domingo, 11 de novembro de 2012

Um município tomarense low cost é que era!

EXPRESSO, Revista, 10/11/2012, antepenúltima página

A brincar a brincar, diz o povo... Mas é a brincar que se dizem com algum proveito coisas muito sérias, que de outro modo cairiam em saco roto. Ao contrário da conclusão do texto, aqui pelas berças nabantinas pagamos para andar de Mercedes, (de tal maneira que até pagamos a água do Castelo do Bode mais cara que os lisboetas, cujo nível de vida é no entanto superior), mas nem de burro podemos andar. Por falta de asnos, claro está, uma vez que na Nabância é tudo altamente inteligente e omnicompetente. Conforme atestam os resultados que estão à vista de todos.
Nestas condições, é bem provável que não fosse pior ir pensando num município low cost, para já com metade dos eleitos e metade dos funcionários. Eficazes, bem entendido. Perdiam-se empregos sugadores mas ganhavam-se iniciativas criadoras de riqueza, que hoje em dia já ninguém está com pachorra para aturar mangas de alpaca com mentalidades bota-de-elástico e ceroulas de atilhos. Essa é que é essa!

2 comentários:

Luis Ferreira disse...

Estimado Prof.Rebelo

Não quer que acreditemos que esse caminho traria algo de bom, quer para os Tomarenses, quer para os Portugueses, pois não?

É que nesse Estado social Low-cost só os ricos e poderosos teriam acesso (ainda mais) aos seviços necessários. E que ganharia o cidadão comun com isso?

Permita-me que lhe responda: nada, absolutamente nada!

António Rebelo disse...

Prezado amigo e conterrâneo:
Não insista em iludir os outros, se é que ainda estás iludido. O enfoque não é esse, dão deve ser esse, não pode ser esse. Simplesmente porque as actuais estruturas assistenciais e outras não são sustentáveis. Há desempregados em excesso, mas há também muitos funcionários inúteis, muito dinheiro mal gasto em vencimentos e mordomias. Que me interessa a mim ter serviços públicos tendencialmente gratuitos, se não têm qualidade?
Essa dos ricos e dos pobres é um papão para tentar intrujar papalvos. Desde há muito que remediados e ricos recorrem à medicina privada, ao ensino privado, aos transportes privados, à segurança privada...
Respondendo à tua pergunta, o cidadão comum ganharia um Estado mais barato, condição indispensável para pagar impostos menos confiscatórios.
Queres um exemplo elucidativo? De acordo com os dados da OCDE, Portugal gasta per capita mais com a educação do que a França, por exemplo. Para quê? Achas que o ensino português, no estado a chegou, se recomenda?

Um abraço amigo