quinta-feira, 15 de abril de 2010

MAS É QUE NÃO MUDAM MESMO !




As quatro ilustrações acima são excertos da revista Notícias de sábado nº 222, distribuída gratuitamente com o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias de 10 de Abril de 2010, a quem agradecemos.
Quem desejar obter fotocópia da reportagem completa (13 páginas), fará o favor de enviar um email para lidiarrebelo@gmail.com, com a indicação do endereço onde a entregar, mediante o pagamento de dois euros por conjunto. (O tempo das borlas já lá vai há muito, uma vez que já ninguém anda de barrete. Ou pelo menos garantem que não.)

Na primeira metade do século passado, o insigne pensador espanhol Miguel de Unamuno, grande admirador e amigo de Portugal, afirmou que os portugueses são um povo de suicidas. Não por se suicidarem mais do que outros povos. Apenas porque padecem, em geral, de uma obstinação doentia, que associada a igual basófia, os arrasta para situações de desastre eminente.Eis porque, apesar de avisados, recusam mudar de rumo, de opinião ou de vida.
Com a instauração da democracia em Portugal, tais pacientes invadiram todas as áreas da sociedade lusa, sobretudo a política e o desporto. Tanto num sector como no outro, os resultados estão à vista de todos. Seria, por conseguinte, lógico que todos aqueles que até aqui nos conduziram tivessem pelo menos a humildade de dar o lugar a outros. Pois não senhor ! A tal obstinação patalógica leva-os a insistirem nos erros, enquanto vão aguardando qualquer milagre, cujs nstureza, de resto, nem sabem explicar de forma coerente.
Em linguagem simples, podemos dizer que a posição de tais pancrácios radica neste axioma fantasmático: "Não tenho nada que me adaptar à realidade. A realidade é que terá de se adaptar e passar a ser como eu a vejo." Como facilmente se calcula, este axioma implícito, que já nos trouxe até aqui, vai levar-nos de certeza à miséria e à ruína. A não ser que os seus causadores resolvam consultar médicos especialistas, ou, psicólogos, quanto antes. Mas será praticamente impossível, dada a tal obstinação doentia...

(É claro que nada disto tem qualquer relação com os autarcas, os clubes desportivos ou com outras colectividades tomarenses. Não senhor ! Nem com o dinheiro dos contribuintes ! Por supuesto ! diriam os espanhóis.)

6 comentários:

Anónimo disse...

E estes clubes têm Câmaras que lhes cedem instalações sem pagarem nada por isso? E ocupam outros espaços municipais igualmente sem pagarem nada? E apesar de terem penhoradas as receitas, têm Câmaras que lhes atribuem apoios em géneros (3 mil euros para um jantar dia 1 de Maio)? E têm a faculdade de terem Câmaras a pagar e funcionários a trabalhar na montagem de Festas da Cerveja? Hum... acho que não, isso só mesmo em Tomar

Anónimo disse...

Temos de ter a coragem de fazrer uma avaliação séria dos erros de gestão do Uniâo de Tomar, ao longo dos anos, e ver se há interesse e condições para manter o clube na agonia em que se encontra.
O que é lamentável é os vereadores IPT andarem obcecados com a questão do União, quando existem muitos problemas e bem mais graves no concelho que precisam, esses sim, da atenção da autarquia.

Que razões levam os vereadores dos IPT a esta obcessão? Há razões que a própria razão desconhece. Quais são os interesses do Pedro Marques neste assunto? Quais são os interesses da Graça Costa neste assunto? Era bom que explicassem.
O Pedro Marques quando foi presidente da Câmara tudo fez para dificultar a vida ao União de Tomar, o que ele sempre quis foi manobrar em cada momento o União a seu belo prazer e para servir os seus interesses. É lamentável que os vereadores dos IPT percam tanto tempo com a questão do União, sabendo bem a crise bateu à porta de muitos tomarenses, tendo alguns muita dificuldade em dar de comer aos próprios filhos. Sobre estes os IPT não estão cá foram de férias.
Também é verdade que a actual maioria não está isenta de culpas em tudo isto. Mas do PS e PSD não se esperava nada de bom, quanto aos independentes, todos eles, evaporaram-se nas ideias e nos projectos que anunciaram.
E assim vai o mundo.

