sábado, 7 de maio de 2011

A ALEMANHA É QUE NOS VAI VALENDO...


Pelo menos desde o 25 de Abril, em todos os momentos difíceis, a Alemanha é que nos vai valendo. Foi assim durante os primeiros e conturbados tempos da democracia, com auxílios substanciais ao PS e ao então PPD, agora PSD. Foi assim com a nossa adesão à actual União europeia. Foi assim com a industrialização do nosso país, nomeadamente com a vinda da Siemens e da Auto Europa. Foi assim com o recente apoio durante a crise económica, que não vamos conseguir ultrapassar antes de 2014. Se conseguirmos! Foi assim com o pacote composto e imposto pela troika, sob direcção germânica.
É assim com o direito à informação, que entre nós está constitucionalmente garantido a todos os cidadãos,  conquanto algumas entidades assim não o entendam. A câmara de Tomar, por exemplo, vai protelando, protelando, protelando, até vir a ser obrigada judicialmente a proceder em conformidade com a Lei, além de poder vir a ter de indemnizar o queixoso. Num tão infeliz contexto, felizmente que temos uma vez mais os alemães, que nunca brincam em serviço. À falta de adequada colaboração autárquica, podemos usar as informações facultadas pela própria Opel. Refiro-me ao custo do Opel Insígnia Executivo, usado pela vice-presidência da autarquia nabantina. No total, à roda de 38 mil euros em 4 anos + seguro + combustível. Para um município nas lonas, que já nem sequer tem recursos para mandar picar, rebocar e caiar uma das paredes da Sinagoga, ou para mandar escovar e pintar as paredes exteriores da antiga biblioteca, num ano de Festa dos Tabuleiros, não se pode dizer que a vida esteja a correr mal para alguns eleitos, desde há anos políticos a tempo inteiro.
Resta saber quanto tempo mais vai aguentar o animal, podendo muito bem vir a acontecer-lhe algo parecido com a desgraça da égua do sevilhano, à qual foram progressivamente reduzindo a ração diária. Vai-se a ver, um belo dia, quando até já estava habituada a não comer praticamente nada, finou-se! E o dono acabou julgado e condenado, após queixa da Sociedade Protectora dos Animais, que alegou maus tratos voluntários.
O mesmo que alguns têm feito e continuam a fazer aos cada vez mais parcos recursos da nossa autarquia...

7 comentários:

Anónimo disse...

Pois, pois...
É que os alemães governam-se a fazer carros, máquinas e produtos. Não esperam que seja o turismo (como quer o mumificado presidente da câmara), ou a indústria do turismo, como diz o vereador desbocado, a garantia da vida económica.

Anónimo disse...

Tás a ver que te enganas António: as câmaras não pagam Imposto automóvel, sob o qual incide ainda depois o IVA e compram as viaturas através da chamada central de compras do Estado, onde o preço dos equipamentos está definido a um valor mais baixo do que no mercado.

O carro do vereador fuinha custou próximo dos 23.000€ e o dos prédios 19.000€. Peças baratuchas para dois incompetentes.

António Rebelo disse...

Para comentador(a) das 09:01

Parece-me que vai por aí alguma confusão, a propósito dos coches em questão. Verdade, verdadinha, a câmara não comprou nada, uma vez que não tem dinheiro nem para mandar cantar um cego, segundo confessou há dois dias o seu próprio presidente. Limitou-se a "arrendar", em regime de "leasing operacional", o que não tem nada a ver com a Central de compras do Estado. E fica um bocado mais caro, dado que a malta que financia não trabalha de borla, nem o mercado do crédito está para benesses.
Pelo que, continua a ser de boa política documentar-se devidamente, antes de contestar opiniões alheias...

Anónimo disse...

Informe-se melhor Rebelo, o comentador das 9:01 tem razão.

António Rebelo disse...

É espantoso como se conseguem ludibriar pessoas de boa fé. Neste caso, de resto sem qualquer importância primordial, basta clicar para ampliar a foto. Está lá tudo. Designadamente este detalhe: Após 48 prestações de 318,04 euros = 15.120 euros, caso o arendatário queira ficar com o carrito, ainda terá de desembolsar mais 10.689 euros. Depois de já ter liquidado 7.516 euros de entrada.
E depois ainda vêm com a história dos 23 mil euros? O Insígnia mais barato custa em Espanha 23.450 euros. Será que os senhores autarcas nabantinos conseguem ainda mais barato, apesar da impressionante diferença de impostos e taxas? Só acredita quem quer. Ou, para citar o arquitecto Saraiva, director do semanário SOL "os portugueses gostam de ser enganados."

Anónimo disse...

Teimoseco António. Já te disseram que as autarquias não pagam Imposto Automóvel.

Anónimo disse...

Alguém anda a enganar o pessoal, e não será o Rebelo que (como quase sempre) faz bem as contas.
A CMTomar pagará 23 mil euros para o sr.vereador ter automóvel durante quatro anos e no final, caso queira continuar com o popó terá que desembolsar mais 10,6 mil.