quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Imprensa regional de hoje

A abrir, O MIRANTE - Edição Médio Tejo, cuja manchete é sobre as eleições antecipadas no CIRE. Igualmente na primeira página, uma curiosa foto de Corvêlo de Sousa, que tanto pode estar a pensar "Oh Cristo! Anda cá abaixo ver isto!", como "Que mal terei eu feito a Deus, para ter de aturar estes tipos?" Mas não foi nenhum destes assuntos que me levou a iniciar a crónica de hoje com o semanário da Chamusca, ou melhor, de JAE. Esse destaque fica a dever-se ao que parece ser uma campanha de demolição psicológica do vereador socialista Luís Ferreira. Reparem, por favor, que não escrevi é. Apenas e só parece ser.
Só nesta edição do semanário chamusquense contei 5 textos diferentes sobre o referido autarca. Eis uma pequena citação de cada um: A - "Eu não sabia mas fiquei a saber que o vereador Luís Ferreira, da Câmara de Tomar, tem um emprego. Não sabia eu e, se calhar, nem ele próprio já se lembrava uma vez que não punha os pés no emprego há mais de meia dúzia de anos..." Pág. 11.  B - "Luís Ferreira regressa à Câmara de Alpiarça onde em sete anos só trabalhou seis meses". Título na página 22.  C - "Vereador socialista da Câmara de Tomar que ficou sem pelouros e regressou ao seu trabalho na Câmara de Alpiarça já sabe cantar o Avante Camarada". Página  38. D - "O polémico vereador da Câmara de Tomar, o socialista Luís Ferreira, a quem foram retirados os pelouros, teve que ir trabalhar para a Câmara de Alpiarça... ...A Câmara de Tomar livrou-se de um problema..." Página 39, texto A.  (A cor é da responsabilidade de TaD).  E - "O vereador socialista Luís Ferreira pôs-se a fazer futurologia na seu blogue...".  Página 39,  texto B.
Se em termos éticos e morais isto não constitui uma perseguição miserável, então é o quê? Jornalismo sério, se calhar ?!?!


O semanário dirigido por António Madureira consagra três páginas ao principal tema da semana -o chumbo pela oposição unida do Orçamento e plano para 2012. Trata-se de um resultado previsível, uma vez que no final de Novembro a oposição, igualmente em bloco, chumbou a revisão orçamental de 2011, tendo ocorrido entretanto também a ruptura da coligação por parte do PS. Nestas condições, a aprovação do orçamento é que teria sido algo de anormal.
O vereador Carlos Carrão, ao que me disseram pouco à vontade, afirmou que "estamos perante um facto político diferente: a oposição está agora unida." Infelizmente para ele e para nós contribuintes, que vamos ter de pagar asneiras que não cometemos, tem o autarca toda a razão, mas dela não parece ter tirado as conclusões que se impunham. O que o conduz a apresentar novamente na Assembleia Municipal, a realizar no próximo dia 27, a revisão orçamental anteriormente chumbada. Por mais voltas que dê à cachimónia não consigo entender semelhante atitude. O que resta da maioria relativa PSD espera conseguir o quê? Que os anteriores opositores dêem o dito por não dito? Por alma de que santo? 
Voltarei a este tema, de forma mais detalhada, no próximo post.

N'O TEMPLÁRIO, para além da política autárquica, três temas merecem destaque: a pilhagem no cemitério de S. Pedro, uma extensa reportagem fotográfica e uma local sobre as obras da Envolvente ao Convento de Cristo.
A triste ocorrência num dos cemitérios do concelho prenuncia, julgo eu, um agravamento da insegurança, sobretudo no que concerne a roubos e assaltos. Tal como nos repetidos casos de subtracção de fios eléctricos e telefónicos, trata-se de roubar objectos em cobre, latão ou bronze, como forma de conseguir algum dinheiro. Com o agravamento da crise e da consequente austeridade, seguir-se-ão assaltos a pessoas e bens, oxalá que sem violência, o que é pouco provável. Que fazer então?!, perguntarão os leitores. Por um lado, atrair investimento para criar emprego. Por outro, incrementar o policiamento e a videovigilância.
A reportagem fotográfica ocupa cinco páginas, tratando das vitrines do centro histórico, do mercado municipal e das já clássicas mazelas nabantinas, célebres na região centro.
Finalmente, a local refere que as obras da envolvente ao Convento de Cristo continuam paradas, devido à insolvência da empresa adjudicatária. Infelizmente, para os tomarenses e para os turistas, o mais grave nem é a bem dizer a falência da empresa, mas a atitude acomodada da autarquia. Que se saiba, ainda nada foi feito no sentido de proceder à alteração do projecto em execução, de forma a preservar e integrar o alambor templário no seu aspecto primitivo, conforme foi prometido por Corvêlo de Sousa, pela directora do Convento, pelo defunto IGESPAR e pelo Secretário de Estado da Cultura. Serão só promessas?

