem nos ouvir bem é a autarquia. Falou-se aqui nos buracos na estrada à volta do monumento ao soldado desconhecido, bem como no péssimo estado do banco sob a palmeira, em frente de S. Francisco. Pois fazem de conta que não leram nada e vá de proceder ao arranjo dos bancos junto ao citado monumento. Do mal o menos. Oxalá continuem. E não se esqueçam do alcatrão (ou do asfalto), que aquilo está uma vergonha digna do terceiro mundo.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O MONTE FUJI E O MONTE DE FUGIR

Os japoneses têm o Monte Fuji, que é para eles um local sagrado. Nós temos um Monte de Fugir, que é um local maldito. Fica na Rua Aurora de Macedo, em plena cidade antiga, com vista para o castelo e tudo. Já aqui se falou dele, do cheiro pestilento que exala e das moscas de todos os tipos, que de lá vêm e impedem a abertura das janelas. CIDADE DE TOMAR também já noticiou a anomalia, facto que os moradores agradecem.
Agora resolvemos ir lá fotografar à socapa, enquanto a fotografia digital (apesar dos constantes e consideráveis avanços da técnica) ainda não tem cheiro. Pode ser que um dia destes a autarquia resolva candidatar tal monte a Património Mundial, e assim já temos uma fotografia para o dossier de candidatura. Afinal deve ser a maior aglomeração do país de excrementos de gato. Aqui fica o alvitre. Ou então tratem de mandar limpar e desinfectar aquilo quanto antes. Em prol da saúde pública. Ou querem tentar acabar com os eleitores que geralmente votam mal ? Olhem que já nestas recentes autárquicas, um conhecido tomarense, igualmente fino analista dos hábitos da urbe, nos garantiu ter o PSD perdido a maioria absoluta por causa do PVCP, que resolveu votar noutro candidato, quando até agora sempre tinha votado social-democrata. Perante a nossa incompreensão, acrescentou que PVCP é = a "Partido das Viúvas do Café Paraíso". Aqui fica a informação, para futuros escrutínios eleitorais.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

MAZELAS TOMARENSES OUTRA VEZ...

Dantes, contentavam-se com as sanitas privadas ou os sanitários públicos, para despejar parte do que lhes ocupa a cabeça. Depois, os avanços da técnica permitiram-lhes conquistar novos lugares onde fazer o mesmo serviço. Foi a vez das paredes. Agora, nem os pequenos painéis informativos escapam. Não gostam da União Europeia ? As fronteiras estão abertas ! Pobres, ignorantes e mal agradecidos, é o que é ! Em caso destes, um pacato cidadão vê-se forçado a murmurar para com os seus botões -"Mal empregado rendimento mínimo de inserção !"


Há coisas que custam mesmo a entender. Para não irmos, por exemplo, a Segóvia, onde arquitectos às ordens dos romanos se esmeraram, aqui em Tomar temos o Aqueduto dos Pegões. Há mais de 500 anos, um arquitecto italiano projectou e construiu aquela obra de arte. Tem cerca de 6 quilómetros e a água, quando não é desviada, ainda hoje corre até ao Convento, graças à força da gravidade. Significa isto que, com simples tripas de porco, foi possível determinar a inclinação constante da nascente até aos depósitos finais, passando pelas sucessivas bacias de decantação. Nos nossos dias, apesar dos abundantes recursos disponíveis, conforme se constata nesta fotografia, qualquer rua de mais ou menos 300 metros atrapalha os técnicos. Bons tempos em que a Rua das Poças era só a oficialmente designada Rua do Centro Republicano...


Outro exemplo da triste época que atravessamos. Fizeram obras no troço sul da Rua Direita, entre a Rua do Teatro e a Rua da Graça. Foram realmente exemplares na conservação do património. Não só recolocaram a calçada tal como estava anteriormente, como mantiveram toda a situação pré-existente. Não havia sarjetas entre a Rua da Graça e a do Teatro ? Pois continua a não haver ! A sarjeta frente ao Cine-Teatro estava entupida há mais de dez anos ? Pois continua a estar, que assim é que é típico.
Grande prémio europeu da preservação do património para a Câmara de Tomar ! Já !



quarta-feira, 7 de outubro de 2009

INSÓLITOS TOMARENSES 6

Está cada vez mais linda a nova rampa de acesso ao mercado, proporcionada pela actual autarquia, graças às obras da Ponte do Flecheiro. Reparem os leitores que até dá para cadeiras de rodas (a motor, naturalmente) e já dispõe de canteiros, devidamente cuidados, de ambos os lados. Quanto ao piso ecológico, é uma verdadeira maravilha. A provar que a actual maioria se preocupa realmente com os munícipes-eleitores-cidadãos-contribuintes-utentes. Até nem sei o que tem impedido os candidatos de virem fazer campanha eleitoral exactamente para aqui. Nem sequer os do Bloco, a quem normalmente pouco ou nada escapa.

