segunda-feira, 21 de novembro de 2011

PORCA MISÉRIA! Nova desilusão





Mais uma desilusão! O PÚBLICO de ontem insere, nas páginas 4, 5, 6 e 8, um interessante e bem documentado estudo sobre as autarquias, os respectivos orçamentos, as despesas sociais e as difíceis relações com o governo, no actual contexto de crise. Como é do conhecimento geral, o governo reduziu num primeiro tempo a margem de endividamento autárquico para metade dos actuais 125% do orçamento (grosso modo), vindo a reconsiderar após conversações com o social democrata e presidente da câmara de Viseu, Fernando Ruas, líder da ANMP. O principal argumento avançado foi o insubstituível apoio social prestado pelos municípios às populações carenciadas.
Tendo em conta o excerto supra, pensei para comigo: Bem, como em Tomar ainda não cortaram na "iluminação pública, nas manifestações culturais, no que parece menos importante"...nem no ar condicionado dos Paços do Concelho, não deve haver problemas de dinheiro no sector autárquico de ajuda social. Erro meu, do qual me penitencio desde já. Com uma percentagem de apenas 4,4 do orçamento = 1.283.000 euros, ocupamos um pouco honroso 163º lugar no ranking nacional, abaixo da média geral que é de 4,8%. À cabeça está o Município de Cascais, que destina 15,5% do seu orçamento ao sector social = 26.583.000 euros. Na cauda da tabela, o Porto = 6.133.000 euros = 3%, Miranda do Corvo = 291.000 euros = 3% e Terras de Bouro = 324.000 euros = 3%.
Conclusão minha: Porca miséria! Nova desilusão. A autarquia tomarense tem um passivo de quase 70 milhões de euros = 14 milhões de contos, e uma dívida de curto prazo de 19,5 milhões de euros = 3,9 milhões de contos, MAS ONDE É QUE FOI GASTO TODO ESSE DINHEIRO? QUEM BENEFICIOU? QUE RETORNO FACULTA À AUTARQUIA? COMO E QUANDO TENCIONAM PAGAR?
Parafraseando uma bem conhecida balada: Que quem é pecador/Sofra tormentos, enfim/ Mas os tomarenses senhor/Porque lhes dais tanta dor?/Porque padecem assim?

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