Anónimo disse...

A mim, munícipe nascido e criado em Tomar, eleitor de pleno direito, o que me parece é que não faz nenhum sentido que a Câmara se endivide a cada dia que passa e simultâneamente, abdica de recebr do União de Tomar, paga despesas do União de Tomar, apoie o União de Tomar e ainda haja quem diga que a Câmara tem que resolver o problema do União. Só se for transformando-o numa empresa municipal, também já são tantos os disparates, como as dezenas de milhares de euros em contentores para balneários para o União, levava-se a asneira até ao fim e em vez de falir o União teríamos apenas uma falência... a do município. O que vale é que o nosso presidente insiste que está tudo bem e que a Câmara está bem e recomenda-se, afinal o serviço da dívida "só" custa o equivalente ao exercício de um ano...

Anónimo disse...

antes da “grande festa” do ano que vem, a grande festa do ano que está!
e qual é, qual é?
pois bem, exímios cibernautas que somos, como alienados andamos da entidade palpável!
e, como isso nos trucida!

desçamos ao real!

pois bem, começou a “grande festa da destruição”;
da obra de excelência do paivão da Trofa, chamada, na cabeça iluminada daquele gastador de tostão nosso, de “fonte cibernética”!
chamai-o ao local e louvai-o (mas como se fazia nos tempos sérios), pelo desastre do desfaz!

se se tem cumprido o delírio no seu todo, o que não seria hoje ter que agoniar com: parques temáticos, fantasia; centros comerciais a céu aberto, ficção; parques de campismo não se sabe bem onde, invenção; obra feita, frenesim; tomar capital do mundo, dementação …

arrepiados que ficaremos um dia quando se fizer luz sobre campos de treinos sintéticos, pavilhões com aquíferos em caves, estacionamentos em tê de parques, hipotecas daquilo que de todos é… ”and so on” (à sua maneira)!

nunca um só tão mal fez; tanto desbaratou, penhorou e ri-se!

sejamos gratos, e chamemos-lhe… brilhante, (ele gosta)!



umcentavoéumcentavo

Anónimo disse...

Neste concelho vale tudo... os menos sérios, são os que o são; os que mais erros cometem, mais são reconhecidos, enfim e assim vai o mundo. Já viram alguém ser chamado à responsabilidade, nem em eleições, porque continuam a ganhar e outros são postos em lugar de destaque, como que nada fosse com eles.
Esta questão, já lá não vai só com contestação, mas sim à porrada...

Funiculi disse...

Do “Barlavento”, nº 1702 de 15 de Abril de 2010, Semanário Regional do Algarve lemos a seguinte notícia na página 26:
A Câmara Municipal de Albufeira exige aos clubes rigor na utilização das verbas e na requisição dos transportes, não pedindo transportes por tudo e por nada, sob pena de um dia quererem um transporte e a autarquia não o ter. As palavras são de Desidério Silva, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, considerada das mais ricas do País.
Na sessão da assinatura de protocolos de cooperação entre os clubes e associações do concelho, que envolve neste ano uma verba na ordem de 500 mil euros, disse ainda que nos últimos oito anos de mandato a autarquia já investiu na área de infra-estruturas desportivas e apoio aos clubes cerca de 45 milhões de euros, numa política que o presidente da Câmara considera de grande utilidade, porquanto é um investimento feito a nível dos quatro mil jovens que praticam diferentes modalidades.
Qualquer concordância com o que se passa em Tomar é somente uma pura coincidência.
Onde está a exigência da Câmara de Tomar ao rigor na utilização das verbas que são despendidas?
Tanto se tem falado aqui no União de Tomar e da secção de futebol juvenil, mas é somente uma e não diferentes modalidades desportivas.
Também é de esperar que os apoios juvenis não sejam encaminhados para os seniores. Ou será que isso nunca se passou?