terça-feira, 27 de dezembro de 2011

RAZÕES PARA ELEIÇÕES ANTECIPADAS

Tanto os eleitos como os cidadãos mais atentos a estas coisas da política local já perceberam, ou pelo menos já suspeitam, que estamos no meio do rio, em risco de não conseguirmos resistir à corrente, por não haver à nossa frente quem nos indique por onde passar mais facilmente, pois ninguém sabe em que direcção devemos  nadar. Estas linhas visam facultar alguns elementos de reflexão, susceptíveis de constituir um viático para todos aqueles que esta tarde vão ter de tomar decisões dolorosas, sejam elas quais forem.
1 - É meu entendimento, fundamentado numa longa série de factos que seria fastidioso enumerar aqui, haver uma situação de bloqueio no executivo, cuja solução ninguém antevê. O facto de o novo presidente ter resolvido reenviar tal e qual para a Assembleia Municipal um documento anteriormente rejeitado por folgada margem (21 contra, 14 a favor) é uma prova inquestionável disso mesmo.
2 - Salvo acrobática e muito improvável cambalhota política por parte de alguns presidentes de junta, pressionados pelas circunstâncias políticas, nomeadamente por favores políticos passados ou prometidos, o "caso ParqT" não vai ser aprovado, continuando sem cabimentação orçamental.
3 - Mesmo sem a dita inclusão no orçamento, o Município está obrigado a pagar os juros corridos, o chamado "serviço da dívida", como tem feito até agora, acertadamente, diga-se de passagem.
4 - Com ou sem inclusão orçamental, a relativa maioria ainda não explicou nem ao restante executivo, nem à AM, como tenciona vir a liquidar o débito de 6,5 milhões de euros = 1,3 milhões de contos, à  ParqT/Bragaparques.
5 - É óbvio que em situação de falência técnica -uma vez que as receitas correntes não permitem sequer cobrir os custos certos e permanentes- haverá necessidade de recorrer à banca.
6 - Tendo em conta o actual contexto económico/financeiro e a catastrófica situação da autarquia, dificilmente algum ou alguns bancos aceitarão financiar tão elevado montante em condições aceitáveis, cabendo lembrar que o último empréstimo, destinado a liquidar o remanescente de algumas obras supérfluas e aprovado há meses na AM, já custa ao município taxas de juro da ordem de 9 e 9,5%.
7 - De qualquer forma, mesmo que a autarquia viesse a conseguir dinheiro da banca em condições vantajosas, hipótese que neste momento é do domínio da fantasia, subsistiria o problema dos parques de estacionamento, cujas receitas não cobrem nem de perto nem de longe os encargos de funcionamento.
8 - Agrupando os vencimentos + outras despesas permanentes + dívidas a fornecedores + remanescente das obras em curso + ParqT + parques de estacionamento + instalações desportivas + TUT, não tardará muito que o Município de Tomar tenha de vir a ser colocado sob tutela governamental, como está a acontecer de facto com a Madeira.
9 - A única solução viável e rápida  para evitar semelhante vergonha passa por eleições intercalares e por um novo executivo legitimado para cortar a direito, até conseguir pelo menos o equilíbrio financeiro = uma autarquia que viva com aquilo que tem, deixando de se endividar mais e mais a cada dia que passa.
10 - No que concerne especificamente à ParqT/Bragaparques, afirmo ser possível renegociar tudo, de forma a que: A) - O município honre os seus compromissos, mas nada tenha que pagar já; B) - A Bragaparques volte a ser um amigável e proveitoso parceiro de negócios, favoráveis para ambas as partes -os investidores e os tomarenses todos, da cidade e do concelho.

Resta aguardar pelas eleições intercalares, para ser mais explícito durante a campanha eleitoral, se for caso disso. Entretanto faço um sentido apelo aos membros da AM: Mostrem-se dignos da terra onde vivem! DE vergonhas estamos todos fartos!

4 comentários:

Virgílio disse...

Ó MEUJ AMIGOCH...


Luís Ferreira e Pedro Marques são parte do PROBLEMA político em Tomar.

Como querem que possam fazer parte da SOLUÇÃO ?

Enquanto os protagonistas do PS e dos IpT forem esses dois figurões não há nada de bom a esperar.

Os problemas resolvem-se com Homens e Mulheres de PROJECTO, exclusivamente dedicados A SERVIR.

O que não é o caso.

São ambos homens de interesses, ávidos de poder pelo poder, desavindos porque galos em luta pelo mesmo poleiro e suas benesses, sem projecto e sem espírito de servir.

Enquanto os socialistas e os independentes não se virem livres de um e de outro, o Relvas continuará a reinar à vontade e a praticar em Tomar o que "condena" em Lisboa.

E, parafraseando o Sr. Rebelo:

"Entretanto faço um sentido apelo aos membros da AM: Mostrem-se dignos da terra onde vivem! DE vergonhas estamos todos fartos!"

Digo : VERDADE!

Mas digo mais :

Comecem pela MESA DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL.
Destituam a actual e elejam uma nova mesa sem o "SR. MINISTRO".

A partir daí, afastado do poder o RESPONSÁVEL Nº 1 do descalabro, o Órgão Fiscalizador desenvolve a sua NORMAL ACTIVIDADE INDEPENDENTE e, por essa via, na AM e na Câmara a situação torna-se insustentável, irreversível, impondo a necessidade de eleições intercalares, contra todos os manobrismos, seja de quem for.


Com todo o respeito,

Virgílio Lopes

Luis Ferreira disse...

O pseudo-cidadão Virgilio meteu essa na sua cabeça e não sai dela. Deve ser "comparsa" de JAE do Mirante.

Acontece que só ofende quem pode e não quem quer.
A sua silhueta tem bom remédio em relação ao PS, que é inscrever-se e candidatar-se senpre que houver eleições já que em relação aos independentes não pode fazer nada uma vez que não têm qualquer tipo de orgânica.

E boa sorte, que bem vai precisar dela... Lol

Virgílio disse...

O "pseudo-cidadão" não consegue responder ao "Coiso".

Deu-lhe um ATAQUE DE RISO!

E continua a GARGALHAR, a GARGALHAR!

É que sempre adorou circo e, especialmente, os "números" dos PALHAÇOS.

Roco e a suar da gargalha, mal consegue despedir-se.

Com todo o respeito,

Pelo Virgílio Lopes

O Adjunto.

Virgílio disse...

O "pseudo-cidadão" não consegue responder ao "Coiso".

Deu-lhe um ATAQUE DE RISO!

E continua a GARGALHAR, a GARGALHAR!

É que sempre adorou circo e, especialmente, os "números" dos PALHAÇOS.

Roco e a suar da gargalha, mal consegue despedir-se.

Com todo o respeito,

Pelo Virgílio Lopes

O Adjunto.