segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Desejos e realidades

Ontem foi Freitas do Amaral, hoje Luís Ferreira. Ambos garantem que a queda do governo estará para breve, baseando-se nos mais variados argumentos. Se quanto ao ex-líder centrista se entende que durante uma entrevista  aponte a tal mudança provável de primeiro-ministro, embora não esclareça qual ou quais as vantagens daí resultantes, em relação a Luís Ferreira, não se percebe o que o possa mover, para além de uma sempre condenável confusão entre desejos e realidades. Para mais, não se vislumbrando a nível nacional qualquer melhoria proveniente de um futuro governo, a nível local então, nem vale a pena pensar nisso.
Como é sabido, a crise tomarense tem causas locais, embora seja agora exacerbada pela situação de austeridade e respectivas consequências nefastas. Foi provocada por anos e anos de executivos ineptos e inaptos, infelizmente seguidos de outros com opções erradas, interesses espúrios, obras megalómanas e inúteis, má administração e deficiente controlo orçamental. Assim sendo, acenar com a eventual queda ou derrube do governo, quando se foi incapaz de agir no sentido de derrubar em tempo oportuno um executivo de maioria relativa e reputação largamente negativa, só pode ser uma manifestação de mal assumido masoquismo, à mistura com algum protagonismo cabotino. Os tomarenses precisam de quem seja capaz de inverter a presente situação cada vez mais dramática. Dispensam quem se entretenha com grandes análises nacionais, pois sabem muito bem que não temos qualquer influência a esse nível, para além do direito de voto e de protesto. É atrozmente pouco.

3 comentários:

Luis Ferreira disse...

Estimado prof.Rebelo

Decerto não é o meu texto suficientemente claro e objetivo: entendo que a haver eleições antecipadas para o Governo de Portugal (eufemisticamente apenas para a Assembleia da República), elas acontecerão quando o PS não está ainda preparado para assumir as responsabilidades da Governação.

Quanto à recoorente "acusação" local de que não provocámos (o PS) eleições antecipadas, a Presidente do meu Partido, Anabela Freitas, esclareceu em devido tempo, primeiro os dirigentes do PS e depois publicamente que, para que tal fosse possivel havia uma série de condições que se deveriam de conciliar:
1º Todos os elementos constantes das listas do PS e dos independentes estarem disponíveis para renunciarem ao respetivo mandato;
2º Que de tal resultasse a apresentação de uma lista única de entre as forças de oposição no executivo municipal (PS e independentes), para as eleições intercalares (a realizar no 1º semestre de 2012);

Obtida que foi o assentimento a esta estratégia por parte da direção nacional e distrital do PS, a Presidente contactou formalmente o líder dos independentes para saber da disponibilidade deles para esse cenário, com as duas condições referidas. A resposta foi negativa, pelo que o assunto ficou aí encerrado.

Levar Tomar para eleições intercalares em 2012, só com a certeza aos olhos do eleitorado, de que estava constituída uma "frente comum alternativa ao PSD", que justificasse o "incómodo" dos eleitores e o gasto financeiro que tal representaria.

É sabida a minha opinião pública, de Dezembro de 2011 e do meu camarada Hugo Cristóvão do mesmo tempo sobre o assunto: claramente a favor de acabar com este suplício que vivemos em Tomar, com um executivo que é um verdadeiro "nado-morto", mas sem acordo global, nada a fazer...

A bem da verdade dos factos, atenciosamente

tomarense d disse...

-Por principio, sou a favor da queda deste Governo, e a seguir??
É com eleiçoes e consequente ida do PS para o PODER que pensam resolver isto!?
-O PS e muitas das pessoas que o compoem já levaram este País por 3 vezes à falência com a consequente vinda do FMI(tudo isto em 38 anos apenas), é isso que querem novamente!? Pensem e reflitam bem, pois o caso é demasiado sério para brincadeiras.
-Para os apologistas do Sr Hollande, fiquem a saber que hoje(20/11)o rating de França já começou a sua queda. Mais um passo naquilo que será o ABISMO da UE como uniao politica e economica. Aliás já venho dizendo isso à muito tempo e não sou economista nem doutor...

Alfredo Guedes disse...

Gosto da palavra presidente da concelhia do PS de Tomar aqui escrita neste blog com um "P" grande!!! Luis Ferreira foi agora muito mais imodesto para com a sua correligionária política do que o seu camarada Hugo cristóvão, que há tempos foi contestado por alguém, por ele ter escrito com um "p" pequeno a palavra Papa! É esta a propagandeada igualdade socialista!!! Boas e santas tardes para todos...