Outro aspecto muito bucólico das obras do Flecheiro. Neste caso, é de toda a justiça realçar o aspecto cuidado da vegetação, de ambos os lados da pista, perdão!, da ciclovia. Ou será uma pedovia ? Ou ambas ? Ao fundo, o magnífico açude, quase todo ecológico e biodegradável, cujas árvores crescem a olhos vistos. E aqui temos uma situação complicada. Por um lado, convinha que não houvesse cheias tão cedo, para podermos observar até onde crescerão as árvores e a restante vegetação. Por outro lado, enquanto não houver uma cheia das graúdas, que naturalmente arrastará tudo aquilo rio abaixo, continuaremos a ignorar qual a real utilidade do paredão da vergonha.

Bem informou a câmara que as obras da empreitada da Ponte do Flecheiro estariam concluídas o mais tardar em Abril. Seis meses depois, continua por acabar o terreiro ao redor da Torre Sineira de Santa Maria dos Olivais. Qual ou quais os motivos ? Ninguém sabe e a autarquia, tão pronta a anunciar isto e mais aquilo em grandes e caríssimos suportes, nada diz.
Na foto, um aspecto até agora habilmente escamoteado. Provavelmente por erros de cálculo quanto ao nível do solo, houve necessidade de "descalçar" grande parte das fundações (ou alicerces) da referida torre. Uma construção com mais de oitocentos anos. Se tem sido um particular a atentar de forma tão bárbara contra o património, já estaria a esta hora a contas com embargos, coimas, raios e coriscos. Tratando-se de obras por conta da autarquia, que devia dar o exemplo, "no pasa nada", como dizem os nossos irmãos castelhanos. E a crise continua...

sábado, 8 de agosto de 2009

MARAVILHAS TOMARENSES TAL E QUAL - 1

Resolvemos fazer como os publicitários. Após as mazelas, que era demasiado rasca, as paisagens, que era assim para o popularucho, inciamos hoje a série Maravilhas tomarenses tal e qual. E começamos com uma admirável valeta e o seu extraordinário estado de limpeza. Exemplar extremamente raro hoje em dia no país, ainda mais em ano de eleições. Com um pouco de sorte, poder-se-á encontrar ainda nos arrabaldes das grandes cidades portuguesas (que são muito pequenas à escala europeia). Na província, como dizem os lisboetas, deve ser caso único. A foto foi conseguida 200 metros para lá do Convento de Cristo, Património da Humanidade. Pode, portanto, a UNESCO estar descansada. Quem cuida assim da limpeza e higiene urbana, melhor cuida dos monumentos à sua guarda.


Falando de monumentos, esta árvore com formas surrealistas, uma olaia, ali ao lado da estrada do Convento, no desvio para a Senhora da Conceição, mostra bem como a actual maioria autárquica cuida do ambiente. Nada de contrariar a evolução natural da vegetação, para evitar aborrecimentos com ambientalistas, gente maioritariamente bizarra, que nunca ninguém sabe quando nem contra quem vão disparar. Já durante a construção do IC9 foi uma maçada das grandes, pelo que o melhor é não abusar da sorte. Deixar a natureza seguir o seu curso é de longe o melhor remédio, devem pensar os nossos alcaides.


Mesmo junto ao edifício da alcaidaria, na ribanceira (ou talude?) da estrada do Convento, o espaço entre o terraço da ParqT e o berma da rodovia apresenta esta aspecto. Sem dúvida alguma, excelente perspectiva para a rodagem de filmes do velho oeste.Quando as travessas de caminho de ferro, igualmente designadas por chulipas, bem como os respectivos carris, serviam para tudo. Até para construir fortes ou para consolidar encostas, de forma a que estas fiquem com um aspecto típico, tão do agrado dos turistas. Numa época em que o betão tende a invadir tudo, por todo o lado, este arranjo até deveria figurar nos desdobráveis turísticos. Para os visitantes aprenderem como se preservam as tradições, conseguindo-se ainda assim gastar centenas de milhares de euros. Praticamente como se aquela consolidação tivesse sido feita em pedra, ou com ferro e betão, o tal betão armado.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

ACTUALIDADES NABANTINAS

É o perigo da divulgação antecipada dos programas eleitorais! Mal os arautos do Bloco de Esquerda disseram ao Cidade de Tomar que tencionavam implementar o turísmo pedagógico (como se o turismo não fosse todo pedagógico), a actual maioria autárquica, sempre atenta ao evoluir do progresso, não perdeu tempo. Providenciou logo, no sentido de desenvolver uma Horta Pedagógica. Ali junto à Ponte do Flecheiro, onde abundam os lugares de estacionamento e escasseiam os carros. Conforme mostra a fotografia, em terrenos profundos de aluvião e com a quantidade de esterco que por aí há, as plantas medram a olhos vistos. Valha-nos isso, que a crise continua!
Gente fina é outra coisa! Mesmo se Mozart era mais calça justa que calça perra, está bem achado sim senhor! E com o cardápio em alemão (clique em cima da foto p.f., para ampliar) ainda é mais requintado. Mesmo se na época do ilustre músico, na corte de Viena, como em todas as outras, a língua culta era o francês. Mas pronto! De qualquer maneira, razão tinha o outro: Petits maqueraux au meunier não têm o mesmo sabor dos jaquinzinhos albardados, embora se trate do mesmo produto, preparado da mesma maneira. Vidas...

