segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um pé no travão e outro no acelerador...



É uma curta história que circula por aí. Em recente reunião do Conselho de Ministros, Álvaro Santos Pereira -de que poucos gostam por ser inteligente e estrangeirado- apresentava várias propostas da sua área, quando foi bruscamente interrompido pelo ministro das Finanças, o já temido Gaspar, em quem alguns vêem um novo Botas, mesmo sem as ditas: -Não há dinheiro!!!
O ministro Álvaro ouviu e prosseguiu com a sua exposição. Visivelmente contrariado mas bem disposto, Gaspar interrompeu de novo: -Qual das três palavras é que não percebeu?
Pode bem ser uma história inventada, para tentar denegrir e criar quezílias justamente entre os dois governantes mais "arejados" e menos atreitos às pressões dos costumeiros grupos de pressão internos, uma vez que ambos trabalhavam e viviam bem longe daqui, antes de integrarem o elenco governativo. Em todo o caso, revela igualmente o temor reverencial de alguns sectores mais dependentes da Economia e das Finanças cá do rectângulo, bem como o ambiente de franco diálogo nas reuniões do Conselho de Ministros. Assim como pode vir a dar alguma razão aos militares, muitos dos quais não se sentem bem, "governados por cachopos". Brincalhões, o que mais agrava ainda a situação.
Sem cachopos mas também sem estrangeirados, diálogo é coisa que quase não existe nas reuniões do executivo municipal tomarense, apenas farsas quinzenais, na fundamentada e frontal opinião do vereador Luís Ferreira, que nelas participa activamente, de pleno direito. Não espanta por isso -mas dói- que mais uma vez estejamos perante um facto consumado -Já andam a colocar a usual iluminação de Natal, sem que se saiba quando e por quem foi tomada a decisão, quanto custa, como foi feita a adjudicação, quem paga ou quais são os objectivos. É coisa pouca, ripostarão alguns portadores de óculos com lentes alaranjadas. Será. Resulta porém pouco saudável para a democracia local -mesmo considerando que os tomarenses são bons de boca- que se levem a cabo iniciativas sem que se saiba quanto custam e quem são os responsáveis.
Trata-se, como é evidente para quem esteja bem informado, de iluminar o velório do comércio local. Contudo, tendo em conta a conjuntura, há até uma dimensão caricata, pois enquanto a nível nacional se recomenda poupança, parcimónia, comedimento, havendo muitas autarquias que suprimiram ou reduziram as usuais comemorações da quadra que se aproxima, incluindo as iluminações, em Tomar tudo como dantes,  isto está muito mau, mas é em Abrantes. Estamos por conseguinte perante  mais um exemplo da condução extremamente peculiar da carripana autárquica tomarense, um magnífico Rolls Royce com nítida falta de manutenção adequada, sem direcção assistida e com o motorista a apoiar em simultâneo no acelerador (iluminações de Natal) e no travão (dívidas a fornecedores e outras medidas de forçada poupança por falta de liquidez). Noutros termos: Parece haver dinheiro para coisas espaventosas, espectaculares, como agora se diz, mas faltar para o essencial (arranjo do mercado, pintura da fachada de S. João Baptista, pintura da fachada da sede da Assembleia Municipal, recuperação do Bairro 1º de Maio, ar condicionado na tenda-sauna que faz de mercado, reboco das paredes da Sinagoga, resolução definitiva do problema dos acampamentos ciganos...). Tudo perante a condescendência dos outros dois membros da relativa maioria, dos dois vereadores coligados e dos dois independentes mas pouco.
Por este caminho, muito gostava eu de saber onde é que isto vai parar. E quando!

2 comentários:

Virgílio disse...

EI LÁ!...

Ao contrário do que sempre se ouviu dizer, a história repete-se...

Deixemo-nos de preocupações!

Este governo também já tem o seu "Manuel Pinho" que, afinal, não passava de um estrangeirado já aqui considerado por alguém como o melhor ministro da economia do pós-25 de Abril.

Agora, hoje, há bocadinho, o sempre adiado Álvaro, teórico estrangeirado e só por isso GOOD! GOOD!, anunciou ao País, no Parlamento, em jeito de proclamação "à la Pinho", que a crise acaba em 2012.

Para que toda a gente saiba e...particularmente os colegas Gaspar, Passos e Miguel.

O "TRÁGICO-CÓMICO" no seu melhor, na versão pós-Sócrates, grande filósofo da antiguidade, agora em intensiva reciclagem parisiense...

Em Tomar vamos tendo espectáculos sucedâneos, com um actor repetido e com vários das "divisões inferiores".

Quase todos do CLUBE DO AVENTAL, bem badalado pelo Diário de Notícias nas suas edições de sábado, domingo e de hoje.

E lá me apetece voltar a citar o Jorge Palma :

"DEIXA-ME RIR !...."

Com todo o respeito,

Virgílio Lopes

Luis Ferreira disse...

Onde é que isto vai parar?
Fácil: não vai parar. Vamos continuar alegremente a empobrecer e a "perder valor", na Proteccao e actividade autárquica. Já lá vão 14 anos seguidos, a perder riqueza, importância, serviço e população. As reclamações devem ser endereçadas ao PPD local, com especial remetente para António Paiva e Corvelo de Sousa, duas faces da mesma desgraça.

Até quando?
Fácil também: outubro de 2013 ou, com um pouco de sorte antes...