terça-feira, 28 de abril de 2009

O PRESTÍGIO ESTÁ INTACTO



Numa altura de grave crise, que está longe de ser só económica, faz bem à alma constatar certos factos reconfortantes. Faz bem e ajuda a supoortar e ultrapassar incompreensões, avacalhamentos, abandalhamentos, e assim sucessivamente.
Afinal a fama da nossa célebre Janela, não só como brazão de Tomar mas também de Portugal, ainda é o que era. E o prestígio idem, idem. Na sua página de abertura, o guia turístico "Portugal ", da American Express, a verdadeira bíblia dos turistas não só americanos mas de língua inglesa, escolheu a obra-prima do manuelino como imagem central do nosso país. É certo que o cliché seleccionado está longe de ser o mais feliz. Basta comparar com a outra foto para perceber isso mesmo. Mas ainda assim, aquece-nos o coração. E permite até uma pequena digressão em defesa do património. Se uma simples operação de recorte fotográfico alterou consideravelmente o aspecto da janela que estamos habituados a contemplar, imagine-se o que poderia resultar da infeliz ideia de proceder à limpeza do emblema do Convento. Mesmo a laser! Há coisas que só se conseguem explicar por doentio deslumbramento perante os recursos do progresso. Essa da tal limpeza é uma delas. Oxalá nunca se venha a verificar.

5 comentários:

Anónimo disse...

HINO AO IMOBILISMO

Lamentável que Tomar tenha ainda e só como emblema um trabalho de pedreiro feito à uma quantidade de centenas de anos.
É o reflexo do país. Os nossos heróis continuam a ser o Vasco da Gama, o agora santinho Álvares Pereira e mais 2 ou 3 que a História teimosamente se encarrega de não nos fazer esquecer.
Nada temos na modernidade de que nos possamos orgulhar, a não ser talvez os coices do português de importação Pepe, os banqueiros mais impunenmente corruptos da europa ocidental, o discurso em espanhol de Luis Figo quando recebeu o troféu de melhor do mundo, e o genocídio tentado nas antigas colónias africanas. Pelo meio ficam atitudes de subserviência parola e periférica como foi o caso da cimeira das Lages com o minorca espanhol e os bêbedos americano e britânico a quem o nosso primeiro facultou local para a decisão da invasão do Iraque das armas de destruição maciça que afinal não passavam de espingardas semi-automáticas.
Perfila-se agora mais um encargo para os contribuintes com a realização dum euro para a próxima década a meias com a Espanha, mas que só serve para os espanhóis se descartarem dos jogos menos importantes que não dão lucro.
A nossa pequenez não é só geográfica...

Anónimo disse...

Também nunca ninguém disse que era só geográfica.
Basta pensar que aqui na nossa terra o famoso e rico Convento de Cristo viveu até 1614 sem água corrente. E se não têm sido os reis espanhóis, se calhar ainda hoje...
Somos um ganda povo!

Unknown disse...

Quem acha que a Janela é trabalho de pedreiro só pode escrever "Lages"...

Anónimo disse...

Trabalho de pedreiro em sentido figurado, sr. Silvestre. E queira V.exa perceber que o trabalho de pedreiro já foi em tempos considerado um trabalho assaz nobre. A História manda.

Anónimo disse...

Pedreiro...maçon...diz-lhe alguma coisa?