Podem acusar a autarquia de muita coisa, umas vezes com inteira justiça, outras nem tanto. A vida política tem dessas coisas. É-se remunerado para exercer mandatos que também incluem uma parte de "Muro das Lamentações". E então numa terra que até tem uma sinagoga e uma igreja que é cópia do Santo Sepulcro...
Neste caso, os competentes serviços camarários andaram bem. Se algum condutor, ou mesmo algum ciclista ou peão, tocados pelo álcool ou não, foram contra a parede, vindos da travessa em velocidade inadequada, não vão poder reclamar. O sinal está lá, para todos os efeitos tidos por convenientes. Só tem um pequeno óbice: os sinais só são válidos quando idenficados nas costas com a sigla da entidade responsável e a data da decisão. Acontece que, neste caso, como é evidente, não se consegue ver nenhuma dessas marcas. E não pensem que houve malandrice de quem virou o sinal. É mesmo assim, conforme poderão verificar no local, na Rua de Pedro Dias, junto ao Palácio dos Calçaperra, agora dos Tasso Figueiredo.



domingo, 31 de maio de 2009

RONDA DE FIM DE SEMANA

Há coisas realmente difíceis de entender. Todos os anos a autarquia gasta verbas importantes na reparação da Rosa do Mouchão e na construção do açude. Tudo porque fica bonito. Serve unicamente para ser visto, sobretudo pelos turistas, pois o antigo sistema de rega foi destruído aquando da recente e infeliz remodelação. Se é só para ser visto, como se justifica a situação actual, documentada na fotografia? Os tomarenses sabem que atrás do salgueiro-chorão está a roda a funcionar. Sabem também como a roda funciona. Mas os visitantes, senhores? São obrigados a adivinhar?

Conforme temos vindo a mostrar, há na cidade vastas zonas verdes e algumas rotundas a precisar de limpeza urgente e de rega a intervalos regulares. Enquanto isso, pelo menos uma vez por semana um jardineiro, com um regador e uma escadinha, lá vai regando os penicos que se vêem na foto, com uma infinita pachorra. Eventualmente murmurando para com os seus botões que não tem sorte nenhuma. É que deverão ser bem poucos os cidadãos que alguma vez repararam naquelas floreiras penduradas, no mais puro estilo manuelino. Ou gótico flamejante? E quando um trabalhador não percebe muito bem para que serve o seu trabalho...


Neste troço da antiga Rua de Coimbra, agora vedado ao fundo por motivos que ainda ninguém entendeu, este sinal de trânsito é mesmo em estilo tomarês. Tanta indicação para quê? Alguma vez lá esteve alguém a verificar se quem entra com o veículo é morador, ou vai para cargas e descargas? É evidente que não. Então não seria muito mais simples colocar uma só chapa com um T com o travesxsão a vermelho? Eventualmente até poderiam acrescentar BECO. Mas por favor, não acrescentem "sem saída", como é hábito, porque aí entrariam no estilo "arrecuar pra trás e assubir pra cima".


Para terminar por agora, um exercício de perspicobisbilhocácia (não vá ao dicionário que não está lá): Adivinhe qual é a bandeira que falta? Já percebeu? Exactamente!!! E sabe porque é que falta? Ora nem mais!!! Está a ver que a política local não é nada difícil? Que fazer então?! Olhe faça como aqueles alentejanos cautelosos da anedota. Quando lhes perguntaram se eram a favor ou contra o sexo antes do casamento, pensaram bem e falaram uns com os outros durante cerca de meia hora. Depois foram frontais -Somos a favor, mas só desde que não atrase a cerimónia!
Nunca fiando, que a vida dá muita volta!




PARQ T - A ORIGEM DAS MAZELAS 2

Vimos na primeira parte que, devido a carências do projecto adoptado, abundam as mazelas no conjunto do Parque de Estacionamento situado nas traseiras da Câmara. Além das já apontadas, acrescentamos agora a paupérrima inserção no terreno. De tal forma que, aparentemente concluída a empreitada, há zonas a carecer de urgentes acabamentos, como esta cujo tapume não esconde a ninguém o seu carácter provisório.


Se o tapume visto pelo lado externo já não é nada agradável, do lado oposto o aspecto é ainda mais desolador. Tem, no entanto, uma utilidade -permite ver uma boa parte daquilo que falhou no rascunho do projecto que foi usado.Perante este pseudo-acabamento fácil é perceber que o projectista não devia gostar mesmo nada de consultar atentamente as isoípsas. Compreende-se. Em zonas como esta, aquilo além de complexo tem uma tendência danada para fazer doer a vista. -E o que vêm a ser essas tais isoípsas? perguntará o leitor. São, em linguagem chã, "curvas de nível", que o mesmo é dizer linhas que, numa carta geográfica, unem pontos de igual altura ou altitude. São de interpretação algo complexa quando a zona em questão é bastante declivosa, como é o caso. Aparecem nas cartas geográficas com um aspecto de cabeças humanas que já perderam bastante cabelo.
Pois neste projecto do parque, factores convergentes apontam no sentido de não terem sido devidamente levadas em linha de conta as tais curvas de nível. O mesmo é dizer que foi involuntariamente escamoteado o declive acentuado, e as consequências estão à vista de todos. O terraço panorâmico e o café podiam estar uns bons dez metros mais acima, que não ofenderiam ninguém e... fico por aqui, em termos de projecção para o futuro, por causa dos abelhudos. Se já com a ideia inicial foi o que foi, o melhor é não lhes fornecer mais lenha, quando não ainda incendeiam isto tudo. Por agora é suficiente que os tomarenses tenham uma certeza -há remédio para as mazelas apontadas. Todas as mazelas apontadas.