4 comentários:

Luis Ferreira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tomar Tótó disse...

Agora em Alpiarça, donde não devia ter saído face aos prejuízos locais que provocou, os bombeiros de Tomar podem dormir mais tranquilos. O dito indigna-se com as negociatas públicas. O que foi a coligação PSD/PS senão obter um lugar para si e outro para o escorraçado das listas de deputados M.Relvas? É fácil proibir os bombeiros de estar à porta ou sentarem-se nos bancos. Difícil foi demarcar-se do PSD quando Relvas precisava do lugar de presidente da Ass. Municipal e assim LF ajudou o PSD a continuar a destruição de Tomar!

Luis Ferreira disse...

Estimado Prof.Rebelo

Tenho assistido expectante, como convém, ao desenrolar das permanentes atuardas e investidas tontas do Semanário de Joaquim Emidio, pessoa alias com quem nunca tive qualquer 'desaguisado'.

E juro que não percebi ainda o porquê.
Não gostam do que defendo? Não se revêem numa atitude política de permanente verdade, anti-fascista, anti-dogmática e não conivente com as negociatas que muitos na vida publica fazem e promovem? Paciência!
Não gostam que eu não aprecie o esquema estético literário do Lobo Antunes, e que tal como alguns dos
pseudo-donos de Tomar, se acha convencido, pedante e armado ao pingarelho? Que lhes faça bom proveito, que é para o lado que durmo melhor.

Agora se o motivo da "perseguição" que parece que me tentam mover (não ofende/persegue quem quer, mas
quem pode, o que não é o caso), tem alguma relação com o facto de eu ser do mesmo partido que o ex-Presidente de Alpiarça Rosa do Céu, de quem JE/Mirante escreveu o que é publico, desengane-se que haja qualquer correlação especial entre mim e ele. Temos aliás visões políticas muito diferentes, estamos na maioria das vezes em campos distintos internamente, como por exemplo no ano de 2004, altura em que sendo eu Presidente do PS de Tomar, apoiei Manuel Alegre para Sectetario-geral e ele apoiou João Soares.

Acredito que o que defendo e a forma directa como faço política, não seja muito simpática para quem ache que é através da "pressão" ilegítima ou agiota que se conseguem as coisas na vida. Essa dificuldade de lidar com a liberdade dos outros, com a verdade, tiveram-na todos os ditadores em muitos momentos históricos.
Mas se alguém está convencido que porventura me cala, logo a mim que organizei aos 11 anos a minha lrimeira greve e aos 16 já era activista no PS, pode tirar o cavalinho da chuva: só com um colete de chumbo o conseguirão.

E quanto às minhas relações com os camaradas do PCP, que fique claro que trabalhei muitos anos com eles e não tive nem eu, nem eles, qq problema com isso. Fi-lo na Direcção do Conselho Nacional de Juventude, no
Conselho Municipal de Juventude da Câmara de Lisboa e em todas as Associações de Estudantes em que colaborei. Cada um sabe o seu espaço. E nunca precisei de me
afirmar "de esquerda", porque em todas as minhas acções demonstrei sê-lo: trabalhador, empenhado na defesa dos mais fracos e da justiça, solidário, camarada enfim.
Mas mais do que tudo: Livre, sempre Livre, até que a voz me doa ou a pena se quebre...

Luis Ferreira
Vereador socialista

Virgílio disse...

DEIXA-ME RIR!...

Com todo respeito,

Virgílio Lopes