segunda-feira, 23 de maio de 2011

RECORTADO DA IMPRENSA DE HOJE

CORREIO DA MANHÃ DE 23/05/2011, última página

Falta acrescentar outra vertente, quiçá ainda mais importante. "Defender Portugal, na defesa do Estado Social, da Escola Pública, do Serviço Nacional de Saúde" e mais uns tantos slogans eleitorais socratianos, remetem todos ao final para o velho dito de Luís XIV - "O Estado sou eu!" Ao qual José Sócrates acrescenta de forma implícita "Os outros são todos meus inimigos, uma cambada de usurpadores, de invejosos e de assassinos do Estado Social". Mas ninguém ousa perguntar-lhe -E de onde pensa que virá o dinheiro para alimentar esse Estado Social Socialista, que já nos arrastou para onde agora estamos?

13 comentários:

Anónimo disse...

O que está em discussão nesta campanha e ninguém tem coragem de apresentar ao eleitorado é a questão:
"Qual o estado social que queremos", ou melhor, "até onde estamos dispostos a ir - leia-se a pagar - para continuarmos a ter estado social".


Sabemos que o PCP quer mais estado social. O BE quer manter o estado social que temos. O PS, por força das circunstâncias, pretende diminuir um mínimo. O PSD deseja diminuir mais. E o CDS/PP quer um estado social mínimo. Mas isso só não chega.
Eu gostava de saber onde é que o PS e o PSD desejam cortar. Gostava que me informassem PARA ONDE VÃO OS MEUS IMPOSTOS. E gostava que me garantissem que o orçamento de estado não irá servir - outra vez - para engordar uns quantos, enquanto a factura final será passada a todos.

Repescando um velho provérbio luso "Quem não tem dinheiro não tem vícios".
Este slogam devia ser gritado aos quatros ventos...

Anónimo disse...

E o Antonio Rebelo só despertou para esta realidade (nacional)dos gastos excessivos depois da entrevista ao Relvas???? Fez-se luz???

António Rebelo disse...

Para comentário das 12:18

Se quiser fazer o favor (quando tiver vagar para isso, bem entendido)de consultar o arquivo do blogue, cedo verificará que, muito antes de ter conversado com Miguel Relvas à mesa do café, já eu alertava para o custo insustentável das despesas sociais, a nível nacional, e da câmara, a nivel local. Veja designadamente a série de posts sobre a crise, logo no início de Tomar a dianteira.
De qualquer modo, qual seria o problema caso só tivesse mudado de opinião após a conversa com Relvas? É proibido mudar de opinião ou de opção de voto neste país?

Anónimo disse...

Gostava que me informassem PARA ONDE VÃO OS MEUS IMPOSTOS.

- Eu também!

Anónimo disse...

Faz algum sentido falar de campanha eleitoral numa terra morta como Tomar ?
O Passos Coelho passou pr Tomar a correr, à coelho.
Começou junto à JFreguessia de Sta. Maria, já passavam das 13 horas, e acabou pouco depois das 13,30 na Praça da República.
Como disse alguém: "tinha mais comitiva do que gente de Tomar".
Estava calor, e as ruas estavam desertas.
Curioso foi ver alguns dos socialistas à espera, para serem vistos pelo patrão Relvas.
O encontro, na ponte Velha, com criancinhas de uma escola, e que tinham ali parado momentos antes de Coelho passar, que permitiu um "close" para as televisões, foi por acaso.
O almoço, em Torres Novas(por isso teve de passar por Tomar a correr, e Tomar conta pouco porque vota onde lhe mandam), com gente das IPSS e Provedores das Misericórdias é significativo.

Anónimo disse...