Além das óbvias lacunas anteriormente elencadas, e de outras que voluntariamente se calaram, para não bater exageradamente no ceguinho, o acordo entre a Câmara e a Bragaparques também não contemplou, segundo tudo indica, a questão da manutenção. Ou seja: o dono da obra é a Câmara mas o concessionário da exploração do parque é a Bragaparques. Muito bem. E quem tem a obrigação de assegurar a manutenção do jardins suspensos, cujo estado é o documentado nestas duas fotografias? Aspecto importante, posto que, hoje em dia, as actividades que impliquem a utilização de muita mão-de-obra são bastante onerosas, pelo que qualquer empresário consciente tudo faz para se livrar delas ou as reduzir ao mínimo. Tudo indica que foi o que fez a Bragaparques, aproveitando-se da sua grande experiência face à ingenuidade do dono da obra, ainda demasiado verde nesta e noutras coisas.


Além de especificações técnicas como o café panorâmico e o ascensor, já elencadas na primeira parte, o projecto omitiu aspectos essenciais, como o da posterior manutenção, mas implicou a plantação de jardins suspensos, com sistemas de iluminação e de rega automática. Pena é que nada disto tenha alguma vez funcionado até agora. E não deverá ter sido unicamente por causa do contencioso ainda existente entre a autarquia e a Bragaparques.
Perante tal panorama, é urgente encarar desde já o retorno às origens, às componentes iniciais do programa. A saber: 1 - Consolidação digna do talude da Av. Vieira Guimarães; 2 - Café com esplanada realmente panorâmica; 3 - Saída de veículos do parqueamenteo que não implique com as liberdades fundamentais dos moradores da Rua do Pé da Costa de Cima; 4 - Ligação Baixa-Castelo; 5 - Reposição da Calçada de S. Tiago na sua traça primitiva; 6 - Estudo da eventual implantação de habitação de qualidade; 7 - Respeito absoluto pelo património, pelo ambiente e pelo enquadramento.
Dado que os fundos europeus só vão durar até 2013 (se durarem!), já não resta muito tempo aos autarcas que nos irão governar durante o próximo mandato para explicarem aos eleitores o que tencionam fazer em relação a esta nódoa no tecido do Núcleo Histórico. Cá contamos estar para agir no sentido de evitar que se esqueçam...



sábado, 30 de maio de 2009

PARQ T - A ORIGEM DAS MAZELAS 1

Entretidos, primeiro com os "arranjos" do Jardim da Várzea Pequena, do Mouchão, do ex-Estádio, do Pavilhão, do Parque de Estacionamento que mete água e das piscinas; depois com a discussão e posterior execução das obras do Flecheiro, os cidadãos esqueceram pouco a pouco as evidentes mazelas do Parque de estacionamento da Park T, ali nas traseiras do Paços do Concelho, no local do antigo mercado. Tais mazelas ou "defeitos de fabrico" resultam, como infelizmente já vai sendo hábito, de um projecto mal articulado e incompleto. Mal articulado porquanto se nota perfeitamente que não teve em conta todas as variáveis que era míster hamonizar. Incompleto porque não apresentou solução para nenhum dos principais problemas colocados -trânsito na Rua do Pé da Costa de Cima (na foto), sustentação da estrada de acesso ao Convento, saída do parque de estacionamento, café com terraço panorâmico, ligação Baixa-Castelo.
Tais carências resultaram de evidente precipitação e falta de humildade do "dono da obra". Eleito sem qualquer programa capaz, vendo-se na óbvia necessidade de "mobilar o mandato", como espírito prático que era, recorreu ao que havia. Ouvira falar vagamente da excelente ideia que seria construir um parque de estacionamento a poente da Câmara e zás! vamos por aí antes que se faça tarde! Há que aproveitar os fundos europeus enquanto há! E assim se avançou para a realização de um filme a cujo indispensável guião faltavam páginas fundamentais. Ou seja, para usar linguagem de engenheiro, o caderno de encargos não estava nem nunca ficou completo.
Para complicar ainda mais, o mal amanhado projecto inicial foi mandado para Lisboa, onde foi apreciado e emendado por uns senhores do IPPAR (agora IGESPAR), ao que parece mais acostumados a jogos de computador do que a projectos de parques de estacionamento em zonas ditas sensíveis.
A fotografia acima mostra uma das principais mazelas: para assegurar a saída do parque, os moradores da Rua do Pé da Costa de Cima ficaram sem acesso rodoviário até à porta. No sentido descendente é trânsito proibido, no sentido ascendente têm de transitar pelo interior do parque, o que implica pagar bilhete para poder levantar a barreira e saír. Temos assim uma situação única do País -moradores a quem não é concedida uma das liberdades fundamentais de qualquer cidadão, a liberdade de circulação.

