domingo, 12 de abril de 2009

MAZELAS TOMARENSES - Com gente assim?!





Agora que a crise internacional veio acentuar os efeitos da crónica crise tomarense, muitos cidadãos, sobretudo aqueles com menos de 50 anos, interrogam-se e interrogam os outros, procurando respostas que permitam entender como se chegou a esta apagada e vil tristeza, para citar o poeta. As três fotografias que encimam este texto fornecem, a quem souber pôr de lado os óculos partidários e/ou ideológicos, explicação cabal para muita coisa. E testemunham que, pelo menos a auto-proclamada elite política local, não só é muito pobre, como também mal agradecida e mal educada. Mas vamos aos factos.
Quer isso agrade ao não, os factos estão aí. As coisas são o que são, como dizia Cunha Rego. Fernando de Oliveira, militar, salazarista, homem de extrema-direita portanto, foi o melhor presidente de câmara que Tomar teve no século passado. A ele devem os tomarenses o primeiro plano de urbanização da cidade, (o de Carlos Ramos), o mercado, o estádio, a estalagem, o palácio da justiça, o novo quartel, o bairro dos sargentos, o bairro dos oficiais, o bairro da caixa, o bairro Salazar, agora 1º de Maio, etc. etc. Posteriormente comandante-geral da PSP e depois da legião portuguesa, foi igualmente provedor da misericórdia local. Morreu pobre, apesar de ter tido acesso a muitas mordomias, que nunca aceitou. Trabalhou sempre por amor à sua terra. Como esteve sempre, sem disso se dar conta, do lado errado da história, é hoje lembrado na sua terra, pela qual tanto fez, e pelos seus conterrâneos, alguns dos quais tanto ajudou, com um modesto medalhão de bronze num modesto plinto mal amanhado, num canto escondido do jardim da Várzea Pequena. E com a inscrição "General - Presidente da Câmara Municipal de Tomar de 1946 a 1957", o que até nem corresponde à verdade. Adiante...
Pretensamente do lado conveniente da história, Fernando Ferreira e Fernando Lopes Graça, a quem os tomarenses não ficaram a dever qualquer obra de evidente utilidade para todos, foram homenageados pela Câmara Municipal com um belo monumento e uma inscrição ditirâmbica, no duplo sentido do termo, sem que muitos tomarenses tenham percebido ou percebam porquê. Infelicidade das infelicidades, (a ignorância é atrevida e tem destas argoladas), resolveram colocar o monumento nos terrenos anexos ao ex-estádio, agora campo de treinos, contra o qual os homenageados em estátua sempre se insurgiram em vida. Estará tudo isto certo? Monumento grande para obra pequenina e monumento micro para obra grande? Elogio exagerado num caso, silêncio envergonhado no outro?
Numa altura em que a cidade e o concelho anseiam por um presidente de Câmara realmente devotado à causa pública e ao bem comum, que deseje servir e não servir-se; assim um novo Fernando de Oliveira, mas sem ser salazarista nem estar do lado errado da história; a pergunta brutal impõe-se -Com gente assim??!!! Para quê? Para levar coices a eito? Só se for algum masoquista!

8 comentários:

Anónimo disse...

Outra vez a falares do Padrinho Fascista, ó Rebelo?

Tem dó, pá.

Mete o General Oliveira no olho do c..., que o gajo tresanda.

Tem dó, pá.

Anónimo disse...

Deixa-se a mensagem que abre os comentários para que os leitores de boa fé vejam um exemplo acabado da tal "gente assim", que são muito piores e mais numerosos do que geralmente se pensa.
Usando da máxima tolerância, aqui vai a pergunta que se impõe: Com gente assim, ainda se admiram que Tomar esteja como está? Como dizem os brasileiros, "quem nasceu para piranha, nunca chega a jacaré".
Uma última nota: imaginem que se resolvia devolver o conselho. Como é que esta múmia ideológica conseguia lá meter os dois, mesmo não sendo eles muito gordos, antes pelo contrário...

Anónimo disse...

Finalmente o olho clínico do Sr. Dr. António Rebelo detectou a placa indentificativa dois dois tomarenses.

Quem escreveu aqueles indicativos, para além de pretensioso cultural é burro!

Farmaceuta?

Como deve andar na lua, confundiu com astronauta!!!!

Ou então quer umas férias em Ceuta para comprar um casaquito de couro e uns recuerdos!!!!!

Na placa falta um pequíssimo pormenor - as datas de nascimento e de falecimento de Nini e L-G.

Enfim....

Quanto à recordação do padrinho do Sr. Dr. A. R., julgo que a época não é a melhor para o efeito.

Mas como parece que regressámos aos tempos do antes do 25 de Abril, com esta gerência do Zézito!!!!!!!!!!!!!

Sebastião Barros disse...

Dado que o meu nome foi citado e de forma pouco amena, resta-me assumir a paternidade do texto em causa. Terá o amável contraditor a coragem de fazer outro tanto? É pouco provável, julgo eu, pois ou muito me engano ou se trata de alguém que sempre vai sacando uns subsídios que fazem um jeitão.
Indo ao fundo do problema, não se trata de padrinhos, afilhados, ter dó, tresandar, ou meter aqui ou acolá. A questão é simples e pode resumir-se em duas perguntas muito educadas: 1 - O que foi escrito no texto em causa é verdadeiro ou falso? 2 - Uma flagrante injustiça, quando nos agrada passa a ser justa?
E deixe esse ar de pseudo-donzela ofendida. Afinal respeita a liberdade de expressão, ou só quando lhe convém?

Anónimo disse...

Só se discutem banalidades/frivolidades nesta terra malfadada. E assim vai Tomar.

Unknown disse...

Não esperava aqui o elogio do fascismo.

Anónimo disse...

Amigo Caiano, do Rebelo, apesar de dar ares de "socialista" e outro epítetos de "esquerda", não podia esperar outra coisa.

Ainda se vai rir quando o vir a escrever e a dar conferências sobre "como era bom no tempo do meu padrinho" ou "a polícia, sob a gerência do meu padrinho é que era democrática".

Não conhece bem a estirpe desta gente, amigo Caiano.

Sebastião Barros disse...

Para os contraditores de boa fé:

Posso garantir que enquanto eu escrever neste blogue, ninguém aqui fará a opologia e/ou o elogio de regimes autoritários e/ou de partido único. Sejam eles fascistas ou de sinal oposto. Em relação ao texto "Com gente assim?!", agradeço que me indiquem a frase ou as frases que vos permitem ou permitiram pensar que se estava a elogiar o regime derrubado em 25 de Abril 74.

Para os contraditores de má fé:

Como é sabido, o grande especialista dos "processos de intenção", do tipo "ainda não disse mas vai dizer, ou tem a intenção de dizer, ou tencionava fazer", foi o camarada Estaline, conhecido democrata defensor dos pobres e dos oprimidos, que sempre procurou evitar que sofressem com as elevadas temperaturas. Por isso os mandava para a Sibéria. Quando mandava...
Enunciar aquilo que ainda virei a fazer é perfeitamente estalinista e obsoleto. Um pouco com se aqui se escrevesse que ainda um dia havia de vos apanhar a roubar camisas de marca, falsificadas, nos ciganos, no mercado das sextas-feiras.
RES NON VERBA, diziam os latinos. O mesmo proclamo eu. Não sabem latim? Eu traduzo:Queremos factos, de paleio estamos fartos.

António Rebelo

PS:Tinham esperança de que alguém aqui do blogue removesse a mensagem? Tenham paciência! Fizeram a poia, agora pisem-na e aguentem-se com o cheiro!