O Passos Coelho passou por Tomar a correr, à coelho.
Desembarcou próximo da Junta de S. Maria já passava das 13 horas, e partiu da Praça da República pouco depois das 13,30. Como disse alguèm: "tinha mais comitiva do que tomarenses para contactar". As ruas estavam desertas.
Significativo foram os socialistas que esperavam pelo patrão Relvas, para que este os visse.
O encontro com criancinhas de uma escola na ponte Velha, que esperararm, e permitiu um "close" para as televisões, foi casual.
Passos Coelho estava atrasado para o almoço em Torres Novas com gente das IPSS e Provedores das Misericórdias. Grande luta em torno das Misericórdias...

Anónimo disse...

Mas o problema das despesas sociais reside fundamentalmente naquela faixa de privilegiados,em que está incluído o Rebelo.

10% de PRIVILEGIADOS arrecadam 90% das receitas destinadas a pagar as despesas sociais.

Ficam 10% de receitas para distribuir pelos outros - os "zé-mijões" da sociedade que,com o seu trabalho e impostos,contribuiram e contribuem em 60% ou 70% para o bolo dos 90% que é trinchado por 10% de gulosos rebelos,com pensões de 4.000,5.000,10.000 e mais euros/mês.

Estes GALIFÕES + OS BOYS apoderaram-se do ESTADO e da RIQUEZA DO PAÍS.

Sem qualquer risco,sem criar um posto de trabalho!

E o resto são tretas e cantigas!

Velhas e relhas!

Anónimo disse...

O anónimo das 15:02 se quer saber para onde vão os seus impostos, apenas tem de pedir ao António Rebelo metade da sua pensão, porque é para aí que vão.

António Rebelo disse...

Para comentadores das 18:28 e 21:26

Devem estar enganados no número da porta. A minha pensão de aposentação antes de impostos é inferior a 3 mil euros. Não percebo por isso a que propósito sou nomeadamente associado a "pensões de 4,000, 5.000 , 10.00 e mais". É uma afirmação tão boçal, tipo bojarda, que nem vale a pena ir mais adiante.
Quanto a quem escreve que os impostos vão para a minha pensão, deve certamente ter cá uma pancada que até assusta. Seguindo o seu raciocínio, sabe-me dizer então para onde vão os 30 mil euros anuais do meu IRS familiar?
Lendo comentários deste estilo, o que espanta não é que Tomar esteja tão mal.É que esteja tão bem, apesar de ter habitantes de tal calibre cívico e analítico. O Marcelo que se ponha a pau, que o seu lugar começa a estar em risco. Basta que os dirigentes da TVI leiam preciosidades deste jaez. Pobre terra, pobre gente!

Anónimo disse...

Na vida vamos sempre aprendendo não é?
E o Amigo Dr. Rebelo também.
Assim finalmente chegou a uma verdade. Pobre terra, pobre gente.
Essa é a frase.
Bem vindo ao clube.

Anónimo disse...

Sr. António Rebelo como é que posso ter um programa na radio também?

Assim eu poderia entrevistar pessoas do povo, desde o canalizador, musico, a enfermeira, o empresário de pequenas empresas, o desempregado, etc...
Eu nesse caso iria-me ocupar daquelas vozes que nunca são ouvidas mas muitas vezes têm muito mais para dizer!

Eu respeito as suas opiniões e concordo com muitas delas, mas acho que alguém deveria fazer um serviço complementar ao seu.
Fica aqui uma ideia

ass: Aquele que quer chegar ao poleiro também

António Rebelo disse...

Para comentador das 23:59

Creio que está a encarar mal a questão. Na realidade, seria muito interessante ouvir o povo. O problema é que quando vêem um microfone à frente, metem a língua no saco e vão à vida.
Quanto à sua aspiração, perfeitamente legítima, se o que busca é um poleiro, julgo que o melhor será procurar nas capoeiras rurais onde não haja já um galo. Nos modernos aviários nem pensar...

Anónimo disse...

Ouvir o povo?
Sócrates, o filósofo grego, quando Alcíbiades lhe respondeu que ia "ouvir o povo" respondeu: "Fraco mestre".
Ouvir quem não quer ouvir?