Um outro dos problemas que era necessário resolver, já esteve na origem de um processo judicial que a autarquia perdeu, o que a forçou a pagar ao empreiteiro 750 mil euros + alcavalas. Mesmo assim a situação mantém-se, com o aspecto manhoso que a fotografia documenta. Aquilo que foi feito, alegadamente para sustentar a barreira, não é eficaz nem estético e envergonha a engenharia portuguesa, no dizer de um técnico qualificado. "Na América do Sul ou em África, enfim! Agora na Europa, no século XXI? Tenham pena de mim" exclamou com ar magoado.


Tendo ouvido falar, nos primórdios, de café panorâmico, esplanada, elevador, o dono da obra, cuja principal qualidade nunca foi a humildade, julgou ter percebido perfeitamente o filme, apesar de só ter ouvido alguns fragamentos da história, se calhar até mal contada. Vai daí, ordenou que o parque a construir devia incluir uma escada de acesso à cobertura, um ascensor, um terraço em calçada à portuguesa e instalações para um café. Além de outras especificações que veremos a seu tempo, na próxima peça.
A ilustração mostra o estado actual das coisas. Há realmente uma larga escadaria, um terraço em calçada, um ascensor e instalações para um café com esplanada. Não será nunca aquilo a que se poderá chamar panorâmica, mas enfim! Lástima das lástimas, como era previsível a partir do erro inicial de concepção, aquilo nunca funcionou nem vai funcionar. O café esplanada porque ninguém vai aceitar explorá-lo na localização que agora tem; o elevador porque sem café-esplanada a funcionar não serve rigorosamente para nada. Uma desgraça nunca vem só...



quinta-feira, 2 de abril de 2009

AÇUDES VELHOS E AÇUDES NOVOS




Antigamente, naqueles tempos em que ainda não havia diplomados em engenharia, porque também não existia tal especialidade no ensino superior de então, já se faziam açudes, sempre que necessário. Dado que também não existia ainda o cimento, logo que as circunstâncias obrigavam a fazer obras "em duro", em vez de "em madeira", usava-se muita pedra e alicerces em estacaria de pinho verde. Conforme se vê na foto do Açude Real, para obviar à erosão provocada pela queda de água, o dorso do açude é em "dégradé" e tem uma base em L, quando necessário, como na parte nordeste, onde assentava a Ponte de Madeira, de saudosa memória. Deste modo, o movimento da queda de água não provocava nem provoca o "descalçar" do açude.
Conforme escreveu Camões, há mais de 500 anos, "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades/Todo o mundo é feito de mudança/Tomando sempre novas qualidades", e alguns defeitos, acrescentamos nós. Neste caso dos açudes, apareceram as faculdades de engenharia e os consequentes engenheiros, os quais, graças ao cimento e ao ferro, enveredaram por outros modelos e outras técnicas construtivas. No caso do Flecheiro, com a posteriores alterações ao projecto inicial, os profanos como nós nem sequer sabem se afinal o que lá está é um açude de comportas rotativas, ou um açude insuflável. Certo é que, com um ou com outro, tudo indica que deve ter havido berbicacho. A queda de água deve ter começado a erosinar o fundo do rio, provavelmente não betonado previamente, como convinha. Estando a obra em Portugal, recorreu-se à especialidade nacional -o desenrascanço. Colocaram uma série de "sacos" de rede metálica cheios de brita grossa, de maneira a formar uma barreira, susceptível de subir ligeiramente o nível da água, amortecendo assim o efeito da queda. Conseguiram, certamente, o que pretendiam, mas o resultado prático está longe de ser brilhante, como mostra a fotografia. Aquilo parece mais uma reserva de lixo do que uma barreira de retenção. Não seria melhor ir pensando noutra solução mais airosa e agradável à vista? Como está é uma vergonha para os engenheiros, tanto projectistas como dirigentes e/ou fiscais.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

