terça-feira, 2 de outubro de 2012

UMA RESPOSTA NECESSÁRIA

Quem me conhece bem sabe que detesto falar de mim, pôr-me em bicos de pés, buscar protagonismo ou armar-me em cabotino. Apenas apareço onde e quando julgo necessário; apenas falo ou escrevo quando julgo ter algo de substantivo a dizer. Acontece porém que alguns videirinhos da urbe resolveram dissertar nas redes sociais sobre a minha não ida ao recente congresso da nata tomarense, essencialmente composta de tomarenses nascidos e residentes em Lisboa, bem como de lisboetas residentes na capital mas nascidos em Tomar. Segundo tais cidadãos geniais, terei ficado ressabiado por não sei quantos e não sei que mais, tendo avançado com o argumento de que não fui convidado. E aqui mentiu quem disse que não houve convites.
Para tentar calar de vez tais palonços, vejo-me forçado a redigir esta resposta, cujo título esteve para ser "Um post inesperado". As ilustrações infra são explícitas. Fui convidado para apresentar uma comunicação no próximo "Congresso Internacional de Turismo Cultural e Religioso", um evento cuja envergadura difere muito do dito Congresso de Tomar. Basta atentar nas entidades organizadoras: Etno Cantábria, S.F. Gualdim Pais, Heart Books, Município de Tomar, Turismo de Lisboa e Vale do Tejo. Bastante mais consistente que uma casa regional, creio eu.
O organizador executivo do dito congresso, o conterrâneo Manuel Faria, convidou-me primeiro oralmente e agora por escrito, não apenas porque somos amigos, mas por também termos trabalhado em conjunto no Centro de Estudos e Protecção do Património, no Centro de Cultura, no Encontro para a protecção do Património e em 9 edições do Festival Internacional de Cinema para a Infância e Juventude, além de termos sido colegas docentes em Santa Maria do Olival. Sabe portanto  muito bem que, apesar de detestar a ribalta, nunca hesitei em subir ao palco quando necessário, nem nunca brinquei em serviço, procurando sempre honrar este terrunho que me viu nascer e que me há-de guardar os restos mortais.
Sobre a minha resposta negativa, apenas quero acrescentar um velho ditado gaulês: "Antes da hora ainda não é a hora, depois da hora já não é a hora. Deve-se arrancar a tempo."


(Clicar em cima da imagem para ampliar)

3 comentários:

João Pedro Escudeiro Alcobia disse...

Professor, diga ao seu amigo Sr engenheiro Manuel Faria, que eu o ajudo, no que eu poder e sober, eu vou estar presente nesse evento, mas faco questao do pagar. Eu vou me deslocar de Londres para Tomar. Ele ajudou me, com um trabalho sobre o turismo a uns anos atras.

Joao Alcobia

templario disse...

DE: Cantoneiro da Borda da Estrada

Desculpa lá Rebelo, mas este teu post é dos mais infelizes que pariste aqui neste teu blogue. Há dias assim e acontece a todos. "Feito feito, feito está!".

Evidenciaste o convite, a honra com que te distinguiram, publicaste as mensagens trocadas..., elogiaste a iniciativa; chamado à produção, ao concreto, ao convívio, arrenegaste com uma desculpa esfarrapadíssima.

Que raio de coisa é essa Rebelo?!

Será que preferes ser um "fala só", daqueles que nunca se querem confrontar com as antíteses, e por isso te declaras avesso a "mundanidades". Esta minha crítica é muito a sério, pois, na verdade, nunca te vejo nas "mundanidades" a que tenho assistido em Tomar - e são muitas.

És bem o paradigma dos quintalitos nabantinos: lançam livros sobre Tomar e o executivo da câmara não se faz representar; por expl, no sábado passado não apareceu ninguém do executivo de Tomar na abertuda do 32º. Encontro de Bandas, ali no megnífico largo arborizado contíguo à SFGP e Biblioteca munic., com 200 pessoas a assistir - para enaltecer a iniciativa, agradecer aos participantes e banda convidada, estimular os tomarenses a estarem presentes nestes momentos de comunhão e identificação do coletivo tomarense.

Sobre este acontecimento organizado por uma das pérolas da cidade, a SFGP, na vanguarda do Mov. Associativo Português, fiquei estupefacto, quando, ao ler o "Cidade de Tomar" desta semana, deparei com a notícia do Encontro no fundo da página da Necrulogia, em carateres 6 ou 8 (pequenininhas), velhacaria jornalística repugnante.

Desculpa esta crítica muito direta, mas com os estratos mais poilitizados e cultos da cidade barricados nos seus quintalitos, Tomar não vai mesmo a lado nenhum. Dos que conheço do poder autárquico, só lá vi o Dr. Hugo Cristóvão do PS, da AMunicipal.

Devias ter aceite o convite e participar, ou então apresentares uma desculpa mais bem engendrada - e verdadeira.

"Antes da hora ainda não é a hora, depois da hora já não é a hora. Deve-se arrancar a tempo." - dizes tu.

Isto é o quê?!

Ou és mesmo um "fala só"?





António Rebelo disse...

Pois, opiniões são sempre respeitáveis, depende dos pontos de vista. Sucede que agora já só consigo conceber ideias, quando antes ainda me alargava a outras concepções, ou paridelas para usar a tua linguagem. Sobre o fundo da questão, não adianta tentar pressionar-me, assim ou assado. Para usar linguagem técnica, tenho o meu timing e o meu modus operandi e daí não saio. Só morto. Não convém? Paciência!