OBRAS CARAS, FEIAS E INÚTEIS









Este não é um texto do primeiro de Abril. Infelizmente as fotos são como o algodão do anúncio -não enganam.
Antes do 25 de Abril, um pouco por todo o país, alguns intelectuais iam insinuando, nos cafés, que tinham rascunhos na gaveta, coisas de grande qualidade, mas que a censura... Meses e anos depois constatou-se que, na esmagadora maioria dos casos, tratava-se apenas de basófia mal arrumada. O mesmo parece ter sucedido com os fundos europeus. Antes, os autarcas e os governantes diziam querer fazer isto e mais aquilo, mas não terem dinheiro. E é verdade que até para concluir a A 1, Lisboa-Porto, foram necessárias verbas de Bruxelas, o que mostra bem a nossa real capacidade governativa. Conseguidos os fundos europeus com abundância, é o que se pode ver por esse país fora e aqui em Tomar. Afinal ninguém tinha planos devidamente articulados e programados no tempo. Na melhor da hipóteses, apenas obras desgarradas, algumas de utilidade muito duvidosa.
Aqui em Tomar, as fotografias são elucidativas: em qualquer dos casos, obras ou arranjos cuja utilidade não é conhecida. O horrivel paredão e respectivo talude, além de já terem provocado acidentes graves, e de causarem graves transtornos a quem por ali mora, trabalha ou se diverte, não servem rigorosamente para nada, senão para "encher o olho" dos papalvos. Essa história de protecção contra as cheias, não passa disso mesmo, uma história. Como se poderá constatar quando ocorrer uma inundação superior à média, as águas entrarão por aquele vão entre a Ponte Nova e a Moagem, como sempre aconteceu, por ser a zona mais baixa em relação à antiga muralha, agora tapada pelo paredão. Ainda que tentem remediar tal mazela, de nada servirá, pois a água entrará pela Levada, como também sempre tem acontecido, e assim sucessivamente...
Acresce que, em mais de 50 anos, o rio galgou as margens na zona urbana 3 vezes. Valerá a pena tanta preocupação, ou trata-se apenas de obras para inglês ver e pouco mais?
Com a nova ponte Mouchão-ex-Estádio acontece o mesmo. Sobre-elevada em relação às margens, esteticamente ficou horrivel, obrigando a instalar rampas e escadas que são de arrepiar. Justificação técnica -trata-se de precaução contra as inundações. Cabe perguntar: quando o rio inundar o Mouchão, o que nunca aconteceu em mais de 50 anos, inundará também o ex-estádio, cujo nível é nitidamente mais baixo; sendo assim para que servirá a ponte estar mais alta? Para abrigar os patos? A velha ponte de madeira prestou mais de 40 anos de bons serviços, e só uma única vez foi parcialmente levada pela cheia. Na ausência de reclamações, resolveram substituí-la porquê? Para esbanjar dinheiro?
Ainda no Mouchão, um pouco mais a norte, ali onde havia as casas de banho, vê-se agora um lajedo e uma estranha construção modernaça, que ninguém sabe para que serve. Solário para namorados? Cabine telefónica avantajada? Redoma para futura estátua em tamanho natural de quem a mandou fazer? Ninguém sabe ao certo. Sabe-se é que resolveram deitar abaixo o muro de protecção com assentos, que por ali havia, substituindo-o por uma grade de fraca qualidade. É assim. Num sítio fazem una ponte bem acima das margens, por causa das cheias. Noutros sítios, como no Mouchão e no ex-Estádio, susbstituem por grades metálicas os antigos muros de protecção contra as mesmas cheias. Se alguém perceber, por favor esclareça-nos.
Há também o mistério do antigo "Banco dos Namorados". Aquando da infeliz remodelação do Mouchão, resolveram acabar com ele, tendo até vedado o respectivo acesso pedonal e impedido assim o desfrute do belo panorama citadino. Porquê? Inveja? Ignorância? Insensibilidade? Ninguém sabe ao certo.
O deputado Miguel Relvas, mentor do PSD local e regional, disse uma vez publicamente que o anterior presidente era um dos melhores autarcas do país. Uma de duas -ou exagerou muito fortemente, ou então coitados dos munícipes por esse país fora.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

MAZELAS TOMARENSES - PSP


Cão Tinhoso
Estava-se mesmo a ver! Eu, pelo menos, vi logo. Mas calei-me. Com as autoridades e com a justiça, respeitinho é muito bonito. E todo o cuidado é pouco. Agora, porém, que o que temia aconteceu, conforme mostra a fotografia tirada hoje, aqui vai o comentário adiado.
Num país como o nosso, onde o desporto é muito mais importante para os cidadãos do que a política ou a economia (basta ver as tiragens dos jornais generalistas e dos desportivos), era trigo limpo que a ideia de dividir o distrito em duas divisões policiais ia dar bronca. Bem dito, bem feito! Ainda se as designações oficiais fossem, por exemplo, PSP - Divisão A - Santarém e PSP - Divisão AA -Tomar, vá que não vá! Agora "POLÍCIA -1ª Divisão Policial - Santarém", e "POLÍCIA - 2ª Divisão Policial - Tomar", era evidente logo à partida que os polícias atingidos não iam aceitar de modo algum. Ninguém quer ser da segunda divisão, que o mesmo é dizer de segunda categoria. Ainda se a primeira divisão fosse em Tomar... Agora assim!!!
Fizeram muito bem, portanto, aqueles que arrancaram e/ou mandaram arrancar o 2ª que estava na parede. A dignidade dos tomarenses não está à venda! Menos que Santarém nunca! Pois se até somos mais velhos do que eles como cidade...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

MAZELAS TOMARENSES - Corre tudo mal

Foto 1

Foto 2

Foto 3

Cão Tinhoso
Hesito. Será do clima? Será da zona? Será das pessoas? Será de tudo um pouco? Certo é que, nas obras da Ponte do Flecheiro, nada parece correr bem. Foram as três faixas, foi o separador, foi o desvio da ligação à Av. Aquiles da Mota Lima, foi a bancada, foram as lajes, foram as escavações arqueológicas, à procura de ainda não se sabe o quê, foi a falta da rotunda na Av Torres Pinheiro... Tanta coisa a correr mal, que nem queria voltar a escrever sobre tão azarado projecto. Mas a actualidade é que manda.
Pescadores desportivos falaram com tomaradianteira, descontentes com mais uma obra que correu mal. Segundo nos disseram, forçados pelas normas europeias, os projectistas da ponte incluiram, no açude insuflável, duas "hidrorampas" -uma para canoas/barcos de recreio (foto 2), outra para os peixes (foto 3). Pois acontece, segundo asseveraram, que a dos peixes não tem por agora qualquer utilidade, por ter havido erros de cálculo. Ou os compartimentos da referida rampa ficaram demasiado altos, ou o açude ficou demasiado baixo, ou ambos. Em qualquer caso, a realidade é triste: gastou-se dinheiro e, como está, a rampa não serve para nada, uma vez que os peixes não conseguem subir. Correu mal, é o que é.
Logo ao lado, na margem do mercado, houve esforços para preservar um eucalipto, que estava próximo da ponte, mas o ingrato não agradeceu a deferência e secou. Um engenheiro silvicultor, consultado por tomaradianteira, asseverou que todas aquelas árvores, incluíndo o salgueiro-chorão, agora solitário, na outra margem, estão em fim de vida. Basta olhar para as respectivas extremidades secas, para perceber que assim é, acrescentou este técnico florestal.
Baseada não se sabe em que pareceres, a autarquia resolveu proceder ao abate do tal eucalipto seco, e aproveitou para cortar vários outros. Ficaram 9. Segundo indagações feitas no local, mandaram cortar os que estavam inclinados, ameaçando por isso cair a qualquer momento. Olhando para os que ficaram (foto 1), vê-se logo que foi mesmo assim. Os eucaliptos sobreviventes são todos de uma verticalidade parecida com a da maioria dos políticos. Vistos de um lado, pendem para a direita, vistos do outro, pendem para a esquerda. Basta comparar com os postes que estão ao lado... Vem então a pergunta inevitável -se também estão inclinados e velhos, porque foram poupados? Outra tarefa que correu mal? Chiça que é demais! Não será tempo de ir à bruxa?

sábado, 17 de janeiro de 2009

MAZELAS TOMARENSES - Sinais do tempo






Cão Tinhoso
Política esotérica?
Começo com um assunto que me tem apoquentado, e para o qual gostaria de obter esclarecimentos. No blogue de Luis Ferreira, vamosporaqui.blogspot.com, actualizado quase todas as semanas, aparecem ultimamente duas fotografias estranhas. Uma mostra uma nora árabe, também conhecida por engenho aqui na nossa zona. A outra mostra um candelabro judaico, com os clássicos sete braços terminados em castiçais, para colocar as sete velas alusivas às sete tribos de Israel. Tudo claro, portanto? Pois não senhor. Antes pelo contrário.
Porquê a nora? Quem é que anda ou devia andar à nora? Haverá alguma relação entre o candelabro e a cabala? Pretende-se o apoio dos judeus? A foto foi tirada onde? Mistério, mistério, mistério...
A tradição já não é o que era...
Corajosamente, um munícipe com estabelecimento na Rua da Graça continua a usar uma das suas montras para publicitar a sua campanha contra o aumento da água. Já obteve uma primeira vitória: a DECO, Associação de Defesa do Consumidor comunicou-lhe que a recusa do livro de reclamações par parte dos SMAS é ilegal, sejam quais forem os argumentos usados, pelo que deve chamar a PSP quem desejar reclamar e lhe for negado o livro. Tomar a dianteira apoia a acção do citado munícipe e do seu grupo AQUA. Que nunca lhe falte ânimo, para demonstrar que em Tomar, a tradição já não é o que era. Nem lá perto!
Os tempos estão a mudar...
Houve tempo em que neste país, quando um burro falava, os outros baixavam as orelhas e acatavam respeitosamente. Pois foi chão que já deu uvas. Devido às obras na Rua Direita, a Câmara comunicou aos munícipes, num pequeno impresso afixado no local, que os contentores da Rua D.ª Aurora de Macedo passam a estar na Rua da Graça. Podia ter dito que os moradores sem possibilidades, por qualquer motivo, de se deslocarem com os detritos ao novo local, deviam deixar os sacos no sítio antigo, que os serviços viriam recolhê-los. Não o fez, mas nada lucrou com isso, a não ser acusações de desdém, arrogância e deixa andar. Os moradores fazem de conta que não leram nada e escoram-se nas elevadas taxas mensais que pagam, as quais devem dar direito a algumas regalias. Têm toda a razão! Realmente, os tempos estão a mudar, e de que maneira! Até os tomarenses já protestam, tanto de forma activa como passiva.
País de brandos costumes, terra de brandos costumes...
Finalmente a PSP lá conseguiu uma nova casa, com a dignidade, o conforto e o equipamento que constituem o mínimo a conceder a uma corporação de defesa dos cidadãos. Por isso aqui ficam as nossas felicitações aos polícias e o nosso agradecimento ao governo. O seu a seu dono.
Como sempre acontece em termos de obras, os projectos e o planeamento dos trabalhos enfermam de alguns erros, quase sempre reparáveis, desde que haja humildade para reconhecer o que não está bem e proceder à respectiva correcção.
No caso das novas instalações da PSP, acabadinhas de inaugurar, após grandes obras de adaptação às novas funções, há qualquer coisa que não bate certo. Basta olhar com atenção para a fotografia acima. Enquanto à direita se pode ver um pequeno portão para acesso pedonal, que está fechado e é dotado de trinco eléctrico; do lado esquerdo, a entrada para viaturas não tem qualquer portão. Qualquer pessoa, com qualquer intenção, pode entrar de noite ou de dia, tanto baixando-se um pouco, como passando entre o suporte metálico e a parede, à esquerda ou à direita. Teria ficado muito mais caro instalar um portão automático, pelo menos da mesma altura da vedação (que me parece de masiado baixa, mas enfim...)?
Não ignoro que, como afirma João César das Neves, conhecido economista/sociólogo/cronista conservador, em Portugal, felizmente para todos nós, até os extremistas são boas pessoas. Mesmo assim, continuo a pensar que os agentes e responsáveis da PSP de Tomar merecem lá um portão automático. Quanto mais não seja para poderem descansar melhor, designadamente durante a noite.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

MAZELAS TOMARENSES - Trapalhadas





FAVELA DO BAIRRO DAS FLORES?
Cão Tinhoso
As pessoas mais velhas e com menos escolaridade oficial, mas nem por isso menos inteligentes, costumam dizer que para o fim do mundo havemos de assistir a coisas extraordinárias. Olhando para a situação actual do Bairro das Flores, ali à ilharga do Jardim da Várzea Pequena, que até já foi requalificado e tudo, começo a pensar que têm razão. Aquele sector tradicional da cidade velha, agora mais pomposamente designado por núcleo histórico, cada vez se parece mais com uma povoação sul-americana. Uma favela, por exemplo. Por agora, só as ruas e passeios é que são de favela, desde há quase um ano. Mas já houve um empreiteiro que, com as melhores intenções, aproveitou o deixa andar e resolveu ocupar a rua a quase toda a largura com o seu estaleiro. Se a moda pega... teremos mesmo uma favela, pois até já lá moram brasileiros.
Tudo isto a cerca de cem metros dos Paços do Concelho, onde se reúnem solenemente os senhores vereadores e o senhor alcaide. Pois mesmo assim, nem a imprensa aborda o assunto, nem a oposição protesta, nem a maioria explica o que se passa. Deve ser o "Tomar way of life".
Cumprindo ordens da redacção, lá fui indagar. Farejar, para ser mais preciso.
A todos os responsáveis ladrei as mesmas perguntas: Porque é que aquilo está assim, ao Deus dará, desde Março de 2008? Para quando o calcetamento e a conclusão dos trabalhos? A alguns moradores ladrei duas perguntas: O que pensa disto tudo? Porque não protesta?
Da autarquia consegui ser atendido por um elemento da maioria PSD. De forma simpática, embora com um fundo de condescendência, assim como quem diz "Lá vem este tentar moer o juízo ao pessoal", lá foi dizendo que a conclusão das obras está pendente da instalação das condutas de gaz, telefone e electricidade. Não faria grande sentido estar agora a calcetar a rua e consertar os passeios, para depois voltar a abrir tudo.
Pelas bandas da oposição, ouvi que aquilo é mais uma azelhice, provocada pela falta de adequada coordenação com as outras entidades envolvidas.
Das três empresas em questão, foi complicado conseguir contactar alguém autorizado a falar, mas sempre consegui perceber que a autarquia tomarense terá agido à maneira da cavalaria antiga. Terá decidido avançar, mesmo sem ter obtido previamente a garantia de que as três redes, (gaz, telefone, electricidade), seriam colocadas em simultâneo com a da água e dos esgotos. Terá havido, portanto, falta de articulação e, sobretudo, falta de cortesia. Daí a actual posição dominante. "Temos outras prioridades; quando chegar a vez daquele sector tomarense, lá estaremos a trabalhar."
"Estamos fartos, é só lama, ou areia, ou pó por todo o lado. Não se pode ter nada limpo. A Câmara até nos devia dar um subsídio para pagar as escovas e a pomada para os sapatos. Toda a gente se queixa dos buracos e não é com uns carros de mão de areia que as coisas se resolvem. É uma pouca vergonha. Isto está assim desde Março e nem sabemos quando é que vai ser arranjado." Assim falaram alguns moradores. Ao ser-lhes perguntado porque não protestam, foram praticamente unânimes: "Não vale a pena. Somos pequenos. Ninguém nos liga. Eles só querem é encher o bandulho e estão-se nas tintas para o resto. Querem lá saber dos habitantes do Bairro das Flores!"
Tudo devidamente ponderado, até são capazes de ter razão!